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SUBJECT-MATTER ARRANGED SURVEY O. GENERELLE EMNER GENERAL SUBJECT MATTERS

Bosi (1994, p. 68) pontua que “a lembrança é a história da pessoa e seu mundo, enquanto vivenciada”. Não se trata de um recuso de simples rememorização, mas um resgate da vivência deixada em um canto da memória a qual o ser humano recorre a fim de compor momentos significativos de sua história. Neste sentido, as narrativas tornam-se atos de significação uma vez que delas emergem valores, compreensões de mundo, percepções da experiência, atitudes, recordações e desejos, estes sempre “passíveis de interpretação, tanto pelo sujeito que escreve, quanto pelo pesquisador que nelas buscam compreender a vida individual e coletiva que emerge do mundo da vida em suas variadas nuances” (ABRAHÃO; PASSEGUI, 2012, p. 25).

Neste sentido, a lembrança é um retrato que o ser humano constrói utilizando materiais disponíveis do seu hoje, a partir do conjunto de representações que povoa sua consciência atual. Assim, por mais nítida que a imagem de um acontecimento do passado possa parecer ela não é a mesma imagem vivenciada no momento vivido. Ao relatar suas lembranças escolares enquanto alunos sujeitos/objetos do Ensino Religioso na escola pública, os/as narradores/se, ainda que esforcem apresentam suas lembranças significadas do que viveram, posto que suas percepções, ideias, juízos de realidade e de valor que hoje possuem são diferentes daqueles vividos no momento em eram alunos.

Disto infiro que a percepção que Atena tem de sua primeira escola ao narrar sua vida escolar não tenha sido exatamente aquela que possuía a época em que era aluna.

Apesar de não ser uma escola repleta de recursos, materiais pedagógicos diversificados, era um ambiente agradável, com valores e respeito ao próximo. A comunidade local ajudava com o que era possível e os alunos eram comprometidos, não me lembro de ter havido desacato de educando com professor, tenho boas lembranças daquele período.

O professor não possuía uma formação pedagógica, um curso superior, nem mesmo magistério, ele só possuía a 8ª série e o curso técnico em Contabilidade, mas eu sempre o via preparando as aulas, estudando, planejando, sua letra era muito bonita, ele falava bem, tinha domínio de sala e conseguia realizar bem sua função apesar do pouco estudo que possuía.

Na narrativa aparecem categorias significadas a partir se sua vivência atual, posto que entendê-las hoje, faz parte de seu próprio amadurecimento que advém de sua formação enquanto pedagoga (ausência de recursos pedagógicos, compromisso dos alunos, desacato ao professor, formação de seu professor). Interpreto tal narrativa como resignificação de sua própria experiência como pedagoga. É a partir desse referencial que ela deixa emergir suas lembranças escolares.

Ao elaborar sua tese Sobre o conceito de história, Benjamim (1987a, p. 224) afirma:

A verdadeira imagem do passado perpassa veloz. O passado só existe se deixa fixar, como uma imagem que relampeja irreversivelmente, no momento em que é reconhecido [...] Articular historicamente o passado não significa conhecê-lo “como ele de fato o foi”. Significa apropriar-se de uma reminiscência, tal como ela relampeja [...]

Como se pode notar, para o filosofo, o passado não é concreto em si posto que ao narrá-lo não se pode conhecê-lo “como ele de fato o foi”. Deste modo, uma lembrança revivida, contada, narrada, sempre se dá como nova experiência, uma vez que se é possível ampliar sintetizar, ampliar ou até extinguir as sensações que emergem, posto que em cada momento de uma recordação, um acontecimento ganha ou perde significado. E entendo, apoiado em Halbwachs (1990), que isso

ocorre dado ao fato de que exista uma memória individual impregnada de memória coletiva. Neste sentido, a memória coletiva é construída pelas memórias individuais dos sujeitos, mas ao mesmo tempo é pela memória coletiva que o sujeito atribui sentido e importância a sua memória individual.

