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T RENER OG UTØVER RELASJONEN

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1. INTRODUKSJON

2.3 T RENER OG UTØVER RELASJONEN

Nosso trabalho inseriu-se na linha de pesquisa que trata da formação e desenvolvimento profissional de professores de Matemática, objetivando compreender, a partir do discurso de professores de Matemática, o sentido atribuído à autonomia profissional e como esse sentido é refletido no desenvolvimento curricular da disciplina de Matemática.

Para tal utilizamos a entrevista compreensiva como procedimento metodológico e ouvimos cinco professores de Matemática, que lecionam no Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte.

A análise das entrevistas revelou que o modelo de formação calcado na racionalidade técnica esteve presente na formação dos professores envolvidos no estudo.

Além disso, observamos que para esses professores a autonomia é tida como uma capacidade de exercer o seu trabalho sem influências de outrem, caracterizando, dessa maneira, a dimensão individual do trabalho do professor.

Percebemos, também, no desenvolvimento do estudo, que tais professores, apesar de se dizerem autônomos, não percebem que a heteronomia está vinculada ao seu trabalho, através da padronização imposta pelos livros didáticos e pela imposição que é feita através do vestibular sobre o tipo de conhecimento matemático que o professor deverá trabalhar em sala de aula, o que acarreta em um currículo de Matemática desatualizado e estagnado, contradizendo a essência do currículo como processo de construção permanente.

Notamos que a reunião pedagógica, lócus de excelência para reflexões e discussões acerca do ensino de Matemática, não tem se configurado nessa direção,

sendo para os professores de pouca contribuição ao enriquecimento de seu trabalho, pois eles consideram que ainda há muita resistência em refletir sobre teorias, e que o professor de Matemática prefere concentrar-se na sua prática. Consideramos esse um equívoco, haja vista que pensamos que as reflexões e discussões teóricas são essenciais para uma evolução da prática.

Observamos que os professores apoiaram suas práticas, principalmente no início de suas carreiras, na intuição e espontaneidade, não possuindo um aporte teórico e prático que desse suporte em sua profissão. Entendemos que para que esse quadro seja superado se faz necessário que investimentos sérios sejam feitos na formação desses profissionais.

Para que seja superado o modelo oriundo da racionalidade técnica os professores, primeiramente devem tomar consciência dos condicionantes que transitam junto ao seu fazer pedagógico. Isso implica em um investimento no avanço teórico e prático dos professores, através de um processo em que os professores em conjunto assumam um papel cada vez mais significativo no desenvolvimento curricular da disciplina de Matemática. Esse trabalho, realizado no âmbito coletivo, trará como resultado a constante reconstrução dos currículos e da profissionalização de todos os envolvidos. Para isso, investir na formação permanente de professores é o caminho pelo qual será possível promover transformações na escola e nas práticas pedagógicas adotadas.

Caminho esse que se ancora em um trabalho coletivo da equipe de professores de Matemática, haja vista que autonomia não deve ser sinônimo de individualismo, postura que só enfraquece a profissão docente e que freia o desencadeamento de mudanças no campo educacional.

Finalmente recomendamos que, a instituição como agência que se presta a formar profissionais, também, na área pedagógica, através de licenciaturas, deve incentivar a prática investigativa por parte de seus docentes. Incentivo esse que pode ser dado a partir do estímulo a criação de grupos de pesquisa em Educação Matemática, para que com isso os professores dessa disciplina percebam que o conhecimento advém de um processo histórico e que, além disso, possam refletir e discutir questões acerca da Matemática.

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PLANO EVOLUTIVO 1

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