Nas disciplinas de História, Filosofia, Sociologia, entre outras, apren- demos que foi na Grécia, no século VI a.C., considerada o berço do pensamento ocidental, da filosofia, das Olimpíadas, da Democracia e um “tanto” de outras coisas importantes, que se desenvolveu, também, o Teatro. Pois foi lá que aconteceu, pela primeira vez, a divisão entre atores e espectadores. Assim ficou conhecida até hoje essa forma de representação.
Pois bem, o Teatro na Grécia teve um começo interessante e vo- cê vai ver o porquê. Surgiu em meio a muita festa, dança e música. Os gregos acreditavam e louvavam muitos deuses e cada um tinha uma função; existia um deus até para o vinho, era o preferido do povo de lá. Chamavam-no de Dionísio, na Grécia Antiga, ou Baco, durante o Império Romano, sendo considerado o inventor dessa bebida. Os seus seguidores faziam festas e cultos religiosos cantando e dançando em sua homenagem. Conta a his-
tória, que foi em meio a esse misto de religiosidade e “fes- ta”, que surgiram as primei- ras encenações teatrais para o público, na Grécia. Nelas se contava a história de Dio- nísio e suas façanhas com o vinho.
A função determinada do ator surgiu na Grécia, no século VI a.C., o primeiro ator de que se tem conhecimento chamava- se Téspis, e possuía um talento especial para imitar os outros. Numa das festividades de Dionísio, Téspis subiu em uma car- roça diante do público, colocou uma máscara, vestiu uma tú- nica e, representando, disse: “Eu sou Dionísio, o deus da Ale- gria”, o povo estranhou mas gostou da novidade.
Percebendo o interesse do povo pelo Teatro, os gover- nantes passaram a incentivar os que possuíam certa habi- lidade para imitar, instituindo e organizando os primeiros concursos teatrais, que viriam a contribuir no desenvolvi- mento de dois gêneros teatrais muito importantes na Grécia Antiga e na atualidade: a Tragédia e a Comédia.
A Tragédia tem origem nos primeiros, e mais sérios, mo- mentos do cerimonial religioso das festas dionisíacas da An- tiga Grécia e narra, além de feitos heróicos, acontecimen- tos que ressaltam o poder dos deuses sobre o destino dos humanos. A Comédia viria das festividades populares, pro- fanas e descontraídas e, em geral, faz crítica social e polí- tica aos costumes da época. Esses dois gêneros deram ori- gem a muitos outros.
As representações teatrais na Grécia Antiga eram com- postas por um coro que narrava e fazia comentários a res- peito da história, que era interpretada pelos atores princi- pais (protagonistas), que usavam túnicas e máscaras. Os principais escritores de tragédias foram Eurípedes, autor de Alceste; Ésquilo, autor de Os Persas e Sófocles, autor de Édi- po Rei e Antígona, texto que você conhecerá, resumida- mente a seguir. Um dos mais importantes autores de comé- dias foi Aristófanes, autor de As Nuvens e As Rãs.
1. Máscara de mármore de uma hero- ína da tragédia antiga (Nápoles, Museu Nazionale). 2. Máscara de um escra- vo, século III a.C. (Milão, Museu Tea- trale alla Scala). 3. Máscara de um jo- vem, encontrada em Samsun, Turquia, século III a.C. (Munique, Staatliche An- tikensammlung). 4. Máscara na mão de uma estátua de mármore, a qual se julga representar Ceres (Paris, Mu- seu do Louvre).
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Leia este resumo da tragédia grega Antígona, de Sófocles, baseado na obra “As Três Tragédias Gregas”:
Personagens:
Antígona: filha de Édipo, sobrinha de Creonte, irmã de Polinice (morto) e Ismênia.
Creonte: rei.
Hêmon: filho de Creonte e noivo de Antígona.
Ismênia: irmã de Antígona.
Coro: sempre representa o povo, a sociedade.
Guarda: Mensageiro e cego vidente.
Numa madrugada, em Tebas, Antígona deixa o palácio para enterrar seu irmão Polinice, filho re- belde de Édipo, morto quando conduzia o ataque de príncipes estrangeiros contra sua cidade. Ele es- tava desobedecendo a ordem de seu tio Creonte.
“Antígona convida Ismênia para acompanhá-la, mas ela tem medo. Antígona enterra seu irmão e é presa pelos guardas. Creonte, apesar dos apelos do coro, condena Antígona a ser enterrada viva. Hê- mon implora por Antígona, mas não consegue convencer o pai. Depois da premonição de um cego vi- dente, Creonte se arrepende, mas já é tarde. Hêmon ao encontrar a noiva morta, mata-se na frente do pai. A mulher de Creonte, sabendo da morte do filho, também termina com sua vida. Creonte fica sozi- nho, no desespero de suas culpas”.
(ALMEIDA, Guilherme; VIEIRA, Trajano. Três tragédias gregas. São Paulo: Perspectiva, 1997).
Forme grupos e discuta com seus colegas sobre as seguintes questões:
Você alguma vez desobedeceu alguma recomendação de seus pais e por isso recebeu algum tipo de repreensão ou punição? Conte aos seus colegas como foi.
A respeito do que fez Ismênia, no texto acima, algum amigo ou amiga seu não aceitou fazer algo que você sugeriu, por considerar errado ou por medo da repreensão por parte dos pais, como, por exem- plo, gazear aulas? Como você reagiu? A amizade ficou abalada ou você compreendeu a situação? Con- te como foi.
Os seus pais são rígidos nas cobranças e punições de atitudes como essa? ou você se considera responsável? Conte uma situação a respeito.
Cada grupo irá escolher um dos fatos narrados anteriormente para preparar uma pequena cena e apresentá-la aos demais, dramatizando os fatos transformando-os em ação cênica.
Logo após as apresentações retomem as discussões, agora com toda a turma.
OBS: Muitas outras questões podem ser analisadas a partir do texto, portanto é fundamental a leitu-
ra desse e de outros textos de teatro na íntegra.
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ATIVIDADE
Dramatizar é utilizar os recursos teatrais de representação para con-