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Strategic planning

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4 Assessment of NILU’s organisational position

4.3 SWOT analysis

4.3.2 Weaknesses

4.3.2.2 Strategic planning

O maior pendor económico deste e de outros trabalhos equivalentes e a opção genérica por aquilo que se designava por «famílias abastadas» seriam abertamente criticados num interessante relatório final de 1926, Estudos sob o ponto de vista económico e social, baseados no estudo das famílias segundo o método monográfico de Le Play (concelho de Cantanhede), onde por recurso aos mesmos métodos contabilísticos se dava corpo a um estudo de perfeita vocação sociológica245. Sem se referir a qualquer uma em particular, o autor mostrava-se muito severo relativamente às monografias que afirmava conhecer, que se limitavam «a descrever banalidades». A sua finalidade, dizia, não devia ser meramente descritiva, «para leituras recreativas», mas «para obter elementos positivos e fundamentais para uma reorganisação da vida social». Deviam ser animadas, como afirmava fazer nas 12 monografias que apresentava (uma por cada freguesia do concelho), por «um ponto de vista de Economia Social», sem ter em conta os métodos de produção e o emprego de riquezas: «isso já entra noutras atribuições que só pertencem à tecnologia e agricultura comparada»246.

Era no método de Le Play, afirmava-se, que semelhante orientação se encontrava melhor realizada. Aquele pusera de parte «a história e a estatística», substituindo-as por aquilo que designava de «método das viagens». Sem desprezar as primeiras, o autor confirmava que apenas este último permitia «estudar e observar os fenómenos sociais directamente, de modo a surpreendê-los nas suas manifestações»247. Observação essa que, contudo, devia ter por base famílias operárias. Em parte por razões metodológicas, e de acordo com Le Play: «como toda a vida operária se resume em equilibrar receitas com as despesas, ela ficará suficientemente conhecida estudado que seja o orçamento familiar»248. Em parte também, como se afirmava, pela própria simplicidade do inquérito, nestes casos facilitado, por serem estas as famílias que mais claramente revelavam as suas

245 Manuel Martins Baptista, Estudos sob o ponto de vista económico e social, baseados no estudo das

famílias segundo o método monográfico de Le Play (concelho de Cantanhede), Lisboa, Instituto Superior de Agronomia, 1926.

246 Id., ibidem, p. 53. 247 Id., ibidem, p. 55. 248 Id., ibidem.

receitas249. A este respeito, aliás, não deixava de expressar a sua admiração e reconhecimento pelas figuras de padre e lavrador, de quem primeiro se socorria em cada freguesia250:

A primeira pessoa a quem me dirigia era ao prior da freguesia; e se assim o fazia era pela simples razão de ser ele que melhor conhece a vida íntima das famílias jornaleiras. Em seguida ia-mos até casa dos maiores proprietários. Previamente eu e o Padre tínhamos escolhido a família, o que não era das operações mais fáceis, visto que esta tinha apenas um filho, aquela já tinha os filhos ou casados ou no Brasil, aquele par tinha ainda os filhos muito pequenos, este não tinha um dos chefes que já havia falecido, etc. Por fim lá aparecia uma que me servia aos planos e era o Padre que me dizia os nomes, as idades e me descrevia a casa e mobílias, etc. § O lavrador conhecia as suas propriedades, o seu valor, o seu rendimento, ou seja a parte que faltava do inventário e a parte da receita. § Por fim, nas duas horas de descanso ao meio-dia, ou então à noite, chamava-se os chefes ou um deles para responder à parte que eles sempre gostam de responder, ou seja à parte que diz respeito às despesas. Estes nunca eram exagerados visto que o Padre e o lavrador por vezes objectavam fazendo-os entrar na ordem251.

