Acompanhamento de Estudantes do Curso de Medicina (1976-1978)
Orientação para o desenvolvimento profissional e acadêmico aos estudantes do curso de Medicina. Deixa de ser realizado após a criação da disciplina de Psicologia no curso de Medicina.
Atendimento Clínico/ Psicoterapêutico
Individual ou em Grupo - 1982- atual
Oferece orientação e tratamento em saúde mental, visando auxiliar o estudante na superação de suas dificuldades emocionais e seus reflexos na vida acadêmica e pessoal.
Grupos de Encontro/ Grupos Operativos temático (1983-1988)
Visava facilitar a expressão de sentimentos e a reflexão sobre os mesmos, aperfeiçoando a comunicação consigo mesmo e as relações interpessoais.
PIP – Programa de Integração
Psicopedagógica - 1985- 1994
Visava prevenir sofrimento e promover adaptação à universidade, ensinar o método de estudo universitário e orientação sobre a profissão e para as relações interpessoais.
Pesquisas 1984-1988 2000-2005
Iniciado em 1984 e com registros até 1988, foi reavivado pelas pesquisas de pós-graduação dos profissionais do setor entre 2000 e 2005. As pesquisas enfocaram a realidade estudantil/ universitária e fatores intervenientes no sucesso/fracasso acadêmico, como crises emocionais.
Projeto de Estágio Supervisionado (1987- 2010)
Enfoque psicologia clínica.
Educação em Saúde Mental/ Ações Psicoeducativas 1996- atual
Foi estruturado em 1996 e vigora até então com alterações na nomenclatura. Compreende projetos que enfatizam a prevenção em saúde mental através de ações educativas como aulas, palestras e
workshops. Coordenadores de Curso
em Alerta 2003- atual
Orientações feitas a coordenadores de curso a fim de sensibilizar para as questões de saúde mental do discente e possibilitar sua inclusão.
Figura 9: Principais projetos realizados pelo serviço de psicologia ao estudante da UFU Nota: Fonte: banco de dados do SEAPS
PROJETO DESCRIÇÃO
Orientação
Vocacional/Profissional (1976-1982)
Realizada em grupos aos estudantes do ensino médio da cidade de Uberlândia. Já a orientação profissional era realizada individualmente ou em grupos para estudantes da engenharia. Grupos de
Reflexão/Operativos (1976-82)
Tinham o objetivo de estimular a reflexão sobre determinados temas através do estudo e discussão de textos.
Programa de Apoio e Assessoria à Comunidade Estudantil
(1995-2000)
Iniciado em 1997, perdurou até 2002. Consistia em palestras e dinâmicas com temas que enfocavam o desenvolvimento de habilidades interpessoais e preparação para o trabalho. Foram realizados para estudantes do DCE, grupos de estudantes em projetos de extensão e por solicitação de coordenadores de curso. Programa de Integração
do Estudante à Universidade (2005)
Realizado em 2005, visou a recepção / integração dos estudantes à vida universitária. Reuniu profissionais da DIASE (Divisão de Assistência ao Estudante), DIESU (Divisão de Esporte e Lazer Universitário) e DIVRU (Divisão de Restaurante Universitário), divisões que compõem a DIRES (Diretoria Estudantil).
PROFIC (Programa de Incentivo à formação de cidadania) – (2005 – atual)
Iniciado em 2005, vigora até os dias atuais. Promoção de formação ampliada (pessoal, profissional, ética, política e cidadã) da comunidade universitária.
Renovar (2009 – 2012) Iniciado em 2010 e suspenso desde 2012.
Tem o objetivo de prevenir o fracasso acadêmico através da oportunização de espaços de reflexão entre os discentes, apoio pedagógico e educacional aos estudantes com reprovações sucessivas. Circuito Culturarte
(2009- atual)
Iniciado em 2009 e vigora até os dias atuais.
Tem o objetivo de promover formação cultural e o exercício dos direitos de acesso à cultura para o público de estudantes universitários.
Figura 10: Principais projetos interdisciplinares com participação dos psicólogos Nota: Fonte: banco de dados do SEAPS
Como se lê na Figura 9, os projetos desenvolvidos pelos psicólogos do serviço de atendimento ao estudante ao longo dos tempos não só foram variados, mas também se relacionam com áreas diversas, tais como tratamento psicológico, integração social, promoção de desenvolvimento pessoal e profissional e prevenção em saúde mental e psicopedagógica. Ativo desde 1982, o projeto de tratamento psicológico é não só o mais antigo, mas também o
mais consistente. Os atendimentos clínicos eram realizados desde 1976, mas tinham o perfil de entrevistas breves e focadas no aconselhamento psicológico para resolução de problemas. Em 1982, passa-se à nova configuração de tratamento psicoterapêutico, ainda prevalente. O segundo que tem mais vida é o projeto de estágio clínico, que funciona há quase 25 anos. As ações educativas aparecem como projeto de prevenção em saúde mental em 1996, mas elas, além palestras, ocorrem desde o início dos trabalhos na DIVOP, em 1976. Da mesma forma, o trabalho de orientação a coordenadores, formalizado como projeto do SEAPS em 2003, acontecia desde 1976, através de ações isoladas de orientação a docentes e coordenadores.
Como se lê na Figura 10, os principais projetos interdisciplinares estão na DIVOP e na DIASE com colaboração dos psicólogos. A prática interdisciplinar é uma demanda do serviço de atendimento ao estudante desde sua fundação, embora tenha sido enfatizada mais em alguns momentos na história, e menos noutros, como informam os registros nos bancos de dados. Patente já no início dos trabalhos do setor, ela ocorreu com menos frequência nos anos 1980–90. Na segunda metade dos anos 2000, foi afirmada como premissa para o trabalho em projetos que visassem à formação ampliada e à inclusão de
estudantes com risco acadêmico.10 Com isso, ao fim dessa década, voltou a figurar na
rotina do serviço. Esse tipo de trabalho é uma tendência para o serviço segundo a opinião da coordenadora da DIASE, Maria de Fátima Oliveira, para quem o trabalho interdisciplinar é um meio que atende bem à complexidade das demandas trazidas pelos estudantes.
Percebe-se um movimento que visa integrar o fazer do psicólogo com o fazer dos demais profissionais da assistência estudantil, o que traz a realidade universitária à contextualização das práticas, sobretudo as demandas atuais da universidade, como se lê na sequência.
10 Risco acadêmico quer dizer que o estudante está reprovando ou com notas muito baixas. Como isso, pode cair
na regra do jubilamento, qual seja: quatro reprovações na mesma disciplina ou média de notas muito baixas pode ocasionar o desligamento da universidade.
5.2.9 Demandas atuais para a assistência estudantil
O diretor da assistência estudantil da UFU e a coordenadora da DIASE, entrevistados para a pesquisa aqui descrita, delineiam as demandas recentes da universidade (Figura 11). A análise desse tema pretende descrever o cenário no qual o trabalho do psicólogo está inserido na universidade, com vistas a compreender os motivos que convidam à atuação desse profissional no contexto atual.
DEMANDAS DA UNIVERSIDADE SEGUNDO GESTORES DA ASSISTENCIA ESTUDANTIL DA