4.1 Resultatdiskusjon
4.3.4 Dokumentasjon i forhold til HLR-minus
Inicialmente, o banco de dados no formato Excel foi convertido em formato SPSS (PASW Statistics 17), para limpeza, verificação de consistência, análises descritiva e estatística.
Foi listada a freqüência de todas as variáveis e o cruzamento entre variáveis (idade materna e gestações anteriores; idade materna e escolaridade; peso ao nascer e tipo de parto; peso ao nascer e duração da gestação) para identificação de possíveis valores inconsistentes. As inconsistências foram corrigidas mediante a consulta aos formulários. Em seguida, foi realizada a categorização das variáveis para as análises. Todos os formulários referentes aos conceptos (óbitos fetais, óbitos neonatais e nascidos vivos) foram conferidos.
O tempo de gestação (em semanas) foi informado nas questões 23 e 52 do formulário. Devido a uma melhor completude da questão 52, esta foi a utilizada para as análises neste estudo.
Em relação à idade gestacional, a mesma foi classificada segundo critérios da OMS (1995). Todos os casos com idade gestacional <22 semanas e <500g foram classificados como abortamentos.
As queixas descritas pelas puérperas referentes aos problemas emocionais foram organizadas segundo o Manual Técnico da Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde (BRASIL, 2012a), quando aborda os transtornos de humor e de
ansiedade e algumas implicações clínicas da presença destes transtornos na gestação. Os problemas emocionais foram agrupados em transtornos de humor (quadros depressivos, tristeza, choros, insônia, culpa, etc) e de ansiedade (medo, ansiedade, pânico, fobia, entre outros).
Para a análise dos problemas de saúde da mulher durante a gestação atual (questão 41), os 15 diagnósticos selecionados do Manual dos Comitês de Morte Materna do Ministério da Saúde (BRASIL, 2002 e 2007) foram denominados de morbidade referida. Esta listagem era lida para cada puérpera no momento da entrevista. No processamento dos dados, esta variável (nominal) de múltiplas escolhas foi transformada em categórica (sim/não).
As variáveis relativas aos diagnósticos de morbidade foram codificadas e categorizadas em causas maternas e outras causas, segundo capítulos da CID-10. Após a categorização destas variáveis, foram feitos cruzamentos de todas as variáveis segundo desfecho – partos e abortos. Foram realizados também os cruzamentos das variáveis de estudo com as variáveis dependentes relativas à morbidade materna (questão 70 e questão 71).
Para serem identificadas as morbidades por causas maternas e não maternas, além de outras causas de doenças, foram usadas duas fontes de dados: as entrevistas com as puérperas, para responder as questões 70 e 71 (intercorrências durante o parto e puerpério), e os registros dos prontuários clínicos para responder a questão 72 (diagnósticos da mãe registrado no prontuário e/ou livro da sala de parto). Quanto às morbidades consideradas sugestivas de near miss, foram usadas as intercorrências registradas nas referidas questões (70, 71 e 72). Muitas das informações obtidas por meio das puérperas, com relação às intercorrências, foram complementadas com dados dos prontuários. No entanto, os dados referentes à questão 72, foram exclusivamente coletados dos prontuários clínicos.
Foi realizada uma análise descritiva das características das mulheres e dos diagnósticos (problemas de saúde na gestação atual, intercorrências no parto e no puerpério), além da identificação de puérperas com condições que pudessem ser consideradas como potencialmente graves e sugestivas de near miss. Para esta classificação, foram utilizados os mesmos critérios adotados na Pesquisa Binômio mãe-filho (MELLO JORGE et al., 2012), a fim de selecionarem-se os
diagnósticos/procedimentos/situações que poderiam ser enquadrados como possíveis casos de near miss. Uma “nova” lista de diagnósticos, baseada naquelas de alguns estudos já validados sobre o tema (WHO, 2004; STONES et al., 1991; SAY et al., 2009), foi elaborada a partir das questões 70 e 71 do formulário (intercorrências no parto e no puerpério), que tiveram respostas positivas e descritas, bem como da existência de diagnósticos declarados no prontuário e registrados na questão 72, todas do formulário utilizado na pesquisa. Para esta lista, foram selecionados somente os casos de aborto infectado e não os de aborto, como sugerem algumas das listas. Não foram incluídos no presente estudo, os diagnósticos de morbidade referida (da questão 41), por considerar também os casos de aborto. Desta forma, foram considerados os diagnósticos listados a seguir (Quadro 11) como condições potencialmente graves e sugestivas de casos de near miss, segundo o relato de complicações associadas ao parto, ao puerpério e aos casos que apresentaram diagnósticos anotados no prontuário.
Quadro 11 Diagnósticos considerados condições potencialmente graves e sugestivas de morbidade materna grave ou near miss
Aborto infectado Atonia uterina Choque
Convulsão/ataque Crise de tireóide
Descolamento prematuro da placenta Eclâmpsia Edema pulmonar Encefalopatia hipertensiva Endometrite Gravidez ectópica Hemorragia/sangramento Hemorragia pós-parto Hipertensão (DHEG) Histerectomia Infecção Insuficiência respiratória Placenta acreta/increta/percreta Pré-eclâmpsia Ruptura uterina Sepse Síndrome HELLP
Transfusão de sangue (anemia) Trombocitopenia
Fonte: WHO, 2004; STONE et al., 2001; SAY et al., 2009.
Foi realizada uma análise descritiva dos grupos de mulheres cujo desfecho foi parto e/ou aborto. As puérperas também foram comparadas em relação à presença ou não de diagnósticos sugestivos de near miss. Utilizou-se o teste do qui-quadrado de
Pearson ou o qui-quadrado de Fisher para comparação das proporções. As análises estatísticas foram realizadas no programa estatístico PASW Statistics versão 17.0.
Quanto aos problemas de saúde dos conceptos nascidos vivos, óbitos e perdas fetais, tudo isso foi analisado por meio da distribuição das variáveis relacionadas com estas ocorrências, tais como as materno-fetais, intercorrências e afecções no ciclo gravídico-puerperal.
4.12. CONSIDERAÇÕES ÉTICAS
Todas as etapas da pesquisa foram realizadas pela pesquisadora, que também supervisionou o trabalho das entrevistadoras, responsáveis pela coleta de dados. Além destas, trabalharam na pesquisa algumas funcionárias e enfermeiras do Instituto Cândida Vargas.
Todas as entrevistadas assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – TCLE (Apêndice 6), conforme a Resolução 196/96 da Comissão Nacional de Ética e Pesquisa do Conselho Nacional em Saúde12. O projeto foi aprovado pelos Comitês de Ética em Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP) e do Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba. O Instituto Cândida Vargas assinou Termo de Anuência e a Declaração de Concordância em participar da pesquisa.
12 Disponível em
http://conselho.saude.gov.br/web_comissoes/conep/aquivos/resolucoes/23_out_versao_final_196_ENCEP2012.p df
5 RESULTADOS DO ESTUDO