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Chapter 2: Review of Related Literature

2.3. Systemic Risk within Complex Systems

2.3.2. Systemic Risk within Complex Systems

Gráfico 1: Distribuição da amostra relativamente à questão: “Já ouviu falar sobre o

Reiki?”

72% 28%

Sim Não

Face á leitura do gráfico 1, quando questionados se já tinham ouvido falar sobre o Reiki, 72% (43) alunos afirmam positivamente tal facto.

Gráfico 2: Distribuição da amostra relativamente à questão: “Sabe o que é Reiki?”

Seguidamente verifica-se no gráfico 2, aqueles que afirmam já ter ouvido falar sobre Reiki, apenas 44% (19) alunos declaram saber o que é Reiki.

44% 56%

Sim Não

64

Quadro 2: Distribuição da amostra relativamente à questão: “O que entende por

Reiki?”

n %

“É uma terapia alternativa que se baseia na transmissão de

energia através das mãos”. 4 21,05

“Terapia com raízes japonesas e que tem por base a energia

existente no universo (vital) e a sua transmissão”. 3 15,79 “Terapia complementar que ajuda a equilibrar o estado

emocional do indivíduo”. 3 15,79

“Uma transmissão de energia, para estimulação e melhora do

equilíbrio físico e mental”. 2 10,53

“Medicina complementar que se preocupa com o bem-estar

através da transmissão de energia”. 2 10,53

“Terapia alternativa que se baseia na transmissão da energia

universal vital e que remove bloqueios, facilitando o equilíbrio”. 2 10,53 “Terapia japonesa relacionada com a energia universal vital”. 1 5,26 “É uma terapia alternativa que se baseia na imposição das mãos

para transmitir energia universal”. 1 5,26

“É uma terapia alternativa que tem por base as energias que tem

origem dentro do corpo de cada um, imaginação guiada”. 1 5,26

Total 19 100,00

Os 19 alunos que afirmam saber o que é Reiki responderam à questão sobre o que entendem sobre o Reiki.

Para 21, 05% da amostra o Reiki “É uma terapia alternativa que se baseia na transmissão de energia através das mãos”, 15,79%, respectivamente, referem que o Reiki é uma “Terapia com raízes japonesas e que tem por base a energia existente no universo (vital) e a sua transmissão” e é uma “Terapia complementar que ajuda a equilibrar o estado emocional do indivíduo”.

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De seguida, 10,53% dos inquiridos respectivamente, entendem que o Reiki é “Uma transmissão de energia, para estimulação e melhora do equilíbrio físico e mental”, uma “Medicina complementar que se preocupa com o bem-estar através da transmissão de energia” e, por fim, é uma “Terapia alternativa que se baseia na transmissão da energia universal vital e que remove bloqueios, facilitando o equilíbrio”.

Quadro 3: Distribuição da amostra relativamente à questão: “Tem curiosidade em saber

o que é Reiki?”

n %

Sim 24 100,00

Não 0 0,00

Total 24 100,00

No entanto, de acordo com o quadro 3, dos 24 inquiridos que responderam “não” saber o que é Reiki, todos eles referem curiosidade em saber o que é.

66

Quadro 4: Distribuição da amostra relativamente à questão: “Quais foram as fontes de

informação?” n % Internet 17 21,51 Televisão 14 17,72 Revistas 13 16,46 Amigos 12 15,19 Livros 8 10,13 Jornais 8 10,13 Acções de formação 3 3,80 Universidade 2 2,53 Familiares 1 1,26

Experiência com Reiki 1 1,26

Total 79 100,00

Nesta questão, os inquiridos podiam optar por mais que uma resposta. Assim, o «n» não corresponde ao tamanho da amostra, mas sim ao número total de respostas obtidas.

De acordo com o quadro 4, a fonte de informação mais assinalada pelos alunos é a internet (21, 51%), seguindo-se a televisão (17,72%) e as revistas (16,46%).

Gráfico 3: Distribuição da amostra relativamente à questão: “Já foi submetido a algum

tratamento com o Reiki?”

