Os resultados para a combinação dos métodos será apresentado a partir de 15 anos e mais de idade, porém como exercício foi implementado apenas o estimador bayesiano empírico nas faixas etárias de menor idade, expostas na Tabela 5 abaixo.
Apesar dos avanços em programas sociais, para melhorar a qualidade dos registro de óbitos em crianças menores de um ano de idade, na região Nordeste, os dados da Tabela 5 mostram que apenas 4 (Alagoas, Bahia, Ceará e Pernambuco) dos 9 estados, apresentam um grau de cobertura de óbitos acima de 90%, para crianças menores de 1 ano de idade. TAB-5 Grau de cobertura por estado e respectivo fator de ajuste, utilizando o estimador bayesiano empírico (BE), para as faixas etárias de 0 a 14 anos, 2010.
Na faixa etária de 1 a 4 anos de idade, há uma queda do grau de cobertura dos óbitos em todos os estados da região. Os estados com o menor grau de cobertura e consequentemente o maior sub-registro de mortalidade são: Piauí ( 0,74), Rio Grande do Norte (0,75), Paraíba (0,76) e Sergipe (0,78).
Os dados se tornam mais críticos na faixa etária de 5 a 14 anos de idade, com um grau de cobertura dos óbitos de 69,9% no Piauí. A redução do grau de cobertura dos óbitos ocorre em todos os estados, diminuindo para 76 % no total da região, o que representa um fator de ajuste do registro de mortes para o Nordeste de 1,318, neste grupo etário.
Acompanhando o valor do grau de cobertura dos óbitos desde as primeiras idades, podemos perceber um aumento considerável do sub-registro de óbitos. Para obtermos o sub-registro de mortalidade fazemos 1 menos o valor do grau de cobertura dos óbitos (1- Grau de cobertura). Na faixa etária de 5 a 14 anos, encontramos 24 % de sub-registro de mortalidade, mais do que nas crianças menores de 1 ano (10%) e nas de 1 a 4 anos (20%). Este crescimento do valor de sub-registro é um resultado interessante, por não ser esperado, visto que, nesta faixa etária de 5 a 14 anos, os óbitos teoricamente são melhor registrados, assim o esperado seria um decrescimento do valor de subnotificação de mortes e não um acréscimo deste valor.
Para as próximas faixas etárias será feita uma análise comparativa entre as estimativas do bayesiano empírico (BE) e a combinação com a Equação Geral de Balanceamento (BE_EGB).
As estimativas do grau de cobertura na faixa etária dos 15 ao 34 anos na Tabela 6, considerada a faixa etária produtiva da população que é muito susceptível a mudanças migratórias, que podem influenciar nos resultados. Os valores no entanto, apontam para uma melhoria significativa da informação dos dados, com valores acima dos 80 % usando o BE e que sofrem um ajuste mais rigoroso com a combinação BE.EGB, visto que, a combinação considera os óbitos corrigidos pelo método Equação Geral de Balanceamento, o com isto acredita-se diminuir, com esta correção, os efeitos da flutuação aleatória causados pelo estimador bayesiano empírico.
TAB-6 Grau de cobertura por estado e respectivo fator de ajuste, utilizando os métodos: estimador bayesiano empírico (BE) e a combinação bayesiano empírico e Equação Geral de Balanceamento (BE_EGB), para faixa etária de 15 a 34 anos, 2010.
Na faixa etária de 35 a 59 anos Tabela 7, as estimativas do grau de cobertura, estão próximas ou acima dos 90%, o que corrobora com dados da literatura que apontam uma melhora dos registros das informações nestas idades, por estarem ativas no mercado de trabalho e disporem de cuidados médicos. As diferenças entre as estimativas dos métodos, apontam para uma correção mais rigorosa da combinação metodológica (BE.EGB), nos estados da Bahia, Alagoas, Maranhão e Ceará.
TAB-7 Grau de cobertura por estado e respectivo fator de ajuste, utilizando os métodos: estimador bayesiano empírico (BE) e a combinação bayesiano empírico e Equação Geral de Balanceamento (BE_EGB), para faixa etária de 35 a 59 anos, 2010.
As idades acima dos 60 anos na Tabela 8, tem estimativas acima dos 90% para o grau de cobertura dos óbitos, o que já era esperado por serem pessoas que necessitam mais dos serviços de saúde e por esta razão tem as mortes melhor registradas. As estimativas dos métodos BE e BE.EGB, apresentam uma maior diferença no estado do Maranhão, o que
Fonte: A partir de dados do DATASUS, 2010.
fortalece a hipótese de problemas nos serviços de saúde e no registro das informações de óbitos deste estado.
TAB-8 Grau de cobertura por estado e respectivo fator de ajuste, utilizando os métodos: estimador bayesiano empírico (BE) e a combinação bayesiano empírico e Equação Geral de Balanceamento (BE_EGB), para faixa etária acima dos 60 anos, 2010.
Os resultados da aplicação dos métodos: estimador bayesiano empírico (BE) e a combinação com a Equação Geral de Balanceamento (BE.EGB) a nível estadual, não apresentaram diferenças significativas. Apesar das diferenças na faixa etária de 15 a 34, já esperada por ser um faixa etária de pessoas produtivas, suscetíveis a mobilidade (migração) e que possivelmente fazem parte do grupo que proporcionou o crescimento populacional da última década na região, nas faixas etárias acima dos 35 anos temos um bom grau de cobertura dos óbitos melhorando a medida que se aproxima das idades acima dos 60 anos e mais. A seguir serão analisados os mesmos grupos etários de 15 a 34 anos, 35 a 59 anos e 60 anos e mais, por mesorregião, comparando as estimativas do estimador bayesiano empírico (BE) com a combinação bayesiano empírico e Equação Geral de Balanceamento (BE.EGB).