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1.6 Vertikale dren
1.7.3.5 Stabilisering av avstivede byggegroper
As empresas estiveram ao longo do tempo focadas em atividades de rotina, até operacionais, pela própria evolução do modelo de produção industrial, com alta escala e custos baixos. Entretanto a valorização do conhecimento e da inovação tem estimulado a criação de novas formas organizacionais, como aquelas baseadas em projetos.
Desse modo, o gerente de projetos tem aparecido como um executivo e operador essencial para que as empresas busquem vantagens competitivas neste cenário. A função desse profissional, resumidamente, é a avaliação do desempenho dos projetos, a definição de contingências, através do planejamento, do controle de prazos, de escopo e de custos, além de exercer as suas aptidões para agir no momento certo e manter a equipe motivada e focada nos objetivos. A gerência do projeto traz as respostas necessárias e provavelmente corretas para um projeto ser bem sucedido.
Na medida em que a complexidade e a quantidade de projetos a serem geridos cresce, como em organizações projetizadas e/ou que atuem em programas ou portfólios de projetos, as respostas a serem dadas demandam uma estrutura mais sofisticada e uma visão de conjunto e integrada à estratégica da organização.
A solução apresentada para esse problema de gestão foi a implementação de PMOs (Project Management Offices), ou simplesmente, escritórios de projetos. Conforme a sua configuração organizacional ele poderá assumir responsabilidades diversas, mais focadas ou mais abrangentes, mais operacionais ou mais estratégicas. E este é o meio pelo qual muitas
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organizações privadas e estatais têm obtido respostas e indicadores positivos e otimizados com relação aos seus projetos (BARCAUI e QUELHAS, 2004).
Apesar de não existir uma fórmula única para a estrutura de um PMO, os conceitos que o sustentam vêm ganhando adeptos em diversas organizações e sua base teórica vem se tornando mais sofisticada e prática. De qualquer forma, a configuração de um PMO é estreitamente ligada aos níveis decisórios os quais este estará autorizado a exercer (DINSMORE, 1999).
Pode-se dizer que um escritório de projetos é uma estrutura voltada para desenvolver e prestar serviços aos projetos, apoiar os gestores destes com ações práticas padronizadas, prover orientação, treinamento e suporte, realizar auditorias e monitoramento de desempenho, e nas configurações mais avançadas, gerir programas, portfólios e propor uma atuação estratégica na condução dos projetos. Em suma, pode-se defini-lo como um “ponto focal” de uma organização que permite a gestão do seu portfólio de projetos, se estratégico, ou então do portfólio de um setor, se tiver uma atuação mais operacional (CARNEIRO; CRAWFORD, 2005).
É viável associar a elaboração de uma patente tratando o processo que vai da captação do conhecimento, do estudo de viabilidade e da proposição de um pedido de patente como um projeto, trazendo os desafios de sua gestão e, certamente, quando houver um portfólio possível de patentes a ser gerido, cabe propor uma estrutura de organização que similarize-se com um escritório de projetos em sua estrutura organizacional.
Uma vez que a implementação de escritório de projetos serve à busca de maior eficiência em gestão de projetos, pode-se inferir que sua utilização como molde estrutural para a uma finalidade específica de gerir projetos de patenteamento incorrerá em um efeito compatível com a proposta deste trabalho, que se trata da potencialização da taxa de conversão de conhecimento tecnológico em patentes. Essa inferência é sustentável, já que pesquisa de Barcauí e Quelhas (2004) aponta que a implementação de escritórios de projeto nas organizações pesquisadas deu-se por força em grande parte originada dos problemas ou do baixo desempenho em projetos, e isso se constituiu como um forte impulso para a implementação destes escritórios.
Outro aspecto importante que determina a utilização de estruturas inspiradas em escritórios de projeto para a constituição de uma estrutura de organização para a implementação do processo de conversão e dos recursos de gestão do conhecimento é a
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constatação de que a existência destes em uma organização é um fator facilitador no aprendizado e na troca de informações entre os diversos projetos em um portfólio, o que cumpre um papel importante quando se refere a patentes: tanto o aprendizado ao produzi-las quanto a troca de informações e lições aprendidas permite um aperfeiçoamento contínuo em sua elaboração (JULIAN, 2008).
Para fins de mapeamento das funções a serem assumidas por um escritório de projetos cuja missão precípua seja a de gerir o processo de conversão do conhecimento tecnológico em patentes e promover o uso dos recursos necessários de gestão do conhecimento, compilou-se um conjunto de funções que alguns autores definiram para escritórios de projeto.
