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Sustainable development in Norwegian economic policy

In document OECD Economic Surveys: Norway 2010 (sider 108-112)

O estudo de Schmalensee (1985) é considerado um dos trabalhos seminais na área de desempenho. A partir do seu trabalho, diversos autores começaram a estudar quais são as variáveis e o grau em que elas explicam a variação no desempenho das organizações (Costa & Gomes, 2011).

O estudo da heterogeneidade do desempenho baseado na elaboração das estratégias das firmas divide-se em duas correntes. A primeira vertente, fundamentada nos trabalhos de Porter (1986), afirma que o desempenho superior das firmas reside na estrutura da indústria onde essas organizações operam e se baseia em duas premissas: (a) as firmas são homogêneas em termos de recursos estratégicos que controlam; e (b) esses recursos são facilmente deslocados entre as firmas. A segunda corrente, a visão baseada em recursos (VBR), tem como um dos expoentes Barney (1991) e ampara-se em duas pressuposições: (a) as firmas em uma indústria são heterogêneas no que se refere aos recursos estratégicos que controlam; e (b) os recursos estratégicos não são perfeitamente deslocados entre as firmas. Ressalta-se que esses recursos quando empregados de uma maneira singular na estratégia de criação de valor geram vantagem competitiva sustentável (Barney, 1991). Apesar da ênfase recente na VBR, as principais ideias dessa segunda corrente remontam à metade do século passado, com os trabalhos de Penrose (1959). Segundo essa autora, as firmas são consideradas como um conjunto de recursos que não gera diretamente lucro, mas que é a base para o desenvolvimento de produtos ou serviços responsáveis pelo lucro.

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Peteraf (1993) também adota as premissas da VBR para explicar as rendas extraordinárias que uma firma pode obter. Os recursos superiores são empregados no processo produtivo com um custo mais baixo do que o uso de outros recursos. Adicionalmente, esses recursos são limitados, difíceis de serem imitados ou substituídos (Barney, 1991; Derick & Cool, 1989) e se a demanda pelo produto é suficientemente alta, as outras firmas que não possuem o recurso superior também irão fabricar o referido produto, entretanto por um custo mais elevado até o ponto em que o custo marginal iguala-se à receita marginal. Consequentemente, enquanto que os produtores de alto custo irão ter uma taxa normal de retorno pelos seus esforços, as firmas que empregam recursos superiores irão experimentar rendas extraordinárias, também denominadas de rendas ricardianas (Peteraf, 1993). Mahoney e Pandeam (1992) refinam o conceito de rendas e as divide em cinco categorias: (a) rendas ricardianas (mesmo conceito definido por Peteraf); (b) rendas de monopólio (geradas no caso de intervenção ou coerção governamental); (c) rendas schumpterianas (originadas pela inovação); (d) quase-rendas e (e) rendas de Pareto (criadas por meio de alguma barreira no fornecimento de recursos como trajetória de dependência ou deseconomias de compreensão de tempo).

Existem controvérsias quanto às fronteiras de demarcação do conceito de desempenho. A mensuração do desempenho somente por aspectos financeiros é a forma mais tradicional (Lumpkin & Dess, 1996; Pace, Basso & Silva, 2003). Entretanto, alguns estudos desvinculam a medição do desempenho a indicadores financeiros ou somente tendo como foco os resultados da organização. Lumpkin & Dess (1996) afirmam que as medidas financeiras são, normalmente, utilizadas isoladamente sem levar em consideração outros aspectos ambientais, o que limita a dimensionalidade desse constructo. Houldsworth e Burkinshaw (2008) citam que a medição do desempenho com ênfase apenas no resultado é uma visão míope. O envolvimento da gestão de recursos humanos no processo de avaliação do desempenho faz com que o desenho não seja apenas nas saídas, mas também nos processos e comportamentos onde o indivíduo passa a ser o fator chave para o desempenho. Kaydos (1998) foca no processo produtivo para a avaliação do desempenho uma vez que tanto para fabricar um produto como serviço, a empresa o faz por meio de processos, que se executam ao longo dos departamentos e das unidades de negócio. Segundo o mesmo autor, os pontos cruciais na mensuração do desempenho é a determinação do que é mais importante para a empresa, seus clientes e os processos-chaves.

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Thorpe e Clarke (2008) analisam o desempenho no contexto das pequenas empresas. Os referidos autores mencionam que até a década de 1970, o foco era nas grandes empresas e sugerem que o desempenho das pequenas organizações deve levar em consideração as dimensões externas (contexto) e as dimensões internas (características específicas da firma) com foco nos proprietários gerentes como situados dentro de um determinado ambiente que influencia nas suas escolhas e opções.

Um dos primeiros trabalhos a apresentar o conceito de desempenho percebido foi o de Dess e Robinson (1984). Os mesmos autores ressaltam que as medidas subjetivas não são melhores nem substitutas às objetivas, principalmente, as de natureza econômica. Na verdade, as medidas subjetivas devem ser empregadas, quando não existirem dados objetivos precisos para a mensuração do desempenho, complementam Dess e Robinson (1984). Santos e Brito (2012) afirmam que os indicadores tradicionais de medição não permitem a comparação do desempenho de organizações de diferentes atividades econômicas, o que gera a necessidade da utilização de indicadores de percepção.

A noção de desempenho percebido também foi empregada por Munoz - Galego, Reis Neto, Rodrigues e Souza (2013) para analisar o desempenho das micro e pequenas empresas. O acesso aos dados sobre desempenho dessas organizações é, normalmente, restrito uma vez que essas informações não estão disponíveis ao público em virtude de não existir uma obrigatoriedade de publicação dos seus balanços (Souza et al., 2013). Adicionalmente, existe certo receito na divulgação dos seus resultados, principalmente, no caso das empresas familiares, uma vez que os proprietários, geralmente, acabam sendo os únicos responsáveis pela divulgação de tais informações fazendo com que elas sejam, na maioria dos casos, disponibilizadas de maneira incompleta (Dess & Robinson, 1984). Alguns estudos (Covin, Slevin & Schultz, 1994; Dawes, 1999; Han, Kim & Srivastava, 1998) demonstram uma relação positiva entre as medidas objetivas e subjetivas do desempenho empresarial, apesar da possibilidade das conclusões dos referidos métodos poderem ser divergentes. Geringer e Hebert (1991) ressaltam que medidas perceptuais ou subjetivas tendem a possuir uma alta correlação com medidas objetivas fundamentadas na contabilidade. A abordagem do desempenho percebido tem sido empregada por alguns pesquisadores destacando os trabalhos de Fernandes e Santos (2008); Gonzáles-Benito, Gonzáles-Benito, e Muñoz-Gallego (2009), Maciel e Camargo (2010), Moore e Fairhurst (2003), Perin e Sampaio (2004) e Reis Neto Muños-Gallego e Souza (2013).

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Esse estudo adota o conceito de desempenho percebido uma vez que existe consistência entre as medidas de desempenho empresarial objetiva e subjetiva (Covin, Slevin & Schultz, 1994; Dawes, 1999; Han, Kim & Srivastava, 1998) além do fato de ser a mais apropriada em virtude das características das organizações que são objeto desse estudo.

In document OECD Economic Surveys: Norway 2010 (sider 108-112)