7. Analyse av termene
7.2 Formelle forhold
7.2.1 Morfologisk, ortografisk og fonologisk tilpassing
7.2.1.1.1 Substantiv
Em ortodontia, os procedimentos de montagem e desmontagem da aparelhagem fixa não têm seguido um protocolo único, baseado ou não, em procedimentos adesivos. A literatura também contempla poucos trabalhos sobre estes procedimentos, que a nosso ver, talvez possa ser considerado de menor importância frente à técnica ortodôntica a ser empregada. Da mesma forma, a literatura não apresenta resultados conclusivos sobre estes protocolos e ainda sobre pesquisas utilizando-se questionamentos com profissionais.
Observando-se opiniões e protocolos controversos, variáveis de acordo com a experiência adquirida em cada Instituição de Ensino, resolveu-se realizar um questionário que pudesse caracterizar o “modus operandi” dos especialistas. Não foi encontrado um questionário que contemplasse o assunto a ser investigado. Segundo Locker et al. (2002), diferentes instrumentos precisam ser desenvolvidos de acordo com seus objetivos, adaptando-se à população estudada. Diante disto, iniciou-se a construção de um instrumento de coleta de dados no formato de questionário, partindo inicialmente de uma entrevista oral semi-estruturada com 06 Ortodontistas escolhidos por conveniência pelo pesquisador, residentes na cidade de Belo Horizonte, procurando selecionar profissionais de diferentes escolas e condutas filosóficas.
As entrevistas foram agendadas com antecedência, uma por vez, realizadas nos locais de trabalho de cada profissional, onde abordou-se os seguintes tópicos:
1- Métodos de montagem e desmontagem da aparelhagem ortodôntica fixa;
questionando-se sobre procedimentos e materiais preferencialmente
empregados nos tratamentos realizados com aparatologia fixa;
2- Questionamentos relativos aos aspectos dos dentes, especificamente da superfície do esmalte dental após a desmontagem da aparelhagem e cuidados clínicos imediatos;
3- Visão clínica do profissional quanto aos cuidados pré e pós-tratamento ortodôntico com especial ênfase ao aspecto morfológico da superfície do dente. A partir destas entrevistas, as respostas foram categorizadas e analisadas, subsidiando o esboço do instrumento coletor de dados (questionário).
Este questionário foi composto inicialmente de 12 questões mistas (abertas e fechadas), relacionadas com os procedimentos rotineiramente utilizados relativos à montagem e desmontagem dos aparelhos ortodônticos, contendo
respostas nominais, lógicas e seqüenciais, facilitando a compreensão dos profissionais (ANEXO B).
4.3.1. Teste-piloto 1
O instrumento de coleta de dados foi submetido a uma 1ª aplicação em 06 alunos de um total de 12, que freqüentavam o 3º. e último ano do Curso de Especialização em Ortodontia da UFMG. Sem nenhuma identificação, estes alunos responderam ao questionário, sugerindo por escrito variações e melhorias no intuito de facilitar o entendimento e a conseqϋente aplicação do instrumento de coleta de dados (ANEXO C).
4.3.2. Teste - piloto 2
Após avaliação e adaptação das variações sugeridas, foi realizada uma 2ª aplicação utilizando os outros 06 alunos da mesma turma de Especialização, recomendando-se aos mesmos que também fizessem suas sugestões de melhorias ao instrumento de pesquisa. Os alunos consideraram o instrumento de coleta de dados satisfatório, permanecendo o ANEXO C.
A opção pelos alunos do Curso de Especialização em ortodontia da UFMG deu-se por facilidade de acesso aos mesmos, por tratar-se de indivíduos com uma boa formação acadêmica e que já exercem a prática clínica baseadas em princípios científicos sob orientação docente e nas dependências da FO/UFMG. O teste piloto foi realizado com estes profissionais, com todos os créditos cumpridos, os quais ainda não requereram a inscrição formal de Especialistas junto ao CRO/MG, dando-nos confiança no teste e evitando-se a perda de amostra da população estudada.
4.3.3. Instrumento final
Após a análise dos testes piloto, concluiu-se o instrumento de coleta de dados da pesquisa. A este questionário foi acrescido a categorização da amostra contemplando, número de identificação, gênero, ano e instituição de finalização do Curso de Graduação em Odontologia, ano e Estado da Federação em que concluiu a Pós-Graduação em Ortodontia (ANEXO D).
O primeiro questionamento relaciona-se ao tipo de atividade clínica desenvolvida, se pública, privada ou mista. Além de podermos verificar a porcentagem de profissionais com dupla jornada, poder-se-á colher dados objetivos quanto a condutas em cada atividade. Da mesma forma o questionamento para utilização da fixação dos bráquetes com resinas ortodônticas ou restauradoras, fotoativadas ou não e cimentos ionoméricos modificados com resina podem nos fornecer informações sobre a interação entre os materiais odontológicos e a clínica ortodôntica. Os procedimentos e instrumentos utilizados como pré-montagem dos bráquetes nos informa o comprometimento do ortodontista com os procedimentos adesivos e em última instância com a saúde do esmalte dentário.
No questionamento sobre o instrumento para a remoção do aparelho, buscou- se listar os mais disponíveis no mercado, independente da técnica de utilização. Esta informação é importante uma vez que, cada alicate visa a remoção através de aplicações de cargas preferencialmente sobre o acessório ou sobre a união adesiva acessório/dente. Talvez a utilização de instrumentos de remoção mais conservadores em relação à integridade do acessório esteja proporcionalmente relacionado aos profissionais que reutilizam estes bráquetes em outros pacientes, uma vez que estes acessórios durante muitos anos eram importados e de difícil acesso, fato este também indagado no nosso questionário.
Com a visão voltada para a integridade do esmalte, realizou-se uma série de questionamentos a respeito da visão do profissional em relação a permanência do cimento de fixação se no dente ou no bráquete e o instrumental preferencialmente utilizado. A possibilidade da marcação de mais de uma alternativa, além de não limitar a resposta também permite a obtenção de informações sobre o acabamento e polimento.
Finalmente, avaliou-se qual a preocupação e a percepção dos profissionais em relação à integridade do esmalte, que de outra forma poderia ser interpretada como um dos custos biológicos da terapia ortodôntica.