Silvia Monteiro ESTG – Instituto Politécnico de Leiria, LSRE - Departamento de Engenharia
Química- Universidade do Porto
Lizete Heleno ESTG – Instituto Politécnico de Leiria Olga Santos ESECS – Instituto Politécnico de Leiria
resumo
A preocupação crescente por parte de entidades públicas e privadas sobre a possibilidade de ocorrer um grande terramoto em Portugal, equivalente ao terramoto de 1755 de Lisboa, é conhecida. Nume- rosas ações de formação e de sensibilização têm sido promovidas, envolvendo não só a comunidade em geral, mas também com grande enfoque na comunidade estudantil. Contudo a maioria dos nossos estudantes nunca sentiu um sismo, o que leva a uma baixa cultura para o risco, e consequentemente uma elevada vulnerabilidade para o risco sísmico. Neste sentido é pertinente avaliar esta vulnerabi- lidade, e encontrar formas de a reduzir (Elise et al., 2010; Soffer et al., 2010). Assim, o objetivo deste estudo é contribuir com dados sobre a perceção do risco sísmico por parte dos estudantes do ensino superior, especificamente do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria) Portugal. Este estudo envolveu a aplicação de 968 questionários a estudantes do IPLeiria, tendo em conta diferentes variáveis, como por exemplo a área de formação. Entre outras conclusões, verificou-se que apenas 53% dos estu- dantes sabem como reagir perante um sismo, e que os estudantes mais novos apresentam melhores resultados. O conhecimento dos comportamentos apropriados a executar durante um sismo é muito importante para a prevenção de danos e perdas de vidas. Apesar de parecer fácil ensinar sobre sis- mos, tendo em conta os seus efeitos altamente destrutivos, na realidade é difícil para os indivíduos terem a perceção real deste fenómeno quando nunca o viveram (Karakus, 2012).
Palavras-chave: vulnerabilidade sísmica, perceção do risco, ensino superior
AbstrAct
There is a well-known and growing concern of public and private entities about the possibility of occurrence of a big earthquake in Portugal, similar to the one of Lisbon, 1755. A number of training and awareness actions have been organized not only for the general public, but also specifically focused on student community. Most our students are too young to ever have experienced a strong earthquake, which creates a low hazard awareness, leading to high seismic vulnerability. It is thus pertinent to assess this sort of vulnerability and find ways to reduce it (Elise et al., 2010; Soffer et al., 2010). Thus, this study aims to contribute with data on seismic risk perception by higher education students, specifically those from Leiria Polytechnic Institute (IPLeiria), Portugal. The study involved 968 enquiries to IPLeiria students and considered several variables, such as, for instance, their area of education. Among other conclusions, it was observed that only 53% of the whole sample knew how to respond to seismic activity and that the younger students showed better results. Knowledge about the adequate behavior to show during seismic activity is very important for preventing damage to property and loss of lives. As easy as it seems to teach about seismic phe- nomena considering their destructiveness, having a good awareness of them is hard for individu- als who have never experienced them in real life.
Keywords: seismic vulnerability, risk awareness, higher education. ——————
introdução
Os desastres naturais, tais como sismos e inundações, podem originar perdas significativas de vidas e consideráveis danos materiais. Governos e Organizações não-governamentais cuja prioridade consiste no apoio às comunidades vulneráveis, no sentido de ajudar as populações que são afetadas por desastres naturais, minimizando as consequências das perdas de vida, e contribuindo para a rápida recuperação social e física das populações afetadas. Este processo envolve várias etapas, desde a preparação pré-de- sastre e dos exercícios de evacuação, passando pelas operações de resgate e disseminação de informação, não esquecendo a assistência pós-desastre e o suporte para a reconstrução das zonas afetadas.
