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Tabell 2 viser satser og reell vekst for utvalgte egenandeler i helsevesenet i perioden 2013–2017

Besvart 27. mars 2017 av kommunal- og moderniseringsminister Jan Tore Sanner

4) Tabell 2 viser satser og reell vekst for utvalgte egenandeler i helsevesenet i perioden 2013–2017

A análise de estruturas de betão armado e betão armado pré-esforçado que apresentavam deterioração prematuras mostraram que, na maioria dos casos, estas eram provocadas por pequenos erros cometidos na fase de execução ou imediatamente a seguir.

A utilização de composições inadequadas, fraca qualidade de mão-de-obra e cura insuficiente resulta em danos, causados devido à elevada permeabilidade do betão e insuficiente recobrimento da armadura, sendo este último, o factor mais importante na

determinação da durabilidade de uma estrutura [2.04].

2.2.1 Amassadura

A operação de amassadura do betão tem por objectivo cobrir a superfície de todas as partículas de agregados com pasta de cimento, e misturar todos os ingredientes do betão numa massa homogénea.

Geralmente, a amassadura é realizada com recurso a betoneiras. Estas possuem pás rotativas que promovem a amassadura. A uniformidade do betão não deverá ser

afectada pelo processo de descarga da betoneira [2.05].

Como regra geral, para a ordem de introdução dos materiais que compõem o betão na betoneira, começa-se pelos agregados mais grossos até ao mais finos, seguido do cimento e por fim da água. É essencial que haja uma mistura eficiente dos materiais no interior da betoneira, de modo a produzir betão uniforme.

2.2.2 Transporte

Existem muito métodos de transporte do betão da betoneira para o seu local de aplicação. A escolha do método depende, obviamente, da quantidade de betão a transportar e de considerações económicas. Existem muitas possibilidades destacando-se os carrinhos de mão, os baldes, os camiões, as bombas, as telas transportadoras, entre outros É necessário verificar se o meio de transporte em questão é adequada para a mistura de modo que não ocorra a segregação desta.

2.2.3 Colocação

As operações de colocação e compactação são interdependentes sendo executados quase em simultâneo. São estas operações que influenciam os requisitos de resistência e de durabilidade do betão endurecido na estrutura final.

Durante a colocação, o objectivo principal é de depositar o betão o mais próximo possível da posição final, de modo a evitar a segregação e garantir a compactação adequada. De modo a atingir este objectivo, as seguintes regras devem ser cumpridas [2.05]:

vibradora, deve ser evitada;

• o betão deve ser colocado em camadas uniformes e não em montes ou

camadas inclinadas;

• a espessura de uma camada deve ser compatível com o método de vibração,

de modo que o ar preso no fundo de cada camada possa ser retirado;

• a velocidade de colocação e compactação deverá ser a mesma;

• cada camada deve ser compactada convenientemente antes da colocação da

próxima camada, sendo a colocação efectuada quando a camada anterior ainda está plástica;

• evitar a deslocação da cofragem e da armadura devido ao processo de

colocação do betão;

• o betão deve ser colocado num plano vertical para evitar a segregação durante

a colocação.

2.2.4 Compactação

Uma adequada compactação e uma boa cura são dois factores que influenciam fortemente a durabilidade das estruturas de betão, sendo particularmente importante para o betão superficial.

O processo de compactação do betão por vibração consiste essencialmente na eliminação do ar preso, permitindo uma maior aproximação entre as partículas. É de notar que a compactação é fortemente influenciada pela qualidade da mão-de-obra.

2.2.5 Cura

Para garantir um betão de boa qualidade, segue-se à colocação e compactação do betão um período de cura adequada ao ambiente, durante o qual se dá o

endurecimento inicial do mesmo [2.05].

Cura é a designação dada aos procedimentos utilizados para promover a hidratação do cimento e, portanto, o desenvolvimento da resistência do betão. Os procedimentos de cura estão relacionados com a temperatura e o movimento de humidade entre o betão e o exterior. Este último afecta não só a resistência, como também a durabilidade.

O objectivo da cura a temperaturas normais é manter o betão o mais saturado possível, até que os espaços inicialmente preenchidos por água, na pasta de cimento

fresca, tenham sido ocupados pelos produtos da hidratação do cimento.

Durante esta fase inicial da vida do betão, é necessário:

• utilizar um processo de endurecimento adequado. O processo deve ser

planeado de modo que o betão possua a resistência desejada durante o processo de descofragem;

• evitar estragos causados pela secagem. Assim, dever-se-á evitar a secagem

prematura da superfície do betão, podendo originar fissuração de retracção plástica;

• evitar danos causados, pelas tensões térmicas que surgem ao longo do

elemento de betão.

