3. Kartlegging av kundepreferanser
4.5 SWOT- analyse
As características qualitativas da informação contábil são definidas por Hendriksen e Van Breda (2000, p. 96-97) como “propriedades da informação que são necessárias para torná-la útil”.
As principais características qualitativas da informação contábil estão relacionadas à compressibilidade, relevância, materialidade, tempestividade, confiabilidade, comparabilidade e, ainda, equilíbrio da relação custo e benefício.
LAIR x CAR
Objetivando encontrar uma associação direta entre Lucro Antes do Imposto de Renda e Retorno Anormal das Ações foram confrontados os dados relativos ao LAIR e Retornos Anormais Acumulados, e os resultados foram expostos no Gráfico 1.
Neste estudo foi possível observar que a mudança média do LAIR foi de 12,3%, contudo, com mediana de -10% e desvio padrão de 65,5 aproximadamente. Se excluído o banco Cruzeiro do Sul, a média cai para -2,47, com mediana de -12 e com desvio padrão de 29,12.
De um modo geral, a reação do mercado (CAR) foi negativa para a maioria dos bancos, que graficamente se encontram no terceiro e quarto quadrantes, abaixo do eixo das abscissas. Coube destaque especial para o Banco do Brasil, que teve uma queda de 12% no LAIR, o que representa uma redução de patrimônio líquido de R$ 2,23 bilhões e retorno anormal positivo de 5,5%.
O Banco Cruzeiro do Sul foi excluído dos gráficos por ter tido comportamento considerado fora do padrão. Destarte, a inclusão deste banco dificultaria muito a leitura dos gráficos, contudo, este não foi excluído do estudo nem das demais tabelas e gráficos.
LL x CAR
Após a análise dos Lucros Antes do Imposto de Renda, observou-se que, para esta amostra de 16 bancos, o Lucro Líquido apresentado em IFRS foi menor em nove bancos, cinco dos quais entre -15% e -12%. Seis bancos tiveram lucro líquido maior em IFRS, dos quais se destacaram Cruzeiro do Sul e Santander, conforme comentado acima e Mercantil do Brasil, com variação positiva próxima de 37%. Apenas o Banco ABC não apresentou variações em seu lucro líquido.
Pode-se observar que a maioria dos bancos apresentaram Lucro líquido menor, em um total de 9 instituições. Apenas seis bancos apresentaram variações positivas, das quais, quatro tiveram variações positivas superiores a 18%.
Coube destaque para a variação percentual do Santander, que apresentou uma mudança no resultado Líquido de 91%, um aumento equivalente a R$ 3,5 bilhões de reais, em que o Lucro Líquido salta de R$ 3,9 bilhões para R$ 7,4 bilhões.
Além das razões já expostas, foram responsáveis por parte destas alterações, a adoção do IAS 12 - Imposto de Renda, similar ao CPC 32 - Tributos sobre o Lucro, que recomenda que se mensure o imposto de renda utilizando-se substancialmente a alíquota efetiva e que se apropriem todos os créditos tributários de diferenças temporárias (accruals), exceto se gerado pelo reconhecimento inicial de ágios.
Assim, o valor de imposto de renda e contribuição social diferido que não era evidenciado anteriormente passou a ser calculado levando-se em consideração as diferenças
temporárias entre o que se esperava pagar ou recuperar das diferenças contábeis dos ativos e passivos, conforme suas bases de cálculos e diferenças fiscais acumuladas.
O Lucro Líquido, por sua vez, apresenta variação positiva média de 12,8% e mediana de queda de 2%, com um desvio padrão menor, de 42,71, contudo também grande o suficiente para indicar certa dispersão dos resultados.
Pode-se também observar uma correlação de 0,155 entre as variações do LAIR e CAR e uma correlação de 0,13 entre o LL e CAR.29
No Gráfico 2 estão relacionados os retornos anormais e os resultados líquidos dos bancos, em que o eixo das abscissas representa a variação do Lucro Líquido e o eixo das ordenadas o Retorno Anormal Acumulado.
Neste gráfico, pode-se observar que o Banco Santander encontra-se na extrema direita do primeiro quadrante, em função da variação ocorrida entre os LL divulgados nos dois padrões e de ter tido CAR positivo (x= 91%, y=4,96%).
Outro banco que apresenta destaque no primeiro quadrante é o Daycoval, que, apesar de pequena variação positiva no resultado líquido (LL), teve CAR acumulado acima das demais instituições (Variações no Lucro = 5, e CAR=12,5).
De um modo geral, apenas quatro bancos estão no segundo e quarto quadrantes, ou seja, com reações opostas a variações divulgadas. Ainda que não tenha sido traçada uma linha de tendências, pode-se supor que neste resultado, aproximadamente 70% dos bancos que encontram primeiro e quarto quadrante, o que pode sugerir indícios de Value Relevance.
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Na sequência, os resultados foram dispostos na Figura 5, com semiótica mais didática.
Figura 5- LL x CAR - Distribuição entre os Quadrantes.
Esta figura apresenta a posição dos bancos nos quadrantes. Sofisa, Banrisul, Santander BR e Cruzeiro do Sul encontram-se no primeiro quadrante, o que significa variação positiva de LL e CAR positivo. No segundo, estão BNB e Daycoval, com retornos positivos mesmo com a divulgação de lucros líquidos menores. No quarto, Banese e Mercantil, com retornos negativos e lucros divulgados maiores em IFRS. O banco ABC Brasil não teve variações entre os lucros apresentados nos dois padrões, por isso, encontra-se excluído da figura. • 4° QUADRANTE • BANESE • MERCANTIL • 3° QUADRANTE • BIC BANCO • BRADESCO • BANESTES • BRASIL • PARANA • INDUSVAL • ITAUUNIBANCO • 1° QUADRANTE • SOFISA • BANRISUL • SANTANDER BR • CRUZEIRO SUL • 2° QUADRANTE • BNB NORDESTE • DAYCOVAL 3 BANCOS (18,75%) 4 BANCOS (25%) 2 BANCOS (12,5%) 7 BANCOS (43,75%)