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103 Ibid.

Solidariedade”. O Festival foi uma promoção da Federação Mundial de Juventude Democrática criada em Londres em 1945, sendo naquele momento um órgão consultivo da Organização das Nações Unidas (ONU), tendo uma extensa programação com debates, apresentações artísticas e culturais, entre outras atividades105.

De 01 a 07 de setembro de 1985, segundo o informativo do DCE, foi realizada a primeira Semana Universitária de Santa Cruz., promovida pelo Diretório Acadêmico do Núcleo de Ensino do Trairi e o DCE. A semana mobilizou toda a cidade do RN com a realização de jogos, debates, conferências, feira de artesanato, festival de cinema, gincana esportiva e cultural, bingo, feira de livro usado, ruas de lazer, corrida rústica e ciclismo, shows com sanfoneiros, violeiros, chorinho brejeiro e quarteto de corda da UFRN, mamulengos, entre outras atrações.

No dia 14 de março de 1986, o dia da poesia, conforme panfleto da época, foi realizada uma calourada que contou com a apresentação de uma dissertação de mestrado. A exibição do vídeo Memória Viva, com a poetisa Zila Mamede, a exibição do filme “Os anos de JK”, um recital de poesia e Música em homenagem ao Dia Nacional da Poesia, Silvinha e sua banda, entre outras apresentações.

O Festival Universitário de Arte e Cultura incluiu também o III Festival de Música e Poesia. O Festival foi aberto com um show do cantor Bráulio Tavares no teatro Alberto Maranhão. Nesse momento o DCE dedicou o Festival ao cartunista Henfil, recém falecido. Um fator importante na realização desse festival foi o patrocínio de várias empresas e instituições da sociedade 106. O

Festival contou com duas eliminatórias na praça cívica do Campus 107e uma

final no Palácio dos Esportes.

O DCE, em 1986, conseguiu um espaço importante na TV, no canal 5. Um programa chamado STÚDIO- programa semanal do DCE 108, sempre aos

domingos. Esse foi um importante espaço conquistado pelo DCE na TV Universitária.

105 ibid.

106 Folha Acadêmica. Órgão Oficial do Diretório Central dos Estudantes. Março de 1988. 107 Ver Anexo III e IV.

Em setembro de 1986 a UNE promoveu um Seminário Pró- Constituinte em Brasília que contou com uma caravana organizada pelo DCE. Nesse seminário foi discutida além da constituinte, a educação, a Universidade e a Soberania Nacional109.

A luta pela liberdade era colocada em pauta nos espaços culturais. Tinha muita expressão poética. O movimento estudantil possuía uma parceria com os poetas. Com as pessoas que produziam textos. Uma das grandes expressões do movimento estudantil do período era a charge. Eram criadas charges com o objetivo de fazer uma crítica política ou mesmo a propaganda de uma chapa, nas eleições para o DCE. A charge também foi uma das mais usadas formas de manifestação artística, política e cultural.

Na folha Acadêmica do DCE110, uma reportagem noticiou: “A arte e a

cultura não aceitam a Ditadura de Pinochet”, mostrando na matéria que um estudante do curso de Educação Artística da Universidade ganhou destaque nacionalmente devido a sua arte. Através da mímica, ele fez uma manifestação que impediu o Presidente da Academia Chilena de Letras, o Professor Roque Esteban Scarpa, defensor do regime da ditadura imposto ao povo chileno, realizasse palestra na Universidade de Brasília-UNB.

O estudante e mímico, Júnior, subiu à mesa onde estava o professor e improvisou uma seqüência de imagens denunciando a presença militar no Chile, cena amplamente divulgada pelos meios de comunicação. Nesse sentido, a arte foi usada como um instrumento em defesa das causas que, para o movimento estudantil, eram justas.

