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T-bane infrastruktur

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7 K2 T-banekonseptet

7.2 T-bane infrastruktur

Quanto ao contacto com os avós e à frequência dos encontros, nomeadamente se costumavam ou não estar com os seus avós, as respostas dos participantes vão, de certo modo, ao encontro dos resultados obtidos na vertente quantitativa deste estudo (Estudo1), já que os jovens referiram, na sua maioria, que costumavam ou costumam estar com os seus avós (tanto os rapazes como as raparigas) diariamente (n=9), seguidos pelos jovens que referiram estar com os avós semanalmente (n=5).

Face a estas respostas, poderemos inferir que a proximidade geográfica seria um fator promotor desse contacto, pois os jovens referiram que os avós viviam consigo ou na mesma rua e outros que, apesar da distância, tentavam estar com os seus avós em momentos especiais, como épocas festivas ou aniversários. Os dados vão ao encontro de Mueller, Wilhelm e Elder (2002); Schutter et al.,1997); Smith & Drew (2004) que referem que a frequência de contacto parece aumentar com a diminuição da distância geográfica, o que permite a possibilidade de um maior envolvimento dos avós na vida dos netos.

Há ainda jovens que referem que têm o hábito de almoçar em família ao fim de semana. Em relação à interferência dos pais nesta relação entre avós e netos, os pais parecem ser promotores desses contactos, indo ao encontro de Dias e Silva (1999) mostrando que os pais interferem positivamente na relação que os netos estabelecem com os avós e isso traz sentimentos positivos para todos, corroborando Dunifon & Bajracharya (2012) que defendem que os jovens que têm boas relações com os seus pais e os seus pais com os avós, relatam relações mais fortes com os avós.

Há relatos de situações em que, na sequência de desentendimentos familiares, os netos acabaram por se afastar, involuntariamente, dos seus avós. Também se verificaram casos em que, na sequência do divórcio dos pais e/ou recomposição familiar, os netos acabaram por se afastar dos avós, confirmando Attias-Donfut e Segalen (2002) que referem que quando os pais se separam e depois casam novamente, as suas relações com os seus pais e ex-sogros e novos sogros, tornam-se mais distantes e, consequentemente, os netos também se afastam dos seus avós. Mueller e Elder

(2003), Mueller, Wilhelm e Elder (2002), Newman e Newman (2012) consideram que a relação estabelecida entre avós e netos pode ser facilitada ou dificultada pelos progenitores destes.

Por outro lado, há jovens que se aproximaram dos avós aquando da entrada na faculdade, referindo que foram viver para casa dos avós para não pagar alojamento e estar mais à vontade do que se tivessem que arrendar e/ou partilhar uma casa com outros colegas, o que corrobora Dias e Souza (2001) que referem que à medida que os netos crescem decidem que tipo de relacionamento pretendem ter com os seus avós. Não pareceu, contudo, pelos relatos dos jovens, que se corroborassem Attias-Donfut e Segalen (2002) quanto à ideia de que, à medida que os netos crescem, o contacto entre ambos é menos frequente, já que os jovens preferem estar com os seus pares, embora convivam nos encontros de família e até para os avós lhes darem presentes.

Observando as unidades de registo referentes à subcategoria Atividade Realizadas, é possível inferir que os avós, em contacto com os netos, levam a cabo uma série de tarefas, em que passear e ver televisão são as mais referidas. Também o apoio em tarefas escolares e o facto de ir levar e/ou buscar as crianças à escola, preparar as refeições, permite inferir uma interação de qualidade que proporciona uma partilha de conhecimentos durante os passeios e através do acompanhamento de programas de televisão, do apoio na realização das tarefas escolares e das simples conversas e da partilha de histórias.

Pires (2010) referiu que a família assume um lugar importante na e para a sociedade, já que é nela que está a capacidade para personalizar e socializar, oferecendo um suporte básico, proteção e outros cuidados importantes para um bom desenvolvimento dos seus constituintes. Giddens (2001), refere que é na relação familiar que o ser humano interioriza os elementos socioculturais do seu meio e os integra na estrutura da personalidade face às experiências vividas na e com a família e se adapta ao meio social. Os avós, ao levarem os netos à missa, ao café, a monumentos, e a fazerem atividades em conjunto como conversar, brincar, realizar tarefas domésticas, contar histórias e fazer coisas da escola, acabam por proporcionar momentos de aprendizagem e de interação com as outras pessoas, confirmando, assim, autores como Dias e Silva (2003) e Veleda et al. (2006) que referem que depois dos pais os avós são responsáveis pela socialização das crianças, pelo que tendem a contribuir de forma positiva para o desenvolvimento infantil ou como Fausto (2006) que considera que a infância é uma fase do desenvolvimento em que a socialização

assume grande importância, para a qual os seus membros contribuem através da dinâmica familiar.

Por outro lado, Oliveira (2011) também defende que apesar das relações interpessoais serem extremamente importantes em qualquer fase do ciclo vital, parece relevante o papel que estas assumem na infância e na adolescência, podendo contribuir para um desenvolvimento equilibrado a vários níveis. Autores como Garcês e Batista (2001) ou Falcão e Dias (2006) referem que o desenvolvimento é um processo que implica a integração de novos elementos que, através das suas interações promovem o crescimento da criança, sendo que o ambiente que a rodeia pode facilitar ou dificultar o seu crescimento. Mantilla (2006) também salienta que o apoio na educação dos netos traz benefícios para toda a família.

2.5 Perceções acerca do contributo dos avós para o Bem-Estar Psicológico

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