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Symptombildet - og konsekvenser av seksuelle overgrep

Numerosos testes empíricos da APT tem sido realizados no Brasil e no exterior desde o

surgimento da teoria. Alguns se utilizam de fatores observáveis; e outros, de fatores não

observáveis. Também variam as metodologias utilizadas.

No artigo An Empirical Investigation of the Arbitrage Pricing Theory, de 1980, Roll e Ross

utilizaram-se de análise fatorial e de análise cross-sectional para determinar o número de

fatores, os coeficientes de sensibilidade dos ativos em relação aos fatores encontrados (betas)

e os prêmios de risco associados a cada fator. Este artigo utiliza-se de fatores não observáveis

e, utilizando-se de retornos diários de 1.260 ações negociadas no mercado americano no

período de julho de 1962 a dezembro de 1972, divididos em 42 grupos de 30 ações, concluem

pela existência de “pelo menos três e, provavelmente quatro fatores ‘precificados’ foram

encontrados no processo de geração de retornos.” Assim, a validade do APT é comprovada

com a evidência de que os prêmios de risco para cada um dos fatores é não-nulo. Ou seja, o

CAPM.

A abordagem utilizada por estes autores é criticada, por dois motivos principais: a

indeterminação do número de fatores; e os problemas de identificação subjacentes. Dhrymes,

Friend e Gultekin (1984) analisam criticamente o artigo de Roll e Ross (1980) e, a partir da

análise da precificação de ações em portfólios de dois diferentes tamanhos (30 e 240 ativos),

encontram evidência de que o número de fatores é tanto maior quanto maior for o número de

ativos. Roll e Ross (1984) refutam boa parte dos argumentos desses autores e afirmam que o

resultado por eles encontrado nada mais é do que o estritamente esperado, uma vez que, à

medida que se aumenta o número de ativos na carteira, os pesos relativos dos segmentos

econômicos se alteram, alterando, portanto, a estrutura de fatores da análise fatorial.

Já Trzcinka (1986) argumenta em favor do modelo de fator único em detrimento do modelo

multifatorial da APT. O autor encontra evidência de que apenas um autovalor domina a

matriz de covariância, enquanto que a APT preconiza que k autovalores devem dominar a

matriz de covariâncias dos retornos. A maioria dos testes empíricos sobre a APT demonstra a

importância desta crítica, uma vez que, incluído entre os fatores um índice geral de mercado,

o poder explicativo dos demais fatores tende a ser diminuto, mas ainda estatisticamente

significativo. Este fato, somado à simplicidade do modelo, faz com que o CAPM seja

amplamente mais utilizado nas análises financeiras que a APT. Brown (1989) critica a

utilização de procedimentos puramente estatísticos para a determinação dos fatores.

Argumenta que a incapacidade de procedimentos puramente estatísticos de identificar mais de

um fator não elimina a possibilidade de que outros fatores exerçam influência sobre a

precificação dos ativos.

Dentre os trabalhos que se utilizam de fatores observáveis, destaca-se o artigo de Chen, Roll e

negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE) para o período 1958/1984. Estes

autores evidenciaram que quatro variáveis macroeconômicas se mostraram significativas na

determinação dos retornos dos ativos: um indicador de produção industrial; mudanças no

prêmio de risco (medida pela diferença nas taxas de rendimento de títulos corporativos de

empresas de risco AAA e de empresas de risco Baa); variações na estrutura a termo da taxa de

juros (medida pela diferença entre os rendimentos de títulos governamentais de curto e de

longo prazos) e a inflação inesperada. Além dessas, os autores avaliaram as seguintes

variáveis, que não se mostraram significativas: dois indicadores de mercado (pesos iguais e

ponderados pelo valor de mercado), variações percentuais no consumo real e variações nos

preços do petróleo. Segundo Schor, Bonomo e Pereira (1999), “este foi o primeiro estudo que

apresentou uma alternativa clara ao CAPM, na medida em que, além de evidenciar as fontes

de risco sistemáticos sobre os retornos dos ativos, sugere interpretações para os resultados

obtidos”.

