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Summary of findings (Trawling versus longlining)

6. DISCUSSION AND CONCLUSION

6.1 Summary of findings (Trawling versus longlining)

Atualmente a sociedade humana ocupa praticamente todo o planeta, embora os assentamentos do passado fossem pequenos, além de alicerçados nos ciclos naturais (biogeoquímicos – Carbono, Nitrogênio, hídrico) dos ecossistemas (ERIKSSON, 1997). Vivemos numa sociedade que cria um continuum, uma matriz paisagística baseada na alteração dos ambientes para a agricultura ou expansão dos centros urbanos. A partir da ação da sociedade, as cidades, cada vez mais, suprimem direta ou indiretamente áreas naturais para que o abastecimento de suas necessidades (território ou recursos) seja contemplado.

Paulatinamente, distúrbios ambientais com caráter local, agudo, em curto prazo foram transformados em perturbações globais, crônicas e de longo prazo para resolução. Além desta característica, as soluções científicas e sócio-políticas arquitetadas são incipientes para a resolução dos problemas ambientais, pois ainda incorre de ordens temporais distintas, a natural e a humana (JACOBI, 1997, 2006; KÜMMERER, 1996).

Os fatores tempo e sustentabilidade ainda podem ser vistos em relação às suas escalas. O trecho abaixo reflete um fator importante acerca da vida geológica e da vida humana, lembrando a discrepância temporal que incorre e, embora apresente uma postura antropocêntrica da importância de se preservar/conservar o ambiente, ressalta uma abordagem da qualidade ambiental.

As intervenções que têm sido feitas na paisagem, na atmosfera e nos recursos hídricos permaneceriam por poucas centenas ou milhares de anos, mas (por um modesto período de tempo) seriam purificadas por processos naturais. O que preocupa, na qualidade de ambientalistas, é a qualidade do ambiente humano para os que vivem na Terra e para os seus filhos. (BOTKIN, KELLER, 2011, p. 7)

Utilizando uma abordagem ecocêntrica, a qualidade ambiental genuína seria aquela que contempla a melhoria de todo um sistema e suas partes, portanto, melhor para os outros animais, que não humanos, plantas, solos, corpos hídricos, cidades, sociedade, política e economia.

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As sociedades humanas ancestrais (e algumas atuais) além de seguir ritmos mais condizentes com os naturais, promoviam menos impactos negativos ou em escala reduzida. Enquanto, para se organizar, a sociedade urbano-industrial contemporânea exige grande aporte de energia e imprime ritmos mais acelerados aos sistemas naturais, ou seja, seguindo um padrão não calcado na sustentabilidade. Entretanto, de acordo com Norgaard (1997), para atingir um paradigma de desenvolvimento sustentável é preciso adotar novos hábitos quanto ao consumo, à educação e à poupança para o futuro.

Por mais que o comportamento humano de modificação do espaço seja um padrão animal, de acordo com Ittelson et al, (2005 – original publicado em 1974) que existe um diferencial nos humanos que está baseado em três características: Uma delas é a extensão das transformações, muito maiores que as modificações causadas por outros animais, outra é a deliberação e auto-consciência em implementar as mudanças no ambiente, existindo um propósito, uma meta a ser atingida e os passos são estabelecidos a partir da capacidade cognitiva humana. A terceira é a complexidade das ações.

Vive-se uma sociedade do consumo de minérios, dos espaços, energia, água, das relações interpessoais, produtos cada vez mais industrializados e agregados de impactos, desgastando os sistemas naturais em favor de uma sociedade global que se desvincula cada vez mais dos ritmos e padrões naturais. As grandes cidades são reflexo de padrões que não condizem com a proposta do Princípio da Precaução (CNUMAD, 1992), onde os ambientes desvinculados da escala natural-humana passam a abastecer as necessidades das escalas puramente econômicas e industriais, comprometendo a qualidade ambiental.

A aceleração dos tempos, a discrepância dos ritmos humano e ambiental, dificulta cada vez mais a manutenção e restauração dos ambientes naturais que cercam ou estão nos interstícios das cidades, além de influenciar a maneira que as pessoas se relacionam com o ambiente. A cidade, lócus de convivência da sociedade (LEFEBVRE, 1978), vive uma crise de contato humano-humano e humano-ambiente.