A opção por estas famílias, contudo, justificava-se sobretudo por razões de ordem teórica, visto considerar-se que apenas as famílias jornaleiras, na sua simplicidade elementar, representavam convenientemente a vida nacional. Porque eram elas, nomeadamente no seu concelho, o «tipo mais simples dos agrupamentos sociais», para além da mais numerosa. A família jornaleira constituía por isso a base do estudo não só do «ponto de vista económico», mas também «social» e «moral»:

249 Id., ibidem, p. 64

250 «Eu confesso a minha admiração por estas duas entidades, padre e lavrador, no que diz respeito à

maneira como conhecem a vida íntima de cada família. É que algumas vezes sucedeu fazer a parte da despesa com o Padre e o Lavrador e que era perfeitamente igual à que nos vinha dizer depois jornaleiro» (id., ibidem, p. 59).

Destes inquéritos tirar-se-ão conclusões precisas não só do estado económico de cada freguesia ou de cada região como das causas da sua miséria económica ou das suas vantagens. Tirar-se-ão conclusões das facilidades e dificuldades de vida, das causas do seu mal-estar e dos remédios para as subtrair ou reduzir. Vemos qual o estado moral e as suas relações com a decadência mais ou menos acentuada; e assim se o jornaleiro é modesto, religioso e obediente é porque o é também o tipo 2.º, 3.º e 4.º. Se assim não sucede é porque o exemplo parte do 4.º tipo, 3.º e 2.º. Quem dera que todos atentassem bem nisto para que tivessem vergonha quando se lamentam que o jornaleiro não é o mesmo doutros tempos; que trabalha poucas horas, pouco, e não é sincero nem obediente. Não vêm que são eles os maiores culpados252.

Orientação marcadamente organicista que era confirmada pela estratégia a que se recorria para superar algumas complicações metodológicas. Nem sempre fora possível aplicar o inquérito a famílias do 1.º tipo, «puramente jornaleiras sem nenhuns bens ou com o mínimo», ou porque em certa freguesia não era possível encontrá-las, ou porque não sendo «normais», também não representavam um «tipo característico». Nestas ocasiões, a solução consistia em «subir um grau», aplicando o estudo a uma família do segundo tipo («famílias que têm algumas propriedades tendo no entanto necessidade de trabalhar dias fora para atender às necessidades da alimentação»).

Quanto a «conclusões», o autor considerava-as condensadas no quadro- resumo que apresentava a terminar o trabalho (vd. quadro n.º 1). Para cada uma das doze freguesias do concelho (que se consideravam representadas pela família monografada em cada qual) o autor apresentava uma síntese dos dados recolhidos, desagregados por alíneas de caracterização atinentes à respectiva condição económica, ao tipo de divisão da propriedade, tipo predominante de família, à condição social e religiosa, à emigração e, finalmente, à fertilidade dos solos. Embora sem ordenação aparente (e sem designá-las como tal), as “variáveis” seleccionadas para «classificação das zonas sociais» prestavam-se a leituras cotejadas – que sugeriam ademais alguns resultados consistentes.

252 Id., ibidem, pp. 64-65

Em freguesias onde predominavam propriedades mais extensas, a situação económica das famílias era tendencialmente pior (era o caso de Pocariça, Portunhos, Ançã e Cantanhede). A este respeito, freguesias como Cadima e Covões, também elas com propriedades relativamente maiores, constituíam apenas excepções parciais: na primeira das duas, efectivamente pobre, vivia-se com certa comodidade; na segunda pontuava uma «abundância regular», embora «sempre a caminho da miséria» (de resto, a pequena propriedade mantinha presença marginal). Em contrapartida, em freguesias consideradas de divisão fundiária «regular» registava- se a «abundância» ou pelo menos o «remedeio» em que viviam as gentes (era o caso de Bolho, Sepins, Murtede e Febres); na Tocha, com estrutura fundiária semelhante (embora pobre), conseguiam-se verdadeiros «milagres de produção» (à custa de labor considerado «insano»); em Outil, por sua vez, a pobreza vigente afectava poucos, atendendo ao reduzido volume das gentes. Esta estrutura dual encontrava reprodução parcial ao nível da apreciação que era feita «sob o ponto de vista religioso». Relativamente ao primeiro grupo, aliás, a homologia era perfeita: «pouca religião» na Pocariça, apenas «indiferente» em Portunhos, «pouca e fria» em Ançã e já «decadente» em Cadima, Cantanhede e Covões. Entre o segundo grupo (as freguesias mais abastadas) a religião parecia sobreviver um pouco melhor: se em Bolho, Outil e na Tocha os habitantes pareciam algo arredados da Igreja (as duas últimas, porém, eram relativamente mais pobres) em Sepins e Murtede havia «bastante religião» e em Febres pontuavam mesmo «convicções sinceras e católicos praticos e verdadeiramente piedosos». A mesma estrutura projectava-se ainda de forma rigorosa ao nível da emigração averbada: considerada «constante», «regular», «grande» ou até mesmo «patológica», entre as freguesias do primeiro grupo; «pequena» e «não patológica», entre as restantes.