Entendo, neste sentido que, as pesquisas narrativas (na qual se enquadra as autobiográficas) religam o sujeito a suas lembranças, deste modo, revisitar as experiências vividas (suas histórias) a partir de uma temática (as aulas de Ensino Religioso) guiam e orientam uma retrospectiva, para extrair daí os significados atribuídos a essas vivências. Portanto, o tema gerador “lembranças discentes” apresenta-se distribuído em 6 (seis) unidades de sentido, a saber: Impressões sobre a vida escolar; como eram as aulas de Ensino Religioso; quem as ministrava; que interesse os alunos demonstravam; o que se ensinava e que relação constituíam com os outros conteúdos escolares. Segue-se o quadro com recorte das narrativas.

Identificação Texto narrativo

Afrodite

Lembro que sempre tinha Ensino Religioso. Quem ministrava essas aulas na época em que eu estudava na primeira fase eram os próprios professores que ministravam todas as matérias e na fase do segundo grau tinha as professoras específicas. Nas aulas de Ensino Religioso de antigamente era trabalhado a religiosidade. Antigamente inclusive se estudava Religião. No meu tempo, alguns educandos recebiam os ensinamentos como algo bom, mas tinha rejeição por muitos, talvez pela maneira que era trabalhada a disciplina, que era de forma tradicional e ninguém podia expor suas opiniões. Os alunos aprendiam o básico, aprendiam a decorar as orações e o catecismo. Como tinha medo de ficar reprovada, eu e meus colegas estudávamos muito para as provas.

Artemis

Lembro que minha vida escolar foi muito tranquila. Eu estudei em escola pública até a oitava série [...] lembro bem das aulas de Ensino Religioso, que tive nos dois locais onde estudei. [...] as aulas eram bem tradicionais. Eram sempre as freiras franciscanas que davam essa aula em ambas as escolas. Lembro que a irmã Mirtes sempre trazia exercícios com imagens bíblicas para nós pintarmos. Depois ela recitava versículos da bíblia e falava sempre no que ela acreditava dizendo que o certo era agirmos daquele jeito. A aula sempre passava rápido e não tínhamos espaços para discussões. As aulas eram meio chatas, porque a gente recebia o conteúdo sem o direito ao questionamento. Por ser chatas, as vezes nós conversávamos muito nessas aulas. Hoje lembrando essas aulas, as irmãs passavam as aulas em dias e horários variados, porque a escola dependia da disponibilidade das freiras. Não havia assim um horário fixo. Os temas tratados eram bem religiosos e por isso o conteúdo de Ensino Religioso não tinha relação com as outras disciplinas, ou seja, o Ensino Religioso não interferia em outros

conteúdos das outras matérias. Às vezes não entendia porque tinha que estudar religião na escola. Aprendíamos muito sobre Jesus, como que foram criados o Homem e a Terra, sobre os dez mandamentos, que na época era muito reforçado, inclusive nós tínhamos que decorar e depois ir à frente falar todos eles em ordem.

Atena

Dessas escolas lembro-me do Ensino Religioso no Magistério. Era uma professora que ministrava as aulas. Ela dava aula de bíblia. Essas aulas eram ministradas geralmente no meio da manhã, uma vez por semana. Não lembro direito como eram as aulas, sei que a gente aprendia a bíblia. Os conteúdos não tinham a ver com o resto das aulas, por isso essas aulas eram sempre na sexta-feira, mesmo dia das aulas de artes. Às vezes a gente pintava algumas coisas, nessas aulas. Lembro que nessas aulas tinha muita leitura e trabalhinhos de arte. Por ser uma disciplina fácil todos os alunos tinham um bom desempenho. Na Escola Estadual Zico Monteiro tive Ensino Religioso. Destes conteúdos, não tenho lembrança de algum fato marcante que tenha ficado registrado na memória. Mas lembro que no início de cada dia de aula no Ensino Fundamental fazíamos a fila, a professora chegava, organizava os alunos, olhava o uniforme, então fazíamos a oração, oração essa que era feita ora dentro da sala, ora durante a fila, então começava-se a aula. Lembro-me de estudar partes da bíblia, suas divisões e alguns textos bíblicos onde se fazia tarefa sobre o texto estudado.

