3.1 Økosystemene terrestrisk og ferskvann
3.1.1 Status for eksisterende kartlegging og overvåking av arter
O Entrevistado 1C atuou no Macrocampo Esporte e Lazer e ministrou as aulas da atividade de taekwondo no PME na escola, por dois anos. Conta que, apesar de não conhecer a fundo os objetivos do PME,
[...] procurava interagir as crianças com outras, até as levava para outros eventos, para interagir com pessoas de outras etnias, de outras classes sociais. Eu busco interagir as crianças com o mundo, tirando-as do mundo que elas vivem, mostrando para elas que é muito mais que isso. Que não depende, não é só a violência, não é só com violência que a gente pode chegar a algum acordo, a algum objetivo. E sim, com conversa que a gente vai muito mais longe (Entrevistado 1C, 2015).
O entrevistado deixa aparente em sua fala a percepção que a região em que seus alunos moram, o mundo em que estão inseridos, é um local onde estão vulneráveis a situações de risco, porém acostumados com as mazelas sociais. Portanto, através de sua atividade, procura mostrar aos alunos outras possibilidades, outras realidades sociais e culturais, incentivando-os a adotarem outro comportamento diante das situações vivenciadas, buscando a socialização e o diálogo.
Ao ser questionado sobre a participação em algum processo de formação para compor a equipe do PME, responde: “Não. Não, somente PSS mesmo. Aí, você era convocado, você ia lá, você escolhia a escola que tinha a disciplina né, o projeto, daí você pegava e dava aulas, só isso” (Entrevistado 1C, 2015).
Com relação à adequação dos espaços que foram utilizados para o desenvolvimento das aulas da atividade de taekwondo, ele nos conta que, no primeiro ano,
[...] dava aula no estacionamento. Então, nos dias em que tinha a minha aula os carros não estacionavam. No estacionamento, ali, colocava o tatame e dava aula. No dia que chovia muito, não dava para dar aula. E com relação aos recursos materiais para o desenvolvimento do taekwondo [...] o colégio já possuía o tatame, mas os outros materiais eu tinha que trazer, não tinha essa estrutura (Entrevistado 1C, 2015).
O relato do entrevistado confere com os dados das entrevistas anteriores, no que se refere aos obstáculos representados pela estrutura física da escola e também pela falta de material para atuação no PME.
Outro problema enfrentado pelo professor, no âmbito escolar, para a execução das atividades de taekwondo do PME:
[...] foi mostrar para eles, que a arte marcial não estimulava a violência, porque muitas vezes, você chegava e falava: vai ter aula de taekwondo. Ah, mas ele vai aprender, vai ficar brigando na rua, ele vai brigar na sala de aula, ele vai brigar no colégio. Daí, foi essa dificuldade no início, mostrar para eles que não era, que não é briga,
é uma luta, que tem toda uma regra por trás, e que o objetivo é outro, é não estimular a violência, ao contrário, estimular a paz, a conversa entre as pessoas (Entrevistado 1C, 2015).
O professor ressalta, ainda, a importância do Macrocampo Esporte e Lazer no processo de implementação do PME, considerando sua atividade importante, como pode ser visto no trecho abaixo:
[...] eu acho que é através do esporte e da educação que a gente vai construir um país, uma cidade melhor. Porque daí você... a educação conciliada ao esporte, você tira a criança da rua, tira a criança de más convivências (Entrevistado 1C, 2015).
Os trechos destacados até o momento mostram a preocupação do entrevistado com a violência, com a vulnerabilidade daqueles que não possuem outras alternativas, além da escola. Por outro lado, verifica-se uma visão salvacionista da educação e do esporte como solução para os problemas sociais. Esta ausência de percepção é complicada, pois descarta uma análise importante, aquela que possibilita verificar as causas dos problemas sociais vivenciados.
Com relação ao embasamento metodológico adotado nas aulas de taekwondo, o entrevistado afirma que utiliza bem pouco a DCOEB/PR da disciplina de Educação Física e que planeja suas aulas:
[...] baseado no conhecimento do taekwondo mesmo, que eu convivi na prática. Do que aprendi nos cursos de especialização para taekwondo. Tanto taekwondo para crianças, jovens, adultos, foi essa base que eu utilizei mesmo (Entrevistado 1C, 2015).