81%

19%

Sim Não

67

No gráfico 3 verifica-se que 19% (oito alunos) dos elementos da amostra, já se submeteram a um tratamento com Reiki.

Quadro 5: Distribuição da amostra relativamente à questão: “Que benefícios pensa que

o Reiki pode ter para o indivíduo?”

Nível de importância 1 2 3 4 5 Total n % n % n % n % n % n % “Equilíbrio emocional” 14 32,56 7 16,28 8 18,60 3 6,98 6 13,95 38 88,37 “Facilitação do relaxamento” 4 9,30 3 6,98 2 4,65 12 27,91 8 18,60 29 67,44 “Melhoria na qualidade de vida” 10 23,26 4 9,30 4 9,30 3 6,98 6 13,95 27 62.79 “Diminuição do stress” 3 6,98 5 11,63 10 23,26 4 9,30 4 9,30 26 60,47 “Equilíbrio físico” 1 2,33 10 23,26 5 11,63 8 18,60 2 4,65 26 60,47 “Redução da dor” 4 9,30 3 6,98 3 6,98 5 11,63 8 18,60 23 53,49 “Diminuição da ansiedade” 4 9,30 5 11,63 5 11,63 3 6,98 0 0,00 17 39,53 “Alivio do sofrimento” 2 4,65 1 2,33 4 9,30 3 6,98 4 9,30 14 32,56 “Paz interior no processo de morte” 0 0,00 1 2,33 1 2,33 0 0,00 2 4,65 4 9,30 “Promoção do processo de cura” 0 0,00 1 2,33 1 2,33 0 0,00 2 4,65 4 9,30 “Redução nos efeitos da

medicação” 1 2,33 2 4,65 0 0,00 1 2,33 0 0,00 4 9,30 “Diminuição do tempo

de hospitalização” 0 0,00 0 0,00 0 0,00 1 2,33 1 2,33 2 4,65 “Estimulação do sistema

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Quando questionados sobre os benefícios que o Reiki pode ter para o indivíduo, dos 13 itens fornecidos, foi solicitado aos inquiridos que seleccionassem cinco e os enumerassem por ordem crescente de importância conforme a escala fornecida. Deste modo, o nível 1 corresponde a “Nada importante”, o 2 a “Pouco importante”, o 3 a “Assim-assim”, o 4 a “Bastante importante” e o 5 a “Muito importante”

Com a análise do quadro 5, e considerando globalmente os itens mais assinalados, verifica-se que os inquiridos assinalam maioritariamente o “Equilíbrio emocional”, 88,37% (38 alunos). De seguida, os inquiridos assinalam a “Facilitação do relaxamento”, com 67, 44% (29 alunos), a “Melhoria na qualidade de vida” por 62,79% (27 alunos) dos inquiridos, a “Diminuição do stress” e o “Equilíbrio físico” por 60,47% (26 alunos) dos inquiridos, respectivamente.

Considerando o nível de importância, para 18,60% dos inquiridos (8 alunos) a “Facilitação do relaxamento” e a “Redução da dor” são os benefícios “Muito importante” atribuídos ao Reiki. De seguida, verifica-se o “Equilíbrio emocional” e a “Melhoria na qualidade de vida” com 3,95% (6 alunos), respectivamente.

Em contrapartida, o “Equilíbrio emocional”, 32,56% (14 alunos), e a “Melhoria na qualidade de vida”, 23,26% (10 alunos) também são as assinaladas como os benefícios “Nada importante” atribuídos ao Reiki.

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Quadro 6: Distribuição da média e desvio do padrão da amostra relativamente à

questão: “Que benefícios pensa que o Reiki pode ter para o indivíduo?”