Ferson e Korajczyk (1995) utilizam fatores similares aos de Chen, Roll e Ross (1986): retorno

do índice Standard & Poor’s 500 como índice de mercado, taxa de juro real (medida pela

diferença entre a variação mensal das T-bills de um mês menos a variação mensal dos preços

ao consumidor), taxa de inflação inesperada (medida pela diferença entre a variação

percentual mensal ex post do índice de preços ao consumidor e o resultado de um modelo de

séries temporais para a taxa esperada de inflação), um indicador de risco de default

corporativo (medido pela diferença entre as remunerações de bonds de empresas de alto

padrão e de baixo padrão – high e low grade corporate bonds) e a estrutura a termo das taxas

de juros (medida pela diferença entre as remunerações de títulos do Governo norte-americano

de longo prazo e as T-bills de um mês) para determinar o retorno de todas as ações listadas na

NYSE e AMEX no período 1926-1989, sendo todas estas variáveis consideradas

Para o Reino Unido, Beenstock e Chan (1986), analisando o retorno de ações de 220

companhias para o período de 1961 a 1981, encontraram evidência de que 20 fatores

influenciariam o retorno das ações. Já em artigo de 1988, Beenstock e Chan evitam a

utilização da análise fatorial e utilizam-se de variáveis observáveis e de regressões múltiplas

para definir quantas e quais variáveis apresentam influência relevante para a precificação de

um conjunto de 760 ações, divididas em 10 portfólios, para o período de outubro de 1977 a

dezembro de 1983. Evidenciam - como Chen, Roll e Ross (1986) – que quatro fatores se

apresentaram relevantes: a taxa de juros, um indicador de custo de materiais e combustível

para a indústria, a oferta monetária e a inflação. Também para o Reino Unido, Cheng (1995)

utiliza a correlação canônica para analisar a relação entre os escores fatoriais dos retornos de

um grupo de ativos (61 ações) e os escores fatoriais de um grupo de indicadores econômicos

no período de janeiro de 1965 a dezembro de 1988. O autor verifica que os retornos das ações

apresentam correlação positiva com indicadores gerais de mercado - o longer leading

indicator (indicador composto de expectativas acerca de diversas variáveis econômicas para o longo prazo), oferta monetária, preços no mercado secundário de títulos do governo e taxa de

desemprego - e pequena correlação negativa com a produção industrial (com defasagem de

um ano) e as taxas de juros. Ainda para o Reino Unido, Clare e Thomas (1994) analisam a

influência de 18 variáveis macroeconômicas sobre o retorno de 840 ações (distribuídas em 56

portfólios de ações, de acordo com seus betas) para o período de janeiro de 1983 a dezembro

de 1990, encontrando evidências da precificação de sete variáveis: preço do petróleo, duas

medidas de risco de default corporativo (risco de default e taxa média de debêntures e

empréstimos), índice de preços no varejo, volume de empréstimos bancários ao setor privado,

balanço em conta-corrente e um indicador de risco do mercado acionário (medido pela

diferença entre o rendimento de um consol e as taxas médias de dividendos pagas). No

o valor de mercado (tamanho) apenas o indicador de risco do mercado acionário e o índice de

preços no varejo foram precificados.

Schor, Bonomo e Pereira (1999) testam a validade empírica da APT para o mercado

brasileiro. Eles utilizam-se de variáveis observáveis para explicar o retorno mensal de 39

ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo – BOVESPA no período de janeiro de

1987 a novembro de 1997, distribuídas em 10 grupos segundo o setor de atividade. As

variáveis utilizadas foram: taxa de crescimento da produção industrial, taxa de inflação

inesperada, risco de crédito (medido pela diferença entre a taxa de juros de capital de giro

mensal média e a taxa de juros dos CDI diários acumulada no mês), taxa real de juros e

portfólio de mercado. Os autores concluem que os fatores macroeconômicos utilizados são

estatisticamente significantes para a maioria dos portfólios.

