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4 Styring

4.2 Styring i Statens vegvesen

Os princípios e compromissos da formação emPsicologia são importantes por nortearem o currículo, dando-lhe um caráter articulado que extrapola a simples agregação de disciplinas e atividades acadêmicas. Uma formação em defesa da natureza científica que permeia o núcleo comum também se estende à preparação do psicólogo, como profissional das áreas da Saúde e das Humanas. Ainda, a articulação teoria-prática, com atividades diversas para uma aproximação e inserção gradativa do aluno em situações concretas, cenários reais e representativas da atuação científico-profissional, constitui uma grande

contribuição para uma formação de melhor qualidade. Mesmo que se questionem alguns pontos, esses aspectos são referências fundamentais para a organização e desenvolvimento curricular (HOFF, 1999).

Em relação aos modelos de currículo apresentados pelas DCN, verifica-se que há a proposição de um currículo menos tradicional, apesar de orientação por disciplinas, que estejam envolvidos aos eixos estruturantes, não direcionados exclusivamente por conteúdos, mas na articulação entre teoria e prática, conectando a experiência com os conteúdos teóricos, possibilitando a escolha de ênfases e maior autonomia do aluno na participação da sua formação.

Aproximada a esta concepção estão 04 cursos. Estes propõem a articulação dos conhecimentos através da interdisciplinaridade, além de conteúdos específicos, indicando um modelo de currículo integrado, que visa desenvolver competências e habilidades, indo para além do foco em domínio cognitivo. Ainda, a formação acaba não dependendo exclusivamente de disciplinas obrigatórias, pois, se estruturam, pelo menos em algum momento do curso, em torno de intervenções ou pesquisas. Assim, estes currículos organizam-se por disciplinas obrigatórias, mas não exclusivamente por elas, daí também a consideração de traços menos conservadores.

Um deles apresenta uma especificidade no qual 40% das disciplinas optativas são opcionais, o que aponta a liberdade que o aluno tem de direcionar, do ponto de vista estrutural, a própria formação. Indicando mais participação e autonomia no processo de formação. Outro PPC traz um conceito novo para organizar o conhecimento, no lugar de disciplinas, são os módulos, capaz de interagir com mais de uma área do conhecimento e estágios que proporcionam contato com a prática. Estes modos de estruturar o currículo caracterizam-se como inovadores, e centram suas perspectivas na dialética teoria-prática e assumem os sujeitos como agentes da práxis curricular.

Dois PPC apresentam modelos de currículo mais distantes das propostas pelas DCN. Trata-se de currículos tradicionais, organizados por disciplinas e deixam clara a ausência de preocupação com a articulação entre teoria e prática. Uma estrutura curricular baseada em disciplinas limita significativamente a integração das dimensões cognitivas, atitudinais e habilidades, ainda dificulta a articulação teórico- prática e a preparação dos psicólogos para o enfrentamento da vida profissional.

Esta concepção valoriza os saberes distribuídos em disciplinas, e é uma tradição academicista que ainda persiste, pois, quando o currículo se concretiza em uma lista de conteúdos, torna-se mais fácil regulá-lo. No entanto, para se considerar aspectos intelectuais e

sociais é preciso não depender mais apenas de conteúdos estritos de ensino. Uma acepção de currículo mais moderna deve focar-se em processos educativos e não apenas aos conteúdos (SACRISTÁN, 2000).

Trata-se de um grande desafio compreender qual o lugar e o sentido ocupado pelas matérias de ensino e a organização de seu conteúdo dentro da experiência do aluno. A conexão entre as experiências, os conhecimentos e a cultura elaborada é necessária para uma sociedade avançada, e, portanto, uma orientação curricular deve centrar sua perspectiva na dialética teoria-prática. Uma concepção de currículo baseado em experiências busca apropriar-se do saber sistematizado que é necessário, e também da experiência. Assim, ela deve considerar as determinações da prática pedagógica, compreender melhor os fenômenos produzidos nos sistemas de educação e comprometer-se com a realidade (SACRISTÁN, 2000).

Para que o currículo contribua para o interesse emancipatório, deve ser entendido como uma práxis. Para que haja mudanças na realidade, é necessária a estruturação de novos modelos de formação que assegurem a flexibilidade e a diversidade, na medida em que os projetos abandonem as concepções antigas e herméticas das grades (prisões) curriculares, e o papel de simples instrumentos de transmissão de conhecimento e informações (PEREIRA, 2013).

A flexibilização curricular é proposta por referencial de competências, que enfatiza a dimensão subjetiva do conhecimento, em oposição à pedagogia tradicional, centrada na objetividade dos conteúdos disciplinares, na qual o currículo se transforma em algo impermeável e operacionalizado pela transmissão dos conhecimentos (SAVIANI, 2008). O currículo é método além de conteúdo, pois, por meio do seu formato e pelos meios com que se desenvolve na prática, condiciona a profissionalização e a própria experiência ao se ocuparem de seus conteúdos culturais (SACRISTÁN, 2000).

As DCN propõem ainda que os currículos possam construir perfil acadêmico e profissional com competências, habilidades e conteúdos, dentro de perspectivas e abordagens contemporâneas de formação pertinentes e compatíveis com referências nacionais e internacionais, capazes de atuar com qualidade, eficiência e resolutividade, no SUS.

Estudos (MARANHÃO; SILVA, 2001; COSTA; CASAGRANDE; UETA, 2009 apud PEREIRA, 2013) destacam que as DCN estimulam além da flexibilização dos currículos de graduação, a criação de projetos pedagógicos inovadores e adequados à realidade e às necessidades de saúde. Para que isso seja garantido, defende-se que os processos de reforma

curricular tenham estrutura e conteúdo específicos, de acordo com as mediações entre conjuntura, agentes e cada uma das IES envolvidas.

Em relação à estruturação do currículo para ênfases e eixos voltados para a atuação do Psicólogo no SUS, um único PPC destacou explicitamente tal proposta. Outros dois PPC apresentaram ao menos como ênfase curricular, processos de prevenção e promoção à saúde. Os demais PPC que apresentam algum direcionamento para o trabalho em saúde, estão contemplados no que diz respeito ao desenvolvimento de competências e habilidades do Psicólogo que coincidem com aquelas voltadas para este campo, como por exemplo, as referentes à atenção à saúde, educação permanente, gestão em saúde, educação em saúde.

Diante disso, acreditamos que as ênfases curriculares podem ser um caminho para uma formação mais voltada para o trabalho no SUS, pois, já existe uma possibilidade de ênfase sugerida pelas DCN:Psicologia e processos de prevenção e promoção da saúde.É possível ainda inferir que a ausência de maior enfoque para a atuação no SUS, pode ser sustentada também pela organização curricular dos cursos, das disciplinas, ênfases, eixos estruturantes, estágios e outros elementos curriculares voltados para a atuação nesta área.