Média Desvio do padrão “Facilitação do relaxamento” 2,42 2,038 “Equilíbrio emocional” 2,19 1,592 “Diminuição do stress” 1,84 1,772 “Redução da dor” 1,84 2,058 “Equilíbrio físico” 1,81 1,708

“Melhoria na qualidade de vida” 1,67 1,822

“Alivio do sofrimento” 1,12 1,802

“Diminuição da ansiedade” 0,95 1,362

“Promoção do processo de cura” 0,35 1,173

“Paz interior no processo de morte” 0,35 1,173

“Redução nos efeitos da medicação” 0,21 0,742

“Diminuição do tempo de hospitalização” 0,21 0,965

“Estimulação do sistema imunitário” 0,05 0,305

A compreensão dos benefícios do Reiki por parte dos estudantes pode ser visualizada no quadro 6. Em média, os inquiridos assinalam maioritariamente a “Facilitação do relaxamento”, 2,42, o “Equilíbrio emocional”, 2,19, a “Diminuição do stress” e a “Redução da dor” respectivamente com 1,84.

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Quadro 7: Distribuição da amostra relativamente à questão: “Na sua opinião, que

motivos levam as pessoas a procurar Reiki?”

Nível de importância 1 2 3 4 n % n % n % n % “Descrédito na Medicina Tradicional” 6 13,95 10 23,26 13 30,23 14 32,56 “Insatisfação com a Medicina Tradicional” 9 20,93 16 37,21 15 34,88 3 6,98 “Como Complemento à medicina tradicional” 18 41,86 9 20,93 6 13,95 10 23,26 “Por apresentar menos riscos para a saúde” 10 23,26 8 18,60 9 20,93 16 37,21 Total 43 100,00 43 100,00 43 100,00 43 100,00

Quando questionados sobre os motivos que levam as pessoas a procurar o Reiki, foi solicitado aos alunos que enumerassem os quatro itens fornecidos por ordem crescente de importância. Assim, o nível 1 corresponde a “Nada importante”, o 2 a “Pouco importante, o 3 a “Bastante importante” e o 4 a “Muito importante”.

Com a análise do quadro 7, pode-se constatar que as opções que os alunos assinalam como “Muito importante” para os motivos de procura do Reiki são “Por apresentar menos riscos para a saúde”, 37,21%, e o “Descrédito na Medicina Tradicional”, 32,56%.

Como “Nada importante” foi atribuído ao item “Como complemento à medicina tradicional” com 41,86%, nos motivos de procura do Reiki.

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Quadro 8: Distribuição da média e desvio do padrão amostra relativamente à questão:

“Na sua opinião, que motivos levam as pessoas a procurar Reiki?”

Média Desvio do

padrão

“Descrédito na Medicina Tradicional” 2,81 1,052 “Por apresentar menos riscos para a saúde” 2,72 1,202 “Insatisfação com a Medicina Tradicional” 2,28 0,882 “Como Complemento à medicina

tradicional” 2,19 1,219

Na opinião dos estudantes e de acordo com o quadro 8, o “Descrédito na Medicina Tradicional” (2,81) e o facto de “Apresentar menos riscos para a saúde” (2,72) são os principais motivos para a procura do Reiki.

Quadro 9: Distribuição da amostra relativamente às questões: “Fez alguma iniciação

em Reiki?” e “Que nível possui?”

n % Sim 4 9,30 Não 39 90,70 Iniciação em Reiki Total 43 100,00 1º nível 4 100,00 Nível que possui Total 4 100,00

Quando questionados se já tinham feito alguma iniciação em Reiki, apenas 4 (9,3%) referem terem sido iniciados na prática do Reiki e detêm todos o 1º nível.

72

Gráfico 4: Distribuição da amostra relativamente à questão: “Acha que os princípios da

concepção holística estão em consonância com o Reiki?”

93% 7%

Sim Não

Relativamente ao gráfico 4, verifica-se que 93% dos alunos concorda que os princípios da concepção holistica estão em consonância do Reiki.

Quadro 10: Distribuição da amostra relativamente à questão: “Que importância atribui

ao Reiki na prestação dos cuidados de Enfermagem?”

n % Muito importante 9 20,93 Bastante importante 19 44,19 Assim-assim 13 30,23 Pouco importante 2 4,65 Total 43 100,00

Os inquiridos, na sua maioria, consideram como “Bastante importante” (44,19%) o Reiki na prestação dos cuidados de Enfermagem.

73

Gráfico 5: Distribuição da amostra relativamente à questão: “Pensa que o Reiki pode

ser facilmente aplicado na prestação de cuidados?”

