2. LITERATURE STUDY
2.6 Turbulence and turbulence modeling
2.6.1 T URBULENCE
Segundo o Programa Brasileiro de Mobilidade por Bicicleta129, uma rota ciclável constitui “a interligação entre um par de Origem e Destino, através do uso de todas as vias e caminhos disponíveis, desde que sejam minimamente preparados para garantir segurança à mobilidade dos ciclistas.” Numa Rota Ciclável, os ciclistas podem percorrer várias infra-estruturas, desde o compartilhamento de calçadas e vias, como ciclovias. Mas é importante que todas as situações sejam pensadas e projetadas para o uso ciclístico.
Com base nos estudos de demanda de fluxos por tipo de usuário, demonstrada nos mapas anteriores, foi realizado para cada um, um mapa correspondente de rota. Os mapas de rota mostram os eixos que atenderão aos fluxos, sem considerar ainda o tipo de implantação e a inserção no sistema viário. A seguir a rota de cada categoria de usuário será apresentada separadamente.
1 - A rota dos estudantes e universitários deve alcançar os Setores de Grandes Áreas, onde se localizam as instituições, escolas e universidades. Ela permeia as áreas residenciais, local de moradia e que também atende as escolas de ensino infantil, e as conecta com as vias L2 e W4/W5, além do campus da Universidade de Brasília. Ver Figura 37.
Figura 37 - Mapa de Demanda 1 - Estudantes que moram no Plano Piloto.
2 - A rota dos trabalhadores que moram e trabalham no Plano Piloto abrange as principais vias e conexões da parte central da cidade, onde estão o Eixo Monumental e os Setores Comercial, Bancário e de Autarquias. A conexão com as quadras residenciais se faz através dos principais eixos coletores locais, vias L1 e W1, e das vias W3 e L2, que além de conectarem com o centro, alimentam as instituições dessas áreas, que também são locais de emprego, conforme mostra o Figura 38. Uma rota de alta velocidade e para longas distâncias foi prevista junto ao Eixo Rodoviário.
3 - A rota dos trabalhadores que moram no Plano Piloto e vão para as demais cidades do Distrito Federal coleta a demanda das áreas residenciais pelas vias L1 e W1, e a conecta com as estações de transporte coletivo, de metrô e ônibus. Também é prevista a ligação direta por bicicleta com os bairros mais próximos e imediatos, como os localizados ao lado norte (Lago Norte e Varjão) por uma rota direta junta ao Eixo Rodoviário, conforme Figura 39.
4 - A rota das pessoas que vêm das demais cidades do DF para o Plano Piloto percorre todos os locais de trabalho dessa população, ao longo das Asas Sul e Norte, tanto nas superquadras quanto nas áreas de instituições, Setor de Grandes Áreas, e na parte central de Brasília, em todos os setores. Além de vir ao centro por motivo de trabalho, essa população vem em busca de serviços específicos, como os fornecidos por órgãos públicos, por bancos e hospitais. A Figura 40 mostra a rota para dessa demanda, que percorre os principais eixos dos setores citados e os conecta com as estações de transporte público.
5 - A rota dos visitantes que eventualmente vêm para o Plano Piloto para cultura, lazer e turismo percorre especialmente os dois eixos principais da cidade. O Monumental, onde se localizam e se tem acesso às principais atividades do gênero: monumentos, pontos turísticos, teatros, museus, estádios, ginásios, Parque da Cidade e feiras; e onde está a grande parte dos hotéis, no Setor Hoteleiro. A rota percorre o Eixo Rodoviário pelas superquadras, ao longo das vias L1 e W1 que permitem que o visitante percorra e tenha acesso às quadras e ao comércio local, parte mais significativa do que se localiza na linha desse eixo, em termos de cultura, diversão e patrimônio. A Figura 41 mostra essa rota.
Figura 41 - Mapa de Demanda 5 - Visitantes eventuais que vêm para o Plano Piloto (cultura, lazer e turismo)
6 - A rota das viagens internas de comércio e serviço no Plano Piloto percorre os comércios localizados nas áreas residenciais, o comércio local e via W3, e o setor de Grandes Áreas, onde se localizam as várias instituições. Na parte central da cidade, a rota percorre os Setores Bancários, Comerciais, de Autarquias, Hospitalar, e de Diversões. A Figura 42 mostra essa rota, que conecta as várias atividades às áreas residências.
Ao fim do traçado das várias rotas, e com a verificação da repetição de diversos eixos e trajetos por diferentes usuários, foi elaborado um mapa que representa a freqüência de utilização de cada eixo. A Figura 43 mostra a soma, representada por uma escala de cores, das diversas demandas de usuários. O número representa quantas vezes um eixo foi utilizado nas rotas consideradas anteriormente, que pode ir de 1 a 6.
Figura 43 - Mapa Síntese das rotas
Esse Mapa síntese permite visualizar e fazer inferências a respeito da importância de cada eixo, em termos globais, ou seja, para a população como um todo. No entanto, há de se ressaltar que alguns usuários considerados possuem representatividade menor em termos de volume e uso da bicicleta, seja pela dificuldade de acesso, como os que vêm de outras cidades do DF para dentro do Plano Piloto, seja pela potencialidade; estudantes, por exemplo, têm grande potencial.
Conclui-se, portanto, que o Mapa Síntese não representa o quão determinado eixo será utilizado, uma vez que um eixo que possua menor freqüência de ocorrência pode ter maior volume de bicicletas que outro eixo. No entanto, esse mapa permite fazer uma análise mais completa, quando utilizado junto a outros dados, e permite a definição da rede a ser proposta.
Após o traçado das diferentes rotas, e da elaboração do Mapa Síntese, deve-se decidir, onde e como implantar a infra-estrutura cicloviária. O primeiro passo foi a definição da hierarquia das vias e a análise dos diferentes condicionantes e possibilidades de implantação. Tais aspectos permitiram definir as especificidades que nortearam as soluções adotadas na inserção do sistema, e definir o traçado da rede cicloviária.