4. Resultater
4.2 Problemløsingsprosesser og strategiske valg
4.2.1 Stegene i problemløsingsprosessen
Ao iniciar o tópico referente à teoria pedagógica inspirada em John Dewey, será esclarecido em primeiro lugar, alguns conceitos importantes do seu pensamento no campo educacional, ou melhor, trataremos da sua filosofia da educação. Algumas questões serão abordadas e durante o decurso da discussão procuraremos respondê-las. Tais questões se referem ao modo como o autor concebe a educação, suas finalidades e objetivos, o modo como as aulas devem ser conduzidas, o papel dos professores, dos alunos e da escola. Dewey foi um confesso crítico da educação tradicional e seus métodos, tanto que chegou a declarar em seu livro Liberalismo, liberdade e cultura (1970, p. 236) que essa modalidade de educação se dedicou mais à difusão de informações feitas e ao ensino de instrumentos necessários à leitura. Segundo ele, os métodos utilizados na educação tradicional não desenvolvem:
[...] a capacidade de exame e de comprovação de opiniões. Pelo contrário, são positivamente hostis a isto. Tendem a embotar a curiosidade nativa e a sobrecarregar os poderes de observação e experimentação com tal massa de material desrelacionado, que eles nem sequer operam com a efetividade que se encontra em muitos iletrados (DEWEY, 1970, p. 236).
O autor norte-americano procurou então fundamentar uma nova filosofia da educação que pudesse ser vinculada às experiências vividas pelos indivíduos. Para Henning (2009c, p. 3), a filosofia da educação de Dewey tem a tarefa de:
[...] aguçar a necessidade de uma nova ordem de conceitos introduzindo novas ideias em outros modos de prática. O problema não se resolve, portanto na elaboração verbal do problema ou num novo jogo de palavras. Trata-se de um novo plano para conduzir a educação pautada numa nova filosofia da educação que, por sua vez, se fundamenta numa teoria da experiência, em que pese um entendimento exemplar desta última. A filosofia da educação é entendida como uma elaboração de conceitos que resulta num plano de ação em que são incluídas orientações para a tomada das decisões sobre as matérias de estudo, sobre os métodos, sobre as disciplinas e a organização da escola em geral.
Dewey declara que a filosofia da educação não é somente um “[...] pariente pobre da la filosofia genera, aunque que así la traten hasta los filósofos”51 (DEWEY, 1961, p. 193), mas é a parte mais importante e significativa dessa. Para ele, a educação é o meio principal para se obter uma unidade de conhecimento e os valores que devem operar a conduta na sociedade. A educação é um instrumento da ―[...] continuidade social da vida‖ (DEWEY, 1979b, p. 2), qualquer membro de um grupo social nasce inexperiente e imaturo quanto às necessidades e valores existentes em seu meio e, tais membros, precisam conhecer e se interessar pelos objetivos do grupo ao qual pertencem. Cabe então à educação, suprimir essa distância.
Dewey apresenta duas formas de educação: uma formal e outra informal. A educação informal ocorre geralmente pelas relações estabelecidas no convívio com outras pessoas. Ocorre de forma casual e aleatória, enquanto que a educação formal ocorre pelo ensino direto ou escolar, tendo por tarefa:
[...] ensinar certas coisas, é cometida a um número especial de pessoas. Sem essa educação formal é impossível a transmissão de todos os recursos e conquistas de uma sociedade complexa. Ela abre, além disso, caminho a uma espécie de experiência que não seria acessível aos mais novos, se estes tivessem de aprender associando-se livremente com outras pessoas, desde que livros e símbolos do conhecimento têm que ser aprendidos (1979b, p. 8).
Para Dewey, as escolas correspondem a um importante meio de formar a mentalidade dos seres humanos, mas não são a única forma de fazê-lo; muitas outras instituições também se dedicam ao papel de guiar esses seres.