As funções aplicáveis ou potencialmente úteis para uso no âmbito da missão foram compiladas e adaptadas conforme descrição da TABELA 1.
As funções de um PMO, segundo Valeriano (2005) são, em estágios iniciais de operação:
- Prestação de serviços de controle de prazos; - Prestação de serviços de controle de custos; - Elaboração de relatórios multi-projeto; - Elaboração de relatórios interdepartamentais;
- Treinamentos em aspectos específicos de gerenciamento de projetos; - Ligações com os gerentes departamentais e, em especial, com os
gerentes de recursos empresariais;
- Melhoria contínua de processos de gerenciamento de projetos; - Levantamento de lições aprendidas;
- Arquivo de lições aprendidas. Em estágios intermediários, as funções são:
- Arquivo do histórico do projeto;
- Administração dos processos de gerenciamento de projeto; - Consultoria sobre gerenciamento de projeto;
- Desenvolvimento de métodos e padrões; - Aperfeiçoamento de métodos e padrões;
40 Em estágios avançados, as funções são:
- Análise de propostas de projetos segundo objetivos estratégicos da organização e critérios complementares;
- Aprovação de propostas de projetos segundo objetivos estratégicos da organização e critérios complementares;
- Distribuição de recursos de acordo com prioridades estabelecidas; - Identificação de conflitos;
- Recomendações para a solução dos conflitos identificados; - Revisão crítica de projetos;
- Avaliação de projetos;
- Atuação externa com foco nos clientes e patrocinadores. Em alguns casos especiais, o PMO pode realizar as seguintes atividades:
- Tratar da formação, treinamento e plano de carreira de gerentes de projeto;
- Gerência direta dos projetos da organização. Valeriano (2005) cita os benefícios do PMO à organização:
- Maior alinhamento dos projetos com as estratégias e os objetivos da organização;
- Maior profissionalismo da gerência de projeto; - Maior produtividade das equipes de projeto;
- Maior racionalidade na distribuição e alocação de recursos; - Criação de métodos e padrões de gerenciamento;
- Desenvolvimento de métodos e padrões de gerenciamento; - Aperfeiçoamento de métodos e padrões de gerenciamento;
- Uniformidade no tratamento das partes interessadas sejam elas da própria organização, ou externas, notadamente clientes e patrocinadores;
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- Expansão da cultura de projetos na organização;
- Utilização do PMO como parte importante de um sistema de informações estratégicas.
Os tipos de PMO são classificados pelo autor. As classificações são:
- Quanto às atribuições: apoio, treinamento, consultoria ou aplicação de métodos e padrões;
- Quanto à forma organizacional: presencial, virtual, mista, centralizada e distribuída e
- Quanto à implantação: por fases e por projeto. (VALERIANO, 2005). As dificuldades ou desafios citados na implementação são muitos. O autor cita vários, tais como:
- Necessidade de apoio, dedicação e paciência dos stakeholders;
- Resistência interna antes mesmo de iniciado o processo de implantação; - Necessidade de ampla divulgação dos objetivos da implantação para
conscientizar o staff da real necessidade de execução do projeto;
- Atuação localizada do responsável pelo PMO, visto que, normalmente, é escolhido internamente junto aos gerentes de projeto que atuam na organização atualmente;
- Determinação das reais necessidades da organização e como ela pretende ou pode supri-las ao longo do tempo;
- Determinação quais as atribuições do PMO no início e quais as atribuições futuras;
- Confronto o resultado esperado com os custos efetivos da implantação do PMO;
- Surgimento de boatos e temores infundados a respeito do PMO; - Resistência interna mesmo antes de iniciada a implementação;
- Uso do sistema de informações gerenciais da organização como parte do sistema de informações estratégicas;
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- Treinamento e, imediata aplicação de alguns conhecimentos em projetos piloto;
- Resistência do responsável pelos resultados dos projetos piloto. - Verificação a conformidade dos processos;
- Verificação a conformidade dos meios materiais; - Verificação a conformidade da equipe;
- Uso de recursos em muitos projetos simultaneamente diminui o espírito de equipe decorrente da vivência entre os membros;
- Acompanhamento e avaliação da evolução do PMO na medida que os projetos vão sendo inseridos no contexto de responsabilidade do PMO. - Melhoria dos processos;
- Melhoria dos meios materiais; - Melhoria da equipe;
- Atualização dos softwares;
- Atualização os meios de comunicação; - Reciclagem da equipe e
- Obtenção de melhores resultados das lições aprendidas. (VALERIANO, 2005).