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2. Nasjonalbudsjettet for 2008

2.6 Sysselsettings- og inntektspolitikken

A Rota dos vinhos verdes foi criada em 1995, tendo sido inaugurada apenas em 1997, esta insere-se na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, integrando por isso o concelho de Monção. A rota integra um conjunto de locais na região associados à vinha e ao vinho, organizados em rede e devidamente sinalizados. Para além dos cinco percursos temáticos (Ver Tabela 3) a rota dispõe de 8 itinerários apresentados no guia da Rota dos Vinho Verdes: Itinerário do Ave, do Basto, do Cávado Nascente, do Cávado Poente, do Lima, do Minho, do Sousa e do Tâmega.

A Comissão Vitivinícola Regional dos Vinhos Verdes (CVRVV)48 é a instituição responsável pela

coordenação da Rota através do Gabinete da Rota dos Vinhos Verdes49. A rota conta com 67

aderentes entre Adegas Cooperativas, Produtores- engarrafadores, Armazenistas- Vinificadores, Associações de Cooperativas, Restaurantes e Associações de Viticultores, empreendimentos de Turismo em Espaço Rural, entre outros. Estes aderentes encontram-se repartidos pelos diferentes itinerários que integram a região.

A rota deparou-se com vários obstáculos ao seu correto funcionamento a destacar50:

 Reduzido sentido de compromisso dos aderentes com o projeto;

 Ausência de um horário para receber os Turistas;

 Muitas Quintas não recebiam Turistas;

 Ausência de recursos humanos qualificados;

 Reduzida cooperação e trabalho em Rede.

48 www.vinhoverde.pt 49 http://rota.vinhoverde.pt.

50 Conferência: “ Rota dos Vinhos Verdes- Uma aposta no Turismo de Vinho” apresentada no seminário turismo,

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Em 2007 a CVRVV encomendou um estudo para avaliar o funcionamento da Rota, este estudo foi coordenado pelo Doutor Daniel Bessa. Por outro lado, a CVRVV participou em projetos comunitários com outras regiões vitivinícolas visando a troca de experiências procurando novos modelos51.

O estudo realizado detetou as seguintes debilidades:

 Ausência de competências na área de Turismo;

 Reduzida integração da oferta;

 A divulgação e informação revelam-se pouco eficazes;

 Alheamento da população local;

 Reduzida cooperação e trabalho em rede;

 Deficiências de funcionamento das rotas enoturísticas;

 Modelo de Gestão inoperacional;

 Os aderentes adotam uma atitude passiva e com falhas de qualidade;

 Atuação é dispersa.

Para corrigir estas debilidades apresentaram-se as seguintes estratégias:

 A gestão da rota requer competências na área turística;

 É necessário apostar na componente experiencial,

 A rota deverá integrar-se com outras redes de oferta turística e vitivinícola;

 O produto resultante da Rota deverá ser baseado num leque de produtos locais e pela integração de importantes elementos históricos, atrações culturais e naturais, acompanhadas por um nível de serviço elevados;

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Surgiu assim um novo conceito “ Rota dos Vinhos Verdes”: “ O produto enoturístico Rota dos

vinhos Verdes, consiste na integração de um mesmo conceito temático dos recursos e serviços turísticos de interesse, existentes ou potenciais, da Região Demarcada dos Vinhos Verdes, sustentados na sua autenticidade, com o fim de constituir um produto com identidade própria do Destino que facilitará a comercialização conjunta de toda a região e garantirá o nível de satisfação dos turista, impulsionando assim o desenvolvimento económico social de Região.52” A

Rota dos Vinhos Verdes é uma marca registada propriedade da CVRVV.

Os objetivos desta, passam pela promoção do Enoturismo e por garantir a qualidade da rota. A promoção do Enoturismo passará pela identificação dos mercados-alvo; pelo desenvolvimento de uma proposta atrativa e pela promoção da rota junto aos mercados-alvo. A rota irá apostar na componente experiencial e emocional. Pretende desenvolver um serviço integrado de qualidade e fomentar o envolvimento dos aderentes.

Só assim a rota poderá traduzir-se em benefícios para os aderentes e contribuir para o desenvolvimento sustentável da região.

Vejamos, no que diz respeito às adegas e quintas poderá contribuir para a notoriedade dos seus vinhos e para aumentar a venda. Poderá igualmente contribuir para o aumento dos clientes nos restaurantes e para aumentar o seu rendimento. Para os museus poderá significar um aumento tanto do número dos visitantes como no rendimento. Quantos aos municípios representarão um reforço da capacidade das empresas, criação de emprego e riqueza, notoriedade dos concelhos. A Rota dos Vinhos Verdes adotou um novo modelo de Gestão assumida pela CVRVV constituída por um conselho executivo e por um conselho consultivo. O primeiro é composto pela comissão executiva da CVRVV é responsável pela conceção e implementação da estratégia da rota, assumindo a gestão da Rota.

Quanto ao concelho consultivo, este é composto por: 5 membros representantes dos municípios da região; 5 membros representantes das quintas e adegas; 3 membros representantes das unidades de alojamento turísticos; 3 membros representantes dos estabelecimentos de

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restauração e bebidas, 1 membro representante das agências de viagens e ainda um membro representante das empresas de animação turística. Os representantes de cada tipologia são eleitos pelos aderentes da respetiva tipologia/setor por períodos de 3 anos.

