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Suggestions for Further Research

7. Simulation Model of the LNG Transportation

9.2 Suggestions for Further Research

Quanto à estrutura de produção interna, a cooperativa deveria ter instalações mínimas necessárias para a industrialização de toda a matéria-prima das lavouras ou para as criações dos associados, além de realizar as transações comerciais, com o intuito de controlar a produção e o consumo. A cooperativa, juntamente com o corpo técnico, forneceria aos sócios, gratuitamente, informações sobre o combate de pragas, além de conhecimentos necessários para o progresso da indústria vitivinícola.181

Entre os anos de 1931 a 1935, o mercado consumidor da cooperativa teve um comportamento estável. O ano de 1936 foi marcado pela necessidade de se adquirir matéria- prima para vinificar e para aumentar a produção, a qual se apresentava deficiente para a manutenção da clientela e, conseqüentemente, impossibilitava o aumento nos lucros.182

A situação de 1945 foi complicada. A vindima que se aproximava não proporcionaria uma boa colheita, em virtude da seca. Paralelo a essa situação, os mercados consumidores estavam lotados de vinho e o verão vislumbrava, historicamente pela sazonalidade, uma redução nas vendas.

Em virtude das geadas tardias, ocorridas em outubro de 1946, vislumbrava-se a escassez de uvas para a safra de 1947. Estimava-se uma produção de apenas 30% em relação à normal, fenômeno que se verificava em toda a Colônia de um modo geral. Além disso, havia outro problema a ser resolvido: a pouca produção estava sendo cobiçada pelos comerciantes-vinicultores.

Por outro lado, a escassez de produto fez com que o preço dos vinhos tivesse um aumento considerável nas praças de consumo. Estimava-se que o preço chegaria ao dobro pago pelos comerciantes ou da tabela de preços oficial do Instituto Rio-Grandense do Vinho. Havia a necessidade de alertar os associados que não desviassem a produção para terceiros, sob pena de prejudicar os negócios da cooperativa, dada à previsão de redução de 70% da produção normal, além de terem de arcar com a multa de 20% sobre o que for entregue aos comerciantes.183

Vislumbrava-se para o exercício de 1949 a 1950 um aumento de produção, em virtude de uma supersafra de uva; com isso, não haveria espaço para a safra de 1950. Necessitava-se,

181 Ata n. 2. Livro 1. 28, mar. 1931. p. 4-7. 182 Ata n. 23. Livro 1. 15 fev. 1936. p. 92-94.

portanto, da construção de um pavilhão e da compra de pipas para o acondicionamento da produção.184 Sendo assim, a entrada de novos sócios ficou condicionada somente com a imobilização na fabricação de novas pipas para a estocagem dos vinhos.

O referido período ainda apresentou o mercado favorável e a cooperativa investiu em imobilizações. Adquiriu um terreno de 4.000 m2, que faz divisa com a cooperativa, com o objetivo de ampliar as instalações da empresa. Também foi marcado pela explosão de uma caldeira, motivada pela deficiência da solda elétrica, sendo autorizada a aquisição de outra. Foi comprado um caminhão Chevrolet usado para prestar serviços à cantina.185

Em assembléia realizada em setembro de 1952, avaliou-se que a produção da próxima safra seria acima da média normal. Deste modo, fazia-se necessária a aquisição de pipas para a cantina central e para os postos de vinificação; também seria imperioso um aumento da infra-estrutura para o recebimento das uvas dos associados. Inicialmente seria destruído o pavilhão de madeira para se construir um amplo prédio de material (Anexo P).186

Sob esse aspecto se fez necessário realizar uma obra para reformar a parte do recebimento das uvas, adaptando-se às exigências da lei. Outro investimento seria a construção de uma nova cantina de vinificação na sede central e a substituição da caldeira a vapor movida à lenha, para uma com funcionamento a óleo diesel com queimador automático, e a aquisição de uma máquina lavadora de vasilhames.187

Decidiu-se pela aquisição de outro terreno, com metragem de 2.617,70 m2, que fazia divisa com a caldeira da cooperativa e no qual, futuramente, poderia ser instalada uma destilaria, uma vez que a caldeira da época, instalada junto à cantina, oferecia risco de fogo e agravava a taxa de seguro.

Dando seqüência às melhorias de infra-estrutura, foi autorizada a instalação de uma tonoaria, para a fabricação de barris, e aprovou-se a construção de um tanque para o acondicionamento do bagaço da uva.188 Destaca-se, ainda, a participação da cooperativa junto à Associação dos Vitivinicultores do Rio Grande do Sul, com o objetivo de adquirir um navio para transportar o vinho produzido para o mercado consumidor do centro do País.

