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Styrernes tilnærming til endringsarbeidet

Kapittel 5: Drøfting

5.4 Styrernes tilnærming til endringsarbeidet

Geralmente distingue-se entre motivação e necessidade: necessidade (need em inglês - Beduerfnis em alemão) diz respeito à falta de algo que, uma vez adquirido, reduz a tensão ou a pulsão interna, enquanto que a motivação é menos fisiológica e mais psicológica. Existem outros termos próximos como: a pulsão, ou instinto (drive ou instinct-Trieb ou Instinkt, em alemão) que é um processo dinâmico, uma pressão ou força que faz tender o organismo para um fim; incentivo (algo que determina o comportamento motivado); aspiração (expectativa de alcançar determinado êxito a nível de aspiração); desejo (sinónimo de aspiração, anseio, vontade); interesse (que leva a dirigir a atenção selectiva para determinado objecto); atitude (com uma conotação cognitiva, emotiva e comportamental, capaz de influenciar a motivação); valor (implica algo de fundamental para o sujeito, levando-o a orientar-se nessa direcção. Pode falar-se de conação (do latim conátio, esforço, proveniente do verbo conor, esforçar-se, preparar-se – tendência à acção, esforço mental, consciência motriz) e de emoção que, etimologicamente, tem a mesma raiz de motivação (do latim motus, movimento, do verbo movere (mover) com prefixo e, no caso da emoção, significando movimento para fora, dando a entender que a emoção se exterioriza. De certa forma, a emoção e a motivação identificam-se, funcionando a emoção como factor motivacional. Um outro

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termo próximo é a afectividade ou afecto (derivado do particípio passado do verbo latino afficere formado por ad e facere com o significado de ‘ prover’, ‘ dotar’ ‘produzir’) com um sentido de acção aproximando-se dos termos emoção e motivação, também estes com o sentido de acção e movimento, mas tendo a emoção uma conotação mais fisiológica e passageira e a afectividade mais psicológica e duradoura. Além de reacções fisiológicas, as emoções manifestam-se por comportamentos expressivos e sentimentos subjectivos.

A motivação é definida segundo diversas correntes psicológicas. Para os behavioristas o comportamento motivado depende dos reforços e das suas contingências. Os cognitivistas insistem na percepção e significado da situação para o sujeito, nas suas expectativas e curiosidade. Os humanistas destacam a liberdade, a autonomia funcional das motivações (Allport, cit. in Oliveira, 205), o desejo de auto-realização (Maslow, cit. in Oliveira, 2005). A motivação designa os factores internos do sujeito que, juntamente com os estímulos do meio ambiente, determinam a direcção e a intensidade do comportamento. Entende-se por motivação qualquer factor interno que inicia (activação), dirige (direcção) e sustém (manutenção ou persistência) uma determinada conduta até atingir o objectivo (Oliveira, 2005). Trata-se de um factor interno que dá energia e direcção ao comportamento.

A motivação não se limita a fornecer a energia para realizar certas acções, mas também as dirige para o objectivo a atingir, escolhendo os meios adaptados a alcançar o fim e descartando os inadaptados, tornando o sujeito persistente, mesmo que seja preciso procurar novos meios, e mantendo ‘ feedback’ depois de novas tentativas, para continuar a orientar-se no bom sentido.

Pode-se realçar três aspectos na motivação: a selectividade (o sujeito deve seleccionar os estímulos, o que implica activação e intencionalidade); a persistência (faz referência à continuidade da acção na direcção eficaz, com tendência à manutenção do equilíbrio ou à regulação homeostática) e a compensação (efeito ou objectivo atingido).

Os autores dividem-se quanto ao modo como é satisfeita a necessidade. Alguns autores defendem a redução da tensão à maneira das necessidades fisiológicas, que tendem a manter a homeostase. Assim acontece na psicanálise (Freud, cit. in Oliveira, 2005) ou no behaviorismo. De acordo com os psicólogos humanistas ou personalistas como Allport ou Maslow, os motivos de ordem superior, como a curiosidade, a auto- afirmação, o significado existencial, nunca são totalmente satisfeitos; a sua satisfação é provisória ou parcial, em vez de extinguir a tensão, pode aumentá-la. Ambas as

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interpretações podem se completar, referindo-se a primeira sobretudo às motivações ou necessidades fisiológicas, e a segunda às necessidades psicossociais.

