6. Materiell religion
7.2 Konspirasjonsteorienes kilder
7.2.1 Superkonspirasjonens kildemateriale
A geologia representa a base para a caracterização do meio físico, pois em função do substrato geológico estão condicionadas características como formas de relevo, evolução geomorfológica, o tipo, características e composição química dos solos e manto de intemperismo, a distribuição das águas subterrâneas, controle das disponibilidades das águas superficiais, a natureza e intensidade dos processos erosivos dentre outros. No Distrito Federal são reconhecidos quatro conjuntos litológicos, os grupos, Paranoá, Canastra, Araxá e Bambuí, contribuindo, respectivamente, com cerca de 65, 15, 5 e 15% de sua área total (Freitas-Silva e Campos, 1998). Na área de estudo A o grupo Paranoá representa 66,75% de sua área total, enquanto o Canastra e Bambuí representam 25,28% e 7,97%, respectivamente,
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não existindo na área o grupo Araxá. A Figura 3.4 representa o mapa geológico da área de estudo A seguido de sua descrição.
O grupo Paranoá ocupa a maior área no Distrito Federal e concentra o maior número de centros urbanos (o Plano Piloto e todas as Cidades Satélites com exceção de São Sebastião e Vale do Amanhecer), sendo a sua unidade geológica mais importante (Freitas-Silva e Campos, 1998).
Figura 3.4 – Mapa geológico - área de estudo A Fonte: Freitas-Silva e Campos (1998)
Por sua vez, Faria (1995) propôs uma estratigrafia aplicável a porção externa da Faixa Brasília, atribuindo siglas às unidades da base para o topo sendo elas: SM, R1, Q1, R2, Q2, S, A, R3, Q3, R4, PC, entretanto na área de estudo ocorrem apenas as seis unidades do topo, que terão suas principais características descritas a seguir:
Unidade S - Metassiltito Argiloso: representa a base da estratigrafia do Grupo Paranoá no DF. É composta por um conjunto de metassiltitos argilosos homogêneos, com que quando frescos apresenta coloração cinza esverdeada a amarelada e, com o aumento da alteração intempérica, passa a apresentar tons rosados e vermelho escuro. A área de exposição desta unidade é bastante restrita, sendo os raros afloramentos
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observados localmente no interior do Domo de Brasília, onde esta unidade também foi frequentemente atravessada por poços tubulares.
Unidade A – Ardósia: apresenta contato transicional com a Unidade S, sendo constituída por ardósias homogêneas de cor cinza esverdeada, sofrendo a alteração intempérica passa a apresentar tons vermelhos característicos. Neste conjunto, são observadas duas foliações penetrativas que representam clivagens ardosianas. Essa unidade não é bem exposta no Distrito Federal, principalmente, devido à baixa resistência aos processos de intemperismo, e os seus afloramentos podem ser observados em voçorocas, drenagens e cortes de estradas, como por exemplo, estrada Parque de Taguatinga e Sobradinho.
Unidade R3 - Metarritmito Arenoso: caracterizado por intercalações de estratos
centimétricos a métricos de quartzitos finos a médios com níveis geralmente mais delgados de metassiltitos argilosos, metalamitos siltosos e metalamitos micáceos. Localmente são observados pacotes de até 10 metros de espessura que destacam do conjunto rítmico. A espessura total deste conjunto pode alcançar 90 metros.
Unidade Q3 - Quartzitos Médios: caracterizada por quartzitos finos a médios muito
localmente grossos, brancos ou cinza claro (cinza escuro quando frescos), bem selecionados, maturos mineralogicamente, em geral muito silicificados e, onde encontram-se menos recristalizados, mostram grãos arredondados. Seu aspecto maciço é atribuído à intensa silicificação, sendo constante na maioria das exposições no Distrito Federal. Esta unidade sustenta as áreas de chapada mais elevadas do Distrito Federal, suas melhores exposições são observadas nas antigas explorações de areia e no Vale do Rio Paranoá a jusante da barragem homônima.
Unidade R4 - Metarritmito Argiloso: esta unidade é representada por um
metarritmito homogêneo com intercalações centimétricas regulares de metassiltitos, metalamitos e quartzitos finos que apresentam coloração que variam de acordo com os diferentes graus de intemperismo (cinza, amarelada, rosada ou avermelhada). É bem exposta junto às bordas do Domo de Brasília e na porção externa do Domo de Sobradinho, marcando um relevo mais movimentado com vales mais encaixados.
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Unidade PC - Pelito Carbonatada: dominantemente pelítica com ardósias cinzas e metassiltitos argilosos associados com lentes de mármores finos que podem conter estruturas algais do tipo estromatólitos colunares e cônicos. São comuns os níveis decimétricos a métricos, lenticulares ou não, de quartzitos médios, grossos e até conglomeráticos, apresentando tonalidades escuras. Após um detalhamento estratigráfico Freitas-Silva e Campos (1998) denominaram esta unidade como Psamo Pelito Carbonatada (PPC). Esta unidade ocupa quase toda a porção norte do Distrito Federal.
O grupo Canastra é uma importante unidade litoestratigráfica que aflora, de forma contínua, por mais de 650 quilômetros desde de o sudoeste de Minas Gerais, no extremo sul da Faixa Brasília, até a região sudeste de Goiás e sul do Distrito Federal, na porção centro norte desta faixa. Quando comparado ao grupo Paranoá, o grupo Canastra apresenta uma maior densidade de afloramentos, distribuído no Distrito Federal no Alto Vale do Rio São Bartolomeu (porção centro-leste do DF) e no Vale do Rio Maranhão incluindo as sub-bacias do Rio Salinas e Córrego do Ouro (porção meio-norte do DF). Esta unidade é caracterizada, por um conjunto amplamente dominado por filitos variados, com contribuição restrita de quartzitos, calcifilitos, mármores finos e filitos carbonosos (Freitas-Silva e Campos, 1998).
O grupo Bambuí, por sua vez, se distribui na porção oriental do DF ao longo de todo o Vale do Rio Preto desde o Ribeirão Santa Rita (afluente da margem direita do Rio Preto). No DF, sua maior área é recoberta por uma espessa camada de latossolo vermelho, aflorando em drenagens e raros cortes de estradas. É composto por uma sequência essencialmente pelítica com metassiltitos argilosos e metargilitos apresentando cores de alteração que variam de tons violáceos a avermelhados, passando por cores rosadas e amareladas, porém quando mais frescas as rochas pelíticas passam a apresentar cores amareladas ou esverdeadas. Localmente são observados bancos de arcóseos e siltitos verdes, quando frescos, e rosados ou amarronzados, quando alterados (Freitas-Silva e Campos, 1998).