No que se refere às safras, verificou-se que o período alternou momentos de carência e de abundância de matéria-prima. Em 1961, por exemplo, houve um problema de baixa produção, com uma redução em torno de 30% a 40% no volume normal, em virtude das

184 Ata n. 6. Livro de Assembleias Gerais 1. 13 ago. 1949. p. 34-38.

185 Ata n. 32. Livro de atas dos Conselhos de Administração e Fiscal. 09 abr. 1951. p. 58-59. 186 Ata n. 40. Livro de atas dos Conselhos de Administração e Fiscal. 30 set. 1952. p. 72. 187 Ata n. 53. Livro de atas dos Conselhos de Administração e Fiscal. 08 nov. 1954. p. 95-96. 188 Ata n. 103. Livro de atas dos Conselhos de Administração e Fiscal. 19 dez. 1959. p. 182-184.

geadas e do granizo.189 Nos anos subseqüentes, devido ao alto volume de produção, os sócios foram autorizados a vender a produção para terceiros, sem a cobrança da respectiva multa.

A década de 1960 foi marcada pelo alto volume de investimento em ativos imobilizados na empresa, motivados pela ampliação das instalações para o recebimento e para o processamento das uvas. As vendas estavam evoluindo e a marca Aliança estava se consolidando. Paralelo a isso, outro problema se formava: o espaço físico destinado à produção começava a ficar pequeno. A saída estava na construção, na aquisição e na ampliação dos ativos produtivos da Cooperativa.

Dentre os principais investimentos estavam: a construção de uma destilaria e tanques para o bagaço de uva; a construção de pipas para depósito de vinho e uma destilaria; a construção de um novo escritório, instalações, pavilhões, piletas para armazenamento, além da compra de um novo carro. Buscava-se recurso para as aquisições junto ao Banco do Brasil e ao Banco Nacional de Crédito Cooperativo, dando como garantia o penhor do vinho e o patrimônio.Sendo assim, em resumo, o aumento do imobilizado deve-se às construções e às compras de máquinas e equipamentos.190

Nas contas do imobilizado ainda constam diversos investimentos para a cantina, tais como: a aquisição de um destilador de vinhos, a reforma da seção de vinificação e a ampliação das seções de engarrafamento e vinificação e a aquisição de outras máquinas, demonstrando a preocupação da empresa em investir em tecnologia e máquinas modernas.191

Cabe salientar que o valor das aquisições das máquinas e dos equipamentos é histórico; portanto, não sofreu reavaliações. Caso fosse feita a reavaliação dos valores, o saldo seria dezenas de vezes maior do que o valor histórico.

189 Ata n. 115. Livro de atas dos Conselhos de Administração e Fiscal. 02 jan. 1961. p. 203-204. 190 Ata n. 138. Livro de atas dos Conselhos de Administração e Fiscal. 03 set. 1962. p. 239-240.

191 Dentre as imobilizações, uma das aquisições mais importantes do período foi a compra de um novo

equipamento de engarrafamento, o qual proporcionou à empresa o dobro da capacidade de produção e de economia de mão-de-obra. Os recursos foram angariados junto ao Banco Nacional de Crédito Cooperativo, com prazo de pagamento em 10 anos e com carência de dois anos. Também foram adquiridos filtros de inox e uma desengaçadeira.

QUADRO 1. Evolução das contas do imobilizado, veículos e capital social na década de 1960 Contas/Anos 1959-1960 1960-1961 1961-1962 1962-1963 1963-1964 Imobilizado 5.136.558 5.897.549 6.708.286 9.674.013 12.199.963 Veículos 500.000 500.000 500.000 2.730.000 2.480.000 Capital social - 3.539.700 6.890.000 24.749.100 46.852.300 Contas/Anos 1964-1965 1965-1966 1966-1967 1967-1968 1968-1969 Imobilizado 18.926.610 20.912.790 29.158 66.557 107.075 Veículos 2.480.000 7.400.000 7.400 7.400 7.400 Capital social 81.487.100 125.614.700 165.278 208.730 265.940 Fonte: Relatórios financeiros da Cooperativa Aliança no período de 1959 a 1969

No quadro 1 pode-se constatar a evolução financeira dos imobilizados da empresa, das contas de veículos e do capital social. Salienta-se que no exercício de 1966 e 1967 os valores foram cortados em três zeros em virtude da mudança de moeda. Analisando o início do período de 1959 a 1960, em comparação ao período final, ou seja, o exercício de 1968 e 1969, o crescimento do imobilizado cresceu aproximadamente 20 vezes. A conta veículos teve um crescimento de aproximadamente 14 vezes e o capital social evoluiu em 7.423%, valor superior ao da inflação acumulada que foi de 3.646%.