O movimento estudantil se contrapunha aos produtos culturais estrangeiros no país e a pouca valorização da cultura popular brasileira. Os militantes do movimento estudantil agiam na tentativa de valorizar a música, as produções e os artistas nacionais. De acordo com Christian Lira: “A nossa atuação implicava numa reafirmação desses valores culturais em contraposição dos produtos culturais estrangeiros”.111

A organização das atividades culturais nas entidades estudantis, na maioria das vezes, acontecia através da diretoria de cultura. Essa diretoria era

109 Folha Acadêmica, Órgão Oficial do Diretório Central dos Estudantes, setembro de 1986. 110 Folha Acadêmica. Órgão Oficial do Diretório Central dos Estudantes. Março de 1988. 111

responsável pela parte cultural, promovendo circuitos de cinema, festivais, apresentações musicais, teatrais. Organizava, também, publicações de poesias, que era uma produção cultural e literária dos estudantes.

Então, era praticamente uma regra, toda e qualquer entidade estudantil tinha uma direção de cultura, que era responsável por esse tipo de atividade. Tinha como função criar uma agenda de eventos culturais. Entretanto, devido a curta duração de uma gestão no DCE, que era de mais ou menos um ano, nem sempre se mantinha uma agenda regular, ou um programa cultural que tivesse uma certa permanência.

Eram realizadas reuniões que discutia a realização dessas atividades. Desde a questão material, da busca dos recursos, como outras questões de organização dos eventos. Os estudantes universitários mostravam suas produções nas mais diversas categorias artísticas.

Naquele período, havia muito pouco investimento de órgãos públicos, de governos do Estado nessas atividades e produções realizadas pelos estudantes universitários. O que acontecia era alguma coisa muito improvisada, atuando mais como uma rede de relações políticas que se dispunha na cidade, sendo essa rede mobilizada quando se precisava arrecadar fundos para um movimento, uma atividade política de grande porte.

Essas atividades eram organizadas com muito pouco recurso, com muito voluntarismo. Os estudantes tinham uma preocupação muito forte de não depender de qualquer recurso. Eram buscados, muitas vezes, apoio em entidades sindicais, instituições que o movimento estudantil tinha algum tipo de diálogo. Havia muito preconceito em relação a patrocínios privados de algumas empresas, a não ser que fosse de alguma empresa de alguém ligado à esquerda, próximo às lutas e movimentos sociais.

A ADURN112 muitas vezes foi parceira de atividades realizadas pelos

estudantes, como demais organizações da sociedade civil que se mostravam próximas aos movimentos sociais. Através da Reitoria, a universidade na época também apoiava atividades que não aparecessem diretamente como uma contestação. Portanto, não tinha muitos recursos, era a partir realmente da mobilização estudantil, da iniciativa dos estudantes que se organizavam e buscavam captar recursos, parcerias para viabilizar essas atividades.

Os diretórios acadêmicos tinham momentos de grande participação, quando faziam protestos políticos que afetavam diretamente a população ou mesmo ações culturais com artistas que estavam no auge nacionalmente, que tinha músicas divulgadas no mercado, nas rádios, televisão, como também momentos de que a participação se resumia aos diretores do DCE, dos Centros Acadêmicos, dos militantes, dos amigos mais próximos desses militantes. De acordo com João Emanuel Evangelista:

Até porque, na verdade, constituíamos um mundo a parte mesmo! Então quer dizer, se o estudante era de esquerda, ele se vestia meio diferente. Havia um modelo, um tipo de identidade que era típico do militante do movimento estudantil. E era a minoria dos estudantes que se identificava com isso. Então a gente tinha um grupo que gravitava em torno dessas lideranças e das pessoas que faziam o movimento estudantil.113

A juventude que militava no ME tinha um comportamento diferenciado dos outros jovens. As roupas, os hábitos, dos gostos constituíam um mundo separado, um mundo realmente à parte da maioria. Havia uma linguagem, um jeito, um estilo de vida próprio desses jovens, que demarcava um espaço no convívio acadêmico.

