• No results found

3 Hipphopp og stil

3.3 Stiltrekk i hipphopp

TV Cultura – Canal 2, é com esse nome que nasce a emissora no dia 20 de setembro de 1960. No dia de sua estreia a programação já tinha espaço nos jornais O Estado de S. Paulo e O Diário de S. Paulo nas páginas reservadas às grandes emissoras da época. Os meios de comunicação serviam como espaço de anunciar as propostas para o canal que vinha surgindo com a intenção de produzir uma programação cultural- educativa apoiada nos moldes conhecidos em países do exterior:

Desde o início de 1960, os leitores do jornal Diário de S. Paulo eram informados de que a nova emissora do condomínio comunicacional de Assis Chateaubriand contaria com o transmissor instalado no edifício-sede do Banco do Estado de São Paulo, naquele momento também usado pela TV Tupi, e deveria entrar no ar possivelmente no final do primeiro semestre daquele ano. Liam que para abrigar a “Caçula das Associadas” estavam sendo feitas adaptações no 15º andar do edifício Guilherme Guinle, sede dos Diários e Emissoras Associadas de São Paulo, situado à Rua 7 de Abril, 230. (BARROS FILHO, 2011, p. 123).

A cara atribuída era a de um canal que prezaria pela informação, programação infantil e teleteatros. Com uma solenidade inaugural transmitida ao vivo, a grande festa reuniu as principais figuras do Estado de São Paulo e nomes importantes do governo. A emissora demonstrava o grande desejo de construir uma comunicação cultural-educativa como as que estavam sendo debatidas no país, fazendo com que sua chegada no estado fosse vista com bons olhos.

Com o tempo, o canal passou a liderar a audiência em algumas regiões da cidade de São Paulo, fato que ajudou na conquista de anunciantes e investidores para que fosse possível espalhar o sinal para mais cidades do interior, o que permitiu que o canal conseguisse entrar na luta por ser reconhecido fora da grande capital. Esse processo fez com que o canal se equiparasse em muitos aspectos com as emissoras que tinham sua produção voltada para o objetivo comercial, mesmo sendo regida pelo compromisso de transmitir educação.

Para colaborar com o seu funcionamento como fonte de cultura a TV fez parcerias com o governo do estado para a produção de programas totalmente voltados à cultura e educação. A princípio a iniciativa não obteve sucesso por necessitar de maiores planejamentos para o seu desenvolvimento, mas não se pode deixar de atribuir

à tentativa o fato de ser um passo grande para o desenvolvimento desse tipo de emissora.

Apesar do reconhecimento parcial por seus feitos, o canal em sua fase privada teve como principal oponente o processo de concorrência que passou a existir entre as emissoras da época. Como já explicado na seção anterior, com a implantação do regime militar se tornou mais forte a parcela de incentivo publicitário aos canais que ofereciam retorno. Laurindo Leal Filho (1988) explica em sua obra Atrás das Câmeras: Relações entre cultura, Estado e televisão, como funcionavam os financiamentos:

A escolha de um canal de televisão para veicular sua mensagem publicitária é feita pelo anunciante, ou por sua agência, em função dos índices de audiência obtidos pela emissora junto ao público que é comprador em potencial da mercadoria anunciada. Quem estabelece os índices de audiência das emissoras entre os vários segmentos sociais são os institutos de pesquisa, dos quais o mais antigo e de maior influência é o Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística). É o resultado de suas pesquisas de audiência que determina que emissora de televisão receberá a parcela maior ou menor de bolo publicitário destinado ao veículo. (LEAL FILHO, 1988, p. 44)

Atualmente, as questões de financiamento continuam funcionando como pedestal para viabilizar espaços para que o governo se manifeste frente ao público. Podemos citar como exemplo as questões voltadas a PEC 287 do ano de 2016 que propõe a reforma da previdência19 defendida pelo Presidente Michel Temer e que vem

sendo rejeitada, inclusive pela maioria do corpo legislativo.

