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Chapter 5 Discussion

5.2 Stigma, Physical barriers and personal assistance

A temperatura máxima no interior de ambientes com paredes mistas de concreto e poliestireno expandido é apresentada a seguir, em função da espessura da camada de concreto e não em função da capacidade térmica da parede.

Os resultados são indicados dessa forma para proporcionar a comparação entre as respostas térmicas dos ambientes, pois não seria possível apresentá-los, em um mesmo gráfico, em função dos valores da capacidade térmica das paredes, serem significativamente diferentes, em decorrência da forma de se calcular o valor dessa grandeza. Como já indicado anteriormente, quando a camada de material isolante térmico é alocada na face interna da parede de concreto, a capacidade térmica da camada de concreto, calculada com base na norma NBR 15575 é nula (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2013).

Nas figuras 6.10 e 6.11 são apresentados os valores máximos das temperaturas do ar no interior de ambientes com paredes de concreto com espessura variável e 5 cm de poliestireno expandido na face externa da fachada em função da espessura da camada de concreto nas paredes (C).

Nas Figuras 6.12 e 6.13 são apresentadas essas grandezas para paredes de concreto com espessura variável e poliestireno expandido na face interna da

fachada (D). Nas Figuras 6.14 e 6.15, são indicados os valores máximos da temperatura do ar interior em ambientes com paredes de espessura variável tanto da camada de concreto, quanto da camada de poliestireno expandido, que é alocado na face externa da fachada (E).

Figura 6.10 – Temp. máx. do ar interior em função da espess.da camada de concreto, 12 m² de área de piso, concreto com camada de 5 cm poliestireno expandido na face externa da fachada (C)

Figura 6.11 – Temp. máx. do ar interior em função da espess.da camada de concreto, 60 m² de área de piso, concreto com 5 cm de poliestireno expandido na face externa da fachada (C)

Figura 6.12 – Temp. máx. do ar interior em função da espes.da camada de concreto, 12 m² de área de piso, paredes de concreto com 5 cm de poliestireno expandido na face interna da fachada (D)

Figura 6.13 – Temp. máx. do ar interior em função da espes. da camada de concreto, 60 m² de área de piso, paredes de concreto com 5 cm poliestireno expandido na face interna da fachada (D)

Figura 6.14 – Temp. máx. do ar interior em função da espessura da camada de concreto, escritório de 12 m² de área de piso, paredes de concreto e poliestireno expandido, com espessura variável (E)

Figura 6.15 – Temp. máx. do ar interior em função da espessura da camada de concreto, escritório de 60 m² de área de piso, paredes de concreto e poliestireno expandido, com espessura variável (E)

Nos ambientes com paredes de concreto com espessura variável e camada de 5 cm poliestireno expandido na face externa da fachada (C) (Figura 6.10 e 6.11), ocorre uma redução significativa na temperatura máxima do ar interior em função do aumento da espessura da camada de concreto das paredes nas seguintes situações: nos ambientes ocupados com ventilação de 1 Ren/h e em recintos desocupados ou com ventilação de 5 Ren/h e paredes de espessura de até 0,15 m ou capacidade térmica de até 350 kJ/(m².K), em planta compartimentada ou planta livre. Nas demais circunstâncias há reduções menos significativas no valor desta grandeza em virtude do aumento da espessura da camada de concreto das paredes.

6.1.3.2 Paredes de concreto com espessura variável e 5 cm de poliestireno expandido na face interna da fachada (D)

Em ambientes com paredes de concreto com espessura variável e 5 cm poliestireno expandido na face interna da fachada (D) (Figuras 6.12 e 6.13), há redução significativa no valor máximo da temperatura do ar em função do aumento da espessura da camada de concreto da parede somente nos recintos em planta compartimentada com alta ocupação e baixa taxa de ventilação. Nas demais situações há uma redução significativa no valor máximo da temperatura do ar interior com camada de concreto com espessura de até 0,15 m. Acima dessa espessura há reduções pouco significativas no valor dessa grandeza.

6.1.3.3 Paredes de espessura variável da camada de concreto e de poliestireno expandido (E)

variáveis das camadas dos dois materiais (E) (Figuras 6.14 e 6.15), há uma redução significativa no valor máximo da temperatura do ar interior em recintos ocupados com taxa de ventilação de 1 Ren/h, com espessura da camada de concreto maior do que 0,15 m. Isso é válido para os dois tipos de planta. Com espessuras da camada de concreto entre 0,02 e 0,15 cm, ocorrem diferentes comportamentos térmicos em virtude do tipo de planta: em ambientes com planta compartimentada há uma redução pouco significativa na temperatura máxima diária do ar interior e, em recintos em planta livre, há um aumento no valor da temperatura máxima do ar interior.

Nos demais ambientes, a temperatura máxima do ar interior decresce de modo mais significativo com paredes de até 0,15 m de espessura da camada de concreto. Com espessuras acima desse valor, não há reduções adicionais no valor da referida grandeza.

6.1.3.4 Paredes de concreto: monolíticas (B) e mistas (C, D e E)

Na Figura 6.16 são indicados valores máximos da temperatura do ar em ambientes com área de piso de 12 e 60 m², com paredes monolíticas de concreto (B) e com fachada mista (C, D e E), em função da espessura da camada de concreto. Os ambientes têm alta ocupação e taxa de ventilação de 5 Ren/h.

Figura 6.16 – Temp. máxima do ar interior em função da espessura da camada de concreto das paredes, alta ocupação e taxa de ventilação de 5 Ren/h, escritórios com área de piso de 12 m² (esquerda) e de 60 m² (direita)

Considerando-se componentes com espessuras convencionais, com o uso de paredes mistas, os menores valores da temperatura máxima do ar interior foram obtidos com paredes de camada de concreto com 15 cm de espessura ou capacidade térmica de 350 kJ/(m².K). Mesmo nessas circunstâncias, têm-se uma

Mesmo havendo uma redução da capacidade térmica da fachada em decorrência da posição do material isolante térmico, esta grandeza não é nula, conforme indicado na forma de calcular essa grandeza na Norma NBR 15575. Se assim o fosse, o comportamento térmico do ambiente seria mais semelhante ao dos ambientes com paredes de poliestireno expandido (A), o que não ocorre. Há de se efetuar maiores estudos para mensurar essa grandeza, com destaque à situação em que há isolantes térmicos voltados para o interior dos ambientes e, eventualmente, indicar uma revisão da norma que estabelece o método de cálculo (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2013).

Nos ambientes com planta livre, a posição dos isolantes térmicos na fachada é mais relevante na sua resposta térmica do que nos escritórios com planta compartimentada. Nesse caso, os recintos não têm a contribuição da capacidade térmica das paredes internas para absorver o calor dissipado por pessoas e equipamentos.

Considerando-se componentes construtivos que não são comuns na construção civil, nos escritórios com fachadas mistas em planta compartimentada, há uma redução significativa no valor máximo da temperatura do ar interior, com paredes com espessura da camada de concreto maior do que 30 cm, com isolante térmico na face externa da fachada. Nos recintos em planta livre esse efeito é menos significativo.