30%

70%

Sim Não

Quando questionados sobre a aplicação do Reiki na prestação de cuidados, 70% (30 alunos) dos estudantes afirmam que tal facto possa ocorrer facilmente.

Quadro 11: Distribuição da amostra relativamente à questão: “Concorda com a

integração desta terapia como complemento na prestação de cuidados?”

n %

Sim 43 100,00

Não 0 0,00

Total 43 100,00

Por outro lado, e como se pode observar no quadro 11, a totalidade dos estudantes afirma concordar com a integração do Reiki como complemento na prestação de cuidados.

74

Quadro 12: Distribuição da amostra relativamente à questão: “Na sua opinião, se

tivesse que integrar o Reiki na prestação de cuidados de Enfermagem, em que doentes consideraria mais pertinente a sua aplicação?”

n % “Oncológicos” 16 23,88 “Ansiedade” 12 17,92 “Psiquiátricos” 9 13,43 “Dor” 8 11,94 “Crónicos” 5 7,46 “Stress” 5 7,46 “Pediátricos” 5 7,46 “Fase terminal” 3 4,48 “Geriátricos” 2 2,99 “Todos” 1 1,49 “Obstétricos” 1 1,49 Total 67 100,00

Nesta questão utiliza-se o número de repostas obtidas.

Verifica-se que os inquiridos destacam os doentes “Oncológicos” (23,88%), os doentes com “Ansiedade” (17,92%), os doentes “Psiquiátricos” (13,43%), os doentes que apresentam algum tipo de “Dor” (11,94%), como os mais pertinentes para a aplicação do Reiki.

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Quadro 13: Distribuição da amostra relativamente à questão: “Que barreiras pensa que

existem para a implementação do Reiki na prática de Enfermagem?”

n %

Desconhecimento 23 36,51

Descrença no Reiki 18 28,56

Indisponibilidade 7 11,11

Falta de interesse 4 6,34

Falta de motivação profissional 3 4,76

Falta de iniciativa 3 4,76

Pouca sensibilidade para a mudança 3 4,76

Não adesão do paciente 2 3,16

Total 63 100,00

Tal como na questão anterior, utiliza-se o número de respostas obtidas pelos alunos, que podiam indicar duas barreiras para a implementação do Reiki.

Para estes estudantes, o “Desconhecimento” (36,51%), a “Descrença no Reiki” (28,56%) e a “Indisponibilidade” (11,11%) são as principais barreiras para a implementação do Reiki na prática de Enfermagem.

Quadro 14: Distribuição da amostra relativamente à questão: “Considera importante a

inclusão desta terapia no plano curricular da Licenciatura de Enfermagem?”

n % Muito importante 10 23,26 Bastante importante 21 48,84 Assim-assim 11 25,58 Pouco importante 1 2,33 Total 43 100,00

76

O quadro 14 ressalta que, 72,1% dos estudantes considera como “Muito” e “Bastante importante” a inclusão do Reiki no plano curricular da Licenciatura.

Quadro 15: Distribuição das variáveis sócio-demograficas relativamente à afirmação de

conhecimento do Reiki. Sim Não n % n % P Masculino 10 52,63 5 20,83 Feminino 9 47,37 19 79,17 0,05 20-25 anos 19 100,00 22 91,67 26-30 anos 0 0,00 2 8,33 0,40 12º ano 14 73,68 22 91,67 Licenciatura 5 26,32 2 8,33 0,21 Solteiro 19 100,00 23 95,83 União de facto 0 0,00 1 4,17 1,00

A fim de se verificar diferenças entre as variáveis sócio-demográficas sobre a afirmação de conhecimento do Reiki por parte dos estudantes, aplicou-se o teste exacto de Fisher, verificando-se que existem diferenças estatísticas entre os géneros. Segundo o quadro 15, o conhecimento sobre o Reiki é referido principalmente pelos estudantes do género masculino.

77 3.2. Discussão dos Resultados

Após a análise e apresentação dos resultados, Fortin (1999, p. 42), determina que “ (…) o investigador explica-os no contexto do estudo e à luz dos trabalhos anteriores”.