19 A PEC 287-2016 prevê uma reforma na previdência brasileira. A proposta exigirá que o trabalhador,

seja homem seja mulher, contribua durante ao menos 25 anos com o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e estabelece idade mínima de 65 anos de idade para ter acesso ao benefício. Até a data atual (fevereiro de 2018) não saiu de discussão.

Na intenção conseguir o apoio popular para a transição referente aos direitos trabalhistas, o governo gestor vem injetando dinheiro em campanhas midiáticas com o objetivo de conquistar o apoio da população. As campanhas têm o objetivo de apresentar aos cidadãos as vantagens de modificar as leis trabalhistas.20 Além das

propagandas para meios como televisão e rádio, o Presidente da República tem investido na participação de programas de televisão de grandes visualizações na tentativa de chegar a um número grande de telespectadores, principalmente os de camada popular.

A utilização desse exemplo ilustra como muitas vezes é feita a escolha dos financiadores de onde e quanto investir. Eles procuram o meio de comunicação que se adepta ao nível de alcance desejado e visam também o tipo de público que a emissora ou programa pode atingir.

E foi assim que, em 1967, a TV Cultura foi vendida para o Governo do estado de São Paulo por encontrar dificuldade em continuar com a sua programação que não apresentava o mesmo impacto para um sistema que presava pelo lucro. Na corrida por audiência os números da TV Cultura para garantir os financiamentos eram bem abaixo daqueles das emissoras consideradas de cunho comercial.

No mesmo ano foi assinado pelo governador Roberto Costa de Abreu Sodré a Lei n. 9.849 de 1967 que autorizava a constituição da Fundação Padre Anchieta, órgão que funcionaria com o dinheiro do Estado e não poderia reproduzir conteúdo de fins políticos e nem partidários. O governador encontrou apoio do regime militar para a construção da estrutura de um canal público. Conhecedor dos projetos para esse tipo de

20 Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/politica/republica/temer-lanca-propaganda-de-r-20-milhoes- para-defender-reforma-da-previdencia-61dy5fmsajpsv7etvurl6rn67 acessado em março de 2018.

canal, Sodré já havia viajado para vários países onde eram se implantava esse tipo de emissora.

Entre as mudanças de estatuto e nomeações para cargos nos conselhos que trabalhariam em seu funcionamento e que atrasaram o processo da sua retomada, a TV volta ao ar no dia 15 de junho de 1969 equipada com o que havia de mais moderno no mercado de câmeras e materiais de gravação, além de contar com um grande financiamento para a extensão de seu sinal pelas cidades do estado de São Paulo, espalhando torres de transmissão de porte elevado para a época e com alcance nunca obtido, até então, pelas emissoras brasileiras mostrando o seu empenho em chegar a regiões não acessadas em sua primeira fase.

O retorno do TV Cultura e a conquista da primeira emissora pública do estado foi comemorada com uma grande festa no ginásio do Ibirapuera que contou com a presença das autoridades militares e milhares de estudantes. Laurindo Leal Filho (1988) descreve parte do discurso feito para dar início às atividades do novo canal:

Em seu discurso, na inauguração da TV Cultura, o primeiro presidente da Fundação Padre Anchieta, José Bonifácio Coutinho Nogueira, fazia uma profissão de fé no liberalismo dizendo que “Fundação Anchieta, afirmando-se legionária do regime de liberdade, não terá qualquer outra posição política que não seja a de divulgadora dos postulados da democracia. Todas as formas de proselitismo serão recusadas. Sem quaisquer preconceitos religiosos, adotaremos a posição ecumênica, que une a todos os que crêem em Deus. Aos espíritos jovens de todas as idades e condições sociais dirigiremos a nossa mensagem. Daremos ênfase a autores e artistas brasileiros; procuraremos contar com a mocidade e as suas ideias renovadoras. (...) A filosofia do nosso trabalho busca a democratização do ensino e da cultura. Queremos conquistar para o povo a igualdade de oportunidades, através dos modernos métodos e processos de divulgação (LEAL FILHO, 1988, p.23).

