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Stavanger Universitetssykehus:

In document NAF orum (sider 75-78)

Na sequência do processo de recolha de dados, o tamanho da rede de governação do setor de transportes públicos da Área Metropolitana do Porto foi estimado em 91 nós (ver Figura 4), correspondendo ao número total de pessoas, organizações ou grupos socais que estabelecem relações colaborativas ou que influenciam as estratégias de governação.

A rede de governação do setor de transportes públicos pode ser classificada em 13 grupos de partes interessadas, representada pelas seguintes categorias: Academia (Universidades e Professores Universitários); Administração Central (Ministérios, Ministros e Institutos Públicos); Administração Local (Câmaras Municipais; Juntas de Freguesia; Presidentes de Câmara e Vereadores); Administração Regional (Áreas Metropolitanas e Comunidades Intermunicipais); Associação Profissional; Grupos de Pressão (Comissão de Utentes e Sindicatos); Comunicação Social; Consultores/Especialistas; Empresa de Gestão da Bilhética; Empresas de Desenvolvimento Tecnológico; Empresas/Negócio (relação comercial); Operadores de Transporte (Operadores Privados e Operadores Públicos); e Reguladores de Transportes (AMT - Autoridade da Mobilidade e dos Transportes e IMT – Instituto da Mobilidade e dos

13 16 7 2 7 7 8 2 2 5 4 6 9 1 2 91 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 Nós (indivíduos, organizções & outros)

Entrevistas

A Figura 5 demonstra uma semelhança, em termos de comparação, entre o conjunto de entrevistas realizadas e o conjunto de dados finais (nós/atores), isto é, o conjunto de entrevistas realizadas envolveu a rede completa de atores considerados relevantes na governação do setor de transportes públicos. Portanto, pode-se argumentar a fiabilidade da análise da rede, em que os participantes nas entrevistas representam a rede global do setor, salvaguardando que as entrevistas levaram em consideração atores mais periféricos de forma a verificar a consistência das citações das entrevistas dos atores considerados focais, conforme explanado anteriormente.

Os dados relacionais que compõem o estudo sobre a rede de governação são materializados através da construção de matrizes de adjacência. Tendo em consideração o objetivo da análise, as matrizes de adjacência podem ser contruídas de forma simétrica ou assimétrica, tendo em conta a informação da direção dos laços, ou seja, dados não direcionados ou dados direcionados, respetivamente (Prell, 2012). Na análise gráfica os dados direcionados são materializados por setas na extremidade dos vínculos (por exemplo, o Nó ´A´ recebe informação do Nó ´B´, mas o Nó ´B´ pode não receber informação do Nó ´A´, isto é, ´B´→´A´). Por outro lado, quando o vínculo é completamente recíproco entre os nós, os dados são considerados não direcionados, sendo representados por matrizes simétricas (Prell, 2012). Academia; 7,69% Associação Profissional; 2,20% Central Level; 6,59% Grupos de Pressão; 1,10% Comunicação Social; 2,20% Consultores, Especialistas; 15,38% Empresa Bilhética; 2,20% Empresas Desenv. Tecnológico; 7,69% Empresas/Negócio; 7,69% Local Level; 18,68% Operadores Transportes ; 16,48% Regional Level; 6,59% Regulador Transportes; 3,30% Outros; 2,20%

(b) Rede Completa de Nós/Atores

Academia; 4,76% Associação Profissional; 4,76% Central Level; 0,00% Grupos de Pressão; 4,76% Comunicação Social; 4,76% Consultores, Especialistas; 14,29% Empresa Bilhética; 4,76% Empresas Desenv. Tecnológico; 9,52% Empresas/Negócio; 0,00% Local Level; 9,52% Operadores Transportes; 28,57% Regional Level; 9,52% Regulador Transportes; 4,76% Outros; 0,00%

(a) Conjunto de Entrevistas

Na análise de redes sociais também é possível determinar a força/peso dos vínculos através de dados valorados, baseando-se na frequência/intensidade de contatos entre nós ou, simplesmente, considerar a existência ou inexistência de contato (dados binários) (Prell, 2012; Fialho et al., 2013).

As medidas estruturais aplicadas na operacionalização das hipóteses levam em consideração dados direcionados, dados não direcionados, dados valorados e dados não valorados (dados binários). Muitas técnicas e medidas estruturais desenvolvidas e aplicadas na análise de redes sociais são válidas somente para dados não direcionados ou dados binários, o que poderá induzir a eventuais discrepâncias na interpretação de resultados. Assim, a Tabela 9 apresenta o tipo de dados utilizados por cada medida aplicada na análise da rede do setor público de transportes, com base no trabalho desenvolvido por Prell (2012).

Tabela 9. Tipologia de dados utilizados.

Medidas: Dados Utilizados:

(a) Densidade da rede Dados direcionados e dados não direcionados. (b) Diâmetro Dados não direcionados e dados binários. (C) Distância geodésica Média Dados não direcionados e dados binários. (d) Grau de Centralização Dados não direcionados e dados binários. (e) Centralidade de Grau Dados não direcionados e dados binários. (e1) Indegree Centrality Dados direcionados e dados binários. (e2) Outdegree Centrality Dados direcionados e dados binários. (f) Centralidade de Intermediação Dados direcionados e dados binários. (g) Centralidade de Proximidade Dados não direcionados e dados binários. (h) Centralidade de Eigenvector Dados não direcionados e dados valorados. (i) Medidas de Intermediação Dados direcionados e dados binários. (j) Deteção de Subgrupos Dados direcionados e dados binários. Fonte: Elaboração própria.

Os dados direcionados e os dados valorados podem ser transformados, respetivamente, em dados não direcionados e em dados binários, porém o inverso não acontece. O programa UCINET

incorpora comandos que permitem esta transformação de dados (Prell, 2012).

informação poderá não ser obrigatoriamente recíproca (Prell, 2012; Durand et al., 2013; Ingold et al., 2016). Neste caso, as direções dos vínculos apenas fluem no sentido “out” dos ´nós´ que correspondem aos entrevistados e fluem no sentido “in” caso os outros entrevistados os mencionem durante as entrevistas.

Os dados valorados resultam da frequência de repetições de um ator no desenrolar das entrevistas e, portanto, argumenta-se que quanto maior o número de vezes que um ator é referido mais forte é a relação com esse ator, determinando a força dos laços. Os dados valorados apenas foram utilizados no cálculo da centralidade de eigenvector, combinado com dados não direcionados (matriz simétrica) (Prell, 2012).

A análise de dados teve em consideração o conjunto total da rede de indivíduos e organizações, apesar de conduzir a uma interpretação de resultados mais complexa, devido a dois motivos: (1) a rede completa do setor de transportes da AMP é relativamente pequena; (2) a separação em duas redes distintas (indivíduos e organizações) poderia induzir em lacunas na desagregação de dados, por exemplo, um especialista do setor de transportes também poderá estar restrito à sua organização.

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