• No results found

Studenters og nyutdannedes forventninger i jobb

Neste último micro campo da dimensão referente ao curso de licenciatura, analisaram-se aspectos determinantes para o seu adequado funcionamento, assim como pontos necessários para a aquisição de saberes por parte da amostra, como a atuação dos tutores; a infraestrutura dos polos de apoio presencial; a avaliação da aprendizagem; o estágio e referente a suficiência das disciplinas para a eficaz formação docente.

Nessa perspectiva, quando a amostra foi questionada se a atuação dos tutores, sejam eles, presencial ou a distância, motiva-os e os auxilia durante o curso (I. 17), 79% concordaram com a assertiva, sendo 26% totalmente; 10% mostraram-se indiferente; e 11% discordaram, apesar de que, 5% desses discordaram totalmente.

Diante do exposto, tiveram-se tutores que desempenharam seu papel eficientemente. Sendo que, além de auxiliarem os docentes nas disciplinas e acompanharem as atividades no ambiente virtual, monitoraram a participação e aprendizado dos discentes sempre os motivando. Ademais, conforme Athias (2010), eles são decisivos para o sucesso ou fracasso do curso, sendo “peça chave”, “a ponte” entre o docente e os estudantes. Isso posto, de acordo com o Concluinte A (2017), a licenciatura possui como aspecto favorável “a qualidade dos materiais didáticos apresentados, a assistência ofertada pela a maioria dos tutores [...]”, sendo um “excelente curso com excelentes tutores [...]”, complementa o Concluinte M (2017).

Contudo, para o Concluinte E (2017) o curso deixa a desejar “pela questão da falta de tutores tanto presencias como a distância qualificados e presentes no ambiente de aprendizagem”, na qual, “torna-se até desmotivador [...]”. Nessa linha, o Egresso V (2017), descreve sobre a “falta de acompanhamento por parte dos tutores a distancia, deixando o aluno sozinho sem uma fonte de pesquisa confiável [...]”; e o Egresso OO (2017) afirma que há “[...] tutores que não contribuem para o desenvolvimento intelectual do aluno, levando-os à ação reflexiva e direcionamentos específicos para boas pesquisas”.

Outro fator apresentado no PPC e interpelado aos respondentes, diz respeito se esses foram questionados a apresentar críticas e sugestões para melhoria da qualidade da licenciatura (I. 18). Pelas seguintes percepções, conclui-se que sim, pois 27% concordaram totalmente; 41% apenas concordaram; 19% mantiveram-se neutros; 6% discordaram e 7% discordaram totalmente. Em vista disso, pode-se discorrer que a coordenação do curso, assim como a equipe responsável, permaneceu atenta em manter ou progredir sua qualidade, considerando necessário para isso, o ponto de vista do seu principal público.

Por conseguinte, em relação à infraestrutura dos polos de apoio para os encontros presenciais (I. 19), segundo o gráfico 20, 62% afirmaram que eles possuem infraestrutura adequada, seguido de 17% de indiferença e 22% de discordância, sendo este percentual, o maior índice negativo do instrumento até o momento. Na qual, desabafa o Egresso D (2017), o curso possui como ponto negativo a “estrutura dos polos, falta bibliotecas e um espaço próprio e maior envolvimento das instituições públicas locais voltadas para educação”. Ademais, o Egresso O (2017) afirma que “no polo onde estudei a grande dificuldade era a pesquisa e a infraestrutura, não havia livros e também pouca internet para a pesquisa”.

Gráfico 20 – Percepções referentes à infraestrutura dos polos de apoio presencial

Fonte: Pesquisa direta (2017).

Apesar da infraestrutura dos polos terem sido avaliadas positivamente pelos respondentes, uma parte considerável destes avaliou-a negativamente. Em visto do vínculo de responsabilidade dos Municípios e/ou do Estado em não cumprirem, em parte, o seu papel de estruturação e manutenção dos imóveis, a fim de garantirem a aprendizagem dos discentes. Infraestrutura que possibilita momentos presenciais, sejam para avaliações, estágios obrigatórios, trabalhos de conclusão de curso, atividades de laboratório, ou mesmo momentos para integração face a face com tutores e colegas de classe e para soluções de dúvidas. No entanto, conclui-se que, diante das inclinações da amostra, os polos possuem infraestrutura adequada.