Aurora

Olhando hoje a realidade do mundo, sei que minha vida escolar foi boa. As aulas de Ensino Religioso no meu tempo não eram muito boas, pois havia muita discriminação religiosa. O Ensino Religioso focava no catolicismo usando preces e conteúdos catequistas. Os alunos de outras religiões ficavam constrangidos quando a professora trabalhava com textos de conteúdo católico, as aulas sé eram boas quando não impunha religiosidade por que aí podíamos nos expressar melhor. Lembro que a professora que ministrava essas aulas era catequista da Igreja Católica. Por isso uns gostavam e outros ficavam receosos principalmente quando havia a prática das orações religiosas. Lembro que havia diferentes religiões na sala e os conteúdos catequistas frisava apenas uma religião. Sempre essas aulas eram ministradas depois do recreio, corríamos o tempo inteiro e quando chegávamos na sala estávamos suados, então a professora demorava a começar a aula que era só um dia na semana, acho que uns 50 minutos. O ensino era à parte, pois naquela época não havia interdisciplinaridade tudo era muito isolado. Aprendíamos os dogmas religiosos orações e razoavelmente sobre alguns temas de princípios e moral.

Bellona

Sempre fui uma aluna exemplar e por isso acho que minha vida escolar foi muito boa. Não tenho muitas lembranças de Ensino Religioso. Lembro que na escola cantávamos o Hino Nacional e fazíamos uma oração, sempre antes das aulas. Acho que no meu tempo os temas sobre religião eram abordados nas aulas de Educação Moral e Cívica. Pois as vezes nessas aulas se falava muito dos mandamentos de Deus que deveriam ser praticados na sociedade.

Ceres

Apesar de ter estudado em escola pública, durante muito tempo tive formação religiosa, porque muitas freiras davam aula aqui em Itaberaí. A religião era seguida rigorosamente, todos os dias havia oração no pátio, rezava-se o Pai Nosso, Ave Maria e a oração de São Francisco. Lembro que todo ano tinha um livro de Ensino Religioso que a gente comprava na paróquia, era um livro grande e o conteúdo falava muito das parábolas de Jesus, dos textos sagrados e de valores. Lembro que as aulas de Ensino Religioso eram ministradas pelo professor regente das outras matérias, assim como é hoje, não havia diferença. Naquela época que eu estudava não me lembro de existir tanta violência ou tanto desrespeito com os professores. O que o professora falava a gente seguia. E o Ensino religioso era uma matéria extremante importante. As aulas eram sempre no início da semana e sempre era a última matéria a ser dada, Como era mais leve, penso que ela era dada nesse horário para dar um descanso das outras que eram muito puxadas. E como hoje, os alunos aprendiam muito sobre Jesus.

Demeter

No meu tempo, não tinha uma pessoa em especial que dava aula de Ensino Religioso, era sempre alguém do quadro de professores mesmo. Mas lembro de que ficávamos presos a bíblia. Nós víamos a questão dos valores e aprofundávamos nos livros da bíblia. As aulas eram sempre expositivas e cada aluno sempre levava para escola um novo testamento de capa azul que um senhor da igreja levou para todos nós na escola. Lembro que as aulas eram muito boas e o professor dava muitos exemplos para influenciar nosso comportamento. Essas aulas eram sempre ministradas no horário normal das aulas. Até hoje, lembro que foi nas aulas de Ensino Religioso que aprendi a divisão da Bíblia, e as histórias que lá existem. Isso foi possível porque como todas as outras disciplinas nós também fazíamos tarefas de casa e sempre entregávamos aos professores na próxima aula. Era nessas aulas que aprendíamos sobre o respeito aos mais velhos. Sobre os valores que deveríamos praticar na sociedade. Hoje, isso se perdeu!

