O gasto global com TIC variou de US$2,4 trilhões em 2003 para US$ 3,8 trilhões em 2008 (OECD, 2008). Em 2007, o setor foi o componente mais dinâmico da economia mundial, representando 11% do total do comércio dos países da OCDE, excedendo o comércio da agricultura, têxtil e vestuário juntos (US$ 3,7 trilhões).
Segundo o ranking do Fórum Econômico Mundial (DUTTA; MIA, 2011), que oferece um panorama atual das TICs no mundo, o qual o Brasil ocupa a 56ª posição geral dentre 138 economias avaliadas, as quais representam mais de 98% do PIB mundial. O Brasil ocupou uma posição intermediária na comparação com os países do BRIC, atrás de China (36) e Índia (48), e à frente da Rússia (77). A Suécia se mantém no topo, seguida por Singapura, Finlândia, Suíça e Estados Unidos.
A Suécia, um país industrial avançado, a pesquisa e desenvolvimento desempenha um papel fundamental para o crescimento econômico, bem como para a sociedade em geral. Ao todo, os setores privado e público na Suécia investem cerca de 4% do PIB à P&D por ano, o que torna a Suécia um dos países que mais investem em P&D em termos de percentagem do PIB (EMBASSY OF SWEDDEN NEW DELHI, 2011).
Singapura em 1970 o país já tinha o setor de eletrônicos visado, para isto fez investimentos em infraestrutura local, reduziu custos de transporte, e se concentrou no desenvolvimento da força de trabalho. Para atrair trabalhadores qualificados, o Governo adaptou publicamente uma postura pró-imigração, com os trabalhos acelerados processos de visto para profissionais estrangeiros, executivos, acionistas e potenciais empreendedores, e os visitantes não-exigência de visto para cidadãos de muitos Países (ANDREW; DEROCCO; TAYLOR, 2009).
Já os USA, o Congresso aumentou o financiamento para a rede nacional e do Programa de Pesquisa Tecnologia da Informação e Desenvolvimento (NITRD) e suas 13 agências membros para mais de US $ 3 bilhões em 2008. Em 1981 o País foi o primeiro do mundo a oferecer uma taxa de crédito para P&D. Atualmente, para melhorar este imposto como um incentivo para estimular atividades de P&D, o Congresso deve tornar tanto o Crédito Fiscal Permanente e aumentar a taxa de Credito Alternativo Simplificado de 14% para 20%. O Congresso deve também introduzir a colaboração de 40% de investimentos em P&D realizados em colaboração com consórcios indústria e universidade. O Congresso deve ampliar ainda mais a definição para competência em P&D indo além dos envolvidos que
inventam um novo produto para incluir os envolvidos no desenvolvimento de um novo processo de produção, como vários países têm feito (EZELL; ANDES, 2010).
A Islândia se juntou ao Espaço Econômico Europeu, e o governo montou políticas favoráveis: como permitir livre comércio com os vizinhos europeus, remoção de importantes obstáculos ao investimento estrangeiro, a abertura dos mercados financeiros, e diminuindo drasticamente o imposto de renda, de 50 por cento a 18 por cento. Adicionando a apelação do país eram um ambiente propício para a inovação, energia barata, uma força de trabalho bem educada, e uma sólida infraestrutura. O governo criou a Política Científica e Tecnológica do Conselho em 2003, reorganizou e reorientou o rede nacional de centros de pesquisa e aumento da despesa em investigação e formação. A experiência da Islândia demonstra que, embora o desenvolvimento de Pólos possam ser uma maneira eficaz para um pequeno país ou Estado para relançar a sua economia, uma falta de diversificação conduz a uma maior vulnerabilidade e risco ao longo do tempo (ANDREW; DEROCCO; TAYLOR, 2009).
Coréia do Sul, nas décadas de 1960 e 1970, a Coréia do Sul adotava a estratégia de imitação reprodutiva, isto é, cópias os clonagens de produtos desenvolvidos no exterior, sendo que a industrialização nos anos de 1980 e 1990 seguiu os traços cada vez mais das imitações criativas. A inovação está intimamente ligada a investimentos em políticas de P&D. O surto de inovações que aconteceu na Coréia do Sul ao longo da década de 1990 atesta isso, já que este só foi possível devido à intensificação das atividades de P&D. O grande crescimento industrial da Coréia do Sul é em grande parte graças ao apoio e o papel dirigente do governo na economia aliado as empresas privadas que funcionaram como forças motrizes do desenvolvimento econômico (FORTE, 2008).
A economia da China mudou seu foco, afastando-se da agricultura tradicional e produção para as atividades orientadas para a inovação. Desde a reforma econômica chinesa iniciou-se em 1978, a China saiu de um país pobre em desenvolvimento para se tornar a segunda maior economia no mundo depois dos Estados Unidos (ANDREW; DEROCCO; TAYLOR, 2009).
O governo chinês tem incentivado a inovação através de uma variedade de medidas: aumentou o orçamento global de pesquisa e desenvolvimento para o país, benefícios fiscais e incentivos monetários introduzidos para aumentar a inovação natural do país e continuou investindo em instituições acadêmicas do país, que se tornaram uma força motriz por trás de patentes chinês. Em apenas 20 anos após a Lei de Patentes do país, que entrou em vigor em 1985, a China se tornou o terceiro maior escritório de patentes do mundo em pedidos de patentes anuais invenção, após os EUA e Japão. De 2003 a 2007, GDP (Economia Global) da China cresceu a uma taxa média anual de 9,75%, enquanto pedidos de patentes de invenção chinesas cresceram a uma média de 34,36% ao ano. Na China, quase todas as grandes academias de pesquisa, incluindo universidades, faculdades e instituições científicas são de propriedade do governo (ANDREW; DEROCCO; TAYLOR, 2009).
Ademais, segundo os mesmos autores, a China está apertando os requisitos para as empresas multinacionais a realização de P&D internamente. A alteração proposta, que pode virar lei no futuro não muito distante, prevê que as empresas estrangeiras, através de seus centros de pesquisas locais, depositem patente primeiro na China, ou terão risco de perder a proteção legal de sua propriedade intelectual e subsequente proteção das vendas no mercado local.
Já a Índia tem conseguido construir capacidades tecnológicas inovadoras e alcançado performance competitiva internacional em áreas importantes da indústria de serviços, como é o caso da indústria de software (ETHIRAJ et al., 2005).
2.3.2. O setor de TIC no Brasil: Instrumentos Governamentais - Lei de