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T HE LINK BETWEEN S ALES AND M ARKETING IN B2B

2. LITERATURE REVIEW

2.2 T HE LINK BETWEEN S ALES AND M ARKETING IN B2B

O trabalho estruturado em quatro seções iniciou-se com a discussão do conceito de técnica visando uma compreensão de descrição, seguido da apresentação das variações terminológicas em torno do termo descrição e, por fim, tratando da descrição sob o ponto de vista da Catalogação e da Bibliografia. Este percurso permitiu investigar, ainda que de modo incipiente, teoricamente e historicamente, como a técnica de descrição em catálogos e bibliografias foi proposta.

Os objetos confeccionados pelo homem no decorrer do tempo são produto de técnicas, ou seja, da experiência nos diferentes modos de agir sobre um objeto segundo modelos determinados culturalmente. A técnica como conhecimento preditivo, de acordo com Aristóteles, é materializada pela ação ou prática humana. A técnica moderna, trabalhada em Heidegger, reflete o desenvolvimento da ciência. As práticas de organização da informação foram sedimentadas pela técnica moderna e transitam, ora na perspectiva da técnica moderna, ora na da manual.

Sabe-se que por meio da linguagem, elemento da técnica moderna, os procedimentos de organização da informação foram aprimorados, contudo essas elaborações nem sempre causam melhorias para uma área quando são tratadas de modo essencialmente prescritivos. Ainda assim, observa-se como a normalização foi importante para a consolidação da técnica da descrição e para o intercâmbio de informações ao redor do mundo.

Um artesão, ao produzir um objeto, ou um operário ao fabricar um produto industrial, possui uma representação prévia das suas atividades tanto na forma dada aos produtos como na realização do trabalho. A forma pouco racionalizada de práticas constituídas por técnicas simplificadas é o cerne do problema.

Percebeu-se que o conceito de técnica, como entendido atualmente, apresenta um distanciamento do seu conceito inicial. A técnica, não é uma ação espontânea, gerada pelo acaso. A técnica utilizada para representar documentos, produzindo uma mensagem por meio dos elementos que identificam o objeto, parte inicialmente do conhecimento que se tem do objeto. Para representar ou descrever algo que está em outro lugar para alguém seguindo um determinado critério, é necessário compreender o objeto.

Para entender essas questões foi necessário discorrer sobre a técnica de representar documentos, que é o processo descritivo realizado na Catalogação e na Bibliografia.

Entretanto, ao tratar do processo de descrição segundo essas abordagens, verificou-se uma vasta nomenclatura relacionada a essa técnica. Os termos foram identificados, selecionados, categorizados e conceitualizados, a partir de uma abordagem semasiológica, enfatizando os nós que os conceitos apresentavam.

Interessante observar como um processo de organização da informação, no caso, a descrição, configura uma área, pois por meio dessa técnica percebe-se uma aproximação e, ao mesmo tempo, um distanciamento entre Bibliografia e Catalogação. Ao verificar a técnica desenvolvida pela bibliografia descritiva, na Bibliografia, com a descrição pormenorizada dos documentos, e pela descrição bibliográfica, na Catalogação, com o conjunto de dados que identificam um documento, possibilitando a sua identificação e localização, percebe-se que a finalidade com que cada produto é desenvolvido marca essencialmente uma área.

Se a descrição é o que tanto aproxima quanto distancia a Catalogação e a Bibliografia, quais implicações essas áreas teriam para o conhecimento e o ensino da descrição? Os repertórios bibliográficos são produtos concretos do acúmulo de conhecimento do processo descritivo que é realizado na Catalogação e na Bibliografia?

A divisão do trabalho entre os que executam e os que planejam, conforme Vieira Pinto, materializaria, respectivamente a substanciação e a adjetivação da técnica. Na seção sobre a descrição na Catalogação, Osborn apresenta essa questão na figura dos administradores e dos catalogadores. Percebe-se nesse caso uma distância enorme entres esses dois personagens. De um lado, a exacerbação de regras e princípios, e de outro, decisões sendo tomadas sem o entendimento dos princípios da técnica. Observa-se que nos dois lados a técnica é diminuída, ou por desconhecimento ou pelo modo como as regras e definições foram cristalizadas.

Na seção sobre a descrição na Bibliografia, alguns apontamentos merecem atenção: primeiro, a época bibliófila da Bibliografia, demarcada por Malclès no período de 1790 a 1810; e a época técnica, a partir de 1914. No primeiro caso, os estudos financiados pelo governo francês ao confiscar os acervos bibliográficos durante a Revolução subsidiaram a confecção de um código de catalogação. No segundo momento, a Bibliografia envolve processos no âmbito da catalogação em bibliotecas e nos centros de documentação. O entendimento de Bibliografia como a ciência das bibliotecas propagada na França durante a Revolução Francesa, segundo apresentado por Simón Díaz, seria um indicativo da aproximação e da separação da Bibliografia e da Catalogação?

Na seção sobre a descrição na Catalografia, é trabalhada a produção de repertórios bibliográficos como um processo abrangente aplicado às noções de descrição do livro, dos inventários, dos catálogos e das bibliografias. Os autores falam de descrição como algo que se coloca de modo mais generalizante, fundamentado, não como uma prática aplicada a certas realidades parciais de organização da informação. Essa discussão é interessante, porque não é mais possível dar respostas práticas ou acadêmicas em torno de normas ou tecnologias. Atualmente, com a diversidade de sistemas de informação, uma Catalografia, como a ciência da descrição, segundo Shamurin, seria capaz de pautar os estudos descritivos desses ambientes? A pesquisa exploratória sobre a descrição na Catalogação e na Bibliografia abriu um possível caminho para a fundamentação teórica a respeito do entendimento da produção dos diversos repertórios bibliográficos.

Como limites da proposta do trabalho, aponta-se o recorte da literatura adotado. Na seção sobre Bibliografia, as falas delimitaram majoritariamente dois países específicos: França e Espanha. No desenrolar da pesquisa, alguns apontamentos foram feitos sobre o desconhecimento de trabalhos publicados por autores alemães e russos no que concerne a estudos teóricos sobre descrição do início do século XX, porém não foi possível aprofundar o estudo sobre essas publicações.

A técnica, que implica uma predição, pode por vezes ser nomeada de tecnicismo, que é um conceito entendido como algo pejorativo, afastado da noção reflexiva, dicotomizando um saber entre prático e teórico ao enfatizar o primeiro. No entanto, a técnica moderna contempla a produção de conhecimento científico.

Os processos de representação documentária descritiva, feitos sob uma ordem manual, posteriormente em uma ordem eletrônica e, por fim, inserindo o eletrônico em rede, altera e amplia a própria Catalogação. O ato de produzir é modificado por conta de uma nova tecnologia. Quais encadeamentos serão necessários para dar suporte a essas mudanças?

Como trabalhos futuros, sugere-se refletir sobre a contextualização histórica da Biblioteconomia dos Estados Unidos e da Europa em meados do século XIX, principalmente a partir das concepções técnicas e normativas dos estudos de organização da informação. Algo que também foi pincelado, porém pouco aprofundado nessa pesquisa e que merece desdobramento, é a questão da mudança na produção do documento alterando sua forma de representação documentária.

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