Os objectivos estratégicos que vão dar forma e execução às orientações estratégicas enumeradas assentam em quatro vectores fundamentais.
Promover a modernização e reforço do Serviço Público de Emprego - potenciando o seu papel proactivo na intermediação entre a procura e a oferta.
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O modelo a desenvolver deverá considerar metodologias inovadoras de actuação técnica, a reengenharia dos processos e a simplificação dos circuitos associados, uma organização versátil, a afectação estratégica de recursos, uma estrutura tecnológica integradora de sistemas e redes de informação e comunicação, bem como a uniformização da imagem associada a uma identidade visual comum do IEFP, I.P., facilitadora da interacção com os clientes.
Nesta perspectiva, pressupõe-se uma evolução na cultura organizacional, orientando-a para a dignificação da função Atendimento e para a satisfação das expectativas e das necessidades do cliente.
Melhorar a qualificação dos Portugueses – A Iniciativa Novas Oportunidades representa um novo impulso no caminho da qualificação dos portugueses, com vista à escolarização geral da população ao nível do ensino secundário, devendo o IEFP, I.P., como serviço público de emprego, concentrar e mobilizar os seus recursos no sentido de contribuir para a concretização dos objectivos nacionais fixados para a certificação de adultos, e para a qualificação/certificação de jovens.
Neste contexto, os Centros de Formação Profissional (CFP) constituem-se como agentes dinamizadores na rede de Centros Novas Oportunidades (CNO).
Inserir no mercado de trabalho os grupos mais desfavorecidos – Na prossecução das suas atribuições, o IEFP, I.P. não deixará de ter em atenção a sua responsabilidade em matéria de combate à exclusão social, com particular relevo no âmbito da Reabilitação, mas também nos públicos imigrantes e desfavorecidos.
Ser uma organização socialmente responsável – O IEFP, I.P. assume a responsabilidade social que lhe cabe enquanto organismo da Administração Pública, contribuindo para os desígnios nacionais nesta matéria, designadamente em questões ambientais. Assim, deverá promover a aquisição de bens e serviços que integrem critérios ambientais assegurando, desta forma, uma organização que integra a protecção do ambiente, a prevenção e a valorização, e em que o património natural seja assumido como valor a evidenciar, e factor de diferenciação positivo.
Em simultâneo, o IEFP, I.P., procura atingir a sua missão através do envolvimento activo de todos os seus colaboradores e da sua participação nos desígnios da organização.
Estes objectivos estratégicos integram o Quadro de Avaliação e Responsabilização - QUAR do IEFP, I.P., concretizados através de um diversificado conjunto de objectivos operacionais, desagregados em objectivos de eficácia, de eficiência e de qualidade enquadrados na avaliação de desempenho dos respectivos serviços.
Os referidos objectivos encontram-se suportados em indicadores de desempenho, de forma a aferir os resultados alcançados no quadro dos meios disponíveis, de forma a permitir a avaliação das actividades desenvolvidas.
O IEFP, I.P. encontra-se a preparar o QUAR para o ano de 2009 de forma a responder ao previsto na legislação que regulamenta este instrumento.
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Objectivo 1
MAIS E MELHOR EMPREGO
Promover a qualidade do emprego e combater o desemprego
No âmbito da sua intervenção enquanto Serviço Público de Emprego (SPE), destaca-se a implementação de uma metodologia de acompanhamento precoce e personalizado dos desempregados, na qual se realçam as Iniciativas INSERJOVEM e REAGE (vocacionadas para jovens e adultos, respectivamente), em paralelo com a elaboração de Planos Pessoais de Emprego, cujas metodologias de intervenção deverão ser ajustadas, com vista a torná-las capazes de responder às necessidades do mercado de trabalho e dos diferentes públicos, de um modo especial àqueles que estão mais expostos à exclusão do mercado de trabalho e da sociedade.
A racionalização das medidas de política activa de emprego permitirá aumentar a eficácia das intervenções destinadas à criação e à qualidade do emprego, através dum agrupamento em grandes áreas de intervenção, com destaque para os estágios profissionais, as iniciativas locais de emprego ou os programas de criação do próprio emprego.
O grande objectivo é encontrar resposta adequada a cada desempregado, ajustando o encaminhamento o encaminhamento que lhes é dado no sentido de assegurar, no final, que a sua empregabilidade aumente. Há assim que verificar, em cada caso, se o caminho a traçar com cada um deles passa pela inserção na vida activa ou por um processo prévio de formação, preferencialmente conferindo dupla certificação.
Objectivo 2
ATENDIMENTO DE QUALIDADE
Melhorar a qualidade de atendimento nos Centros de Emprego
O atendimento apresenta-se como elemento central e potenciador, quer na intermediação entre a procura e a oferta de emprego, quer na interacção com o cidadão/cliente. O objectivo traduz-se em disponibilizar mais e melhor informação sobre as oportunidades de emprego e formação (no espaço nacional e europeu), simplificar e sistematizar a apresentação das medidas activas de emprego e fomentar uma maior aproximação aos clientes (pessoas e entidades empregadoras), assim como aumentar a diversidade, acessibilidade e qualidade dos canais de comunicação.
Esta aproximação a cada um dos clientes do serviço público de emprego passa pela criação de mecanismos de proximidade que reconheçam as características e os desejos próprios de cada um. A dinamização das acções de ajustamento entre a oferta e a procura, deverá aumentar a capacidade de penetração no mercado de trabalho, promovendo a captação de ofertas mais apelativas do tecido empresarial, através do desenvolvimento de novas “formas” de aproximação e relacionamento com
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entidades, assim como, da implementação de sistemas de informação facilitadores na pesquisa de ofertas.