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A rapidez com que os agregados familiares conseguem recuperar é um indicador da resiliência ao de- sastre daquela comunidade. Alguns autores referem que há uma maior resiliência por parte das co- munidades que já viveram situações reais, possuindo uma maior capacidade de adaptação e maior resiliência aos riscos resultantes dos danos causados pelos eventos. A experiência é uma importante va- riável na avaliação da perceção do risco de uma comunidade, e é definida com base na frequência que o individuo viveu o evento, assim como pela vivência de eventos por parte de familiares, amigos, vizinhos, ou colegas de trabalho (Soffer et al., 2010; Elise et al., 2012; Kung & Chen, 2012; Lindell et al., 2015). As sociedades que têm a experiência de enfrentar desastres naturais ou de origem humana, são mais recetivas a ações de consciencialização, sendo mais fácil implementar medidas de prevenção, assim como desenvolver e integrar estratégias de gestão e comunicação de riscos em situação de crise. Nas sociedades com pouca “experiência” é mais difícil persuadir as pessoas para a necessidade de medi- das efetivas de consciencialização, gestão e comunicação no âmbito da prevenção e proteção para a possível ocorrência de um evento (Kung & Chen, 2012; Vicente et al., 2014).
Um estudo realizado por Lindell et al. (2015), reporta para a importância do conhecimento adqui- rido em ações de sensibilização e formação sobre comportamentos a adotar em caso de sismo. Os autores verificaram que os indivíduos com formação, possuem melhor perceção de risco, bem como a consciência das medidas que deverão adotar em caso de necessidade. Contudo, este mesmo estudo refere que em situação real, estes indivíduos não apresentam um desempenho significativo face aos restantes indivíduos, perante uma situação de desastre.
perceção do risco sÍsmico em portugAL
O último grande sismo que ocorreu em Portugal data de 1755, conhecido como o grande terramoto de Lisboa. Este evento teve o epicentro no oceano Atlântico, e foi estimada uma magnitude de 8.5- 9.0 na escala de Richter. Após o sismo, ocorreu um enorme tsunami, surgindo diversos incêndios que duraram vários dias, com a consequente destruição, quase total, da cidade de Lisboa. Ainda hoje este evento é considerado como o maior sismo na história da europa (Oliveira, 2008; Aguirre, 2012; Daniel, 2015).
Atualmente a atividade sísmica em Portugal continental é considerada latente, constante e frequen- te, devido ao elevado número de sismos de baixa magnitude. Devido também a estes factos, alguns investigadores consideram que é elevada a probabilidade de ocorrência de outro sismo em Portugal. De acordo com Vicente et al. (2014), a não ocorrência de um sismo de média-elevada magnitude nas últimas décadas, poderá contribuir para uma baixa consciência para o risco sísmico por parte da generalidade da população portuguesa.
O Parlamento Português publicou em diário da república legislação sobre medidas a adotar, com o objetivo de reduzir o risco, em caso de sismo. Estas medidas, assentam na necessidade de promover a colaboração técnica e científica, entre autarquias e outros serviços estatais, para identificação das zonas com maior vulnerabilidade sísmica, e elaboração das respetivas cartas de risco (ANPC, 2015). Com vista a desenvolver e a aumentar a consciencialização e perceção para o risco sísmico, é impor- tante desenvolver ferramentas de comunicação e disseminação de informação, assim como organizar e promover eventos de sensibilização, sem esquecer a componente prática. Nos últimos anos tem-se verificado um aumento de atividades neste sentido por parte de instituições governamentais portu- guesas, nomeadamente pela Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). Desde 2013 que a ANPC tem organizado, a nível nacional, um exercício de preparação e de autoproteção para o risco sísmico, denominado “A Terra Treme”, com o objetivo de sensibilizar e formar os cidadãos para comporta- mentos simples de segurança. Durante este exercício, as pessoas envolvidas são convidadas a efetuar os três gestos básicos de proteção em caso de sismo: baixar, proteger e aguardar, até a terra parar de tremer (Figura 1). Este exercício também permite aos indivíduos participantes, em complemento à prática dos 3 gestos, adquirir conhecimentos no âmbito de procedimentos de evacuação, proce- dimentos de autoproteção, e medidas de mitigação de efeitos caso ocorra um sismo. No final deste exercício os participantes devem saber como atuar antes, durante e após um sismo (ANPC, 2015). A atividade “A Terra Treme” foi criada tendo em conta os objetivos da Estratégia Internacional para a Redução de catástrofe das Nações Unidas, e conta com a colaboração de várias entidades públicas e privadas. Das diversas entidades envolvidas, destacam-se a Direção-Geral da Educação e a Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares, cujo envolvimento evidência a importância da escola e da comunidade acadêmica, no incentivo à cidadania ativa na área de segurança e proteção de pessoas e bens (Sousa et al., 2014; ANPC, 2015).
