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Summary and Conclusion

Para medir o grau de eficiência do processo de AO nas empresas da indústria da hotelaria por meio da perceção de funcionários e gestores, função do Bloco III do questionário, foi utilizada a escala proposta por Lloria & Moreno-Luzon (2014), considerada uma ferramenta de medição operacional eclética por refletir a abrangência teórica e prática que envolve o conceito de AO e por incorporar as perspetivas de diferentes modelos e tipologias criadas por diferentes autores. Dentre os estudos considerados no desenvolvimento dessa escala pode-se destacar: o modelo de March (1991), que distinguem dois tipos de aprendizagem, sendo: exploitation e exploration;

123 o modelo proposto por Nonaka (1994), que distingue dois tipos de conhecimento: o explícito e o tácito, e apresenta ainda a natureza epistemológica e dos níveis ontológicos de AO; e por fim, o modelo proposto por Crossan et al. (1999) que consideram a AO como um processo dinâmico, fonte do principal meio para a renovação estratégica de uma empresa. Os modelos foram detalhadamente explicados no tópico 3.3.2 do enquadramento teórico.

Figura 23: Modelos e tipologias incorporados na escala de aprendizagem organizacional Fonte: Adaptado de Fernandes, Laureano e Alturas (2016)

A Figura 23 resume os modelos e tipologias de AO incorporados a escala desenvolvida por Lloria & Moreno-Luzon (2014). Essa escala foi operacionalizada por um questionário com 18 itens redigidos de forma positiva (exemplo: “The people in our company try to understand the way their colleagues and workmates think and act”). O mesmo foi administrado a gestores de 167 grandes empresas espanholas. Após avaliar as propriedades psicométricas e validade dos itens propostos, as autoras apresentaram um instrumento de medida com uma estrutura de quatro fatores, sendo:

 Fator I, Sistemas de informação, com 3 itens, associado ao tratamento do conhecimento explícito através de sistemas de informação formais, como arquivos e bancos de dados.  Fator II, A existência de um quadro de consenso, com 4 itens, relacionado à convergência

dos objetivos e valores, a existência de uma língua comum, e condições favoráveis para o diálogo.

 Fator III, Os procedimentos para a institucionalização e ampliação dos conhecimentos, com 5 itens, relacionado aos procedimentos de documentação, incorporação e armazenamento

March (1991) exploitation e exploration

Nonaka (1994)

Conhecimento tácito e explícito. Fases de interação social (socialização, a combinação, a internalização e a externalização)

Níveis Ontológicos (Individual, Grupal, Organizacional e Inter-organizacional

Crossan et al. (1999)

Modelo 4I (Intuição, Interpretação, Integração, Institucionalização)

Fluxos de aprendizagem (Feedback e Feedforward)

Instrumento para medir o grau de AO

de conhecimento, bem como possíveis alianças e acordos sobre o seu desenvolvimento com outras empresas ou universidades.

 Fator IV, Gestão e geração do conhecimento, com 6 itens, apresenta a capacidade de indivíduos e grupos para aprender e a motivação que a gestão de pessoas fornece para a aprendizagem.

As cargas fatoriais dos itens da escala original variaram de 0,49 a 0,84, indicando grande consistência dos fatores extraídos do procedimento de análise. Com relação aos índices de confiabilidade, Alpha de Cronbach, todos os fatores obtiveram um Alpha maior que 0,60.

Quadro 13: Escala referente a Aprendizagem Organizacional traduzida e adaptada para a indústria da hotelaria

Fatores/

Dime nsões Cod. Itens

Fator I - Sistemas de Informação

AO1 Os arquivos e bases de dados do hotel fornecem aos colaboradores as informações necessárias para realizar o seu trabalho de forma eficaz.

AO2 Os sistemas de informação (informáticos ou não) permitem aos

colaboradores compartilhar informações.

AO3 O hotel dispõe de mecanismos formais que permitem que boas práticas sejam compartilhadas por diferentes departamentos.

Fator II - Quadro de Consenso

AO4 Nas reuniões é dada a devida atenção ao ponto de vista de todos.

AO5 Grupos de colaboradores partilham conhecimentos e experiências através do diálogo.

AO6 Grupos de colaboradores compartilham um entendimento comum sobre

assuntos pertinentes às áreas em que trabalham.

AO7 Existem procedimentos no hotel para receber sugestões dos colaboradores,

registá-las e distribuí-las internamente.

Fator III -

Institucionalização e Ampliação dos Conhecimentos

AO8 São feitos acordos com universidades ou centros tecnológicos e/ou de investigação para incentivar a aprendizagem.

AO9 Procedimentos e processos do hotel estão estabelecidos em um manual, folheto ou documento similar.

AO10 Alianças e/ou redes são estabelecidas com outras organizações para incentivar a aprendizagem.

AO11 O hotel possui bases de dados que permitem que as experiências e os conhecimentos sejam armazenados e usados posteriormente.

AO12 As sugestões dos colaboradores do hotel são, frequentemente, incorporados nos processos e serviços.

125 Quadro 13: Escala referente a Aprendizagem Organizacional traduzida e adaptada para a

indústria da hotelaria (continuação)

Fatores/

Dime nsões Cod. Itens

Fator IV - Gestão e Geração do Conhecimento

AO13 Os colaboradores e gestores do hotel são capazes de fazer uma rutura com as perceções tradicionais, a fim de ver as coisas sob uma perspetiva nova e diferente.

AO14 São realizadas reuniões periodicamente onde todos os colaboradores são informados sobre qualquer evolução/progresso do hotel.

AO15 Grupos de colaboradores reúnem-se para criar soluções radicalmente diferentes para os problemas.

AO16 O hotel produz e divulga periodicamente aos colaboradores informações sobre a evolução/progresso do hotel.

AO17 O hotel motiva, por meio da política de recompensas, os colaboradores a compartilharem conhecimento.

AO18 Os colaboradores e gestores do hotel tentam compreender a forma como os seus colegas e companheiros de trabalho pensam e agem.

Fonte: elaborado pela autora.

Utilizou-se os itens finais de Lloria & Moreno-Luzon (2014), devidamente traduzidos e adaptados para a indústria da hotelaria, para medir o grau de eficiência do processo de AO no presente estudo, como apresentado no Quadro 13. Assim como na versão original, os itens foram redigidos de forma positiva e operacionalizadas em escala do tipo Likert de sete pontos, variando de (1) “discordo totalmente” a (7) “concordo totalmente”.

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