Existem diferentes procedimentos de cura, dependendo das condições do local da obra, do tamanho, da forma e da posição do elemento de betão em questão.

A forma tradicional de curar consiste na colocação de óleo nas cofragens antes de betonar, deixando as cofragens no local durante um determinado período de tempo. Se forem retirados previamente, o betão deve ser molhado e envolvido em folhas de politileno ou outros materiais de modo a evitar a evaporação da água a partir do betão.

A aspersão periódica da superfície do betão, após a retirada da cofragem, permite garantir a hidratação contínua deste.

Em grandes superfícies horizontais, de modo a evitar a fendilhação superficial durante o processo de secagem, a perda de água deve ser evitada suspendendo uma cobertura por cima da superfície de betão. Esta protecção é necessário apenas em tempo seco. Contudo, o excesso de chuva pode também ser prejudicial.

A superfície de betão pode ser também coberta com uma membrana impermeável, ou por papel impermeável reforçado, ou ainda por folhas de plástico. Uma membrana, se não for perfurada, irá impedir a evaporação da água a partir do betão, mas não permitirá a entrada desta para repor a água perdida por auto-descicação.

A velocidade de endurecimento do betão depende de vários factores, sendo os mais influentes, a temperatura e a humidade.

cura e da temperatura, sugeriam que dependia da relação entre o tempo e a

temperatura [2.06, 2.07]. Contudo, a definição de maturidade como sendo o produto do

tempo pela temperatura, revelou-se pouco rigorosa. Recentemente, demonstrou-se

que a relação entre a resistência, a cura e a temperatura, pode ser prevista [2.06, 2.07].

Recorrendo à expressão proposta por Jalali [2.08], baseada no conceito de maturidade

do betão, a idade efectiva, τe, pode ser definida da seguinte forma:

τ β τe= ⋅ (2.1) onde       ⋅ −     ⋅ − = T R Q T R Q r exp exp β (2.2) em que:

τ: idade de referencia (normalmente1 dia) - dias; β: coeficiente que depende da temperatura; Q: energia de activação - J/mol;

R: constante dos gases - 8.31451 J/mol; T: temperatura - K;

Tr: temperatura de referência (294 K) - K.

Na figura 2.1 está ilustrada a relação entra a temperatura e a maturidade do betão. Verifica-se que, com o aumento da temperatura, é necessário menor tempo para obter um betão com determinada maturidade. De notar que existem outros modelos

possíveis para o cálculo da idade efectiva [2.09].

Temperatura - T [C]o Id a d e e fe c tiv a - te [d ia s ] 50 40 30 20 10 0 2.0 1.5 2.5 1.0 0.5 0

Figura 2.1 - Relação entre a temperatura e a idade efectiva, para obtenção de um betão com a mesma maturidade.

De referir que o método da maturidade é uma ferramenta útil para a previsão da resistência do betão com o tempo e a temperatura, tendo em conta o efeito acelerador

da temperatura de cura elevada no desenvolvimento da resistência inicial [2.08].

Contudo, não tem em conta o efeito da temperatura inicial na resistência final do betão. Outra obstáculo reside na dificuldade de determinar com rigor a energia de activação, dependente de vários outros factores, sendo o principal o tipo de material cimentício.

2.2.6 Trabalho técnico - execução

Uma grande quantidade dos defeitos funcionais e estruturais analisados podem ser atribuídos à insuficiência de formação especializada, tanto na fase de projecto como na de execução, ou simplesmente, à negligência na execução, e portanto devem ser evitados.

A durabilidade de uma estrutura depende da qualificação técnica das pessoas presentes na obra. Desde os engenheiros, aos técnicos e operários, é fundamental que haja conhecimento de causa e experiência de execução das tarefas.

O fornecimento de informação actualizada e periódica às pessoas envolvidas, e a formação contínua destas, é reconhecido como sendo uma das melhores formas de motivar e envolver o pessoal no trabalho, reduzindo portanto o número de erros.

A fase de execução constitui a etapa vital na obtenção da qualidade das estruturas de betão armado. Do ponto de vista da durabilidade, os aspecto primordiais durante o processo de execução, são os de garantir a qualidade de betão e a adequada espessura de recobrimento .

A espessura de recobrimento das armaduras depende de dois factores, que simultaneamente contribuem para a durabilidade:

• a compactação, de modo a garantir uma densa camada, uniforme e resistente;

• o tipo e duração de cura, controlando os níveis de humidade e a temperatura

diferencial, de modo a limitar ou evitar fendilhação.

Por último será de referir que estes dois factores variam em função da qualidade da execução do trabalho.