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4 Styring og kontroll av virksomheten
O valor da imagem é cada vez mais importante. Hoje em dia o jornalismo vive da confirmação real e objetiva dos factos. Por isso mesmo as pessoas sentem-se “mais confortáveis” em ver e confirmar visualmente tudo o que leem ou ouvem. Para além da procura da verdade, a imagem é a forma mais fácil de saber a história. Hoje em dia as pessoas estão cansadas de “ler”, as pessoas e têm “preguiça” de o fazer. Enquanto que há algumas décadas o profissional procurava sempre a melhor história, “lutava” sempre pela notícia em primeira mão, hoje em dia, para além disso, existe uma grande preocupação em encontrar as imagens certas. Segundo Martine Joly, a imagem está neste momento muito associada às imagens mediáticas, à imagem que vem dos média. Mas segundo a autora é igualmente importante não esquecer que não foi só a televisão que trouxe a imagem, ou que a tornou importante.
“O uso contemporâneo da palavra imagem remete a maior parte das vezes para a imagem mediática. A imagem invasora, a imagem onipresente, aquela que criticamos e que faz ao mesmo tempo parte da vida quotidiana de cada um, é a imagem mediática. Anunciada, comentada, adulada ou vilipendiada pelos próprios media, a imagem torna-se então sinónimo de televisão e de publicidade. (…) Com efeito, considerar que a imagem contemporânea é a imagem mediática e que a imagem mediática por excelência é a televisão ou o vídeo, é esquecer que, ainda hoje e nos próprios media, a fotografia, a pintura, o desenho, a gravura, a litografia, etc. – toda a espécie de meios de expressão visual e que consideramos como imagens – coexistem.” (Joly, 2007: 14-16)
Antigamente o relato dos outros que tinham estado presentes era muito importante, porque aquilo que alguém viu ou ouviu era o relato mais verdadeiro que existia. Hoje em dia qualquer pessoa pode estar em qualquer lugar. Por isso mesmo, neste momento o mais importante é o voltar a ver para confirmar. Por exemplo, no futebol, voltar a ver os lances mais polémicos, como forma de confirmação.
“Nos anos 50 saber o que se passava num jogo de futebol, por exemplo, era privilégio de quem ouvia o relato ou de quem ia ao jogo. Um espectador ao
vivo conhecia o que se havia passado e era objeto de questionamento cerrado por parte daqueles que não tinham podido estar presentes. Nos dias de hoje, o espectador de futebol (ou o profissional de rádio e da imprensa escrita) sai com dúvidas do estádio, desejando ver as imagens em ralenti ou as imagens virtuais. Esperando que estas estabeleçam, de forma inequívoca, se foi golo ou penálti, se foi mão na bola ou bola na mão, se foi agressão ou simples contacto físico, no dizer dos comentadores. Ou seja, o conhecimento passa hoje pelo olhar mas muitas vezes esse olhar é fabricado pelas imagens construídas, fabricadas por processos numéricos, de cálculo.” (Abrantes, sd: 13)
Sobretudo, é importante não esquecer que a imagem é uma forma de comunicação que pressupõe uma “linguagem”, e por isso, uma interpretação. A imagem deve apelar ao sentido emotivo e à sensibilidade do telespectador. E muitas vezes fala por si e não necessita de nenhum texto a acompanhar.
Os três meios de comunicação deparam-se diariamente com a importância das imagens para o jornalismo. Não falamos só de fotografias, mas também de vídeo e voz.
Na imprensa escrita, já são poucas as noticias que não são acompanhadas de uma imagem. Os jornais são muitas vezes avaliados pela sua capa, o leitor poderá decidir se vai comprar ou não consoante o interesse da primeira página. E podemos reparar que a grande mancha de capa hoje em dia são imagens.
O Jornal Público apresenta uma grande mancha de imagem sobre uma única notícia. E quase todas as outras notícias são acompanhadas igualmente de uma pequena imagem.
Figura 2: Jornal Público - 29 de julho Fonte: http://jornais.sapo.pt/
Figura 3: Jornal Público - 14 de agosto Fonte: http://jornais.sapo.pt/
As capas dos jornais do Correio da Manhã nos meses julho, agosto e setembro deste ano. Nova grande mancha de imagem, grande destaque numa notícia e uma capa carregada com mais imagens.