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figura 1 Os três gestos associados ao exercício “A Terra Treme”.
A análise dos resultados do exercício “A Terra Treme” de 2013 foi publicada por Sousa et al. (2014),o qual indica que para a maioria dos participantes esta foi a primeira vez que tiveram a oportunidade de fazer parte deste tipo de atividades, assim como foi a primeira vez que tiveram informação e forma- ção sobre como atuar em caso de sismo. Os indivíduos que indicaram que esta não era a sua situação, informaram que o seu prévio conhecimento foi adquirido em atividades escolares (Sousa et al., 2014). No ano de 2015, esta iniciativa foi integrada nas ações que assinalaram os 260 anos do sismo de 1755. O risco associado à consciencialização e perceção de um desastre, assim como o comportamento esperado de uma sociedade face a um desastre, não só depende do tipo de perigo, mas depende também da cultura social e das variáveis demográficas dos indivíduos pertencentes a essa sociedade, tal como o género e a idade(Kung, & Chen, 2012). Assim, tendo como objetivo estudar e avaliar o comportamento esperado de um grupo de estudantes do ensino superior face a um sismo, nomeada- mente estudantes do Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria), analisou-se neste estudo uma amostra de 968 estudantes com diferentes idades, género, área de formação, a frequentar diferentes níveis de formação, em diferentes regimes, envolvendo estudantes com o estatuto de trabalhador-estudante para além do estudante normal.
Pretende-se com este estudo perceber se a informação disseminada sobre procedimentos de segu- rança a adotar em caso de sismo, nas várias atividades de sensibilização e de formação realizadas, quer a nível das escolas, quer mais globalmente a nível nacional, foi compreendida e assimilada pela nossa amostra de estudantes, e assim prever uma estimativa para o comportamento da generalidade da restante comunidade estudantil. Outro dos objetivos deste trabalho é colaborar e contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias, que permitam o aumento da resiliência da sociedade acadé- mica e da população em geral face a um sismo.
metodoLogiA
Para alcançar os objetivos propostos foi elaborado um inquérito baseado em uma questão principal, “Em caso de sismo deve:” conforme apresentado na Figura 2.
figura 2 Questão colocada no inquérito aos estudantes.
Foram inquiridos estudantes de diferentes áreas de formação, com idades superiores a 18 anos, de duas escolas do IPLeiria, Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) e Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG). Ambas as escolas estão localizadas na cidade de Leiria, uma cidade da região centro de Portugal, capital de um dos distritos com maior densidade populacional. O IPLeiria é uma instituição pública de ensino superior que oferece cursos de Licenciatura (Lic.), Mestrado (MSc), Pós-Graduação, Cursos de Especialização Técnica (CET e TeSP), entre outros programas de formação. Tal como já foi referido anteriormente, o estudo considerou como variáveis a idade, o género, o nível de formação (CET, Lic., MSc), área de formação, regime da formação (diurno ou pós-laboral), e estatuto do estudante (trabalhador estudante ou não). A amostra é composta por 968 indivíduos (Tabela 1).