Continua argumentando que, para o planejamento das aulas, toma por base sua experiência: “Eu me baseio nos documentos que tenho, desses muitos anos que dou aula. Que eu tenho, que eu vou escrevendo e vou arquivando. Mas, eu pegar bibliografia certa para isso, não, não” (Entrevistado 1C, 2015).
Portanto, é possível perceber que as atividades do Macrocampo Esporte e Lazer, se distanciam da Cultura Corporal como objeto de estudo e ensino, conforme preconizado nas DCOEB/PR, visto que este documento é pouco conhecido e, assim, pouco utilizado como referência. Este aspecto também foi visto no relato do Entrevistado 1B que divergiu na resposta, pois afirmou que o documento que embasava o Plano de Trabalho docente é a DCOEB/PR. Quando questionado sobre a possibilidade de ministrar a atividade de taekwondo tendo a Cultura Corporal como objeto de estudo e ensino como instruído nas DCOEB/PR, o Entrevistado 1C
responde: “Sim. Sim, claro que precisaria aprofundar um pouco mais o conhecimento, mas, com certeza, daria sim” (Entrevistado 1C, 2015).
O Entrevistado 1Cainda ressalta que é diferente trabalhar nas aulas do turno regular e nas atividades do PME, pois a metodologia utilizada nas aulas de EDF do turno regular:
Teria que ser de forma diferente, porque no Mais Educação, está lá no projeto quem realmente quer. E isso, trabalhando dentro da EDF sempre teria aqueles alunos que: Ah! Não gosto. Ah! Não quero. Ah! Isso. Aí, você teria que diversificar, arrumar meios para interagir todos esses alunos na aula de Educação Física (Entrevistado 1C, 2015).
Sobre a participação dos alunos nas atividades de taekwondo, o entrevistado comentou que: “Vem praticar quem realmente gosta, quem está a fim. Então eles fazem tudo, não reclamam, eles até gostam. Se tivesse mais tempo de aula ainda, eles fariam com certeza e não reclamariam” (Entrevistado 1C, 2015). Frente a isto, ao ser questionado se os alunos valorizam mais as atividades do Macrocampo Esporte e Lazer do que as outras atividades do PME, o entrevistado responde:
É! A gente percebe uma diferença. O colégio dá o apoio total para todas, para todos. Agora os alunos já não dão essa importância para todos, porque eles gostam muito mais de realizar uma atividade física, do que ficar sentado na carteira copiando, lendo, tendo que estudar. Mas, aí, a gente, como eles fazem o taekwondo que eles gostam, a gente fala para eles que eles têm que também participar das outras disciplinas e ir bem. Porque é um conjunto todo, é uma soma, não adiantava querer só uma coisa e deixar as outras de lado, que tudo era uma soma, um conjunto. Daí, através disso, que a gente conseguiu fazer com que alguns, não todos, participassem de tudo da mesma forma, com a mesma vontade. Até teve relatos de alunos que falaram que se pudessem queriam fazer só o taekwondo e não queriam fazer as outras disciplinas, as outras oficinas. No caso, aí a gente falava: Não. Tem que fazer tudo, senão não pode participar do taekwondo (Entrevistado 1C, 2015).
Verifica-se nos dados apresentados pelo entrevistado que este possui uma percepção de que a atividade por ele realizada compõe uma proposta que engloba as demais disciplinas no sentido de fortalecer a presença e participação dos alunos nas atividades. Também foi possível perceber que a atividade de taekwondo contribui para isso.
No geral, os dados da escola 1 trazem alguns pontos comuns informados nas entrevistas, como: a necessidade de formação docente; o foco das atividades na
vulnerabilidade social; a reorganização do espaço físico; utilização de estratégias pedagógicas para atendimento das atividades do PME; o não estabelecimento de relação efetiva entre a atividade do Macrocampo Esporte e Lazer com o currículo encaminhado pela a escola; a presença do PME no PPP como atividade extra, atividade complementar; o reconhecimento da escola como alternativa para atendimento à situação de vulnerabilidade social; a visão de uma escola salvacionista; a consciência de que, diante da situação vivida pelos alunos, talvez a escola seja a única alternativa; a utilização das experiências com o PME servindo como parâmetro para envolvimento de um maior número de escolas.
Em resumo, de tudo o que foi mencionado, é visível o empenho da escola para que o Programa se efetive. Para ampliar a análise da implantação e implementação do PME em Londrina, apresentamos a seguir, os dados da Escola 2.