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Etiske aspekter

Vedlegg 3: Store primærstudier over NIPT

Como vimos na seção anterior, os fatores pessoais são o influente inicial do MADAS de Schade & Engeln (2008) e influente indireto de Adell (2009). Por essa razão, decidiu-se investigar acerca dos fatores demográficos que influenciam o comportamento do consumidor. Define-se o comportamento do consumidor como a maneira que indivíduos, grupos e organizações escolhem, compram, utilizam e se desfazem de bens, serviços, ideias ou experiências para satisfazer as suas vontades e necessidades (Solomon et al., 2006). Os autores Kotler e Keller (2011) especificam que o comportamento de consumidor é influenciado pelas suas características culturais, sociais, pessoais e psicológicas. A investigação a estes fatores dará às empresas conhecimento para chegar até ao consumidor e servi-los com maior eficiência (Kotler & Keller, 2011).

As características fundamentais à segmentação de mercados de consumo agrega todas as características importantes à definição de um mercado específico e é essa a razão pela qual neste trabalho de investigação se optou por utilizar as variáveis demográficas indispensáveis à segmentação de mercados de consumo como variáveis dos fatores pessoais, como podemos ver na Tabela 4.

Demográficas Geográficas

Idade Região

Tamanho do agregado familiar Cidade ou tamanho da cidade

Ciclo do agregado familiar Densidade

Género Clima

Rendimento Comportamentais

Ocupação Ocasionais

Educação Benefícios

Religião Estatuto do utilizador

Raça Percentagem de uso

Geração Lealdade

Nacionalidade Prontidão a usar

Classe social Atitudes relativamente ao produto

Psicográficas Estilo de vida Personalidade

Fonte: Adaptado de Kotler e Keller (2011)

Vários são os estudos realizados à luz das diferenças demográficas dos indivíduos e as características mais cobiçadas nos veículos. De destacar, o género de um indivíduo, a sua idade, a composição do agregado familiar e o respetivo rendimento alteram significativamente os padrões de consumo na indústria automóvel (Casley et al., 2013). Outros autores explicam que os indivíduos variam as suas opções consoante as variáveis demográficas e psicográficas como as suas atitudes e perceções (Hackbarth & Madlener, 2016). Outros estudos apontam para as diferenças demográficas entre indivíduos sobre os potenciais benefícios e preocupações dos veículos autónomos serem as principais razões de diferentes intenções de adoção deste tipo de veículos (Deloitte, 2014; Ipsos Mori, 2014; Menon, 2015).

3.3.1 Género do indivíduo

Indivíduos do sexo masculino demonstram atitudes positivas relativamente à adoção de automóveis autónomos e indivíduos do sexo feminino apresentam atitudes negativas, notando que o género do indivíduo influencia a sua avaliação dos automóveis autónomos (Hohenberger et al., 2016), indo de encontro aos resultados encontrados por outros investigadores que resumem diferenças estatísticas significativas entre o género do indivíduo e as intenções de uso e de compra (Payre et al., 2014).

Schoettle e Sivak (2014) demonstram o efeito das variáveis demográficas na perceção que os benefícios e preocupações decorrentes da adoção de automóveis autónomos trarão para cada indivíduo do estudo. De notar que os indivíduos do sexo feminino expressam maiores níveis de preocupação relativamente à adoção dos automóveis autónomos e, em contraste, indivíduos do sexo masculino consideram que este conceito trará mais benefícios para a sociedade quando comparado com os indivíduos do sexo feminino (Schoettle & Sivak, 2014). Howard e Dai (2014) dedicaram uma parte da sua investigação de Berkeley em perceber em que medida os fatores demográficos influenciavam a sua opinião acerca dos automóveis autónomos. Estes concluem, após análise de 107 respostas ao estudo, que os homens são mais propensos a estar mais preocupados com as “responsabilidades” em caso de acidente do que as mulheres, embora estes se preocupem menos com o “controlo” do automóvel do que os indivíduos do sexo feminino (Howard & Dai, 2014).

Vrkljan e Anaby (2011) realizaram um estudo com o objetivo de perceber que características automóveis os indivíduos consideravam mais importantes no momento de compra de um carro, evidenciando diferenças entre género e idade. Após uma análise de inquéritos a 2 002 indivíduos canadianos com idades superiores a 18 anos, concluíram que indivíduos com maior propensão a acidentes, o grupo denominado “jovens do sexo masculino”, definiram a segurança como atributo menos importante quando comparado com os outros grupos etários e que “mulheres com idade superior a 65 anos” classificaram a performance do veículo como atributo mais importante, relativamente ao mesmo grupo do sexo masculino (Vrkljan & Anaby, 2011). Com uma amostra de 928 condutores adultos americanos, outro estudo refere que há diferenças mínimas relativamente à avaliação das características dos automóveis por parte de indivíduos do sexo masculino e do sexo feminino. A título de exemplo, o elemento segurança é mais valorizado pelos indivíduos do sexo

feminino, enquanto a qualidade e performance é uma característica mais valorizada por indivíduos do sexo masculino. Indivíduos do sexo feminino referem que, quanto a elementos específicos dos automóveis, a segurança é muito importante (92% contra 79%) e que a economia de combustível é igualmente muito importante (83% contra 72%) (McCartt & Wells, 2010).