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tabela 1 Dados relativos aos inquiridos.
resuLtAdos e discussão AnALÍticA
Os resultados obtidos a partir dos inquéritos serão apresentados e analisados nesta secção. Numa primeira fase os resultados foram tratados graficamente e analisados globalmente (Figura 3), ten- do apenas em consideração as opções escolhidas pelos inquiridos relativo à principal pergunta do inquérito (Figura 2). Os resultados de ambas as questões são apresentados quer individualmente, quer de forma integrada, ou seja, em Q1 é apresentado a percentagem de respostas corretas para a primeira questão, em Q2 é apresentado a percentagem de respostas corretas para a segunda questão, e em Q é apresentado a percentagem de respostas corretas quando o mesmo inquérito possui em simultâneo ambas as respostas certas. Realça-se que só nesta última situação se pode considerar que os inquiridos possuem uma perceção correta dos procedimentos de segurança em caso de sismo.
figura 3 Percentagem de respostas corretas nos inquéritos (Questão1 – Q1; Questão 2 – Q2; ambas questões – Q).
Da análise dos dados apresentados na Figura 3, conclui-se que apenas 52,9% dos estudantes pos- suem uma correta perceção para o risco sísmico, ou seja, cerca de metade da comunidade estudantil inquirida desconhece como reagir durante um sismo. Estes resultados indicam que é necessário e urgente desenvolver e implementar medidas efetivas para informar e formar esta comunidade para
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o risco sísmico. Cumulativamente, se for considerado a indicação de que o comportamento dos indi- víduos em caso real é geralmente pior do que o obtido em situações simuladas, estes resultados são extremamente preocupantes.
De modo a tentar compreender melhor estes resultados, os dados foram analisados tendo em conta as diferentes variáveis indicadas na Tabela 1. Salienta-se que a partir deste ponto, apenas foi consi- derado resposta correta nos casos Q, ou seja nos casos em que ambas as respostas (Q1 e Q2) estão simultaneamente corretas.
Resultados tendo em conta a idade e o género
Tendo em conta a idade, os inquéritos foram divididos em três grupos: menos de 20 anos, idade en- tre os 21 e os 30 anos, e mais do que 30 anos. Na Figura 4 apresenta-se os resultados para os três gru- pos etários, onde é possível verificar que o grupo de estudantes com menos de 20 anos apresentam melhores resultados. Os autores consideram que estes resultados refletem a aprendizagem adquirida com o incremento recente de ações de sensibilização, em particular no ensino secundário, que visam promover uma cultura de prevenção, nomeadamente no âmbito do risco sísmico. Os estudantes com mais de 30 anos, genericamente acabaram o ensino secundário há mais de uma década, altura em que estas práticas eram quase inexistentes.
figura 4 Percentagem de respostas corretas tendo em conta a idade e o género.
Na Figura 4 apresentam-se também os dados tendo em conta o género dos inquiridos. Após a análise desta variável verificou-se que os inquiridos do género masculino apresentam melhores resultados que os inquiridos do género feminino. Sobre esta variável há estudos publicados, onde foi trabalha- do a relação entre o género e o tipo de reação perante um desastre, quer em situação real quer em simulação, em que os resultados obtidos não foram conclusivos ou indicadores de uma tendência (Lindell and Hwang, 2008; Soffer et al., 2010; Kung & Chen, 2012). Neste estudo, o facto da maioria dos estudantes do género masculino pertencerem a cursos na área de formação das tecnologias e engenharias, enquanto a maioria das estudantes do género feminino pertencem à área de formação da educação e ciências sociais, pode justificar os resultados obtidos.