Nada disto, porém, seria assinalado pelo autor. E pouco importa para o caso se esta leitura ou outras como esta eram ou não legítimas, em função dos dados recolhidos e das realidades no terreno. O problema parecia resumir -se, como vimos, ao «exemplo» veiculado pelas classes superiores (pelos «tipos» mais elevados de família). De resto, não havia razões para inquietação: nuns casos melhor, noutros menos bem, prevalecia o «amor à terra», a «renúncia», a «alegria». A verdadeira conclusão, essa, poderia bem ser afinal a nota que se apunha em rodapé à descrição

das gentes de Ançã – que, destacada do quadro, parecia arrematá-lo, qual sortilégio: «Não é um povo bolchevista e tem poucas aspirações. Apenas deseja ganhar para vestir bem e para comer».

* * *

Apesar de algo desconforme ao conjunto dos trabalhos a que nos temos vindo a referir (pela sua mais pronunciada vocação sociológica), e na realidade marco culminante de uma primeira e breve fase de estudos económico-sociais no ISA, esta monografia expressava cabalmente não só a posição que freguesia e família ocupavam no âmbito da estratégia de acesso ao país rural que os caracterizava, como suas unidades elementares, mas também o estatuto subalterno que os dados colhidos no terreno, por inquérito, detinham no quadro do discurso veiculado pela economia rural.

A um olhar global sobre a população acrescia então uma visão mais de pormenor sobre a sua vida, apartada já da imagem extrínseca veiculada por outros relatórios finais de curso, de onde ressaltava a população natural dos censos, com as suas séries de dados agregados e de carácter essencialmente vitalista. Olhar renovado, se quisermos, apartado também, julgamos poder dizê-lo, desse outro olhar etnográfico, de mais sólida tradição e maior peso institucional, que desde a viragem do século, embora abandonando imagens predominantemente textuais e indo também ele ao encontro do povo rural, se centrava sobretudo em aspectos da sua cultura, em termos genéricos, e, então, nas décadas de 1910 e 1920, particularmente na arte popular253. (E isto para nada dizer de discursos estritamente naturalistas sobre o Homem que por essa altura preponderavam não só na antropologia colonial254 – como é comum afirmar-se – mas também metropolitana,

253 Cf. João Leal, Etnografias Portuguesas (1870-1970). Cultural Popular e Identidade Nacional, Lisboa,

Publicações Dom Quixote, 2000, capítulo 1 («A antropologia portuguesa entre 1870 e 1970: um retrato de grupo»); e idem, Antropologia em Portugal. Mestres, Percursos, Transições, Lisboa, Livros Horizonte, 2006, capítulo 9 («Metamorfoses da arte popular»). Cf. também Rui Ramos, A Segunda

Fundação, op. cit., pp. 581-582.