É de maior interesse, nesta etapa, relacionar os resultados obtidos com todo o suporte teórico recolhido, de forma a obter uma imagem global acerca do conhecimento alcançado e da concretização dos objectivos propostos, na construção do presente estudo.

A caracterização da amostra demonstra que a maioria dos elementos pertence ao género feminino (66,67%), tendo maior percentagem as idades compreendidas entre os 20 e os 25 anos (93,33%).

Dos elementos da amostra, 86,67% referem possuir o 12º ano e 13,33% alunos possuem outra licenciatura.

Quanto ao estado civil, 96,67% dos inquiridos são solteiros e 1,67% são casados e em união de facto, respectivamente.

A segunda parte do questionário inicia com uma questão que faz uma selecção do tamanho da amostra, de modo a seleccionar os alunos que têm conhecimentos sobre o Reiki. Assim, a amostra passa a ser constituída por 43 elementos, que referiram já ter ouvido falar sobre Reiki.

Tal facto, vai de encontro ao pensamento de Krapp e Longe (S. d., p. 964), onde afirmam o crescimento espantoso acerca do interesse pela medicina alternativa que se tem vindo a verificar, e ao pensamento de Ferreira (2002, p. 63), que declara que as medicinas complementares são cada vez mais procuradas.

Pode verificar-se que, dos 43 alunos, apenas 44% (19 alunos) afirmam saber o que é Reiki, enquanto que, 56% (24 alunos), reconhecem não possuir esse conhecimento.

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Constata-se também, que dentro dos alunos que afirmam ser possuidores do conhecimento sobre o Reiki, a sua maioria, pertence ao género masculino.

No entanto, os que respondem “não” saber o que é Reiki, a sua totalidade (24 alunos) referem interesse na obtenção de informação sobre esta terapia.

Apenas 44% (19 alunos) respondem à questão acerca do entendimento sobre o Reiki, o que é coincidente com os alunos que afirmam saber o que é Reiki.

Dos 44% dos inquiridos, a sua maioria (21,05%) define Reiki como sendo “uma terapia alternativa que se baseia na transmissão de energia através das mãos”. De acordo com Malta et al. (2003) e Carvalho (2003, p. 18), esta terapia baseia-se na transmissão de energia. O último autor refere, ainda que, o Reiki é uma forma de transmitir energia através da imposição das mãos. Para Davis (2006, p. 275), trata-se de uma prática inovadora, que flui das mãos do praticante para a pessoa que o recebe.

Para 15,79% (3 alunos) dos inquiridos o Reiki é uma “Terapia com raízes japonesas e que tem por base a energia existente no universo (vital) e a sua transmissão”. De facto, segundo Carvalho (2003, p. 18), “O Reiki é uma antiga arte tibetana de transmitir energia vital pela imposição das mãos. Esta arte foi redescoberta no Japão, por volta de 1870 (…)”.

Outros 15,79% dos inquiridos definem Reiki como sendo uma “Terapia complementar que ajuda a equilibrar o estado emocional do indivíduo”, o que vai de encontro com o pensamento de Soveral (2003, p. 18), onde refere que com o Reiki mantemos o equilíbrio emocional.

Uma percentagem de 10,53% dos elementos da amostra (2 alunos), refere que o Reiki é “Uma transmissão de energia, para estimulação e melhora do equilíbrio físico e mental”, concordando assim com Davis (2006, p. 276) onde refere que o Reiki oferece mais valias a nível físico, mental e espiritual, e com Francisco, (2003, p. 27), que defende que o Reiki renova, melhora, no aspecto físico, mental e espiritual/afectivo,

79

Outros 10,53% dos inquiridos referem que o Reiki é uma “Medicina complementar que se preocupa com o bem-estar através da transmissão de energia”. Davis (2006, p. 275) considera o Reiki como uma abordagem holística para a saúde e o bem-estar. A sua activação promove o reequilíbrio energético, cura e um estado de bem-estar em todos os seres vivos. Além deste autor, Malta et al. (2003), referem que o Reiki é uma técnica fornecedora de suporte para o bem-estar do indivíduo.

