4.1. Variáveis sócio-demográficas
Idade - Idade de cada elemento, em anos (questão nº.1, aberta). Com base na idade
definiram-se dois escalões etários: os adolescentes médios e os adolescentes finais dos 15 aos 19 anos inclusive, e os jovens dos 20 aos 25 anos inclusive.
Sexo - Masculino ou feminino (questão nº.2, fechada dicotómica : M vs. F).
METODOLOGIA GERAL
Local de residência - Auto-relato do local de residência actual (questão nº.3, aberta).
Com base nesse relato foram definidos dois grupos: Urbanos - Residentes em cidades ou vilas. Rurais - Residentes em aldeias.
Pessoas com quem vive - Auto-relato da constituição familiar ou do grupo com quem
vive actualmente (questão nº.4, mista). Com base nesse relato foram definidos seis grupos:
Família nuclear. Família monoparental.
Família reconstruída ou outros familiares. Amigos
Cônjuge ou companheiro(a) e filhos Sozinho.
Profissão dos pais - Relato da profissão dos pais (questões nº.5 e nº.6, abertas). Com
base nesse relato e de acordo com a Classificação Nacional de Profissões - versão de 1994 (CNP-94), foram definidos nove grupos:
Grupo 1- Quadros Superiores da Administração Pública, Dirigentes e Quadros Superiores de Empresa
Grupo 2- Especialistas das Profissões Intelectuais e Científicas Grupo 3- Técnicos e profissionais de Nível Intermédio
Grupo 4- Pessoal Administrativo e Similares Grupo 5- Pessoal dos Serviços e Vendedores
Grupo 6- Agricultores e Trabalhadores Qualificados da Agricultura e Pescas
Grupo 7- Operários, Artífices e Trabalhadores Similares
Grupo 8- Operadores de Instalações e Máquinas e Trabalhadores da Montagem
Grupo 9- Trabalhadores Não Qualificados
Ocupação dos pais - Relato da situação de emprego dos pais (questões nº.7 e nº.8,
fechadas de escolha múltipla). Foram definidos três grupos: Empregado/Ocupado(a).
Desempregado(a). Reformado(a).
METODOLOGIA GERAL
Nível de ensino - Auto-relato do ano escolar frequentado (questão nº.9, fechada de
escolha múltipla). Com base nesse relato foram definidos dois níveis: Nível secundário - do 10º ao 12ºano.
Nível superior - a partir do 12º ano.
Ano - Auto-relato do ano frequentado. Para os estudantes do ensino secundário, questão
nº.10 e para os alunos do ensino superior questão nº.11, abertas.
Curso - Auto-relato do curso frequentado. Para os estudantes do ensino secundário,
questão nº. 12, mista. Com base nesse relato foram definidos tres grupos: Curso Geral
Curso Tecnológico Curso Profissional
Para os estudantes do ensino superior, questão nº. 13, aberta. Com base nesse relato foram definidos oito grupos:
Engenharia e técnicas afins Saúde
Jornalismo e Informação Letras
Formação de Professores e Ciências da Educação Serviços Sociais
Ciências Sociais e do Comportamento Comércio e Administração
(A definição destes grupos teve em consideração os critérios adoptados pelo Departamento de Prospectiva e Planeamento do Ministério da Educação, e utilizados pelo Instituto Nacional de Estatística).
Actividades relacionadas com a saúde que frequentaram ou frequentam na escola -
Questão nº.14, mista, onde se pretendeu conhecer quais as actividades relacionadas com a saúde que os estudantes frequentaram ou frequentam na escola.
4.2. Auto-percepção do Impacto da Informação de Saúde.
As questões nº.15 à nº.28 referem-se à Auto-percepção do Impacto da Informação de Saúde. Com base nestas 14 questões fechadas com cinco respostas alternativas (Nunca, Raramente, Às vezes, Frequentemente e Muito frequentemente ou
METODOLOGIA GERAL
Sempre) pretende-se avaliar o Impacto da Informação de Saúde percepcionado pelos estudantes. Os itens foram pontuados de 1, para a resposta Nunca, a 5 para a resposta Muito frequentemente ou Sempre. Pontuações mais elevadas correspondem a um impacto percepcionado, da informação de saúde, mais positivo.
Porque não encontrámos qualquer instrumento já existente e validado para este efeito, procedemos à elaboração e validação de uma escala, que designámos por Escala de Auto-percepção do Impacto da Informação de Saúde (EAPIIS).
4.3. Reconhecimento das Fontes de Informação de Saúde
Com base nas questões nº.29 à nº.56, fechadas com cinco respostas alternativas (Nunca, Raramente, Às vezes, Frequentemente e Muito frequentemente ou Sempre) pretende-se averiguar quais as fontes de informação de saúde que os estudantes mais reconhecem. Os itens foram pontuados de 1, para a resposta Nunca, a 5 para a resposta Muito frequentemente ou Sempre. Pontuações mais elevadas correspondem a um maior reconhecimento das Fontes de Informação de Saúde.
Também neste caso, e porque não encontrámos qualquer instrumento já existente e validado para este efeito, procedemos à elaboração de uma escala, que designámos por Escala de Reconhecimento das Fontes de Informação de Saúde (ERFIS).
4.4. Práticas e Comportamentos Determinantes de Saúde
A questão nº.57, fechada dicotómica (Sim versus Não) refere-se à condução de veículos motorizados.
As questões nº.58, nº.59 e nº.60, fechadas com cinco respostas alternativas (Nunca, Raramente, Às vezes, Frequentemente e Muito frequentemente ou Sempre) referem-se a práticas e comportamentos específicos de condução de veículos motorizados, e destinam-se a ser preenchidas apenas pelos estudantes que responderam Sim na questão anterior.
A questão nº.61, fechada dicotómica (Sim versus Não) refere-se à actividade sexual, entendida como práticas sexuais envolvendo parceiro(s).
METODOLOGIA GERAL
As questões nº.63 à nº.131 referem-se às Práticas e Comportamentos Determinantes de Saúde. Às primeiras 8 questões responderam apenas os estudantes que na questão nº.61 se auto-referenciaram sexualmente activos. Às restantes responderam todos. Com base nestas 69 questões fechadas com cinco respostas alternativas (Nunca, Raramente, Às vezes, Frequentemente e Muito frequentemente ou Sempre) pretende-se avaliar as práticas e comportamentos determinantes de saúde, dos estudantes. Os itens foram pontuados de 1, para a resposta Nunca, a 5 para a resposta Muito frequentemente ou Sempre. Alguns itens têm cotação invertida. Pontuações mais elevadas correspondem a comportamentos mais salutogénicos.
Apesar de existirem algumas escalas relacionadas com a avaliação das diferentes dimensões das práticas e comportamentos, e que ao longo da revisão da literatura fizemos referência, nomeadamente aos resultados dos estudos em que estiveram envolvidas, e de onde retirámos ensinamentos, ideias e até alguns itens, optámos pela construção de um instrumento original que incluísse as dimensões de comportamentos pretendidas e alguns itens considerados pertinentes do ponto de vista teórico. Deste modo fomos também ao encontro de um objectivo nosso, subjacente a este trabalho, e que era o desenvolvimento de competências na construção de escalas. Assim, procedemos à elaboração e validação de uma escala compósita (na medida que integra oito sub-escalas distintas relativas ás práticas e comportamentos sexuais, rodoviários, alimentares, de sono, de actividade física, de consumo de bebidas alcoólicas, de fumo de substâncias e de consumo de outras drogas), e que designámos por Escala de Práticas e Comportamentos Determinantes de Saúde - EPCDS.