A rota dispõe de um departamento técnico que se responsabiliza por:

 Estabelecer a ligação com entidades parceiras;

 Avaliação e admissão de aderentes;

 Inspeções regulares aos aderentes;

 Formação nos diversos domínios;

 Divulgação de Boas práticas;

 Ligação com o meio envolvente;

 Realização de Eventos;

 Gestão e candidatura de projetos;

 Promoção e comercialização da Rota;

 Tratamento de dados dos visitantes, estatísticas detalhadas, refinamento de mercados- alvo, benchmarketing,

 Desenvolvimento de novos produtos;

 Reservas para a rota

 E, pela informação turística.

Com a reestruturação da Rota esperam combater as debilidades identificadas e a sua ação irá desenvolver-se em duas fases: numa 1ª fase irão concentrar-se na qualificação da oferta; numa segunda fase irão dedicar-se a dinamização, animação e promoção da própria rota.

A qualificação da oferta consistirá na melhoria das infraestruturas de visitação dos aderentes, passará pela formação em temas diversificados e pela consultoria. Por outro lado, pretendem

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desenvolver uma rede de enotecas/ centros temáticos de Vinho Verde de caracter público ou associativo.

Numa segunda fase irão apostar na sinalética, na criação de uma rede de espaços da Rota dos Vinhos Verdes, na criação de rotas temáticas, na conceção e produção de material promocional, promoção no mercado nacional e no mercado externo, modernização da comunicação dos aderentes, Benchmarketing de Enoturismo, Mracação e sinalização do percurso pedestre com ligação aos aderentes, monitorização e avaliação da qualidade da rota.

No concelho de Monção, das 11 entidades que se dedicam a produção vitivinícola e a sua promoção apenas 5 integram a rota dos Vinhos Verdes são elas: a Adega Cooperativa de Monção; Casa do Capitão Mor; Paço do Alvarinho, Produtores de Vinho Alvarinho de Monção e o Solar de Serrade (Ver Tabela 5 e ilustração 8).

No concelho de Monção as debilidades encontradas no estudo acima mencionado estão bem presentes a reter:

 A ausência de um horário de atendimento, estando as visitas dependentes de marcação prévia. Em muitos casos não atendiam Turistas.

 Falta de recursos humanos qualificados, não dominando por exemplo línguas

estrangeira e não possuindo competências na área do turismo. A Adega Cooperativa de Monção dispõe de um espaço museológico que se encontra fechado.

 Verifica-se que os produtores não estão cientes das vantagens do Enoturismo e adotam uma atitude passiva na dinamização e promoção do produto.

 O solar de Serrade é o único empreendimento de Turismo de habitação integrado na rota;

 A nível de alojamento o concelho depara-se com grandes debilidades no que se refere ao Turismo Rural e de Habitação. Não obstante consideráveis melhorias com o Hotel Termas de Monção (4 estrelas), Hotel Rural Convento dos Capuchos (4 estrelas), Residencial Fonte da Vila e Residencial D.Afonso.

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Efetivamente, dos 5 aderentes do Concelho de Monção apenas o Paço do Alvarinho53 e a

Provam54 indicam horário de Funcionamento nos seus sítios web e destes apenas o paço do

Alvarinho se encontra aberto ao fim de semana.

Verifica-se ainda que apenas no Paço do Alvarinho se encontra referências ao Enoturismo nomeadamente no que se refere a degustações e a provas de vinho. Nos sítios web dos restantes aderentes não se encontra qualquer menção a atividades enoturísticas como sejam visitas as quintas e vinhas, adegas e provas de vinho (ver Tabela 5).

Podemos considerar que a Rota dos Vinhos Verdes em Monção não cumpre a função para a qual foi criada o que poderá contribuir para uma ideia negativa da região. Ciente desta situação a CVRVV irá proceder a reformulação exposta acima.

Posto isto, teremos de aguardar até a sua efetiva implementação para avaliar os seus impactos no concelho.

No capítulo seguinte iremos abordar a rota do Alvarinho ao nível da sua constituição, aderentes e impactos.

Tabela 5. Aderentes da Rota dos Vinhos Verdes do concelho de Monção. Caracterização Produtores de Vinho no concelho de Monção Aderentes Rota dos Vinhos Verdes Horários de Funcionamento disponível no sítio web.

Abertura aos Fins de Semana Referência a atividades enoturísticas no website Quinta de Paços, Sociedade Agricola, Lda

Sim Não Sem indicação Não

Adega Cooperativa

Regional de Monção Sim Não Sem indicação Não

53 A informação relativa ao Paço do Alvarinho encontra-se no sítio web da autarquia: http://www.cm-

moncao.pt/portal/page/moncao/portal_municipal/Turismo/alvarinho/Paco%20do%20Alvarinho

99 Tabela 5. Aderentes da Rota dos Vinhos Verdes do Concelho de Monção.

Caracterização.(cont)

Palácio da Brejoeira,

Viticultores, SA Não Sim Sim Sim

Produtores de Vinho Alvarinho de Monção, Lda.

Sim Sim Não Não

Sociedade Agrícola

Casa Pinheiro, lda. Não Não Sem indicação Não

Quinta da Baguinha Não Não Sem indicação Não

Quinta da Cheira Não Não Sem indicação Não

Quinta das

Pereirinhas Não Não Sem indicação Não

Quinta da Pedra, sociedade agrícola,

Lda

Não Não Sem indicação Não

Sociedade Agrícola Vinho Alvarinho de

Monção, lda

Sim Não Sim Sim

Quinta da Rebouça Não Não Sem indicação Não

Paço do Alvarinho Sim Sim Sim Sim

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Ilustração 8. Aderentes Monçanenses da Rota dos Vinhos Verdes. Elaborado com recurso ao Google Earth.