Nessas atividades culturais, o grande público nem sempre era o estudante comum, mas basicamente as próprias lideranças, as pessoas que circulavam em torno dessas lideranças. A chamada “base” do movimento estudantil. Nem sempre a maioria dos estudantes participava desses eventos. A agenda deles, o tipo de questões que mobilizam esses alunos. Não eram, em grande parte, as mesmas questões que mobilizavam o movimento estudantil.

As atividades culturais que possuíam uma postura mais crítica, seja de discussões de obras, filmes, debates, eram bem mais restritas, se limitavam a participação da direção do DCE, diretores de Centros Acadêmicos, militantes. Porém, se eram realizadas atividades com um caráter mais festivo, encontros, festas, shows, se tinha uma participação maior. Conforme Cipriano de Vasconcelos:

E essa parte, digamos assim, um pouco instrumental na mobilização, quando se utilizava recursos artísticos, se atingia um pouco mais os estudantes. Mas não se tinha uma grande participação. A luta política assumiu a centralidade. Não se tinha uma agenda cultural no movimento estudantil. Conseguiam ter uma programação cultural nesse campo que falei do cinema, da música, enfim, mas não era uma agenda forte. A agenda política era a principal naquele momento. 114

Nesse período a questão central que permeava na universidade, nas ruas, em parte da população, nos movimentos sociais, era o tema da democracia. Havia nos anos 1980, uma agenda política com manifestações contrárias ao regime autoritário. Diante desse clima foram organizadas na UFRN atividades, eventos, produções na área cultural. Uma agenda que levantava, por intermédio da ação cultural, questionamentos políticos sobre os rumos do país e do Estado.

A agenda cultural era bastante utilizada como um instrumento de mobilização de recursos, de reforço a essa luta pela politização dos estudantes. O momento político era o da reorganização das entidades estudantis, da luta em torno da melhoria nas condições de ensino. Um meio de instigar a participação estudantil era o debate em torno do cotidiano dessa juventude. A falta de professores, transporte na universidade, entre outros assuntos.

A visibilidade maior das atividades realizadas na universidade pelos estudantes era quando se tinham grandes manifestações de rua. No fim dos anos 1970 era constante ainda, no meio estudantil, pessoas indicadas pela Reitoria para controlar a vida dos estudantes. Só em 1979 com a reconstrução do DCE na UFRN, o movimento estudantil adquire uma força maior, interagindo com outros movimentos sociais, aparecendo com freqüências nas atividades dentro e fora da universidade.

A primeira semana de Arte115, organizada pelo DCE, na qual dentro da

programação houve o IV Festival de Música e Poesia, contou com exposições fotográficas, mostras de artes plásticas, contos, com premiação para os melhores trabalhos.

114 (VASCONCELOS, 2008) – Documento Sonoro

Uma das grandes iniciativas do DCE em um projeto de extensão universitária foi a experiência pioneira, de novembro de 1987 a janeiro de 1988, da criação de um cursinho pré-vestibular com o tema “Educação não rima com lucro” que tinha como objetivo proporcionar aos estudantes de baixa renda as condições de ensino necessárias para competir com outros concorrentes. O movimento estudantil questionava o vestibular, a forma de acesso à universidade pública.

Na UFRN existiram várias tentativas de fazer um debate e ações culturais buscando fortalecer a cultura local. Os principais jornais noticiaram vários movimentos culturais promovidos pelos estudantes que atuavam no movimento estudantil na UFRN. Através das produções, eventos, shows, festivais, o movimento estudantil na UFRN em vários momentos ocuparam a cena política e cultural na cidade.

Na maioria das vezes, os artistas não ganhavam dinheiro com esses eventos. Eram atividades voltadas para a mobilização política. Não era a atividade cultural pela atividade cultural, mas sim com um propósito político bem definido. Essas atividades, eventos, produções culturais eram organizadas de forma muito espontânea. Não tinha nenhum financiamento específico. Quando era feito algum show, o DCE tentava conseguir apoio de forma alternativa, com entidades próximas do movimento estudantil, para conseguir o transporte e alimentação dos artistas.

