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4.4 Opprettelse av ammoniakkstrippeanlegg for fangst av nitrogen for resirkulering direkte til

4.4.4 Styring, kontroll og overvåkning av anlegget

A primeira publicação de uma Revista aconteceu na Alemanha, no ano de 1663. A

Edificantes Discussões Mentais mais parecia com um livro, mas foi categorizada como

Revista porque trazia artigos de caráter teológico e destinava-se a um público específico, além de ter circulação periódica. Scalzo (2009) explica que esse Meio serviu de inspiração para o surgimento de outras publicações no mundo, dentre elas o Journal dês Savants, na França, em 1665; o italiano Giornali dei Litterari, em 1668; e o inglês Mercurius Librarius, em 1680. Mesmo que não carregassem o nome de Revista – termo surgido apenas em 1704, na Inglaterra – e se assemelhassem aos livros, tais publicações deixavam claro seu direcionamento a um segmento específico, bem como ofereciam aos seus leitores explanações mais aprofundados que os jornais e menos detalhadas que os livros.

Em 1672 surgiu, de acordo com Scalzo (2009), a publicação francesa Le Mercure

Galant, que trazia conteúdo rápido, mesclado com piadas e poesia. Logo foi copiado. Mas foi

no ano de 1731, na Inglaterra, que foi lançada, já com a nominação de Revista e com um modelo parecido com o que se vê nos dias de hoje, o The Gentleman’s Magazine. Ele trazia pautas inspiradas nas grandes lojas de departamento, os magazines, e contava com um conteúdo diversificado e de fácil leitura. Assim, o termo magazine passou a significar Revista em inglês e em francês. Data de 1749 o lançamento da Ladies Magazine, voltada para o público feminino.

Nos Estados Unidos, as primeiras Revistas foram publicadas em 1741 e circularam até o fim do século XVIII. Eram elas a American Magazine e a General Magazine, conforme Scalzo (2009). No mesmo período, outros títulos surgiram e circularam pelo país. Na medida

em que diminuiu o analfabetismo, aumentou o acesso às Revistas. Novos títulos surgiram trazidos da Europa, dando início ao aumento do consumo desse produto no mundo inteiro.

Em 1842, foi criada a primeira Revista ilustrada. A londrina Illustrated London News revolucionou a forma de conceber e editar Revistas. Ela existe até os dias de hoje. Scalzo (2009) comenta que a fórmula foi copiada em quase todo o mundo e, no final do século XIX, a chegada da Fotografia e da impressão com meio-tom aperfeiçoou as publicações.

Surgidas tendo em vista a veiculação de apenas um assunto, o tempo foi contribuindo para a evolução das Revistas, que passaram a ser multitemáticas, embora preservassem o foco em assuntos voltados ao mesmo segmento. Exemplo de publicação que contemplava vários temas para o mesmo público é a Mercúrio das Senhoras, surgida em 1693, na França. Já no século XIX a fórmula estendeu-se a publicações voltadas às donas de casa e à moda.

No século XIX também foram produzidas Revistas voltadas para a Literatura e a Ciência. Modelos lançados entre os anos de 1840 e 1890 circulam até os dias de hoje, como a

Scientific American e a National Geographic Magazine. Mas o que de fato contribuiu para o

progresso do Gênero na história da Imprensa, conforme Scalzo (2009), foi a chegada das Revistas semanais de notícia.

Nos Estados Unidos, em 1923, foi lançada a Time, que vinha suprir a necessidade de informação em um mundo já congestionado pela quantidade de impressos. A publicação semanal continha seções específicas de notícias do país e do mundo, expostas de maneira sistemática e verossímil. Seguindo a mesma ideia, os inventores da Time aproveitaram o desenvolvimento da Fotografia, e, em 1932, puseram no mercado a Life, uma semanal ilustrada. Ostentando páginas grandes, o conceito apresentava a imagem valendo mais que as palavras. O editorial da primeira Revista tornou-se destaque e referência. A Match, francesa, copiou o modelo e logo após a Segunda Guerra Mundial alterou seu nome para Paris Match, circulando até hoje na cidade. A Stern, da Alemanha, também teve inspiração no modelo americano, e permanece em circulação. No Brasil, as publicações que surgiram com esse padrão foram a Cruzeiro e a Manchete.