Kloeckner e Santos (1994) buscaram identificar quantos são os fatores - estatísticos -

relacionados à formação dos preços dos ativos. Para isso, utilizaram uma amostra constituída

pelas 72 ações mais líquidas cotadas na BOVESPA durante o período de janeiro de 1981 a

dezembro de 1990. Os resultados obtidos corroboram a APT, identificando três fatores

estatísticos que seriam precificados pelo mercado.

Kude (1998) buscou quantificar e identificar a natureza econômica das fontes de risco

relacionadas à volatilidade do retorno dos ativos. Para tanto, foram utilizados os retornos

mensais de 96 ações cotadas na Bovespa durante o período de julho de 1989 a julho de 1997,

bem como das seguintes variáveis econômicas: IBOVESPA, Dow Jones Industrial Average,

NIKKEI, taxa overnight, libor, título de 30 anos do Governo Norte-Americano, M4, Indicador

Geral de Produção e ouro spot norte-americano. Verificou a existência de oito fatores

estatisticamente significantes ao nível de significância de 5%. Os resultados obtidos

relacionada ao retorno das ações analisadas.

Outros autores efetuaram análises comparativas entre o desempenho da APT

comparativamente ao CAPM, concluindo, na maioria dos casos, pela superioridade do

primeiro (MELLO e SAMANEZ, 1999; BARBOSA. 2000; NEVES, 2001).

A associação entre volatilidade e variáveis macroeconômicas parte do mesmo pressuposto

acerca da relação entre estas e os retornos, qual seja: aquelas variáveis econômicas que

exercem influência sobre os fluxos de caixa futuros das empresas influenciam tanto os

retornos das ações quanto sua volatilidade.

French, Schwert e Stambaugh (1987) analisam a relação intertemporal entre risco e retorno

esperado para o período de janeiro de 1928 a dezembro de 1984, encontrando evidência de

relação positiva entre o prêmio de risco de mercado esperado (medido pela diferença entre o

retorno esperado de um portfólio de mercado e a taxa livre de risco) e a volatilidade dos

retornos das ações.

Schwert (1989) analisa a relação entre a volatilidade do mercado de títulos (ações e bônus) e a

volatilidade de diversas variáveis macroeconômicas. Evidencia que a relação entre a

volatilidade da inflação e da base monetária e a volatilidade dos ativos financeiros é fraca, o

mesmo acontecendo com a volatilidade da produção industrial. Quanto à relação com o nível

de atividade econômica, verifica um aumento da volatilidade durante recessões e não verifica

relação estável entre a volatilidade das ações e a rentabilidade ou à política de dividendos.

Quanto aos efeitos da alavancagem, verifica que seu aumento tende a levar a um incremento

da volatilidade dos retornos das ações. Quanto à negociação no mercado, encontra evidência

fraca de relação entre o número de dias de negociação e a volatilidade, e forte quando se trata

Kearney e Daly (1998) examinaram a relação entre a volatilidade condicional do mercado

acionário australiano e a volatilidade condicional de diversas variáveis macroeconômicas e

financeiras para o período de julho de 1972 a janeiro de 1994. Comprovaram relação direta

entre a volatilidade condicional do mercado acionário e a volatilidade da inflação e das taxas

de juros, e inversa com a volatilidade condicional da produção industrial, do déficit em conta

corrente e da oferta monetária. Os autores não encontraram evidência de relação

estatisticamente significativa entre a volatilidade condicional do mercado acionário e do

3 METODOLOGIA

Neste capítulo, são detalhados os procedimentos utilizados para a efetivação da presente

pesquisa. Inicialmente, faz-se uma explanação sobre o método e a técnica de realização da

pesquisa; em seguida, são definidas as unidades de análise, de observação e a amostra

empregada na presente pesquisa; finalmente, seguem-se a demonstração das metodologias

utilizadas para a formação dos portfólios, a determinação da volatilidade realizada e a

elaboração de estatísticas descritivas, de testes de raiz unitária e de cointegração. São

apresentadas, então, as variáveis utilizadas no teste de APT e a metodologia adotada para a

realização de tal teste. No final, são apresentadas algumas das limitações concernentes à

pesquisa.