254 Cf. Ricardo Roque, Antropologia e Império: Fonseca Cardoso e a expedição à Índia em 1895, Lisboa,

nomeadamente em meio académico255). Facto que não invalida que em registos etnográficos ocorram também, de forma ocasional, imagens impressivas da sua existência económico-social ou que o mesmo suceda de forma igualmente pontual entre os designados «estudos locais» então especialmente em voga (géneros bastas vezes indestrinçáveis e de que Através dos Campos, de Silva Picão, constitui, a este respeito, manifestação simultânea tão notável quanto excepcional256); ou ainda que, com base nos censos e em estatísticas oficiais, um publicista de renome como Bento Carqueja viesse a publicar em 1916 uma poderosa síntese estatística do «povo português», nos seus mais diversos aspectos, complementada aliás por inquéritos directos pontualmente aplicados pelo próprio257. Em Agronomia, contudo, determinações económico-políticas específicas consagrarão a população como objecto de estudo desencadeando procedimentos de inventariação mais ou menos sistemática do modo de vida dos seus componentes – de onde se destacará uma taxonomia das famílias rurais e, no limite, uma impressiva sociografia do Homem.

. O seu sinal mais aparente será a inclusão, nalgumas daquelas monografias, da fotografia, retratando aspectos da vida rural, na sua vulgaridade quotidiana (vd. Anexo Fotográfico II, figs. 6-10), e ainda das próprias famílias, no seu habitat social (idem, figs. 11-26). Mas a sua instituição ficará marcada sobretudo, como vimos, pela consagração de uma figura mais abrangente da população, enquanto categoria «demológica» (para utilizarmos a expressão atrás evocada) – muito embora, sublinhe-se, pouco mais do que circunstancial. Em boa verdade, no retorno que cada um dos finalistas do ISA efectuava às respectivas origens não se procurava senão fixar (documentadamente, é certo) casos-tipo de uma imagem mais ou menos idealizada do povo rústico, onde a não conformidade efectivamente apurada (a reputada «decadência», por exemplo) de alguns dos seus espécimes servia quando

255 Cf. Gonçalo Duro dos Santos, A Escola de Antropologia de Coimbra, 1885-1950: o que significa

seguir uma regra científica?, Lisboa, ICS, 2005.

256 José da Silva Picão, Através dos Campos. Usos e Costumes agrícola-alentejanos (concelho de Elvas),

Lisboa, Publicações Dom Quixote, 1983 [1903]. Sobre este último género vd. António Santos Silva,

Palavras para um País, Oeiras, Celta, 1997, capítulo 7 («Os lugares visto de dentro. Estudos e estudiosos locais do século XIX português»).

257 Bento Carqueja, O Povo Portuguez. Aspectos Sociaes e Económicos, Porto, Chardron, 1916. Pelas

suas características e pelos temas abordados (trabalho, urbanismo, etc.), a obra em causa mereceria por si mesma tratamento mais demorado. Merecê-lo-ia ainda pelo facto de no ano anterior à sua publicação, Bento Carqueja ter passado a leccionar, entre outras, a cadeira de Economia Política na recém-criada Faculdade Técnica do Porto. O carácter preambular do presente capítulo e a aparente singularidade daquela iniciativa justificam quanto a nós que o exame da relação entre ambos os factos se veja remetido para uma próxima oportunidade.

muito de mote a enunciados políticos de apelo à reparação económica e social, mas não para pôr em causa a propriedade dessa imagem – facto que nos seus aspectos formais será também comum aos discursos antropológicos nacionais de finais de oitocentos e princípio de novecentos, em torno da cultura popular258.

Importa sublinhá-lo, por um lado, para melhor aceder ao carácter verdadeiramente pioneiro que, particularmente a este respeito, de facto pode ser atribuído ao Inquérito Económico-Agrícola, dirigido por Lima Basto e lançado poucos anos depois, em 1931; mas também ao Inquérito à Habitação Rural, lançado em 1938259. Importa sublinhá-lo, por outro lado, para compreender o papel que, não obstante, conceitos como «freguesia» e «família» começarão por desempenhar aí na composição do objecto de estudo. Mas importa ainda sublinhá-lo para começar desde já a entrever por que razão, apesar da importância que a par de alguns poucos autores aqui se imputará a esses dois grandes inquéritos nacionais, ambos acabarão por ser votados a uma invisibilidade quase absoluta a que apenas muito pontualmente virão a ser resgatados – e a que, diga-se, ainda hoje se encontram parcialmente sujeitos, não tanto na qualidade de fontes para a história social do século XX português (de que na realidade foram já objecto)260, mas sobretudo enquanto núcleo mais ou menos oculto de desenvolvimento das ciências sociais em Portugal261.

