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Stigma til hinder for å ta imot støtte og støtte som et middel mot stigma

Assim, em tom de nota final, e com base em tudo o que se expôs, nomeadamente,

as perspectivas defendidas para o uso do laboratório e o que na realidade se passa, quer a

nível de manuais, quer a nível de utilização pelos docentes, parece sustentável que algumas

questões nos ressaltem, delineando-se as seguintes situações:

• a investigação deve ocupar o centro do ensino das ciências, dado que a construção

do conhecimento dos alunos não surge automática nem mecanicamente; antes pelo

contrário, o aluno deverá começar com um problema, planear um plano de trabalho,

executá-lo, realizar medições, observações, registar e interpretar os resultados,

havendo a necessidade de, em cada etapa da investigação, realizar o ponto da

• as actividades práticas, ainda que breves, devem centrar-se mais na vertente

conceptual, de forma a surtirem um autêntico efeito na construção do conhecimento

dos alunos (Gunstone, 1991);

• neste contexto, é já reconhecida (embora em outras áreas) a colaboração das

actividades laboratoriais do tipo Investigação e Prevê-observa-explica-reflecte no

que concerne à promoção da evolução conceptual nos alunos (Leite, 1999a), pois

dadas as características estruturais de que se revestem (o aluno coloca hipóteses,

planifica, executa, analisa, interpreta, confronta, discute, conclui), permitem ao

aluno uma actividade conceptual muito mais intensa, trabalhando mais com as

ideias do que propriamente com os equipamentos;

• os conhecimentos procedimentais precisam ser ensinados, entre outros, porque

alguns deles são pré-requisitos para outros tipos de actividades; todavia, não devem

ser ensinados de uma forma conceptualmente descontextualizada;

• os manuais escolares de Ciências, que incluem a maior parte das actividades

laboratoriais utilizadas pelos professores nas aulas, não tiram delas o devido

proveito na aprendizagem dos conhecimento procedimental e conceptual, pois

reflectem inconsistência com as directrizes provenientes de investigação em

educação em ciência e não promovem nem permitem a concretização de uma

perspectiva social construtivista do ensino – aprendizagem das Ciências, nem a

utilização diversificada do laboratório;

• os próprios professores de Ciências limitam-se a usar o laboratório de modo

semelhante ao predominantemente proposto pelos manuais escolares, ou seja, como

um meio de confirmarem o que dizem ou como uma mera descoberta “guiada” e

mesmos deverão seguir a par e passo (Hodson, 1994), tornando-se a realização das

actividades laboratoriais num ritual mecânico (Gunstone, 1991);

• esta panorâmica dá a entender que algo se passa e que permite que tal contrariedade

se venha a manter ao longo dos tempos, por evidentes que sejam as contradições

entre as incessantes recomendações e directrizes da investigação em educação em

ciências quanto ao uso do laboratório e a insistência por parte dos manuais e dos

professores, em não as seguir, continuando a incluir e a utilizar o laboratório de

forma inadequada.

Neste contexto fortemente contraditório, coloca-se-nos a questão de saber como se

comportam os autores dos manuais escolares.

Será que mesmo tendo conhecimento do que hoje em dia é preconizado para o uso

do laboratório no ensino das Ciências, têm antes em conta o que os professores fazem nas

aulas, continuando a colocar nos manuais actividades laboratoriais compatíveis com as

práticas instaladas, apenas com o intuito de agradar?

Não será que todo o processo se converteu num ciclo vicioso, estando por decifrar a

sua verdadeira origem: será que o autor coloca no manual escolar actividades com

determinadas características porque sabe que é dessas que o professor gosta? E que, em

contrapartida, o professor realiza essas actividades porque são essas que o manual lhe

CAPÍTULO III

METODOLOGIA

3.1. Introdução

Este capítulo tem como finalidade principal descrever e justificar o modo como será

orientado este trabalho de investigação, relativamente aos processos a utilizar para a

consecução dos objectivos definidos no capítulo I, nomeadamente: concordância das

actividades laboratoriais presentes nos manuais escolares com os objectivos gerais

estabelecidos pelos programas de Ciências da Natureza e com as perspectivas actuais para

a utilização do laboratório no seu ensino; importância atribuída à utilização da componente

laboratorial no ensino das Ciências pelos autores dos manuais escolares, na tentativa de

compreender os motivos de neles incluírem actividades laboratoriais com determinadas

características.

Por uma questão de funcionalidade e organização, apresenta-se este capítulo

dividido em dois sub-capítulos: o primeiro sub-capítulo (3.2) engloba o estudo relativo às

actividades laboratoriais propostas nos manuais escolares de Ciências da Natureza do 5º

ano de escolaridade; o segundo sub-capítulo (3.3) inclui o estudo relativo às opiniões

perfilhadas pelos autores dos manuais escolares analisados acerca da utilização do trabalho

laboratorial no ensino das Ciências.

Cada um destes dois sub-capítulos subdivide-se em seis secções, respectivamente:

descrição do estudo que, em consonância com os objectivos definidos para o trabalho,

sintetiza os procedimentos seguidos no estudo; população e amostra onde é feita a

caracterização das mesmas e apresentado o principal critério utilizado para a selecção da

construção e validação dos instrumentos de recolha de dados, apresentando-se nesta secção

não só as referências e os critérios que serviram de base à elaboração desses instrumentos

com as suas características, mas também os processos utilizados para garantir a fiabilidade

dos mesmos; recolha dos dados que inclui uma explicação sobre as condições em que

foram obtidos os dados necessários ao estudo; por último, o tratamento de dados que se

destina a referir as transformações a que foram submetidos esses dados recolhidos, a fim

de se poderem tirar conclusões e atingir os objectivos do trabalho.

3.2. Estudo sobre as actividades laboratoriais presentes nos manuais