Um ano antes do lançamento da Time, em 1922, chegou ao mercado a Revista

Reader’s Digest, que trazia artigos já inseridos em outras Revistas e jornais, além de oferecer

aos leitores inúmeros temas não encontrados em outras publicações. Scalzo (2009) explica que, para comercializar o sonho e ideologia norte-americana, a Reader’s Digest vendeu 50

milhões de exemplares no mundo inteiro entre os anos de 1940 e 1950. A edição brasileira do periódico foi lançada em 1942. Até hoje a Seleções é vendida em todo o mundo.

Os anos de 1930, por sua vez, foram marcados pela ideia de reunir os quadrinhos reproduzidos nos jornais em uma única publicação. Logo começaram a sair nessas páginas histórias inéditas, tanto para crianças quanto para adultos. No mesmo período, aumentou a cobertura noticiosa sobre a indústria cinematográfica e, em Hollywood, nasceram Revistas de grande sucesso sobre esse assunto. O mesmo fenômeno, na Itália, veio com os estúdios Cinecittá, que lançou publicações de fotonovelas e histórias românticas, ilustradas por Fotos, produzidas nos estúdios de Cinema. No Brasil, a Capricho foi lançada com o mesmo propósito. No entanto, com o surgimento da Televisão, esse segmento impresso perdeu força. Então, para garantir sua fatia mercadológica, as Revistas passaram a publicar a programação televisiva e a veicular informações sobre as celebridades. Foi quando se tornaram campeãs de vendas.

No que diz respeito ao segmento de Revistas femininas, em 1945, após o fim da Segunda Guerra Mundial, a Elle foi lançada na França. A semanária tinha como objetivo fazer a mulher retomar o gosto pela vida perdido durante o árduo período da Grande Guerra. Atualmente, a Elle é vendida em 16 países. Entretanto, no que tange ao público feminino, o impresso de maior sucesso foi a Revista inspirada no livro Sex and the Single Girl, escrito por uma secretária. Daí nasceu a Cosmopolitan, que conta hoje com 48 edições, em 25 idiomas, e é vendida no mundo inteiro. No Brasil, ela é encontrada nas bancas sob o título de Nova. As Revistas voltadas para o público feminino sempre fizeram mais sucesso dos que as direcionadas aos homens, conforme explica Scalzo (2009). Mesmo assim, em 1953 veio ao mercado a Playboy, que atualmente é editada em 18 países.

De acordo com o exposto, percebemos que no século XIX as Revistas ganharam espaço, ditando moda e comportamento nos Estados Unidos e na Europa. Os livros, por sua vez, ainda eram vistos como produtos elitistas e, consequentemente, pouco acessíveis. Outro fator que cooperou para a disseminação dos Magazines, conforme Scalzo (2009), foram os avanços técnicos gráficos, que contribuíram para que esse Meio se tornasse uma forma não só para a publicação de bons textos, mas também de belas imagens. Isso auxiliava na circulação de diferentes informações, novidades sobre Ciência e demais assuntos que eram consumidos pelos emergentes alfabetizados.

Foi nesse panorama que a Revista tornou-se um meio de campo entre o Jornal e o Livro, que, como foi mencionado, era ainda pouco acessível à sociedade. As contribuições das técnicas de impressão também fizeram aumentar as tiragens, o que chamou a atenção dos anunciantes. Com a chegada do comercial às Revistas, os custos com a produção começaram a diminuir e, consequentemente, reduziu-se o preço dos exemplares, o que elevou ainda mais o consumo. Na esteira desse consumo crescente nasceu a chamada “Indústria de Comunicação de Massa”, dentro da qual a produção de Magazines tornou-se um negócio lucrativo, tanto para quem vende quanto para quem compra.

Com a preocupação de buscar sempre caminhos alternativos, utilizando uma linguagem dirigida especificamente ao seu público, as Revistas tornaram-se importantes tanto para a complementação educacional quanto para a divulgação cultural em diversas partes do mundo. O mesmo se deu no Brasil, como será explicado na seção a seguir.