Um dos grandes problemas com os quais a filosofia da educação proposta por Dewey tem que lidar é o de manter o equilíbrio entre ―[...] os métodos de educação não formais e os formais, e entre os casuais e os intencionais (1979b, p. 9)‖. À medida que a sociedade se complexifica em estrutura e recursos, aumenta a necessidade de um ensino e aprendizado mais formal e é nesse ponto que se corre o risco de haver uma separação entre a experiência adquirida nas escolas e aquelas que acontecem de um modo mais informal, o que causaria o
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―[...] um parente pobre da filosofia geral, ainda que assim a tratem até os filósofos‖ (tradução nossa).
desinteresse imediato do ser imaturo pelo que se está tentando ensinar. Para Dewey, ―[...] a instrução consciente, só terá possibilidade de eficácia na medida em que se harmonizar com o procedimento daqueles que constituem o ambiente social da criança‖52. Dentro da educação formal proposta por Dewey é
fundamental referir-se primeiramente às experiências já vividas pelos indivíduos os quais se pretende educar antes de se introduzir novas experiências. A experiência é o principal fator educativo, sendo significativo que haja uma continuidade entre elas, uma sequência entre o que já se aprendeu e o que se pretende que aprenda, cabendo à educação ―[...] tomar lição dos inovadores e reformadores e buscar, sob urgência e maior pressão do que qualquer dos renovadores antigos, uma filosofia de educação fundada numa filosofia da experiência‖ (DEWEY, 1971, p. 18).
Esse princípio de continuidade das experiências, já citado anteriormente, é um princípio importantíssimo para entendermos a filosofia da educação de Dewey e sua teoria pedagógica, pois para ele, qualquer experiência ―[...] toma algo das experiências passadas e modifica de algum modo as experiências subsequentes53‖.
A educação deve ser um processo contínuo e sem segregações. Cumpre a essa entrelaçar em uma unidade os ―[...] princípios de lógica, impessoais, abstratos, as qualidades morais do caráter (1979a, p. 42)‖, além dos conhecimentos já adquiridos pela humanidade ao longo da sua existência. Dewey nunca foi contra os conteúdos a serem trabalhados na escola, pois para ele à educação não cabe somente trabalhar com os aspectos intelectuais cultivando a atitude do pensar reflexivo, mas deve também abranger a ―[...] formação de atitudes práticas de eficiência, o robustecimento e desenvolvimento de disposições morais, o cultivo de apreciações estéticas54‖.
Outro ponto importante a ser destacado é fato de que Dewey não vê a educação como uma preparação para a vida, a ―Educação é vida, e viver é desenvolver-se, é crescer‖ (TEIXEIRA, 1959, p. 30). Nesse sentido, a escola não pode isolar-se do mundo, mas deve ser um lugar onde ―[...] numa situação real da
52 Ibidem, p. 19. 53 Ibidem, p. 26. 54 Ibidem, p. 85.
vida, indivíduo e sociedade constituam uma unidade orgânica‖55.
O processo educativo deve criar a interação entre a criança (ser imaturo) e ―[...] certos fins, certas ideias e certos valores sociais representados pela experiência amadurecida do adulto‖ (DEWEY, 1959b, p. 50), além de ter de encarar os problemas atuais da sociedade, capacitando os indivíduos tanto para valorizar o seu ambiente como para entender os acontecimentos que os rodeiam, e neste caso a democracia deve nortear a ideia de educação. De acordo com Amaral (1990, p. 131), a atuação no setor educacional precisa ser orientada por ideias democráticas e, para ela, ―[...] nada é mais coerente do que considerar a democracia um modelo para a educação, campo este totalmente aberto a tão poderoso instrumento‖.
Na filosofia da educação de Dewey não há separação entre teoria e prática, entre saber e fazer, entre ação e inteligência, o que já foi explorado na página 54 e 55desta dissertação. Sua ideia educacional concebe a junção destes elementos, pois ―[...] o ser humano não se divide, normalmente em duas partes, uma emocional, outra friamente intelectual, uma positiva outra imaginativa (1979a, p. 274)‖. Ao conhecer a fundo sua filosofia da educação não podemos afirmar que essa é uma mera teoria sem chances de sair do papel, tanto que Henning (2009a, p. 01) declara:
[...] não se trata apenas de uma apresentação num plano verbal sofisticado; mas de ideias bem articuladas e coerentes que permitem a condução da educação, a operacionalização do que deve ser executado, promovendo um plano de ação, de decisões sobre as questões inerentes à escola. Trata-se, segundo sua ótica, de uma filosofia da educação fundada numa filosofia da experiência; uma teoria da ação que estabeleça critérios para a aplicação aos problemas concretos percebidos.
Mas como se dá esse plano de ação? Como as ideias se articulam? Adiante será estabelecida a forma como a teoria educacional deweyana deve ser tomada na prática, as funções da escola, os elementos indispensáveis à execução do processo educacional, o papel do professor e do aluno.
55 Ibidem, p. 26.