Esse e outros discursos proferidos nas atividades de inauguração da TV Cultura reforçavam o compromisso de construir uma programação para toda a família e que contribuísse para o enriquecimento intelectual e educativo.

O objetivo do canal era oferecer aprendizado à camada da população que se encontrava à margem da educação e proporcionar cultura para a elite que encontrava na programação sofisticada. A análise que se fazia da configuração da proposta da emissora era de uma “estratégia traçada para trazer o público “inculto” para a frente de uma televisão “culta”. (LEAL FILHO, 1988, p.27).

Existiam vários debates que dividiam opiniões sobre a verdadeira função de uma rede pública. A emissora que dividia sua programação entre entretenimento, educação e informação também sofria com as divergências populares de qual seria realmente o papel que deveria cumprir. A primeira fase da fundação tem fim com a mudança de governo quatro anos depois que se consolidou com a renúncia do presidente José Bonifácio Coutinho Nogueira e a maioria do seu grupo de trabalho, por pressão causada pelos novos administradores.

Mesmo com certa autonomia, a Fundação Padre Anchieta estava vinculada às demandas que apareciam a cada mudança governamental, nunca conseguindo exercer de fato algumas de suas propostas. Nesse caso, pode se dizer que a emissora detinha mais controle sobre o que produzia em sua fase privada.

O processo de transição entre o privado e o público em menos de dez anos de existência configura a TV Cultura como parte do aprendizado de como fazer comunicação cultural e educativa. Dessa forma, a história da TV Cultura tem se misturado com a história do Brasil, uma história composta de relações que vão além do desejo de desenvolvimento.

CAPÍTULO SEGUNDO

2 Gênero do discurso

A programação da TV Cultura foi se desenvolvendo diante das necessidades de adaptação às demandas dos governos gestores e os serviços que precisava oferecer, tornando a construção de sua grade influenciada por forças que vão além do ato de informar. Para compreender os diversos pontos da programação e os seus resultados na história da emissora, este capítulo da pesquisa produzirá esforços para entender os gêneros do discurso que para Bakhtin (1997) são lugar em que se concentram as várias manifestações realizadas nas atividades humanas.

A linguagem é ato dialógico capaz de representar a sua natureza interdiscursiva nas relações do eu e o outro, tornando esse processo parte do encontro que coloca em interação discursos que não estão um sobre o outro, mas um com o outro e afirmando que constantemente estamos trazendo em nossa fala algo que também é construído fora de nós, ou como diz Bakhtin (2003, p.77).

[...] pressupõem uma posição de valores situadas fora de mim e autorizada por mim. É graças a uma percepção da minha vida que meu corpo pode tornar-se esteticamente significante e não no contexto da minha vida para mim mesmo, no contexto da minha autoconsciência (BAKHTIN, 1997, p. 77).

Assim, o produto dessa interação produz um universo de valor que direciona o eu e o outro universo de valor que direciona o outro, sendo só nesse encontro de universos o lugar possível para o diálogo.

O que é construído a partir do diálogo é a concretização de unidades de comunicação discursivas reconhecidas como enunciados que surgem dentro das possibilidades que existem no contexto das sociedades organizadas. Esse processo baseado em interação é resultado da parceria entre aquele enuncia com aquele que é o enunciatário no momento da comunicação, fazendo que um enunciado seja resposta a enunciados produzidos anteriormente e dando a mesma responsividade produtiva nessa produção para quem produz e para quem recebe, construindo diálogo. Sobre essas características do ato de comunicar Bakhtin (1997) garante que:

O enunciado reflete as condições específicas e as finalidades de cada uma dessas esferas, não só por seu conteúdo (temático) e por seu estilo verbal, ou seja, pela seleção operada nos recursos da língua – recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais -, mas também, e sobretudo, por sua construção composicional. Estes três elementos (conteúdo temático, estilo e construção composicional) fundem-se indissoluvelmente no todo do enunciado, e todos eles são marcados pela especificidade de uma esfera de comunicação. Qualquer enunciado considerado isoladamente é, claro, individual, mas cada esfera de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, sendo isso que denominamos gêneros do discurso. (BAKHTIN, 1997, p. 279).