De seguida, e com a mesma percentagem, 10,53% dos alunos definem Reiki como sendo uma “Terapia alternativa que se baseia na transmissão da energia universal vital e que remove bloqueios, facilitando o equilíbrio”, estando em acordo com Malta et al. (2003, p. 76), onde afirmam que o Reiki “ (…) usa a Energia Universal para estabelecer o equilíbrio energético do indivíduo (…) ” e com Carvalho (2003, p. 19), que refere que ao remover bloqueios, o Reiki restabelece o fluxo normal de energia, possibilitando a circulação da força vital.

Como já foi referido anteriormente, o Reiki é uma terapia energética, mais especificamente, uma terapia do biocampo, pois acredita-se que essa energia tem fonte dentro do corpo (Rothrock, 2008, p. 1199).

Concordando com o autor supracitado, 5,26% dos alunos refere que o Reiki “É uma terapia alternativa que tem por base as energias que têm origem dentro do corpo de cada um (…)”.

Quanto ás fontes de informação, a internet é a mais referida pela amostra, com uma representação de 21, 51%, seguindo-se a televisão (17,72%) e as revistas (16,46%). É de salientar a obtenção de informação a partir de acções de formação (3,80%) e de experiências com Reiki (1,26%).

Da totalidade da amostra, 19% (oito alunos) afirmam terem sido submetidos a um tratamento com Reiki.

Relativamente aos benefícios que o Reiki pode trazer para o indivíduo, o “Equilíbrio emocional” é o mais assinalado pelos alunos, 88,37%, seguindo-se a “Facilitação do

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relaxamento”, com uma representação de 67,44%, a “Melhoria na qualidade de vida” com 62,79%, a “Diminuição do stress” e o “Equilíbrio físico” com 60,47% respectivamente.

Efectivamente, Carvalho (2003, p. 19), assegura que no tratamento com Reiki, o corpo relaxa podendo o indivíduo adormecer. Soveral (2003, p. 14), refere também que proporciona um momento de tranquilidade absoluta.

Davis (2006, p. 291), abrange um vasto leque nos benefícios do Reiki. Este defende que o Reiki além de facilitar o relaxamento, atenuar a dor, reduzir o stress e promover a cura, preconiza também uma melhor qualidade de vida, diminuição no tempo de hospitalização, melhora o prognóstico, evita sequelas e complicações e nos casos que a morte é inevitável, pode torná-la mais digna e acompanhada.

O mesmo autor (2006, p. 287), considera que a principal aplicação do Reiki é para a redução do stress e controlo da dor de pacientes portadores de doenças crónicas.

Como refere Soveral (2003, p. 18), o equilíbrio emocional também é um dos bens atribuídos à terapia.

Como já foi referido anteriormente e segundo Francisco (2003, p. 27), o Reiki renova, melhora, no aspecto físico, mental e espiritual/afectivo, acarretando benefícios a nível profissional, social e sexual.

No que respeita aos motivos de procura do Reiki, o “Por apresentar menos riscos para a saúde”, com uma representação de 37,21%, e o “Descrédito na Medicina Tradicional”, com uma representação de 32,56%, são as razões mais nomeadas pelos inquiridos.

Assim, de acordo com (Xavier, 2001, p. 26), a insatisfação com a relação médico/doente, e o de encarar a medicina convencional como provedora de riscos consideráveis para a saúde, optando assim por uma medicina que lhes ofereça alternativas mais seguras e naturais, são aspectos que levam à preferência das medicinas alternativas.

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Jonas et al. (2001, p 26 e p. 32), referem também que uma das razões que motivam as pessoas a aderirem a estas terapias, é a combinação da medicina tradicional com a complementar, sendo possível a obtenção resultados mais rápidos.

Para Xavier (2001, p. 28) a popularidade destas medicinas deve-se ao facto de não só oferecerem uma abordagem diferente da saúde e da doença mas também porque correspondem a mudanças no pensamento do homem e da natureza (Xavier, 2001, p. 28).