Foi construído naquele período, no setor I, um palco ao ar livre e umas mesinhas para a realização de atividades culturais. Sobre os recursos para a construção desse palco, segundo Hugo Manso:

Nesse caso foi com recursos da universidade. Esse palco a gente fez através de uma relação que eu estabeleci com um cidadão chamado coronel Bosco, que ninguém entendia como é que eu que era da esquerda, que era do movimento estudantil, que fazia muita zuada, como era que eu tinha uma relação boa, com o coronel Mosca que era o Prefeito do Campus, era o administrador do campus. E minha relação vinha da natação, porque antes de entrar na universidade eu era nadador e todos os filhos dele eram nadadores e a gente tinha uma relação muito íntima, eu freqüentava a casa dele, ele conhecia minha família, enfim, ele me tratava super bem. Eu fazia as demandas em nome dele. 116

Nesse sentido, existia uma ambigüidade na relação do movimento estudantil com a administração central da UFRN. Em alguns momentos contestavam as práticas autoritárias que enfrentavam internamente, em outros momentos mantinham uma proximidade, aceitando e solicitando algumas vezes, financiamento da universidade para suas atividades e movimentos políticos.

Porém, na maioria das vezes, os estudantes organizavam pedágios, produziam camisetas para vender, tentavam buscar formas alternativas de financiamento para realizarem atividades políticas e culturais. A força de vontade, a doação militante de muitos jovens, permitiu a concretização de vários eventos na área da cultura, como também da política.

Foi realizado pelo movimento estudantil um seminário, em que se discutiu, também, a questão cultural. Segundo Manasses Campos:

“Nós chegamos à conclusão que a cultura não é uma parte separada, uma ilha isolada dentro da sociedade. Ela conduz os pensamentos das pessoas. E aí a gente procurava trabalhar a música, os diferentes grupos, a partir da questão ideológica”.117

A cultura para o movimento estudantil era discutida enquanto elemento ideológico e a partir disso procurava-se dentro de cada atividade, produção, evento cultural, buscar um caminho que, na verdade, avançasse no sentido de uma sociedade mais justa, mais humana, mais democrática. Independente da tendência política, a maior parte dos grupos entendia que através da cultura poderia proporcionar uma transformação nas mentes, comportamentos, uma ampliação da consciência sobre os problemas da realidade.

A intervenção que o movimento estudantil tinha na universidade através da política cultural tinha a intenção de facilitar a comunicação com o conjunto de estudantes universitários. Nesse sentido, orientavam o desenvolvimento simbólico, distribuindo, promovendo a satisfação das necessidades culturais da juventude naquele período.

117

As constantes transformações que passam o país, o Estado e a cidade de Natal criam uma demanda para as disputas políticas ocorridas nos vários espaços sociais, levando a juventude do movimento estudantil nos anos 1980, dentro da UFRN a mostrar a sua indignação a política vigente, agindo através de uma ação cultural que visava combater o autoritarismo dentro e fora da universidade.

Eram elaboradas ações culturais para fazer um debate político a cerca das questões que envolviam o ensino, a falta de professor, bibliotecas, residência universitária, restaurante universitário. A assistência estudantil era um dos principais pontos que faziam o DCE solicitar reuniões com a Reitoria, como também a questão de uma maior participação dos estudantes nas eleições para Reitor e em outros processos internos da UFRN.

As práticas culturais ocorrem de forma articulada com a vida social, com o momento que o país estava vivendo, com a política econômica do regime autoritário, a sua atuação dentro das universidades públicas. Diante de um tempo específico, os estudantes buscaram dar respostas as suas inquietações, interagindo, criticando, debatendo através da cultura os problemas que afligiam a população brasileira.