Cada um dos clientes deve poder reconhecer que o serviço público lhe é destinado e tem em conta os seus anseios e preocupações.
Em paralelo, todo o processo deve estar em constante melhoria, num modelo que permita a identificação de pontos críticos por via da monitorização e intervenção activas, no qual os próprios clientes devem ser chamados a participar.
Objectivo 3
QUALIFICAR OS PORTUGUESES
Promover a qualificação dos activos no quadro de reforma do Sistema Nacional de Formação Profissional
Na sequência do Programa Novas Oportunidades e da consequente reforma do sistema de formação profissional, pretende-se elevar os níveis de qualificação de base da população activa, por via de meios, como o Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) adquiridas ao longo da vida, ou da constituição de uma oferta de formação duplamente certificada dirigida a adultos pouco escolarizados, quer por via de formações de percurso completo, de percurso incompleto ou modelizadas.
Neste contexto, os Centros de Formação Profissional, por via dos seus Centros de Novas Oportunidades (CNOs) assumem um papel fundamental na qualificação da população activa, quer por operacionalizarem os processos de RVCC, quer por inserirem os públicos em processos de dupla certificação – escolar e profissional, mediante, nomeadamente, a oferta de soluções formativas, no domínio do Catálogo Nacional de Qualificações, que permitam colmatar as competências em falta.
Objectivo 4
SERVIÇO DE EXCELÊNCIA
Melhorar a qualidade, a eficiência e a eficácia do serviço prestado
As crescentes expectativas dos clientes em relação aos serviços públicos exigem do IEFP, I.P., a necessidade de mudança e de desenvolvimento, aliada aos princípios da melhoria contínua.
O simplificar e desburocratizar de processos significa poder fazer mais rápido e melhor, sem fragilizar os controlos necessários à garantia da qualidade dos serviços e à segurança dos clientes.
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Importa promover a excelência através da modernização Serviço Público de Emprego, no sentido de uma gestão integrada de recursos na óptica da gestão global do serviço público, subordinados a princípios de gestão por objectivos e avaliação pelos resultados.
Importa ainda, num conjunto de medidas que vierem a ser implementadas, assegurar a sua desburocratização e racionalização, aproveitando, para o efeito, quer as possibilidades decorrentes da evolução tecnológica, quer o novo espírito de colaboração institucional entre os vários organismos do Estado, decorrentes do SIMPLEX.
Pretende-se um serviço público mais moderno, mais eficaz e mais eficiente. Tal desiderato passa necessariamente por uma maior focalização do cliente, centrando-se na óptica do fornecimento de um serviço que responda efectivamente às necessidades de cada um dos clientes.
A lógica de apresentação do serviço ao cidadão terá que evoluir para modelos em que o cliente sinta que é importante e a razão de ser da própria instituição. Pretende-se que o cliente encontre um lugar onde os processos e os agentes confluem para um único output – a identificação e satisfação das suas necessidades quer enquanto indivíduo, quer enquanto elemento da sociedade.
Neste quadro identificam-se duas “entradas” dos cidadãos utentes que, embora fornecendo serviços diferenciados aos cidadãos, se complementam, na prossecução das atribuições do Serviço Público de Emprego havendo necessidade de criar mecanismos de intercomunicabilidade entre elas e de interoperabilidade entre os respectivos sistemas de suporte ao funcionamento – os centros de emprego e os centros de formação profissional.
As instituições públicas não existem para si próprias, mas para os cidadãos, assim, há que redireccionar a sua cultura organizacional e modelo de funcionamento de dentro para fora.
Mas este processo de recentramento da actividade, só é possível num quadro de evolução de maturidade organizacional em que os processos de trabalho e os agentes estejam claramente definidos, bem como os papeis que cabem a cada um.
Objectivo 5
PARTILHA DE SERVIÇOS
Implementar um modelo de Serviços Partilhados
Após um processo de identificação de um conjunto de processos de trabalho e áreas de intervenção do IEFP, I.P. que, sendo essenciais à prossecução das suas atribuições, se situam em forma do escopo da sua missão, foi estudado um novo modelo organizativo das áreas designadas de suporte ou backoffice. Este novo modelo passa pela implementação de um projecto de serviços partilhados, pela clara identificação dos serviços prestados, por um lado e dos clientes (internos) por outro.
A partilha de serviços implicará uma maior profissionalização na prestação dos serviços de suporte, ganhos de economia de escala e a deslocalização de um conjunto de tarefas e actividades que subsistem nas unidades locais, cujo propósito é a satisfação do cliente externo.
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A partilha de serviços permitirá ao IEFP, I.P. focar-se na sua verdadeira actividade libertando recursos das áreas de suporte para aquelas que lidam directamente com os cidadãos e as empresas, por forma a aumentar a qualidade do serviço prestado. A implementação deste modelo tende a melhorar e flexibilizar a estrutura organizacional, através de uma estrutura menos onerosa, mais flexível e adaptável as exigências actuais. Por esta via será possível obter ganhos, quer pela redução de custos directos com os processos, quer pela redução de custos indirectos aproveitando economias de escala, reduzindo desperdícios, partilhando infra-estruturas, por outro lado, assegurar-se-á um aumento da eficiência dos processos através de uma mais adequada gestão dos recursos, assegurando assim uma melhor prestação de serviço ao cliente interno.
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