Para 93% (40 alunos) o Reiki está em consonância com os princípios da concepção holística. De facto, Davis (2006, p.275), considera o Reiki como uma abordagem holística para a saúde e o bem-estar.

Para Waites e Naharo (2000, p. 127), “O Reiki trata a pessoa na totalidade: o corpo, a mente, as emoções e o espírito”.

Para 65,12% da amostra, o Reiki na prestação de cuidados é assinalado como “Muito” e “Bastante importante”. Tendo em conta todos os benefícios anteriormente referidos e segundo Davis (2006, p. 288), são muitas as vantagens atribuídas ao Reiki como terapia adjuvante nos hospitais, intervindo em inúmeros factores que melhoram o prognóstico.

Ramos (2005,p.319), afirma que a própria Organização Mundial de Saúde preocupou-se em aceitar e recomendar o uso desta terapia pelos profissionais de saúde.

Quando questionados acerca da fácil aplicação do Reiki na prestação de cuidados, 70%, dos inquiridos, afirmam positivamente tal facto. Assim, e de acordo com Malta et al. (2003), algumas das Terapias Alternativas podem ser facilmente praticadas pelos Enfermeiros no âmbito das suas intervenções interdependentes.

Na totalidade da amostra, 43 alunos, concordam com a integração do Reiki como complemento na prestação de cuidados de Enfermagem o que vai de encontro ao que refere Waites e Naharo (2000, p.131), a necessidade de integrar esta terapia no sistema de saúde, sendo fundamental a sua legalização.

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No que respeita à opinião dos alunos acerca dos doentes que consideram mais pertinentes receberem Reiki, surge com maior expressão os pacientes “Oncológicos” (23,88%), seguindo-se os pacientes com “Ansiedade” (17,92%), os pacientes “Psiquiátricos” (13,43%) e os pacientes que apresentam “Dor” (11,94%). Apesar de em menor representação, os inquiridos assinalaram também os doentes “Crónicos”, “Pediátricos” e em “Stress” numa percentagem de 7,46%, os doentes em “Fase terminal” (4,48 %) e os doentes “Geriátricos” (2,99%).

Deveras Waites e Naharo (2000, p.131) e Ferreira (2002, p.63), referem a utilização da terapia em instituições com grande número de doentes crónicos ou com doenças terminais.

Apesar da inexistência de suporte bibliográfico relativo ás barreiras para a implementação do Reiki na prática de Enfermagem, achou-se pertinente conhecer qual a opinião dos alunos acerca deste assunto.

Malta et al. (2003), defendem que os enigmas que emergem destas práticas estão relacionados com uma ciência muito centrada na «soma das partes», não valorizando o indivíduo como um todo, na sua perspectiva holística.

Contudo, os alunos descreveram o “Desconhecimento” 36,51% e a “Descrença no Reiki” 28,56%, como as principais barreiras para a implementação do Reiki na prática de Enfermagem.

A inclusão do Reiki no plano curricular da Licenciatura de Enfermagem é assinalada como “Bastante importante” para 48,84% dos inquiridos, sendo que 23,36% considera “Muito importante”.

Efectivamente, e de acordo com Malta et al. (2003, p. 207):

Há a necessidade de reorientar a formação em Enfermagem para responder às novas exigências dos sistemas de cuidados em saúde, o que implica trabalhar o currículo formal integrando as terapias não convencionais.

83

84

Inicialmente, aquando da escolha do tema, foram colocadas várias questões, dentro das quais, a fragilidade do tema. O mito em torno das medicinas complementares, nomeadamente no Reiki, ainda é um facto presente pois trata-se de uma terapia que não é material nem palpável.

Contudo, resolveu-se apostar neste tema, tendo sempre em pensamento que a evolução é fruto da construção do conhecimento e do acompanhamento da mudança. Pensa-se que o Reiki é uma terapia simples e eficaz que propicia um vasto número de benefícios, tanto para quem pratica, como para quem o recebe. É uma terapia que parece favorecer a relação do profissional de saúde/doente, mas também a visão holistica do Ser Humano, proporcionando um cuidar mais abrangente.

Pensa-se que os objectivos delineados foram atingidos, na medida em que se conseguiu