Outro aspecto analisado e necessário para o aprendizado dos discentes da licenciatura foi à conexão que o professor estabelece entre o conteúdo abordado em sala de aula e a realidade do discente, procedimento que proporciona no aprendiz uma aprendizagem, de fato, significativa. Visto que, o fator mais importante para influenciar na aprendizagem é

aquilo que o aprendiz já sabe, seus conhecimentos prévios.

Em virtude do citado, 72% da amostra concordaram que o docente da licenciatura estabelece relações entre assunto abordado e a realidade vivida pelo discente (I. 20). Sendo que desses, 24% concordaram totalmente; 17% selecionaram a opção “nem concordo nem discordo”; 8% discordaram e 3% discordaram totalmente. Dessa maneira, menciona o Egresso Q (2017), que a licenciatura além de permitir “conciliar os horários pessoais/estudo/trabalho, acessar e estudar em qualquer lugar, tem professores qualificados”. O mesmo assevera o Concluinte D (2017), que o curso possui “professores preparados”. No entanto, conforme o Egresso X (2017), há “falta de material de qualidade, as vezes os professores não sabem repassar o conteúdo como deveria ser ou muitas vezes não sabem mesmo”.

Ademais, quando questionados sobre a avaliação da aprendizagem durante o curso, se ela estimula à prática da pesquisa, da reflexão, da criatividade e do autoconhecimento (I. 21), obteve-se o resultado de 77% de concordância, tendo-se 27% de total aceitação; 16% de indiferença e 3% de discordância e de total dissenso. Além disso, segundo o PPC (GUIMARÃES, 2012, p. 53), a avaliação também favorece a “formação do professor de forma crítica e consciente de seu papel”, optando-se “pelo processo de avaliação formativa, qualitativa e quantitativa”. Não obstante, segundo o Concluinte W (2017), avaliações são em “nível de mestrado, não condizendo com o nosso material de estudo”.

Seguidamente, os respondentes foram questionados sobre aspectos relacionados ao estágio supervisionado, planejado e posto em ação, preferencialmente, nas escolas de Educação Básica da rede pública de ensino. Instituições que servem de modelo e incentivo para futura atuação enquanto profissionais do magistério.

Dessa maneira, em relação ao estágio possibilitar o aprimoramento das competências e habilidades didáticos-pedagógicas e de relacionamento humano (I. 22), 94% da amostra responderam que concordam com a afirmação, sendo este item, o com maior nível de concordância. Especificamente, desse percentual, 49% concordaram totalmente. Tiveram- se 3% de indiferença e somente 2% discordaram do descrito.

No que se refere ao estágio proporcionar uma reflexão dos conteúdos apresentados no curso, com a integração da prática e da teoria acadêmica (I. 23), como ilustrado no gráfico 21, 93% da amostra confirmou o descrito; 5% manifestaram-se de forma neutra e apenas 2% discordaram da afirmação.

Gráfico 21 – Percepções da amostra sobre o estágio

Fonte: Pesquisa direta (2017).

Em suma, percebe-se que a disciplina de estágio da Licenciatura em Matemática é fundamental ao aprimoramento de competência e saberes para a docência, permitindo aos aprendizes vivenciarem o ser docente na educação básica. Isso, em razão da articulação da instituição com as redes de ensino e de um acompanhamento eficiente por um supervisor nestas unidades educacionais, opondo-se ao descrito por Gatti (2016), em que na maioria das licenciaturas o acompanhamento e controle são deficientes.

Por conseguinte, segundo Tardif (2014) essa interação com outros atores de instituições de ensino e com o fazer escolar é necessário para a construção do saber acadêmico e profissional, inserindo o estudante não apenas como plateia, mas como sujeito ativo no exercício de sua função, participando das ocorrências diárias em sala de aula.

Diante disso, questionou-se aos respondentes se a Licenciatura em Matemática, avaliada positivamente no instrumento em análise (em razão de que 95,5% da amostra recomendariam o curso), desenvolve saberes e competências necessárias para o exercício da profissão docente (I. 24). Saberes, segundo Tardif (2014), que se associam ao ser docente, com suas bagagens cotidianas e interações; e competências, conforme Perrenoud (2001), que versam sobre a capacidade de agir corretamente em diversas situações.