Kümmerer (1996) afirma que o aumento do caráter técnico do modo de vida baseado na industrialização promoveu mudanças drásticas para os problemas da temporalidade socioambiental.

A sociedade humana assume um padrão de crescimento populacional em progressão geométrica, mas a terra permanece a mesma – na verdade, os recursos, a riqueza genuína do

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planeta, vêm se exaurindo decorrente do uso desenfreado. É mister tomar atitudes cada vez mais desvinculadas de indústria de massa (turismo, comércio, imobiliária) e de fatores bem conhecidos nos discursos atuais, pois esta não reflete as reais necessidades da vida humana no planeta, mas sim de uma parcela da sociedade.

É possível observar por meio das imagens fornecidas pelos satélites (Google Earth®, por exemplo), as manchas urbanas aumentam continuamente, principalmente nos países emergentes, que adotam estratégias econômicas relacionadas ao crescimento do comércio, do turismo, das indústrias automobilísticas e da comunicação, que, entre outras, proporcionam grande alteração nos ritmos de crescimento e acentuada mudança das características naturais e urbanas.

De maneira geral, se a história das sociedades fosse observada desde seu início, seria evidente como e quanto o ambiente natural foi modificado em nome do desenvolvimento puramente econômico (BRÜSEKE, 1997; ERIKSSON, 1997), sobretudo através de ações que podem estar na origem das primeiras remessas de desabrigados, refugiados e vítimas ambientais pelo planeta.

Nesse contexto, o elevado grau de degradação ambiental das cidades, bem como o colapso ecológico global, evidencia a necessidade da adoção de novos padrões de desenvolvimento. Dessa forma, surge o conceito de “eco-desenvolvimento”, atualmente mais conhecido como “desenvolvimento sustentável” (NARCISO, 2008), diferenciado da concepção de sustentabilidade, que implica uma limitação definida nas possibilidades de crescimento (CAVALCANTI, 1997).

Assim, segundo este último autor, o desenvolvimento sustentável tem que reconhecer o fato de que a ciência econômica convencional já não considera a base ecológica dentro de seu arcabouço analítico, o que nos leva à crença do crescimento econômico ilimitado. Além disso, Kuhnen e Higuchi (2011) ressaltam que o desafio está em equilibrar o crescimento econômico equitativo das nações aliado à conservação do meio ambiente. Embora o pesquisador concorde em parte com essa perspectiva, o termo “crescimento econômico” propicia uma manutenção/fortalecimento do sistema econômico baseado no simples “crescimento”, noção que, no entanto, é irreal, pois não diz respeito ao aumento dos recursos da terra.

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No atual processo de crescimento das urbes, também evidenciam-se os efeitos da especulação imobiliária, geralmente implicando maiores consequências para a população menos favorecida economicamente, expulsa para áreas de risco, como encostas de morros, charcos e margens de rios. Assim, em várias situações, o que era considerado apenas uma questão ambiental – aumento das áreas urbanas – passa a ser caracterizado como problema socioambiental, visto que existem pessoas e os ambientes relacionados às mesmas. Estas pessoas são atingidas por problemas de saúde pública decorrentes da falta de saneamento, contato com vetores de doenças, muitas vezes permanecendo em condições degradantes da qualidade de vida.

Neste sentido, é importante ressaltar que um dos principais fatores influentes no crescimento das cidades parece ser a especulação imobiliária. Fenômeno que desloca pessoas eleva valores de áreas e conta com a atuação de grandes conglomerados imobiliários (empresas de engenharia, grandes investidores, potências familiares) que lucram com o crescimento das cidades promovido em prol de um lucro privado a curto prazo, bem como os prejuízos causados às cidades.

É nesse contexto que Jacobi (2006) reconhece a estreita relação entre riscos urbanos e o uso e ocupação do solo, que entre as questões determinantes das condições ambientais da cidade, é aquela que delineia problemas ambientais de maior dificuldade de enfrentamento e, contraditoriamente, onde mais se identificam competências de âmbito municipal. Reforçando este argumento, o mesmo autor observou a existência de diferenças e desigualdades nas grandes cidades, evidenciando a precariedade dos setores pauperizados que habitam áreas mais sujeitas a agravos ambientais. Estes impactos negativos estão relacionados às condições de acesso aos serviços públicos e aos riscos ambientais, decorrentes de assentamentos em áreas precariamente urbanizadas.