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In document Guri Tyldum (sider 47-51)

Na presente investigação foram elaborados dois guiões20, sendo um dirigido aos pais de

crianças com PHDA e outro a profissionais de saúde. O guião de entrevista direcionado aos pais21, não sendo ele totalmente estático, foi alterado com o decorrer das primeiras

entrevistas, pois notou-se uma ausência de questões que seriam igualmente importantes para a pesquisa. Foram adicionadas algumas questões e reformuladas outras de modo a abranger toda a informação necessária ao estudo. Como tal, o guião não foi seguido tal como se apresenta, pois, com o decorrer da entrevista, foram introduzidas novas questões e/ou reformuladas outras na tentativa da obtenção da informação pretendida. Em relação ao guião dos profissionais de saúde, este manteve-se dentro da formulação prevista.

O acesso aos entrevistados ocorreu em dois momentos, o contacto com os pais de crianças com PHDA e com os profissionais de saúde. Num primeiro momento tentou-se obter esses contactos (de pais) através do agrupamento de escolas da Covilhã, visto ser a zona de residência da investigadora, no entanto, sem sucesso. Posteriormente foram efetuados alguns contactos em escolas, instituições e agrupamentos escolares, igualmente da zona da Covilhã, conseguindo-se assim alguns contactos. De seguida a investigadora realizou alguns contactos

19 Anexo VII

20 Anexo III

21 Há a salientar que o guião é dirigido aos pais, no entanto, apenas um membro do casal respondeu às

questões elaboradas. Essa decisão foi constituída entre o casal e em todos os casos foram as mães quem respondeu à entrevista. Não seria exequível que ambos os membros do casal estivessem presentes na entrevista, podendo haver contradições, alterações nas respostas e/ou respostas ‘sobrepostas’ sendo a transcrição da entrevista impercetível.

pessoais na tentativa de ‘encontrar’ mais contactos de pais de crianças com PHDA, resultando daí algumas respostas positivas. No início da investigação tentou-se utilizar a técnica de “bola de neve”, sendo que só se verificou em um caso e não em todos, como seria de esperar. Surge a questão: quantas pessoas interrogar? De acordo com Guerra (2006:40-1), “considera- se que não tem muito sentido falar em amostragem, pois não se procura uma representatividade estatística, mas sim uma «representatividade social»”. Como tal foram entrevistadas dez mães de crianças com PHDA, um número bastante difícil de obter e que só foi possível porque a investigadora iniciou esse processo bastante cedo, tendo-lhe dedicado um tempo substancial da investigação.

Relativamente aos profissionais de saúde, também aqui o contacto nem sempre foi fácil, já que houve alguma recusa, por parte de alguns profissionais da zona de residência da investigadora, de Coimbra e de Lisboa no sentido de responder à entrevista. No entanto, foram entrevistados dois médicos: um pediatra (da área de residência da investigadora) e um pedopsiquiatra (da cidade de Viseu). Esta escolha encontra-se relacionada com os objetivos da pesquisa, assim como procura oferecer uma visão e opinião distinta da PHDA, tendo em conta a prática médica de cada profissional.

Quanto às entrevistas aos pais (que, como já foi referenciado, acabaram por ser entrevistas às mães), em primeira mão foi elaborado e entregue, a cada entrevistada, um consentimento22 com os objetivos do estudo e da entrevista que, por sua vez, foi preservada

através de um gravador áudio - sendo bem aceite por todas as entrevistadas. Posteriormente à entrevista, foi solicitado o preenchimento de uma ficha de caracterização sociodemográfica23. Todas as entrevistas foram transcritas na íntegra e analisadas com

recurso a sinopses24.

Estas entrevistas realizaram-se em locais selecionados pelas próprias entrevistadas e/ou através de sugestões da investigadora (como locais públicos, casa da investigadora e casa das entrevistadas), na tentativa de facilitar o acesso e o à-vontade necessário. Decorreram num período de sete semanas com uma duração aproximada entre 25 minutos e 2h30m. Para além da entrevista, a investigadora utilizou um ‘diário de bordo’ onde foram anotadas atitudes e/ou aspetos que pudessem vir a ser importantes para a investigação. No que diz respeito aos profissionais de saúde, a investigadora deslocou-se aos consultórios médicos dos referidos profissionais (sendo necessária uma deslocação à cidade de Viseu). As entrevistas tiveram uma duração de aproximadamente 30 minutos cada com um intervalo de 4 semanas.

Foram efetuadas dez entrevistas a mães de crianças diagnosticadas com PHDA com idades compreendidas entre os 5 e os 14 anos. Duas das crianças são do sexo feminino e oito do sexo masculino, o que de certa forma ilustra a realidade desta condição, já que afeta mais crianças do sexo masculino do que crianças do sexo feminino. Todas as entrevistadas são do concelho da Covilhã, mais precisamente, Canhoso, Ferro, Tortosendo, Cantar Galo e Covilhã.

22 Anexo V

23 Anexo III

53 A caracterização sociodemográfica das entrevistadas é exposta no seguinte quadro:

Nome do entrevistado (fictício) Nome da criança (fictício) Habilitações literárias (mãe/pai) Situação profissional atual (mãe/pai) Idade com que a criança foi diagnosticada/ Idade atual Localização demográfica Alice André 9º / 12º Desempregada/ distribuidor publicidade 2 / 5 Covilhã

Bárbara Bruno 6º / 6º Desempregada/ ns/nr

3 / 9 Covilhã

Carolina César 12º / ns/nr Desempregada/

construção civil 7 / 8 Tortosendo

Deolinda Dinis 12º / 12º Desempregada/

Desempregado 7 / 9 Ferro

Elisa Ernesto 9º / 4º Desempregada/

Desempregado 7 / 8 Cantar Galo

Filomena Francisca 12º / 4º Desempregada/

construção civil 9 / 14 Covilhã

Graça Gabriel Licenciatura / 12º

Assistente técnica/

pasteleiro 3 / 8 Canhoso

Heloísa Henrique 12º/ 4º Técnica spa/ empreiteiro

7 / 8 Covilhã

Inês Ivo 12º (nível 3) /

6º NS / NR 7 / 7 Tortosendo

Juliana Joana Licenciatura /

Com o intuito de cumprir o anonimato prometido, optou-se por utilizar nomes fictícios, inventados pela investigadora, das participantes e das referidas crianças na presente investigação. Para uma melhor perceção dos investigados (mães e crianças), decidiu-se principiar a tabela e os nomes com a letra A tanto para a entrevistada como para o respetivo filho(a). De seguida utilizou-se a letra B e por aí em diante. Esta opção deveu-se a uma maior e melhor identificação dos participantes em estudo e das referidas crianças.

In document Guri Tyldum (sider 47-51)