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Suggestions for further investigations on the topic

In document Stylistic Features of Legal Discourse (sider 86-116)

Part II: Discussion of stylistic non-correspondences between Norwegian and English counterparts

CHAPTER 5 Conclusion

5.2 Suggestions for further investigations on the topic

Segue-se, de forma sumária, as principais conclusões obtidas ao longo do presente trabalho.

A proposta de extensão da formulação do VATM original por forma a incorporar o efeito do confinamento axial, de acordo com a metodologia adotada neste trabalho, mostrou- se adequada. As previsões obtidas a partir do modelo proposto são congruentes e as tendências obtidas para as curvas comportamentais analisados possuem um caráter lógico.

O modelo é limitado à situação em que as armaduras longitudinais se encontrem sempre em tração. O modelo desenvolvido neste trabalho não está preparado numericamente para a situação em que as armaduras longitudinais tomem extensões de compressão. Deste modo, o modelo é válido para a maioria das situações de confinamento parcial, mas não para a situação de confinamento total.

A partir da análise comparativa das previsões do VATM modificado com os escassos resultados experimentais disponíveis na literatura consultada e associados a vigas com pré- esforço exterior sujeitas à torção (Vigas D-1 e D-2) observou-se que:

 O efeito do confinamento axial induzido pela armadura de pré-esforço longitudinal exterior no comportamento das vigas é mais pronunciado no Estado II (após a fissuração da viga). O efeito do confinamento axial manifesta-se por um

do momento torsor resistente, dado a reduzida rigidez axial introduzida pela armadura de pré-esforço nas vigas. As tendências gerais observadas experimentalmente estão de acordo com as revisões do VATM modificado;

 Em termos de comparação do comportamento último das vigas D-1 e D-2, designadamente dos valores dos momentos torsores resistentes, com as previsões teóricas do VATM modificado não foi possível estabelecer conclusões sólidas. Tal poderá motivar-se pelo baixo nível de confinamento introduzido pelas armaduras de pré-esforço nas referidas vigas. Tal pode não ter permitido “visualizar” uma tendência clara para a evolução dos momentos torsores resistentes

A partir das simulações obtidas com o VATM modificado para a viga de referência A2 com diversos níveis de confinamento observou-se que:

 Com o aumento do confinamento axial a armadura longitudinal entra mais tarde em cedência ou nem chega a entrar em cedência a partir de um certo nível de confinamento axial. Assim, a armadura transversal é mais solicitada devido às condições de equilibro interno. Estas tendências devem-se essencialmente ao aumento do estado de compressão longitudinal da viga com o aumento do nível de confinamento;

 Com o aumento do confinamento axial o momento torsor resistente da viga aumenta devido ao efeito favorável do estado de compressão induzido pela restrição axial que tende a contrariar o estado de tração induzido pelo momento torsor. Contudo, o incremento do momento torsor resistente, com o aumento do nível de confinamento axial, tende a estabilizar uma vez que a capacidade resistente do betão por compressão tende a esgotar mais rapidamente;

 Com o aumento do confinamento axial a rotação associada ao momento torsor máximo bem como a rotura última (associada à rotura convencional) diminui. Observa-se que qualquer eventual ductilidade em torção existente numa viga sem confinamento axial tende rapidamente a desaparecer com o aumento do nível do mesmo. A viga terá uma rotura tendencialmente mais frágil. A ductilidade está associada à plastificação das armaduras de torção antes do betão esgotar a sua capacidade resistente nas escoras. Esta observação explica-se pelo facto do confinamento axial contrariar o estado de tração nas armaduras longitudinais induzido pelo momento torsor

A partir da análise das várias curvas teóricas de comportamento para a vigaA2 (viga de referência) obtidas para os diversos níveis de confinamento simulados, observou-se que:

 Com o aumento do confinamento axial existe uma necessidade de aumento da espessura efetiva da escora. Este facto era previsível uma vez que o estado de compressão axial na viga aumenta o nível de tensão de compressão nas escoras de betão. Para níveis de confinamento superiores a 60000 kN/m a viga de referência analisada (viga com secção vazada) sofreu inclusive uma rotura algo prematura

pois a espessura da escora de betão necessária para absorver o momento torsor ultrapassou a espessura real da parede;

 Tal como já era previsto pelo Código Americano ACI 318R-05 para vigas de betão pré-esforçado, o ângulo das escoras de betão diminui com o aumento do nível de confinamento. A diminuição do ângulo das escoras deve-se à influência da força de compressão centrada que aumenta com o nível de confinamento;

 À medida que o nível de confinamento vai aumentando, a viga esgota mais rapidamente a capacidade resistente do betão comprimido na escora, verificando- se simultaneamente um aumento da rigidez à torção da viga no estado fissurado;  À medida que o nível de confinamento axial aumenta, enquanto a participação da

armadura longitudinal para o equilíbrio interno diminui devido ao estado de compressão axial, a participação da armadura transversal aumenta. Tal decorre de uma redistribuição de tensões que ocorre internamente no modelo de treliça devido ao efeito do estado de compressão longitudinal. Por outras palavras, a escora de betão conjuntamente com a armadura transversal têm que compensar a menor efetividade da armadura longitudinal de modo a garantir o equilíbrio do modelo de treliça.

A partir da análise dos resultados numéricos obtidos decorrentes da análise não linear com elementos finitos realizada com o LUSAS, observou-se que:

Comprova-se através da curva T que não existe influência visível do efeito do confinamento axial no estado não fissurado e no valor do momento torsor de fissuração. Isto é, o efeito da força de compressão é mais pronunciada a partir do momento que a viga fissura pois é neste ponto que a viga submetida à torção tende a alongar na direção longitudinal;

 Confirma-se a existência de uma tendência para a diminuição da capacidade de rotação com o aumento do confinamento axial. Associada a esta observação está a redução da ductilidade da viga devido à influência da força de compressão centrada;

 Confirma-se que a rigidez de torção da viga no estado fissurado aumenta com o incremento do nível de confinamento, em virtude da influência da força de compressão centrada;

 A análise da deformada mostra que em situação de confinamento nulo a viga alonga mais comparativamente com a viga confinada axialmente. Desta forma comprova-se que o confinamento axial restringe axialmente o alongamento livre da viga, alterando assim o seu equilíbrio interno;

 Confirma-se que, com o aumento do confinamento axial, a tensão de compressão no betão das escoras aumenta comparativamente com a situação de confinamento nulo. Observou-se também que a existência da força de compressão conduz a que viga esgote mais depressa a capacidade resistente do betão à compressão nas

 Com o aumento do confinamento axial, confirma-se que a participação da armadura longitudinal para o equilíbrio interno diminui e a participação da armadura transversal por sua vez aumenta. Mais uma vez se verifica a influência do estado de compressão axial no equilíbrio interno da viga que obriga à existência de uma redistribuição interna de tensões.

Parece assim ser possível afirmar que as previsões teóricas do VATM modificado foram, na sua generalidade, confirmadas pelos resultados da análise não linear com elementos finitos realizada através do LUSAS.

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