Já o género também representa uma variável de decisão, sendo que respondentes do sexo masculino estão mais recetivos aos automóveis autónomos partilhados do que os do sexo feminino (Haboucha et al., 2017).

3.3.2 Idade de um indivíduo

Em suporte à literatura encontrada, inferências quanto à idade do indivíduo e às preocupações decorrentes do conceito de automóveis autónomos foram revistas, notando que indivíduos mais novos expressam menores preocupações quanto ao conceito, ao contrário de indivíduos com maior idade (Schoettle & Sivak, 2014) e que indivíduos mais novos referem uma maior avaliação do conceito de automóveis autónomos do que indivíduos com maior idade (Deloitte, 2014).

Haboucha et al. (2017), num estudo à adoção de automóveis autónomos contando com 721 respondentes de Israel, assinala as diferenças estatísticas encontradas nas atitudes dos indivíduos para com o conceito de automóveis autónomos. Indivíduos mais velhos preferem veículos tradicionais, não estando abertos a experimentar novas tecnologias (Haboucha et al., 2017).

3.3.3 Rendimento de um indivíduo

Relativamente ao rendimento de um indivíduo, podemos referir um estudo conduzido por Vikram Shende (2014) na área do comportamento do consumidor na indústria automóvel no mercado Indiano debruçou-se sobre o processo de decisão de compra do consumidor e a identificação dos fatores que influenciavam as preferências de consumidores em segmentos automóveis. O autor concluiu que o aumento do rendimento disponível é a principal razão de compra de um automóvel (Shende, 2014), tal como referido por outros investigadores (Chaudhary et al., 2012).

Indivíduos com altos rendimentos avaliam positivamente o conceito de automóveis autónomos, estão mais preocupados com as responsabilidades e muito menos preocupados com perder o controlo

do automóvel. Pelo contrário, indivíduos que apresentam menores rendimentos estão mais preocupados com a segurança e o controlo do veículo (Howard & Dai, 2014).

Uma análise ao comportamento do consumidor, realizada em 2013 entre indivíduos representativos da classe média brasileira, possíveis compradores automóveis de luxo, refere que os indivíduos entrevistados apresentam como fatores racionais chave na escolha de um automóvel de alta gama o fator conforto em primeiro lugar e segurança em segundo lugar (Furlaneto & Dias, 2014).

Após entrevistas a 57 famílias da Califórnia, EUA entre 2003 e 2004 para encontrar uma relação entre poupança de combustíveis e a aquisição de automóveis, Thomas Turrentine e Kenneth Kurani descobriram que famílias com rendimentos mais modestos referiram a poupança de combustível como fator de compra de um automóvel, pelo que famílias com maiores rendimentos referiram o volume interior do veículo como característica importante na compra de um automóvel (Turrentine & Kurani, 2007).

Outros investigadores referenciam que o rendimento influencia diretamente a atitude de um consumidor face aos automóveis autónomos (Howard & Dai, 2014).

3.3.4 Agregado familiar de um indivíduo

O aumento do agregado familiar apresenta-se como um dos motivos mais fortes da intenção de compra de um automóvel (Chaudhary et al., 2012). Outros trabalhos de investigação concluem que o fator tamanho do agregado familiar, e as necessidades familiares são fatores que influenciam a intenção de compra de automóveis (Shende, 2014).

Um estudo realizado em Miami, Florida para demonstrar a disponibilidade a pagar por veículos autónomos junto da população universitária demonstrou que vários aspetos pessoais dos indivíduos, como as características do agregado familiar influenciam a disponibilidade a pagar por automóveis autónomos (Lavasani et al., 2017). Estes resultados vão de encontro a recentes investigações. A composição do agregado familiar influencia a intenção de compra de automóveis autónomos e a preferência por partilhar um automóvel deste conceito. Agregados familiares sem filhos ou com um filho não mostraram diferenças estatísticas significantes quanto à adoção de automóveis autónomos,

pelo que agregados familiares com mais do que um filho aumenta a probabilidade de preferirem automóveis autónomos partilhados (Haboucha et al., 2017).

Os agregados familiares mais numerosos também valorizam em larga escala o potencial da tecnologia, não só pelas utilizações esperadas que este conceito trará, como pelo aumento da mobilidade por parte de quem tem deficiências motoras (Howard & Dai, 2014).