Júpiter

Na Escola Estadual Machado de Assis comecei meus estudos primários. [...] Lembro-me também das aulas de Ensino Religioso, que eram realizadas sempre antes de iniciarmos as aulas, fazíamos a oração do Pai Nosso, e depois cantávamos músicas de saudação [...]. Lembro também que a professora da 4a série, era evangélica, e na hora de rezar o Pai Nosso no início da aula, alguns palavras da oração que ela fazia eram diferentes, mas eu e alguns colegas meus fazíamos questão de dizer as palavras conforme os católicos rezam, ela explicava que apesar de ser diferente, as palavras tinha o mesmo significado como por exemplo ela dizia “...santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino...” e a gente tentava falar mais forte que ela “...santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino...”. Coisa de criança. Mas com ela aprendi muitas coisas importantes, ela tinha uma postura mais dura e gostava de ensinar as coisas sobre a pátria. A gente sempre cantava o hino nacional, o hino da bandeira, o hino da independência, o hino da proclamação da república e o hino do soldado, gostava de cantar todos,

e até ainda sei um pouco de cada um, com exceção do hino nacional que sei ele todo. [...] às vezes encaixava-se o professor que estava com a carga horária incompleta. Então às vezes eram professores de outras disciplinas, formados em letras, em história, que trabalhavam essa disciplina e que tinham algum conhecimento sobre religião. Na 2ª fase do fundamental: Nesse período, as aulas de Ensino Religioso, não eram tão importantes, os professores que ministravam as aulas, geralmente eram os professores mais velhos, que trabalhavam conteúdos que não tinham muito importância ou que não chamavam a atenção. Eu acho que até mesmo pela pouca formação do professor, às vezes os alunos não colaboravam, principalmente a minha turma, não dava muito valor, alguns criticavam, outros que queriam aprender alguma coisa viam que o conteúdo passado era fraco, então as aulas não rendiam muito. Outro fator complicador era que sempre deixavam para o final da aula. Eu fiz o ensino fundamental de manhã e o ensino médio no período da noite, as vezes nem tinha aula de ensino religioso a noite. Era a última aula e a maioria da turma ia embora. Aí dispensavam os alunos. Quanto aos conteúdos das aulas de Ensino Religioso, as vezes se relacionavam com a disciplina de língua portuguesa, pois alguns textos eram interpretativos, mas não tinha muito aproveito por que eram atividades que não chegavam ao nível da turma, assim se fosse para colocar na balança, eram atividades bem simples mesmo, bem fáceis, eu acho que pelo fato da disciplina não ser bem trabalhada. Por causa disso os alunos não valorizavam tanto o ensinamento que o professor passava, o conteúdo era aprendido mesmo pela minoria.

Minerva

Na vida escolar eu era uma aluna dedicada, tranquila, gostava de todos os professores, quase não tinha dificuldades nos conteúdos e no relacionamento com os colegas. Não me lembro de ter tido aulas de Ensino Religioso no ensino fundamental, só no magistério, pois essa disciplina era obrigatória para o 1° ano. Os temas abordados eram bíblicos e lembro que a professora sempre levava a bíblia, lia um trecho e fazia um comentário do que ele tinha entendido do texto. Às vezes, fazíamos algumas questões, dávamos opiniões também. Não sei se ela ministrava as aulas assim por ser evangélica ou por que não tinha o conteúdo programado para essa disciplina, e se tinha não seguia, era apenas com base nos textos bíblicos. Era uma professora muito rígida, de pouca conversa. Nós alunos não tínhamos interesse em desenvolver os trabalhos dessa disciplina, porque não valia nota. As aulas eram sempre no primeiro horário e no ultimo, então algumas vezes chegava atrasada, ou no último as pessoas iam embora, os conteúdos que eram trabalhados, para minha vida escolar, acho que não tiveram nenhum aproveitamento, mais para minha vida pessoal acredito que sim, eram temas para nós pensamos no nosso comportamento, nossas atitudes, então para minha vida individual, social foi muito bom.

