3.3 Flag state measures in respect of fishing vessels in the Central Arctic Ocean
3.3.4 Strengthening the duty to exercise effective control
Foram considerados, segundo definido em CPRM (2008), que os aqüíferos são formações geológicas que contém água e permitem que quantidades significativas dessa água se movimentem em seu interior em condições naturais.
Segundo Anderson & Woessner (1992), as unidades hidroestratigráficas são formadas pelas unidades geológicas que possuem propriedades hidrogeológicas parecidas, tais como coeficiente de armazenamento, transmissividade e condutividade hidráulica. Assim, unidades geológicas que se comportam de forma similar podem ser agrupadas em uma única unidade hidroestratigráfica, aqui chamada unidade hidrogeológica, e de forma análoga, uma mesma formação geológica com propriedades hidrogeológicas distintas pode ser dividida em várias unidades hidroestratigráficas.
Na bacia do ribeirão Mato Frio, as investigações hidrogeológicas realizadas por CETEC (1983a), Drumond (2004), CDTN (2008) e UFMG (2008) produziram dados do nível d’água subterrâneo medidos em piezômetro (PZ 4 - FL), levantamento dos pontos de descarga dos aqüíferos e campanhas de amostragem e análise química, física, isotópica e iônica da água das nascentes e dos cursos de água superficiais.
4.4.1 Condutividade Hidráulica
O critério de se adotar valores de condutividade hidráulica citados na literatura consultada se faz necessário devido à inexistência de dados de testes de bombeamento na bacia estudada. Um fator adicional de incerteza refere-se à pressuposição de que o perfil de solo no qual a infiltração se processa é homogêneo.
Além dos dados de distribuição granulométrica e a classificação dos solos, os resultados de ensaios de infiltração realizados por Drumond (2004) direcionaram a determinação de valores representativos dos parâmetros hidrogeológicos, em especial da condutividade hidráulica. Em
ensaios com permeâmetro Guelph. Para estimativa da condutividade hidráulica utilizando os resultados dos ensaios com permeâmetro Guelph, Drumond (2004) utilizou a expressão de Reynolds, apresentada a seguir.
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(4.8) Onde:Ks = condutividade hidráulica saturada [cm/s];
x1 = média das velocidades de infiltração medidas com 10 cm de coluna de água [cm/s]; e,
x2 = média das velocidades de infiltração medidas com 5 cm de coluna de água [cm/s].
Associando os resultados de condutividade hidráulica medidos com o permeâmetro Guelph em cada profundidade às classes de textura do solo identificadas pelas análises granulométricas nestas mesmas profundidades, foram obtidas as faixas de condutividade hidráulica para os solos das seguintes classes de textura: argila, agilo arenoso e franco argilo arenoso. Além das referidas associações, em uma busca por associações entre os tipos de solo e os valores de condutividade hidráulica foram encontradas referências sobre as propriedades físicas do latossolo e do argissolo.
4.4.2 Descarga dos Aqüíferos e Variação do Nível de Água Subterrânea
Entre os meses de junho de 2008 e fevereiro de 2009 foram realizados cinco levantamentos de campo para o acompanhamento da mobilidade das nascentes na área de interesse. Uma associação da variação das cotas das nascentes com a variação do nível de água no piezômetro instalado pelo CPRM na área foi realizada. Além disso, uma análise do tipo de solo, declividade do terreno e cobertura vegetal também foi atrelada às variações de nível das nascentes, possibilitando a associação das características físicas das sub-bacias com a hidrogeologia.
4.4.3 Compilação de Estudos Hidroquímicos e Isotópicos Anteriores
A compilação dos estudos anteriores onde foram analisados os parâmetros físico-químicos da água é de grande valia para a caracterização dos aqüíferos locais, uma vez que a água é um solvente abundante e quimicamente muito ativo, incorporando as substâncias presentes nas rochas reservatório ou nos solos adjacentes, enquanto fluem a baixas velocidades por esses
meios. As formas iônicas ocorrem predominantemente nas águas subterrâneas e podem ser a confirmação quanto ao tipo de aqüífero percolado pelas águas. O conteúdo dos isótopos da água subterrânea permite determinar o tempo de residência da água no aqüífero e sua dinâmica de circulação, indicando se a água subterrânea que abastece os corpos de água durante as estiagens é proveniente de fluxos rasos ou dos meios fraturados do Embasamento Cristalino (CPRM, 2008).
Segundo Minard et al. (2008), as técnicas convencionais de investigação hidrológica, como a hidrogeoquímica, não devem ser substituídas pelos métodos isotópicos, mesmo considerando esta técnica como de investigação direta. Por sua vez, os fatores que determinam o rigor dos resultados dos métodos isotópicos são diferentes daqueles que influem nas técnicas convencionais, extraindo da comparação entre os resultados um conhecimento complementar aos estudos hidrológicos.
A revisão bibliográfica apontou dois estudos sobre o comportamento hidroquímico das águas na Bacia Representativa de Juatuba. São eles: 1) Determinação do funcionamento hidráulico dos aqüíferos, através de parâmetros químicos (CETEC, 1983a); 2) Estudos da formação de escoamentos utilizando a técnica de traçadores na bacia representativa de Juatuba (CDTN, 2008).
As concentrações resultantes da análise do isótopo 18O e os tempos de renovação calculados por CDTN (2008) a partir de séries históricas de concentração de trítio nas chuvas, das análises de trítio nas amostras coletadas e do modelo de renovação exponencial (FRITZ & FONTES, 1986 apud CDTN, 2008), foram considerados na determinação da origem das águas de escoamento base dos cursos de água da bacia do ribeirão Mato Frio. Considerou-se para tal que as águas com tempo de renovação superiores a 10 anos são provenientes do meio fraturado e as águas mais recentes provêm das camadas porosas de cobertura.
As análises iônicas e físico-químicas realizadas por CDTN (2008), por terem sido realizadas em apenas uma campanha (agosto de 2006), não são suficientes para classificar e comparar os distintos grupos de águas quanto aos íons dominantes (cloretada, sódica, carbonatada etc.), porém a distribuição espacial desses resultados foram plotadas relacionando: pH e temperatura; íons de Na e Cl e sua relação com a condutividade elétrica; íons manganês e ferro; elementos móveis (Na, Ca e K) e a sílica.