4 Litteraturstudie av broderi i tradisjonelle drakter
4.4 Ukrainske tradisjonelle drakter
4.4.2 Studie av tradisjonelle drakter i Mykolajiv regionen
A atividade profissional pode favorecer a ocorrência de dermatoses em diferentes categorias ocupacionais. Duarte, Rotter e Lazzarini (2010) classificam as dermatites em: Dermatite de Contato Irritativa (DCI) e Dermatite de Contato Alérgica (DCA) estando seu surgimento relacionado às causas diretas ou indiretas.
Idade, etnia, gênero, antecedentes mórbidos e doenças concomitantes, como dermatoses preexistentes (dermatite atópica), fatores ambientais, como o clima (temperatura, umidade), hábitos de higiene são causas indiretas ou predisponentes das Dermatoses Ocupacionais. Agentes biológicos, físicos, químicos ou mecânicos presentes no trabalho, que agem diretamente sobre o tegumento, acarretando ou agravando uma dermatose preexistente são causas indiretas ou fatores predisponentes das DO´s.
Vegetais originários principalmente do Brasil e, em menor proporção de outros países, produzem látex e neste país provem da “Hancornia Speciosa” (apocinacea), a
“Dichotoma Glaziovvi Piauhiensis” borracha da maniçoba (euforbiacea), a “Gastilloa Elástica Ulei” (moracea) (Ali, 2009)eda seringueira, árvore cientificamente conhecida como Hevea brasiliensis que pertence à família Euphorbaceae (DEVAL et al., 2008; FERNANDEZ et al., 2009).
O látex natural é uma emulsão composta por produto intracelular complexo (cis- 1,4 poliisopreno) e uma série de proteínas, muitas delas caracterizadas como alérgenos (Hev
b1 a Hev b11).Desta seiva líquida deriva produtos de borracha usados em casa, e também nos locais de trabalho, tais como: balões, brinquedos de borracha, chupetas, mamadeira bicos, elásticos, fita adesiva, ataduras, fraldas, preservativos, etc. Além disso, muitos suprimentos médicos e odontológicos contêm látex, incluindo luvas, cateteres urinários e material usado para preencher os canais radiculares, bem como torniquetes e equipamentos para ressuscitação(DEVAL et al., 2008).
Com o advento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) o uso de luvas é indispensável à biossegurança. No entanto, seu uso pelos profissionais de saúde pode acarretar o surgimento de hipersensibilidade do tipo I (UC) e tipo IV (Dermatite de Contato Alérgica - DCA), isoladamente ou mais raramente, casos de hipersensibilidade I e IV associados. A DCA pode surgir por reações aos alérgenos da borracha, em resposta ao mecanismo de hipersensibilidade do tipo IV (Gell e Coombs), relacionado principalmente aos agentes vulcanizadores, como o tiuram e os carbamatos, porém a urticária de contato é bastante comum nos profissionais de saúde, e ocorre em resposta à exposição ao látex, devido ao contato constante com estes materiais que possuem látex, como luvas e garrotes (FERNANDEZ et al., 2009).
Sendo assim, para proteção do trabalhador devem-se diagnosticar os profissionais que tenham queixas de alergia ao látex, substituir por luvas de nitrila ou vinil (ALI, 2009) e higienizar as mãos após remoção das luvas, pois sabe-se que o pó das luvas liberam partículas com proteínas do látex capazes de desencadear sintomas respiratórios por meio de mecanismos mediados pela Imunoglobulina E (IgE). Estas proteínas do látex poderão entrar em contato com a pele ou alcançar o sistema respiratório, e ocasionar em pessoas expostas surgimento de angioedema, tosse, asma e reações anafiláticas (DEVAL et al., 2008).
Sabe-se que uma das características das luvas é sua citoxidade. Pithon et al., (2009) estudaram esta características ao avaliar a citotoxidade de luvas de procedimento, para isto, foram utilizados seis diferentes tipos e notou-se citotoxidade em 100% das amostras, bem como, observou-se que a toxicidade aumentou com passar do tempo de contato.
Green-McKenzie e Hudes (2005) relatam caso de doença ocupacional relacionada ao uso de luvas de látex em um patologista de 46 anos que teve que ser afastado do trabalho em virtude do risco de piora da função pulmonar e choque anafilático. Segundo a publicação o profissional inicialmente apresentou prurido, erupção cutânea eritematosa em suas mãos, associados com o uso de luvas de látex, seguido do aumento progressivo da dispneia, desenvolvimento de tosse seca, broncoconstricção e erupção urticariforme, temporalmente
associados com o uso de luvas de látex em pó. O teste cutâneo realizado foi positivo para o látex e o teste de função pulmonar mostrou obstrução leve.
Embora apresente riscos pela sensibilização ao látex na rotina de trabalho dos profissionais de saúde, o uso de luvas é frequente entre enfermeiros dado a proximidade e a frequência do cuidado (LARSON et al., 2001), contudo a utilização deve ser guiada pelas recomendações de precaução padrão.
Entende-se por precaução padrão as medidas de proteção adotadas por todos os profissionais, em relação a todos os pacientes, visando evitar qualquer tipo de contato com sangue e fluídos corpóreos que inclui todos os tipos de secreção e excreção, exceto suor (pele íntegra, não íntegra mucosa ou acidentes pérfuro-cortantes). A principal medida isolada é a HM e as medidas adicionais são o uso de luva, avental, óculos, máscara, caixa perfuro cortante (SIEGEL et al., 2007).
A fim de garantir a segurança na realização da assistência, o profissional deverá adotar as recomendações embasadas na Biossegurança. Conceituada como Biossegurança é, no seu conceito amplo, "condição de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal, vegetal e o ambiente" (BRASIL, 2006).
A partir dos anos 80, com o surgimento da epidemia de AIDS, o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) criou as Medidas de Precaução Universal, definidas em 1987 como um conjunto de regras para prevenir a exposição dos trabalhadores dos serviços de saúde a patógenos transmitidos pelo sangue.
Dentre os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) cita-se a luva cuja finalidade primordial é a proteção dos profissionais da saúde à exposição ao sangue ou a outros fluídos corporais como, secreções e excreções (BOYCE; PITTET, 2002).
Neste sentido, as luvas passam a configurar-se como um dos insumos mais utilizados, a partir da epidemia de HIV/AIDS nos anos 80, quando o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) introduziu as “Precauções Universais”, atualmente denominadas “Precauções Padrão”, enfatizando a necessidade de todos os trabalhadores da
saúde, rotineiramente, usarem luvas ao entrar em contato com fluídos corporais (MANUAL HIV).
Os bancos de dados nacionais e internacionais, envolvendo a temática do uso de luvas são extensos, e não é raro encontrar na literatura, o assunto atrelado à higienização das mãos, presença de perfuração, acidente biológico, alergia, contaminação microbiana e uso
inadequado de luvas. (FERREIRA; ANDRADE; HASS, 2011; PITHON et al., 2009; CARDOSO; FIGUEIREDO, 2010; MIRANDA; STANCATO, 2008).