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Sysselsatte: arbeidsforhold, næring og arbeidstid

2. Hva viser registerdataene ?

2.5 Sysselsatte: arbeidsforhold, næring og arbeidstid

O processo erosivo no Alto Maracujá é bastante significativo. Para Bacellar (2000), a origem de processos erosivos como voçorocas, por exemplo, é muito controversa e polêmica. Não há uma afirmação concreta que estas sejam geradas por ação antrópica. Contudo, pelo que se observou em diversos pontos do Alto Maracujá, é muito provável que a ação antrópica tenha sido primordial para a aceleração da erosão na área.

A retirada da cobertura vegetal pelo decapeamento com equipamentos de grande porte em garimpos semimecanizados foi considerada um agente deflagrador da erosão na região estudada. Sabe-se que a ausência de cobertura vegetal é uma das causas mais citadas na literatura científica como desencadeadora de processos erosivos. Shen e Julien (1992) citam que a ação antrópica aumenta a chamada razão geológica de erosão (erosão natural) devido aos inúmeros distúrbios proporcionados em áreas onde a cobertura vegetal é extraída ou em áreas que são constantemente retrabalhadas, caso muito similar às zonas de garimpo do Alto Maracujá.

O decapeamento mecânico nos garimpos do Alto Maracujá é fundamental na promoção da alteração do ciclo hidrológico na região. A retirada da vegetação deixa o solo exposto à ação da energia cinética da chuva, que causa o efeito denominado erosão por salpicamento (splash). Esta energia tem a capacidade de romper os agregados constituintes do solo e deixá-los prontos para sofrerem o transporte superficial até as áreas mais baixas. A erosão por salpicamento também pode causar a compactação do solo, selando-o e reduzindo sua capacidade de infiltração. Como a água não infiltra no solo, sua tendência será o escoamento superficial, levando consigo altas taxas de partículas desagregadas devido principalmente à velocidade do escoamento e proporcionando o surgimento dos processos erosivos mais contundentes como, por

exemplo, as ravinas. Logicamente estes processos erosivos ocorrem de acordo com a intensidade das chuvas, tipo de solo, entre outros (Guerra, 1999). O mesmo autor explana que, ao se formarem ravinas e estas persistirem no local por um longo período, há uma tendência ao surgimento das voçorocas, encosta abaixo. Para Oliveira (1999), as voçorocas são decorrentes de um conjunto de fatores, atuantes em uma área susceptível a mudanças ambientais, tais como aumento local de declividade, concentração de fluxo de água e remoção de cobertura vegetal.

Um dos maiores agravantes na aceleração dos processos erosivos no Alto Maracujá é a atuação conjunta de dois fatores decisivos: a ação do garimpo semimecanizado e a susceptibilidade da área a desequilíbrios ambientais. Como afirma Oliveira (1999), “voçorocas tendem a se estabelecer em cabeceiras de vale que possuem uma rede de drenagem relativamente densa...”. Para este autor, a intensificação da ação antrópica traz uma série de desequilíbrios ambientais como aceleração de processos erosivos, assoreamento de fundo de vales, diminuição de vazão de mananciais, rebaixamento de lençol freático, etc.

Outro ponto importante a ser analisado sobre os processos erosivos é a questão da remoção de camada superficial do solo, local onde, segundo Mafra (1999); Pires et al. (2002), se concentram matéria orgânica e frações minerais finas que são essenciais à fertilidade do solo e garantia de desenvolvimento dos vegetais. Ou seja, a erosão é um processo que empobrece o solo e muito provavelmente está trazendo este prejuízo à região do Alto Maracujá. Logo, estabelece-se um efeito cíclico vicioso, onde a erosão enfraquece o solo e este, empobrecido, aumenta a ação da erosão. Isto pode, inclusive, comprometer uma futura reabilitação ambiental da área. A FIG. 32 mostra a ampla distribuição das erosões no Alto Maracujá estabelecidas já no ano de 1986, comprovando que o processo já vem debilitando a área há longo tempo.

O carreamento de sólidos sedimentáveis para os pontos de cotas mais baixas da região, justamente onde se encontram os córregos, passa a afetar todo o ambiente dessas coleções hídricas. Os córregos Cipó e Caxambu, por exemplo, recebem grandes volumes de material desagregado e com isso têm o escoamento normal de suas águas

FIGURA 32 – Montagem de aerofotos mostrando a expansão dos processos erosivos no Alto Maracujá já

no ano de 1986.

alterado, além do comprometimento de sua biota aquática, interferência em obras civis que os atravessam, resultados da alteração para pior da qualidade de suas águas com a incidência do alto grau de turbidez e assoreamento.

Carvalho (1994) chama a atenção para os efeitos do assoreamento, revelando que este processo gera problemas sérios às redes de drenagem, aos reservatórios de água e por conseqüência, a toda a bacia hidrográfica.

Delgado (1991) já demonstrava preocupação com relação ao assoreamento dos cursos d’água que compõe parte da bacia do Maracujá, principalmente no que tange ao abastecimento de água da região.

5.8.8. Questões sociais, de segurança e de saúde

As questões sociais, de segurança e de saúde nos garimpos do Alto Maracujá não diferem muito da situação de outros garimpos espalhados pelo país e que foram citados neste estudo. A falta de organização e técnica, a baixa escolaridade, a falta de perspectivas futuras e a própria natureza da atividade são insumos suficientes para transformar a região em um ambiente hostil, inóspito e desfavorável às boas condições de vida. A seguir, são analisados alguns levantamentos feitos, que ilustram um pouco as questões abrangidas neste tópico.

5.8.8.1. Questões sociais

Por meio das observações de campo, dos depoimentos informais dos garimpeiros e do convívio durante o período do estudo, foi possível esboçar uma idéia, mesmo que de caráter não aprofundado, da questão social nos garimpos do Alto Maracujá. O garimpeiro é, geralmente, uma pessoa simples, humilde, de baixa renda e escolaridade que encara o garimpo de topázio imperial como sustento para sua família ou simplesmente uma aventura para testar sua sorte e obter um rendimento financeiro extra. Vários deles tem noção do nível de destruição que sua atividade causa ao meio ambiente, porém usam o argumento da sobrevivência como justificativa de seus atos.