A ação cultural das entidades estudantis tentava fazer um diálogo com os diversos setores da universidade e dos movimentos sociais, reconhecendo a dimensão social da cultura, na elaboração explícita de alguns sentidos, na organização das estruturas sociais como um meio específico de manifestação, atingindo um determinado público na UFRN e os aproximando das atividades políticas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As práticas culturais engajadas fazem parte da história do movimento estudantil brasileiro. Nos anos 1960, com o Centro Popular de Cultura da UNE, o CPC, artistas e estudantes se uniram para através da arte e da cultura “popular” fazer uma intervenção politizada na sociedade, na tentativa de transformar as mentes e os corações das pessoas.

O Rio Grande do Norte nos anos 1980, assim como no Brasil, vivia um momento de emergência dos movimentos de oposição ao regime autoritário, traduzindo-se em campanhas por eleições diretas para presidente do Brasil, criação de novos sindicatos e manifestações políticas. A luta por democracia ecoava em todos os cantos do país. Na UFRN novas disputas surgiam no cenário político interno, o Movimento Estudantil se reorganizava, a reconstrução das entidades estudantis dava visibilidade a um novo período que se instaurava na universidade, no RN e no Brasil.

A juventude do Movimento Estudantil da UFRN, organizada em diferentes tendências políticas, se destacou na luta pela redemocratização em Natal devido a uma conjuntura local que propiciou esse destaque, na qual eram poucos os movimentos sociais urbanos organizados na cidade. A partir da reconstrução das entidades estudantis durante o período de liberalização do regime autoritário, no final dos anos 1970 e nos anos 1980, os estudantes promoveram ações culturais que denunciavam o regime, como também sua

política para a universidade. As produções culturais ocupavam um espaço de crítica ao autoritarismo, defendendo um ensino superior de qualidade, mais verbas para a educação e democracia.

Artistas foram lançados no mercado, ficaram conhecidos na cidade, devido a sua atuação nas atividades culturais promovidas pelos estudantes na UFRN. Eram realizados eventos de música, cinema, teatro, poesia, literatura, esporte com o propósito da entidade estudantil, por intermédio de seus representantes se aproximarem dos estudantes.

Os antigos festivais de músicas foram retomados na UFRN nos anos 1980, promovendo os artistas locais, difundindo a música potiguar, fazendo com que os artistas, os músicos, compositores, ficassem em evidência dentro e fora da universidade.

A produção cultural foi utilizada para fazer uma crítica política. Ela foi um meio de fazer um debate com os estudantes, uma parceira na construção de novos valores e comportamentos. A cultura estava na pauta da política. Existia uma necessidade de transformar, de atingir os estudantes universitários com uma mensagem passada pela ação cultural, mas que tinha o objetivo de fazer uma reflexão sobre a situação do país e da universidade. Os eventos culturais tinham um viés político, ou seja, a cultura estava a serviço da política.

Havia uma divergência entre as tendências políticas na maneira de promover política cultural na entidade estudantil. O PCB organizava as atividades culturais sem necessariamente direcioná-las a uma manifestação política. Agindo dessa forma, conseguiam atrair uma boa participação em seus eventos culturais. Ao valorizar a cultura em sua dimensão, a entidade conseguia uma participação mais ampla em suas atividades.

As outras correntes políticas utilizavam da cultura para dialogar com o estudante, fazendo uma convocação para a participação e engajamento nas atividades políticas. Usavam a cultura como instrumento político. No entanto, as ações culturais com uma intenção política definida, de debater questões sociais, de enfrentamento ao regime, de confronto com a administração central na UFRN, muitas vezes tinha um público menor. Dependendo do evento realizado, a participação podia ser grande ou reduzida às lideranças estudantis, aos militantes mais próximos e seus conhecidos.

No entanto, essa prática diferenciada na maneira de produzir a cultura no movimento não deixava de fazer parte de uma forma dos partidos atingirem