O autor reconhece que as construções feitas em uma enunciação são formadas e apoiadas em enunciações anteriores sempre relacionadas com os modos estabelecidos na língua. O fato dos gêneros discursivos estarem sempre ligados diretamente às questões de nível histórico e social faz com que sejam manifestações que se desenvolvem através da construção coletiva. Sendo assim, o gênero discursivo é eixo que concentra as mais variadas verdades funcionado como uma ponte para formar

unidade entre os projetos de dizer e é por isso que se encontram em todas as formas de se comunicar, falar e escrever.

Os gêneros se configuram como meios de diálogo e são os enunciados que vão se estabelecendo em relações passíveis de transmutação, passando de um lugar para outro:

A riqueza e a variedade dos gêneros do discurso são infinitas, pois a variedade virtual da atividade humana é inesgotável e cada esfera dessa atividade comporta um repertório de gêneros do discurso, que vai diferenciando-se e ampliando-se à medida que a própria esfera se desenvolve e fica mais complexa (BAKHTIN, 1997, p. 279).

A possiblidade de se manifestar em diferentes atividades - desde uma carta, de um email ou até mesmo em um bilhete - demonstra que o que o configura o gênero, além da capacidade de movimentação é a linguagem em que ele se encontra inserido. Sendo assim, existe um número incontável de gêneros, pois a cada atividade existente, ele se faz presente em um formato diferente.

Essa infinidade de gêneros e sua heterogeneidade levou Bakhtin a classificá-los como primários e secundários. Os primários são acontecimentos comunicacionais do cotidiano, sem elaborações, informais que são reflexo da comunicação imediata. Atos como escrever uma carta, dialogar com outra pessoa e conversar por telefone, ou seja, os atos relacionados ao dia a dia estão na escala primária.

Já os gêneros secundários, normalmente configurados através da escrita, são aqueles que aparecem nas circunstâncias comunicativas que necessitam maior elaboração, que são consideradas mais complexas e que geralmente envolvem a escrita,

como assistir uma peça de teatro, ler um romance ou escrever uma tese científica. Os gêneros secundários, em geral, são reformulação dos primários, como por exemplo, um diálogo que se torna base de um poema.

A essência dos gêneros primários e secundários é a mesma, sendo diferenciados pela complexidade que os separam. Para definição e até mesmo separação entre eles é necessário levar em consideração o seu conteúdo temático, o plano composicional e o estilo em que se insere.

Porém, as classificações atribuídas aos gêneros não os separam e extremidades diferentes os encaixotando como algo que só pode ser reconhecido de uma determinada forma. Visto que o gênero primário pode tornar-se parte do secundário, perdendo a característica que o coloca como algo do cotidiano:

[...] perdem sua relação imediata com a realidade existente e com a realidade dos enunciados alheios – por exemplo, inseridas no romance, a réplica do diálogo cotidiano ou a carta, conservando sua forma e seu significado cotidiano apenas no plano do conteúdo do romance, só se integram à realidade existente através do romance considerado como um todo, ou seja, do romance concebido como fenômeno da vida literário-artística e não da vida cotidiana. O romance em seu todo é um enunciado da mesma forma que a réplica do diálogo cotidiano ou a carta pessoal (são fenômenos da mesma natureza); o que diferencia o romance é ser um enunciado secundário (complexo) [...] (BAKHTIN, 2003, p.281).

Para Bakhtin é de extrema importância buscar o respaldo da natureza do enunciado e da diversidade dos gêneros para qualquer estudo que pretenda circular pela área linguística, pois qualquer pesquisa relacionada aos estudos da linguagem que se relacione com as esferas de comunicação para encontrar a materialidade presente em qualquer enunciado.