Poseídon

Nessa escola se ensinava o evangelho por meio de uma disciplina que na época tinha por nome Ensino Religioso. Lembro até hoje das aulas dessa disciplina, que eram ministradas pela professora, por um

cooperador ou por um ancião da igreja. Algumas aulas eram realizadas na escola, outras na Igreja - Congregação Cristã, igreja do véu – com isso nós tínhamos duas aulas por semana. Lembro que todos os dias fazíamos oração na sala. Isso fortificava nossa fé. Sempre nas aulas de Ensino Religioso, líamos ou ouvíamos histórias da Bíblia e íamos aprendendo como Deus nos ama. Esse era sempre o tema central das aulas. Tínhamos pouca informação naquela época. Acesso a jornal, a livros era difícil, hoje tem internet. Mas tínhamos o melhor livro para estudarmos: a Bíblia. Lembro que a professora, tanto na escola como na igreja, fazia lermos bastante a Bíblia. Essas leituras serviam para transformar nosso dia-a-dia por meio da educação religiosa. As aulas não tinha horário definido, mas era sempre um dia na Igreja e outro na escola. Para quem frequentava a Igreja tinha aulas também aos domingos. O que era dado nas aulas não tinha muito a ver com as outras disciplinas, mas estava bem relacionado com o nosso dia-a-dia. Assim, memorizávamos os conteúdos para socializar com as outras pessoas. Assim aprendíamos memorizando, decorando mesmo. E isso não era difícil, pois em cãs os pais também educavam a partir da vida religiosa. Dentro da sala orávamos e depois tínhamos aula. Quando entrei no ginásio, [...] também tinha aulas de ensino religioso. Só que não tinha mais aula na igreja, mas lembro de que a professora ensinava demonstrando vasto conhecimento do que falava. Tudo que nos ensinava tinha base filosófica retirada dos contextos bíblicos. Dentre eles posso citar alguns como: “Criação do Mundo”, “Diferença entre o céu e o inferno”, e outras histórias... Não me esqueço mesmo eram das “Parábolas”, citadas por ela dentro do mesmo contexto bíblico. [...] Mesmo assim, gostávamos mais das aulas de Ensino Religioso que das aulas de matemática, pois tínhamos mais atenção e concentrávamos mais. Suas aulas eram interessantes, pois aguçava cada vez mais nossa curiosidade em saber as diferenças entre o que era certo e o que era errado. Isso sabia na ponta da língua.

Zeus

Mas não lembro quem dava aula de Ensino Religioso. Sei que era gente da Igreja Católica. Na época em que eu estudava as aulas não tinham esse aspecto de hoje. As aulas puxavam para o lado Católico e se ensinava como se fosse para a primeira Eucaristia e Crisma. Se ensinava o sacramento. Mas apesar disso, lembro que gostava muito dessas aulas e sempre tirava notas boas. Meus outros colegas não gostavam muito. As aulas tinham 45 minutos e eram ministradas no decorrer da grade, dependendo da turma, podia ser 1.°, 2.°, 3.°, 4.°, 5.° horário. Lembro que os conteúdos na época eram muito interativos, porque não se tinha muito essa ideia de relacionamento de um conteúdo com o outro como hoje em dia. O sistema da educação tradicional da época não permitia essa questão de interdisciplinaridade. O conteúdo era de formação religiosa católica. Os alunos não aprendiam muito, aprendiam quem tinha vontade de aprender, como nos dias de hoje também. Dou essas aulas, mas não são todos os alunos que gostam de Ensino Religioso, acham que é uma disciplina que não deveriam ter,

poderiam estar estudando português, matemática, química e física essas matérias que acreditam ter um peso maior no vestibular. E aí eles não se dedicam muito a essa matéria. Mas para aqueles que querem aprender trabalho de maneira diversificada, não atacando nenhuma religião, mas levando em conta a questão social de maneira que não ofenda a religião um do outro. Lembro que durante o Magistério tive aula de educação religiosa e era muito parecida com as aulas do ensino fundamental. Quadro 3 - Lembranças discentes - recorte narrativo