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Apesar de ter alguma experiência no ensino, foram muitos os receios e dúvidas sobre o melhor método de lecionar, logo, a Prática de Ensino Supervisionado foi uma experiência muito gratificante e que me ajudou a perceber que não há respostas únicas e definitivas, que ser professor é uma aprendizagem constante ao longo da vida, que se fizesse dez estágios iria sempre continuar a aprender. Claro que há fatores fundamentais para que a aprendizagem seja uma realidade, destacando aqui o papel da Orientadora da escola, na pessoa da Dra. Marta Fidalgo. A sua competência enquanto profissional foi peça fundamental para chegar a este ponto e sentir que aprendi muito, que evoluí, que todo o esforço valeu a pena, pelo que só posso agradecer os seus ensinamentos e o apoio incansável, tanto a mim como à minha colega estagiária.

Durante a prática letiva, considero ter tido uma verdadeira oportunidade de aprofundar competências, tanto a nível do saber científico, como a nível do saber-fazer e do saber-estar. Como base de trabalho, foi sempre tida em consideração a planificação de cada nível de ensino na disciplina de Espanhol, havendo a preocupação de ajustar cada aula ao grupo em questão, tentando planificar atividades com uma sequência lógica e motivadora, revelando-se as aulas um laboratório de ensaio, pois apenas no final tinha a confirmação do sucesso ou não das atividades planificadas. Por este motivo, foram de extrema importância todas as sessões coletivas de avaliação das aulas assistidas, tanto minhas como da minha colega de estágio, uma vez que podemos aprender muito com os nossos erros e com os nossos sucessos, mas também com os erros e sucessos de quem connosco trabalha. Sinto que houve sempre um verdadeiro espírito de equipa, de entreajuda entre mim e a Liliana, reforçado por muitos anos de convivência e por muitas experiências vividas em comum, quer a nível profissional, académico como também pessoal.

Relativamente ao meu desempenho na área científica, noto uma evolução muito positiva no domínio da língua espanhola, algo que não terá acontecido de um dia para o outro, mas que foi acontecendo progressivamente e com muito trabalho. Esta evolução poderá não se ter refletido na última aula assistida pelo supervisor, mas claro que nem todas as aulas correm da mesma forma, e considero que os desafios, neste caso linguísticos, foram bem-sucedidos na maioria das vezes. Uma das dificuldades que tentei combater ao longo de todo este ano letivo terá sido a utilização da forma verbal de “ustedes”, algo que acontece principalmente devido às experiências profissionais que tenho tido ao dar formação a adultos, havendo um contacto com jovens apenas nas aulas assistidas. De qualquer forma, de um modo geral, sinto que progredi bastante no domínio da língua espanhola à medida que o tempo foi passando, com muito trabalho, com muita preparação antes das aulas e com a prática na sala de aula, tendo

recorrido com frequência à autocorreção e desenvolvido uma maior consciência relativamente à componente linguística.

A nível de conhecimentos socioculturais, tentei levar para as aulas de Espanhol assuntos interessantes e pertinentes para serem trabalhados em sala de aula, colocando os alunos, sempre que possível, perante realidades próprias dos falantes hispânicos, quer através de mostras reais de língua, quer através da apresentação de lugares e de aspetos culturais. Espero, por isso, ter contribuído para uma consciencialização sociocultural dos alunos, para o qual também contribuíram as atividades extracurriculares promovidas pelo núcleo de estágio (tema já desenvolvido).

No que diz respeito ao saber-fazer, penso que aprendi muito durante as práticas letivas supervisionadas. Apesar de se tratar de um segundo estágio em ensino de uma língua estrangeira, sinto que aprendi imenso, considerando que desenvolvi o domínio prático de técnicas e conhecimentos didáticos elementares. Tanto as minhas aulas, como as aulas assistidas à colega estagiária, contribuíram positivamente para a minha aprendizagem. Ao nível da preparação das aulas, tentei utilizar estratégias variadas, tendo tido sempre a colaboração fundamental e imprescindível da Orientadora, que, através da sua experiência e conhecimentos, me ajudou a progredir durante o estágio.

Relativamente ao contacto com os alunos, tentei envolver toda a turma nas atividades das aulas, tentei rentabilizar as suas participações e tentei acompanhar o seu ritmo. Quanto à minha postura na aula, considero que oscilei entre uma postura mais séria e uma postura mais descontraída, dependendo também do tipo de atividade a desenvolver nas aulas, mas tendo tentado dosear os momentos sérios com os momentos mais descontraídos. Com o tempo, julgo termos estabelecido uma relação agradável com uma turma em especial (7ºE), uma vez que foi a turma com a qual tivemos um contacto mais frequente.

No que diz respeito ao saber-estar, considero que me empenhei ao máximo, que tentei sempre dar o meu melhor, associado a um sentido de responsabilidade sempre presente, sendo essa a minha postura habitual quando me decido dedicar a algo. Senti algumas dificuldades em conciliar o estágio com a vida profissional e pessoal, assumindo que, maioritariamente, a vida pessoal ficou para trás. No que às sessões coletivas de trabalho do núcleo de estágio diz respeito, sempre as encarei como sendo fundamentais, pelo que tentei encarar as críticas construtivas e conselhos, tanto da Orientadora como da colega estagiária, como muito importantes para o meu crescimento profissional (e pessoal), tentando seguir os seus conselhos. Considero que tudo o que aprendi sobre a prática do ensino neste estágio será para a vida, tendo contribuído para o meu crescimento a todos os níveis.