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SWOT- MATRISE FOR LEVENDELAGRING OG DIREKTEDISTRIBUSJON AV SJØMATPRODUKTER

5. VEIEN VIDERE

5.1 SWOT- MATRISE FOR LEVENDELAGRING OG DIREKTEDISTRIBUSJON AV SJØMATPRODUKTER

Esboçada a Lógica Econômico-Cultural que influência a condução da vida na atualidade, objetiva-se por um estudo mais atento a respeito das expressões contemporâneas da arquitetura e do urbanismo.

Após o esboço realizado sobre a crítica do modelo de planificação das cidades [Tafuri, 1985] pode-se afirmar, conforme Arantes [2001], que as conformações urbanas conheceram um gradiente de propostas de intervenções distintas das modernas, principalmente, a partir dos anos 1980. As ações e os projetos urbanos alteraram sua escala de atuação e passaram do Plano Geral das amplas intervenções a um objeto menor, de áreas específicas; respondiam, assim, à necessidade iminente de oferecer propostas para melhoria de sua qualidade espacial.

Entretanto, tais áreas eram escolhidas segundo os interesses imobiliários, geralmente, justificados pelo dis u soà daà suaà desfu io alizaçãoǀdeg adação.à Essaà a a te izaçãoà ,à aà aio iaà dasà vezes,à determinada por todo tipo de gestores do espaço urbano e não, necessariamente, profissionais da área, tais como arquitetos e urbanistas. No entanto, é importante registrar que o discurso de reconversão, ou da requalificação de áreas ditas degradadas, já se estendeu para uma vasta gama de profissionais que lidam com a questão urbana, incluindo arquitetos e urbanistas. Ou seja, a definição do tipo e da natureza de uma dada intervenção dialoga com a postura de gestores e profissionais frente à cidade e à sociedade.

Além disso, a mudança de escala não pode ser compreendida apenas devido a uma dimensão física: se no final dos anos 1960, ao longo da década de 1970 e, sobretudo, nos anos 1980, a recuperação das qualidades do lugar e a valorização da identidade urbana, entre outros aspectos, pareciam indicar os eixos da nova orientação genericamente denominada por Desenho Urbano, a partir da década de 1980, emergiram propostas cada vez mais relacionadas a um discurso mercadológico, mesmo que buscassem propriedade em falas relativas à identidade, à qualificação de espaços públicos, etc.

A datação precisa é difícil estabelecer, mesmo porque envolve a própria assimilação social de algumas intervenções consideradas paradigmáticas. Disto decorre a eleição, por exemplo, das intervenções em Baltimore relativas à "Baltimore City Fair" – a primeira em 1970 e a segunda em 1973 – como paradigmas que deram início, daí em diante, a um processo contínuo que, para Harvey [1993] postulou a renovação urbana ligada a eventos públicos. De todo modo, a redução física se expressou nos preceitos de elaboração dos projetos urbanos e, mais do que uma datação precisa, o que importa é captar o sentido do que Harvey retirou da intervenção de Baltimore, como será visto adiante.

Somado a isso, segundo Compans [2004]71, tem-se que a maioria dessas "novas" intervenções foram executadas em detrimento ao planejamento e ao desenvolvimento urbano pensados, ao menos em teoria, para longo prazo.

71 A leitura do presente trabalho sobre as concepções de David Harvey [1993] somam-se ao estudo realizado por Rose Compans em 2004, intitulado I terve ções de Recuperação e Zonas Urbanas Centrais: Experiências Nacionais e Internacionais , a

áà es alaà doà pla eja e toà udou.à E à ezà deà us a à o de a à oà es i e toà u bano, interessava agora circunscrever projetos a áreas específicas, [...], nas quais se pudesse garantir uma rentabilidade atraente ao investimento privado. A subordinação à lógica do lucro privado resultou na crescente seletividade e na fragmentação espacial de intervenção pública na cidade, levando ao abandono gradativo do planejamento normativo, com planos diretores e leis de zoneamento, e a sua substituição por acordos oportunistas negociados

o ài estido esà p ojetoàaàp ojeto .72

A conjuntura política e econômica que sustentou esse novo modelo de produção de cidade liga-se aos acontecimentos da década 1970 no plano econômico, como resultado da crise do sistema industrial fordista e da implementação de novos modelos de produção – com ressalva para o uso de técnicas e tecnologias elaboradas nos últimos anos daquela década e que foram aprimoradas nos anos subsequentes. Vale lembrar que o surgimento de tais técnicas e tecnologias reafirma o processo identificado por Jameson de continuidade da modernização, iniciada desde o final do século XIX com a Revolução Industrial, e ainda não finalizada em meados do século XX.

Conforme Harvey [1993], a crise econômica que ocorreu a partir de 1973 articulou-se à estagnação da economia e à erosão da base fiscal dos Estados Nacionais. Na mesma linha de pensamento, Compans [2004]afirmou que, enfrentando as crises ligadas a este esgotamento do sistema fordista, os gastos públicos entraram em um processo de contenção afetando toda sorte de programas financiados pelos governos. Isto é, houve uma retração das políticas públicas e um aumento gradativo das discrepâncias sociais a partir deste período.