Resultados tendo em conta a o nível e área de formação
Conforme já foi referido, o IPLeiria oferece diferentes cursos em diferentes níveis de formação, em diferentes áreas de formação. Todas as escolas do IPLeiria oferecem diferentes cursos em diferentes níveis de formação, contudo cada escola possui uma área de formação predominante. A área predo- minante da ESECS é a área de educação e ciências sociais (ECS), enquanto na ESTG predominam as áreas de formação de ciências empresariais e jurídicas (CEJ) e de tecnologia e engenharia (TE). Os resultados, tendo em conta o nível de formação (Figura 5), não apresentam grandes diferenças, contudo pode-se afirmar que os estudantes dos CET apresentam melhores resultados. Geralmente os estudantes que ingressam dos CET frequentaram cursos profissionais nos anos letivos anteriores, ou cursos com uma vertente mais profissionalizante. É comum neste tipo de cursos, principalmente os cursos das áreas das tecnologias, a apresentação de temáticas de prevenção e segurança com mais detalhe, incluindo a abordagem de planos de emergência e de medidas de autoproteção. Este facto,
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na opinião dos autores, poderá justificar o melhor desempenho por parte dos estudantes de CET, assim como os resultados obtidos por área de formação (Figura 5).
figura 5 Percentagem de respostas corretas tendo em conta o nível e a área de formação.
Os resultados obtidos por parte dos estudantes da área de educação e ciências sociais são preocu- pantes e indicadores que novas estratégias deverão ser pensadas e implementadas, com principal enfoque nos estudantes que optam por esta área de formação, quer ao nível do ensino superior quer nos outros níveis de ensino. Apesar dos resultados dos estudantes da área de formação das ciências empresariais e jurídicas serem um pouco melhores comparativamente com os estudantes da área de educação e ciências sociais, sugere-se que igual atenção deverá ser tida em conta.
Resultados tendo em conta o regime do curso e o estatuto do estudante
Alguns dos estudantes do IPLeiria ingressaram nesta instituição devido à possibilidade de conciliar a atividade profissional com a frequência de um curso, conseguindo assim aumentar a sua forma- ção e competências. Esta possibilidade resulta não só da possibilidade em frequentar cursos em regime pós-laboral, mas também no facto de poderem usufruir do estatuto trabalhador-estudante. Neste tópico compara-se os resultados dos estudantes que frequentam os cursos diurnos com os que frequentam os cursos em regime pós-laboral, assim como os estudantes que possuem o estatuto trabalhador-estudante, com os restantes estudantes (Figura 6). Salienta-se que a percentagem de trabalhadores–estudantes nos cursos de regime pós-laboral é superior à dos cursos de regime diur- no, pelo que os resultados são analisados em paralelo.
figura 6 Percentagem de respostas corretas tendo em conta o regime da formação (Diurno – D; Pós-laboral –
PL), e o estatuto do estudante (estudante normal – EN; trabalhador-estudante- TE).
Da análise dos gráficos da Figura 6 verifica-se que os estudantes do regime diurno apresentam me- lhores resultados, assim como os estudantes que não têm estatuto de trabalhador-estudante são os que apresentam os resultados mais favoráveis. Estes resultados são coerentes e expetáveis tendo em conta os resultados obtidos em função da idade dos estudantes, pois os estudantes do regime diurno assim como os estudantes não trabalhadores pertencem geralmente a uma faixa etária menor.
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Os resultados deste estudo indicam que cerca de metade dos estudantes inquiridos do IPLeiria não possuem uma perceção para o risco sísmico satisfatória, o que é indicativo da necessidade de me- didas urgentes, no sentido de estabelecer ações efetivas para a consciencialização da comunidade académica para o risco sísmico.
Também os resultados deste trabalho sugerem que os estudantes mais novos alcançaram melhores resultados, assim como os estudantes da área de formação de tecnologia e engenharia. Os autores consideram que estes resultados refletem o aumento de atividades de sensibilização, especialmente a nível das escolas, assim como refletem o aumento de formação em temáticas de segurança e auto- proteção no cursos profissionais e nas formações na área das tecnológicas.
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