Figura 4: Jornal Público - 31 de agosto Fonte: http://jornais.sapo.pt/
Figura 5: Jornal Público - 7 de setembro Fonte: http://jornais.sapo.pt/
Figura 6: Jornal Correio de manhã - 29 de julho
Fonte: http://jornais.sapo.pt/
Figura 7: Jornal Correio da manhã - 11 de agosto
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Capas do Jornal de Notícias durante os meses de julho, agosto e setembro deste ano. Imagem de destaque a ocupar grande parte da capa.
Figura 8: Jornal Correio da manhã - 31 de agosto
Fonte: http://jornais.sapo.pt/
Figura 9: Jornal Correio da manhã - 12 de setembro
Fonte: http://jornais.sapo.pt/
Figura 10: Jornal de Notícias - 29 de julho Fonte: http://jornais.sapo.pt/
Figura 11: Jornal de notícias - 14 de agosto Fonte: http://jornais.sapo.pt/
No entanto por imprensa escrita também temos neste momento que falar nos sites online dos jornais, rádios e televisões de Portugal. Temos um exemplo como o caso do site da Rádio Renascença (RR). Um site que dá acesso à transmissão da rádio e também publica e divulga notícias durante todo o dia.
Aqui podemos encontrar, por vezes, certas notícias sem acompanhamento de imagem, sobretudo porque não existe nenhuma que possa descrever o que se está a relatar.
Mas na grande maioria das notícias a imagem predomina. O site da RR é um exemplo de atualidade, e da importância que tem a parte multimédia: as imagens e os vídeos, no
Figura 14: Notícia Rádio Renascença de 29 de agosto Fonte: rr.sapo.pt
Figura 12: Jornal de notícias - 31 de agosto
Fonte: http://jornais.sapo.pt/
Figura 13: Jornal de Notícias - 7 de setembro Fonte: http://jornais.sapo.pt/
mundo do jornalismo. Existe uma forte componente no site de imagens e vídeos dos momentos mais marcantes do dia a dia.
O site acaba por funcionar como uma extensão da rádio. De hora a hora a RR atualiza a informação na rádio, e o site funciona como uma extensão onde quem quiser saber mais poderá contar com a informação sempre atualizada.
Maria João Cunha (Anexo 4) editora da página da Internet da Rádio Renascença admite que normalmente as notícias que estão acompanhadas por conteúdo multimédia têm mais visualizações.
Figura 15: Site Rádio Renascença - notícias de última hora Fonte: rr.sapo.pt
Figura 16: Secção multimédia do site da Rádio Renascença Fonte: rr.sapo.pt
“Os nossos números indicam-nos que sim, tendencialmente, mas claro que há sempre outros fatores a interferir nas visualizações”. Por norma as “pessoas perdem tendencialmente mais tempo a ver noticias com elementos multimédia que ajudam a explicar, contextualizar, visualizar uma história – são visualizações qualitativamente, até, mais relevantes”.
A televisão é um dos meios que funciona mais com imagens. Uma peça televisiva sem imagens não faz qualquer sentido. Qualquer notícia dada pelas estações televisivas recorre a imagens do acontecimento, por vezes até imagens de arquivo que possam complementar o texto do jornalista. Segundo o jornalista José Pedro Frazão na televisão a imagem desempenha um papel decisivo, “mas saber contar resumidamente o que acontece ou meramente descrever as imagens carece de capacidade de sínteses que a rádio ajuda a trabalhar” (Entrevista – Anexo 5).
Sem esquecer as imagens formadas pelas rádios. Na verdade, a rádio não é só voz. Uma imagem pode não significar objetivamente ver a imagem. A rádio tem o poder de através da voz criar uma imagem mental do que está a acontecer na mente do ouvinte.
O jornalista José Pedro Frazão, profissional da Rádio Renascença há 20 anos diz que sim, que existe “uma imagem que construímos no ouvinte”. A rádio tem um poder de atração e “... implica uma ‘imagem imaginária’, pois o ser humano habitua-se a construir relações com base em rostos”. Estabelecer uma ligação através da voz é diferente e “inclui ‘imagem’ construída de alguém só pela voz que tem. Nesse sentido, o poder da palavra aumenta substancialmente neste meio” (Entrevista – Anexo 5).