Na relação entre o sujeito e o gênero do discurso é possível encontrar uma relação sócio histórica, por refletir em suas opções o que mais se assemelha com as suas

necessidades e conhecimentos. Ou seja, a proximidade com certos gêneros representa o indivíduo que faz valer o seu querer ouvir dando sentindo a sua liberdade de escolher. Porém, existe coerções nesse ato fazendo com que não exista uma escolha total.

Para Bakhtin, a linguagem com seu papel fundamental na construção de um ser social marcada pela relação sujeito e objeto que estão inseridos no que vem da cultura e da história, sendo assim, a heterogeneidade é características presentes na linguagem demonstrando a sua importância para a construção do sujeito.

A ênfase no aspecto ativo do sujeito e no caráter relacional de sua construção negociada do sentido, leva Bakhtin a recusar tanto um sujeito infenso à sua inserção social, sobreposto ao social, como um sujeito submetido ao ambiente sócio-histórico, tanto um sujeito fonte do sentido como um sujeito assujeitado. A proposta é a de conceber um sujeito que, sendo um eu para-si, condição de formação da identidade subjetiva, é também um eu para-o-outro, condição da inserção dessa identidade no plano relacional responsável/responsível, que lhe dá sentido (BRAIT, 2005, p. 22).

Por isso entende-se que a relação sujeito e gênero está cercada por vários pontos que ajudam ao interlocutor encontrar sua singularidade, manifestando assim suas vontades e domínios sobre os gêneros disponíveis, visto que as possibilidades a ele apresentadas são inúmeras.

É possível compreender muitas formas dos gêneros discursivos se manifestarem quando enxergar a força e capacidade dos gêneros de serem diversificados. Por meio disso quando procurasse transpor a noção de gênero para os meios de comunicação e especificamente para as emissoras de televisão, demonstra-se a intenção de analisar o contexto de produção da programação para descobrir como são representados os enunciados veiculados.

Os gêneros ganham papel de instrumento para os mais diversos tipos de atividade de comunicação dando sentido aos atos de linguagem como, por exemplo, utilizar gêneros como música e teatro para alfabetização de criança ou construir um programa que fale diretamente com o público jovem em um formato do gênero talk- show. O modo de utilização dos gêneros discursivos para cada situação ou intenção nascem nas questões sociais e que dialogam diretamente na relação entre o sujeito e o meio em que vive.

Ao trazer a realidade da programação da TV Cultura é possível compreender os gêneros discursivos que se manifestam em sua história sendo muito além de meros meios de produção, mas como parte da sua intenção em construir uma emissora que se responsabiliza em exibir em seus serviços os preceitos de educação e cidadania sempre priorizando em sua linguagem cultural e voltada à arte. Essa linguagem que fez com que fosse possível ser considerada referência em construção de programação e que a tornou reconhecida como fundamental para o desenvolvimento dos telespectadores quando passava por uma crise que comprometia a sua qualidade e funcionamento.

Todas as questões voltadas à relação estabelecida entre o que é produzido e o tipo de público que se pretende alcançar, leva em consideração questões que vão além da faixa etária e gosto do telespectador como a sociedade em que está inserido e a sua percepção de mundo possibilitando, em muitos casos, proporcionar o reconhecimento social ou até mesmo permitindo que se volte o olhar para aquilo que é diferente dos seus costumes.

A partir do reconhecimento da existência desse panorama é possível enxergar os gêneros discursivos funcionando como um “elo” entre o que é produzido pela emissora e o que ela deseja alcançar com a produção, percebendo assim, que entre tudo que chega

até a TV é direcionado por determinada forma de transmissão entre as tantas formas existentes, sendo essas, as que aqui são reconhecidas como gêneros.

Neste capítulo, apresenta-se como se compreende os gêneros discursivos que se manifestam através da programação construída pela TV Cultura. Essas marcas que estão presentes no que é veiculado nos programas oferecidos pelo canal são as principais fontes para a identificação do que torna a emissora presente na memória de quem a