Normalmente, os autores distinguem entre a motivação extrínseca e intrínseca. Na motivação extrínseca o sujeito age quase só exclusivamente em vista da recompensa, de qualquer ordem que ela seja. Os factores motivadores não são inerentes nem ao sujeito nem à tarefa, mas dependem de contingências alheias ao sujeito. Na motivação intrínseca, o sujeito move-se primordialmente pelo próprio gosto e não espera recompensa exteriores. Pois, sente-se compensado pelo próprio facto de realizar o que gosta. Os factores motivadores são inerentes à interacção sujeito-tarefa e a acção justifica-se por si mesma.

Em termos de ‘locus de controlo’, a motivação intrínseca se relaciona mais com sujeitos ‘ internos’ que têm a percepção de controlar a realidade, enquanto a motivação extrínseca pode ser mais conatural a sujeitos ‘ externos’ que se vêem ultrapassados pelos acontecimentos (Barros, Barros & Neto, 1993, cit. in Oliveira, 2005).

Mais em particular, quanto à motivação das pessoas idosas, pode dizer-se que em geral ela vai diminuindo com a idade, atendendo, por um lado, aos obstáculos que vão surgindo, cada vez mais difíceis de ultrapassar (como a doença), e, por outro, à consciência de que o fim está próximo e de que por isso, não vale a pena investir demasiado. Nesta relação ou interacção entre motivação e tempo, pode acontecer por vezes uma aceleração da actividade ou mesmo hiperactividade para atingir os objectivos que a pessoa idosa se tinha proposto, sobretudo na iminência (real ou percebida) da morte, ou também na tentativa de compensar o tempo perdido.

Ainda quanto à percepção, e vivência do tempo, a pessoa que vai envelhecendo, pelos 60 anos, considera quase de idêntico valor e vive do mesmo modo o passado, o presente e o futuro, enquanto que pelos 70 anos começa a preferir o passado ao presente e este ao futuro. Por sexo, parece que a mulher idosa luta mais pelos seus objectivos (Richard & Mateev-Dirkx, 2004, cit. in Oliveira, 2005).

As investigações quanto à afectividade e emoções do idoso são ainda limitadas. Em geral, os autores defendem que as emoções dos idosos diminuem em intensidade, tornam mais rígidas do ponto de vista expressivo e mais distantes na comunicação social, significando um desinvestimento no contacto social. Porém, outros estudos contradizem estas conclusões ou pelo menos não as provam (Oliveira, 2005). Alguns autores mostram que os idosos manifestam estratégias de coping mais maduras variando conforme a percepção de controlo dos acontecimentos. Por exemplo, Labouvie-Vief et.

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al., (1989, 1991, cit. in Oliveira 2005) defendem uma melhor auto-regulação emocional ao longo da idade, manifestando os idosos maior compreensão e domínio das emoções. Da mesma forma, Lawton et al. (1992, cit. in Oliveira, 2005) defendem uma melhor auto-regulação emocional à medida que se avança na idade e se vai construindo um “ estilo de vida” mais pessoal. Esta auto-regulação passa por um melhor controlo das emoções, uma maior estabilidade (do humor).

Partindo da hipótese de que com a idade as emoções vão sendo cada vez mais bem integradas nos processos cognitivos, alguns autores como Carstensen & Turk-Charles (1994, cit. in Oliveira, 2005) defendem uma maior relevância das emoções ao longo da idade. Carstesen (1991, cit. in Oliveira, 2005) elaborou uma teoria denominada “ selectividade sócio-emocional” supondo-se que os idosos limitam os seus contactos sociais mas que os seleccionam melhor.

Outros estudos parecem demonstrar, nos idosos, uma maior intensidade na vivência das emoções negativas, mais sujeitos ao luto, contudo, menor intensidade nas emoções positivas. Porém, os estudos não se mostram congruentes, provando outros que as emoções negativas não aumentam ou até diminuem com a idade e que as positivas se conservam (Oliveira, 2005).