Em resumo e como detalhado no gráfico 22, 88% asseveraram que o curso propicia esse desenvolvimento. Ademais, comprova-se que a amostra possui respaldo para o alto percentual de concordância, visto que, como descrito anteriormente, dos que exercem atividade remunerada, 54,7% já atuam como professor, e dos que não exercem, 83% desejam realizar o magistério.

Gráfico 22 – Desenvolvimento de saberes e competências

Fonte: Pesquisa direta (2017).

Assim, e em complemento ao item anterior, interrogou a amostra se as disciplinas do curso são satisfatórias para o exercício da profissão docente (I. 25). Destarte, obteve-se o resultado de 72% de concordância, com 28% inclinando-se para o totalmente; 19% mostraram-se indiferentes e 8% de discordância, sendo 1% totalmente.

Essa percepção, com fundamento nos percentuais descritos, comprova que a matriz organizacional do curso está adequada, com a segmentação das disciplinas em núcleos de formação geral, específico, pedagógico e de disciplinas optativas. Ademais, segundo o Concluinte B (2017) o ponto negativo da licenciatura “é o acúmulo de disciplinas disponíveis ao mesmo tempo aliando a isso as poucas horas/aulas presenciais”.

Por fim, quando questionados se obtiveram deficiências na formação (I. 26), não atuando, devido a isso, como professor, visto que 45,3% não atuam como docente de matemática e apenas 17% dos respondentes não desejam o magistério, tiveram-se 11% de total concordância com a afirmação, 16% de concordância, 9% de indiferença e 63% de discordância, sendo 36% de total desacordo com a alegação.

Esse percentual de discordância, além de demonstrar a atenção da amostra durante a solução do instrumento, visto que apenas o item 26 comprova concordância quando se está discordando, e os demais itens apresentados, legitimam a licenciatura como eficaz na formação inicial de docentes em matemática para atuação na educação básica, em razão de que os objetivos e os aspectos propostos no PPC foram alcançados, devido à avaliação positiva da amostra nos micro campos e dimensões do questionário.

itens citados, na qual os relacionados a “A formação do discente” (I1 ao I7), micro campo adaptado do objetivo geral e específicos do PPC (GUIMARÃES, 2012), obtiveram altos percentuais de concordância, tendo-se apenas um item, referente a participação do discente em congressos locais e regionais (I3) com percentual de indiferença “elevado” (maior que o de total concordância), comprovando-se que, quanto aos objetivos propostos a licenciatura é eficaz, formando profissionais para o exercício do magistério com o aprofundamento de conhecimentos acerca da matemática que é ensinada na educação básica, com sólido desenvolvimento pedagógico e conhecimentos científicos e tecnológicos, formação cidadã e sustentabilidade ambiental.

Seguidamente, no tocante ao micro campo “O perfil do egresso” (I8 ao I16), os percentuais elevados, com relevante índices de concordância, indicaram que tantos os egressos quanto os concluintes estão aptos a atuarem profissionalmente com a visão do seu papel social de educador, fazendo uso de recursos tecnológicos para auxiliarem na aprendizagem de seus discentes, relacionando as TICs com as Ciências Naturais, com adequada intervenção pedagógica, considerando as diferenças cognitivas dos estudantes. Assim, o perfil proposto no PPC (GUIMARÃES, 2012) foi condizente com o ponto de vista da amostra.

Por fim, quanto ao micro campo relacionado a aspectos do PPC vivenciados pela amostra “durante o curso”, correspondente ao intervalo dos itens 17° ao 26° do questionário, também se obtiveram bons percentuais de concordância, tendo apenas um item com nível de discordância divergente de todos demais, “levemente elevado”, relacionado à infraestrutura dos polos de apoio presencial. Assim, os percentuais explicitados nesse micro campo confirmaram que a Licenciatura em Matemática desenvolve saberes e competências necessárias à docência, com disciplinas satisfatórias para o exercício do magistério. Além de possuir tutores participativos e que auxiliam na orientação dos discentes; docentes qualificados; avaliações que estimulam a criatividade e o autoconhecimento; e estágios que possibilitam o aprimoramento das competências e habilidades didático-pedagógicas. Tais percentuais confirmam que esses aspectos propostos no PPC foram alcançados.

Posto isso, no próximo tópico apresentou-se a análise da questão aberta, que tratou das percepções positivas e negativas dos respondentes em relação à licenciatura, descrevendo aspectos que interferem na sua eficácia e qualidade, finalizando assim, o instrumento em estudo.