258 Cf. João Leal, Antropologia em Portugal…, op. cit., caps. 7 e 8 («Imagens contrastadas do povo:

cultura popular e identidade nacional na antropologia portuguesa oitocentista»; e «“Tylorian professors” e “japanese corporals”: teoria antropológica e identidade nacional na etnografia portuguesa», respectivamente): «O modo como o país é pensado sobredetermina os retratos que a antropologia portuguesa oitocentista portuguesa “tira” do povo e da cultura popular» (p. 110).

259 Cf. Eugénio de Castro Caldas, A agricultura portuguesa através dos tempos, Lisboa, Instituto

Nacional de Investigação Científica, 1991, p. 500: «Naturalmente, a indagação económica e social agrícola tinha suas tradições em Portugal. Mas raras vezes foi metodologicamente globalizante, procurando caracterizar o conjunto do País. Foi esta a orientação que Lima Basto imprimiu ao seu estudo, pelo que apresenta, neste aspecto, as características de estudo pioneiro».

260 Refira-se, como exemplo paradigmático, Fernando Rosas, O Estado Novo, vol. VII de José Mattoso

(org.), História de Portugal, Lisboa, Editorial Estampa, 1994. O trabalho em causa, contudo, refere apenas a publicação de um dos dois volumes de Inquérito à Habitação Rural efectivamente publicados. Refira-se ainda, entre outros, o recurso a estas fontes por parte de João Lemos de Castro Caldas no quadro do estudo da evolução histórica do regime de parceria agrícola em Portugal (Terra e Trabalho: parcerias

e parceiros, Oeiras, Celta, 2001); o livro em causa constitui aliás o único trabalho que conhecemos que se socorre de forma exaustiva do acervo documental do arquivo da Biblioteca do Instituto Superior de Agronomia composto pelos relatórios de licenciatura em áreas económico-sociais.

261 Existem algumas excepções pontuais a esta regra: refira-se a breve síntese institucional apresentada

por Fernando Estácio, «O caso das ciências sociais aplicadas à agricultura», op. cit.; embora centrado na ciência económica e nas suas relações com a política agrária, destaque-se o artigo de Fernando Oliveira Baptista, «Pequena agricultura: economia agrária e política agrária (anos trinta-1974)», op. cit.; e de uma perspectiva da história do conhecimento idêntica a que aqui adoptamos (embora centrado em apenas um

Invisibilidade que se compreende, pelo menos em parte, tendo em conta o facto de muito antes ainda daquelas se começarem a afirmar plenamente, no princípio da década de 1960, terem sido sujeitos a um zeloso trabalho de esquecimento, em virtude do incómodo político que entretanto passarão a representar, e dos seus ecos não se escutarem senão ao longe no campo da oposição clandestina ao Estado Novo.

desses trabalhos), destaque-se também João Leal, Etnografias Portuguesas (1870-1970), op. cit., capítulo 5 («Pastoral e Contra-Pastoral: o Inquérito à Habitação Rural»). Maria Inês Mansinho e Luísa Schmidt fazem referência breve e genérica às monografias do Instituto Superior de Agronomia: «(...) em parte ainda inexploradas e que constituem um material de reflexão importantes sobre as problemáticas regional e local. § Várias gerações de agrónomos e silvicultores se preocuparam então em fazer uma descrição dinâmica das questões rurais através das ciências sociais: Lima Basto, Azevedo Gomes, Henrique de Barros, Castro Caldas, são nomes a reter» [«A emergência do ambiente nas ciências sociais: análise de um inventário bibliográfico», Análise Social, vol. XIX (125-126), 1994 (1.º-2.º), pp. 441-81, p. 446].

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