A reestruturação econômica levou à transição do regime de produção fordista para o de acumulação flexível, sendo uma de suas características o entendimento de que o Estado, até então tido por regulador, tornou-se inoperante e inibidor de iniciativas. Enquanto isso, as dimensões econômicas próprias da iniciativa privada adquiriram conotações positivas, delineando o fundamento do pensamento econômico neoliberal.

A teleologia do Neoliberalismo, como já explicada, pretendeu restringir as políticas públicas e o papel regulador do Estado, atribuindo às instituições privadas a tarefa de gestão da economia e, por consequência, das dimensões sociais. As reestruturações da produção e das relações de trabalho, articuladas à descrença [patrocinada] no poder público, legitimaram a desarticulação de políticas públicas.

A estagnação econômica foi seguida por uma redução dos repasses de verbas para os municípios, que buscaram, junto às instituições privadas, o capital necessário ao financiamento do crescimento urbano.

respeito das revitalizações urbanas que ocorreram nas áreas centrais de cidades como Londres, Barcelona e Rio de Janeiro a partir da década de 1970. Tais leituras se complementam, principalmente no auxilio à compreensão das reestruturações econômicas da década citada e seus reflexos sobre a produção das cidades desde o período.

72

COMPANS, R. Intervenções de Recuperação e Zonas Urbanas Centrais: Experiências Nacionais e Internacionais. In: COMIN, A. A.; SOMEKH, N. Caminhos para o Centro: Estratégias de Desenvolvimento da Área Central de São Paulo. São Paulo. EMURB/CEBRAP/Prefeitura de São Paulo. 2004. p.32.

De forma genérica, esse processo implicou em uma hipermobilidade do capital, que passou a exigir a eliminação das barreiras nacionais do sistema financeiro.

Para Harvey [1993], a hipermobilidade e volatividade adquiridas pela economia nesse período se aliaram à perda da capacidade regulatória dos Estados Nacionais e potencializaram uma busca por incentivos financeiros internacionais, o que acarretou disputas entre as cidades por tais recursos e gerou ações de promoção das mesmas.

áoà ueàpa e e,àasà idadesàeàluga esàhojeàto a à uitoà aisà uidadoàpa aà ia àu aài age àpositi aàeàdeàaltaà qualidade de si mesmos, e têm procurado uma arquitetura e formas de projeto urbano que atendam a essa necessidade. O fato de estarem tão pressionadas e de o resultado ser uma repetição em série de modelos bem sucedidos [como Harbor Place, de Baltimore] é compreensível, dada a sombria história da desindustrialização e da reestruturação, que deixaram a maioria das cidades grandes do mundo capitalista avançado com poucas opç esàal àdaà o petiç oàe t eàsi,àe àespe ialà o oà e t osàfi a ei os,àdeà o su oàeàdeàe t ete i e to.73 Para este autor, as intervenções em Balti o eà [Ma la dǀEstadosà U idos],à aà egiãoà de o i adaà Harbor Place, constituíram um modelo de operações urbanas caracterizado pelo uso da arquitetura e do urbanismo como ferramentas de sistematização de uma imagem de lugar cujas qualidades são verificáveis no seu espaço urbano e, portanto, que se constitui como um bom local para receber investimentos.

Nesse caso específico, na tentativa de amenizar os pequenos motins organizados no centro da cidade ao final dos anos 1960, principalmente após a morte de Martin Luther King – símbolo das insatisfações sociais sentidas nos Estados Unidos na época –, bem como diminuir a insegurança dos cidadãos com a economia local, adotou-se um conjunto de estratégias de revitalização das áreas centrais da cidade, no sentido de formular a imagem:

[...]àdeàu aà idadeà ueàpudesseà o fia àe àsiàoà asta teàpa aàsupe a àasàdi is esàeàaà e talidadeàdeà e oà o à ueàoà idad oà o u àe a a aàoà e t oàdaà idadeàeàseusàespaçosàpú li os.74

Habor Place compreendeu um complexo à beira-mar com programa diverso – um centro de ciências, um aquário, um centro de convenções, uma marina, alguns hotéis e espaços comerciais voltados para o atendimento de turistas –, cuja representação arquitetônica diferiu do modernismo dos edifícios locais de então, utilizando-se da composição eclética de estilos diversos, da citação histórica e da ornamentação.

Harvey [1993] ainda destaca que Baltimore não foi a única cidade no período a se utilizar de tal arquitetura para a revitalização de áreas, pretendendo com isso uma divulgação de si enquanto locus do desenvolvimento urbano. Também Boston, São Francisco, Nova Iorque, San Antonio, Los Angeles [nos Estados Unidos] e Londres e Liverpool [na Inglaterra] estimularam tais soluções para receber investimentos privados de toda ordem.