Paper 5. Institutional Determinants of Foreign Direct Investment Inflows in the Primary Sectors
7 Summary and Conclusions
O principal documento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (INEP) para fins de avaliação de cursos de graduação é o “instrumento único de avaliação de cursos de graduação” publicado em 2006 e utilizado para processos de (renovação de) reconhecimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e tecnológicos, nas modalidades: presencial e a distância. Nesta avaliação de cursos de graduação feita pelo INEP, o coordenador de curso é de suma importância, pois ele é responsável por toda parte didático-pedagógica.
O art. 4.º da lei n.º 10.861/2004 define que a avaliação dos cursos de graduação tem por objetivo “[...] identificar as condições de ensino oferecidas aos estudantes, em especial as relativas ao perfil do corpo docente, as instalações físicas e a organização didático- pedagógica”. (BRASIL, 2004).
O alcance da qualidade das ações acadêmico-administrativas dos cursos depende, portanto, do quadro docente, do corpo técnico-administrativo, dos projetos pedagógicos de cursos, além da infraestrutura física e logística e do ambiente educacional. A exigência da
qualidade comporta múltiplos aspectos e o objetivo primordial das medidas adotadas no momento da avaliação deve induzir à melhora no desempenho dos cursos.
De acordo com a portaria 1.081, de 29 de agosto de 2008, do ministro de estado da educação, menciona: “Art. 1º Aprovar, em extrato, o instrumento de avaliação de cursos de graduação do sistema nacional de avaliação da educação superior - SINAES, anexo a esta portaria.” (BRASIL, 2008). Neste extrato de avaliação nas categorias de avaliações o maior peso está na organização didático-pedagógica e o subgrupo administração acadêmica – coordenação do curso e colegiado do curso assume vital importância.
Em se tratando de autoavaliação, o MEC avalia quando há plena articulação entre a autoavaliação do curso e a autoavaliação institucional. Ela é traduzida em práticas consolidadas e institucionalizadas, quando a autoavaliação do curso é realizada sistematicamente, de acordo com o projeto de autoavaliação institucional, e os resultados são apresentados por meio de relatórios e incorporados no planejamento de ações de melhoria do curso e da instituição.
4.10 Resumo do capítulo
O presente capítulo buscou apresentar uma breve introdução sobre a administração como um todo, e a gestão educacional em particular, tendo como foco uma administração universitária departamentalizada e dando ênfase às coordenações dos cursos. O destaque que é dado à gestão acadêmica em nível de coordenação é por conta da interação que existe entre estudantes e a direção da unidade acadêmica, feita pela coordenação. Este elo quando é eficiente produz eficácia em termos de qualidade do curso de graduação.
A qualidade na gestão educacional leva em conta a premissa que só existe escola, porque existe aluno, pai de aluno e sociedade. Levando-se em conta esta premissa, a organização escolar precisa estar preparada para atender bem aos seus clientes externos. E como deve ser este preparo organizacional? Inicialmente, arrumando o ambiente interno da organização na questão da qualidade interna. Tendo zelo e cuidado com os recursos humanos, recursos financeiros e recursos materiais.
Sobre os recursos humanos é indubitável sabermos das especificidades de um bom quadro de docentes, com titulação adequada (mestres e doutores), com incentivos para pesquisa e para realização de extensão, a fim de colocar o ambiente escolar sendo parte e fazendo parte da sociedade local. Professores motivados darão aulas cada vez melhores e se
empenharão no ensino-aprendizagem dos discentes, inovando em métodos e pesquisas para preparar não somente um estudante para um emprego, mas preparando-o para a vida.
As gestões nas organizações em geral estão em tendência para a profissionalização, desde pequenas empresas até às grandes corporações. Esta propensão para o fazer profissional está conduzindo as administrações de organizações ditas do terceiro setor, ou entidades que não estão inseridas na agricultura, comercio, indústria e serviços tradicionais, a procurarem maneiras eficientes de serem geridas. Dentre essas instituições estão: escolas de ensino superior, universidades, faculdades particulares e públicas.
Os modelos de administração mais conhecidos como: administração autocrática, administração democrática e administração liberal são desenvolvidos de acordo com o controlador da entidade. Quando o controlador é o poder público, tem-se as particularidades de governos. Uns governos valorizam mais a educação superior, outros são nem tanto e existe até aqueles governos que prejudicam as universidades e faculdades. Na iniciativa privada ou nas entidades religiosas, o modelo de gestão é ditado pela direção geral da entidade, que às vezes é misto ou tem componentes de cada um dos modelos citados acima.
As atribuições dos coordenadores de cursos de graduação, algumas delas até estão formalmente na legislação, variam de instituição para instituição. Nas universidades públicas observamos coordenações colegiadas, que reflete a tendência para a gestão democrática. A comunidade acadêmica é representada no colegiado com voz e voto. Já nas faculdades e universidades privadas, a figura do coordenador é marcante e individual.
No próximo capítulo será tratada a metodologia utilizada e os resultados obtidos.
Inicia-se com uma pequena introdução sobre o CPC, pois o Anexo C esclarece muito bem, passo a passo, como se chega a este indicador. O Anexo C é uma Nota Técnica do INEP justamente mostrando como foi elaborado o CPC. Em seguida serão apresentados os resultados da pesquisa.
5 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS E METODOLOGIA
Nada é suficientemente bom. Então vamos fazer o que é certo, dedicar o melhor de nossos esforços para atingir o inatingível, desenvolver ao máximo os dons que Deus nos concedeu, e nunca parar de aprender. (BEETHOVEN)
Apresenta-se no presente capítulo o estudo de campo realizado e a análise dos resultados obtidos. São descritas as características da metodologia de investigação utilizada e os respectivos instrumentos de coleta de dados, amostra, bem como o processo de implementação da pesquisa. Por último, foi feita uma análise detalhada de todos os dados recolhidos, os provenientes dos dois questionários online realizados, sobre os docentes e sobre a gestão acadêmica, especificamente a gestão em nível de coordenação de curso de graduação. Antes, porém aborda-se o Conceito Preliminar de Curso, indispensável na contextualização deste capítulo.