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Støtte til pårørende ved livets slutt

5 Støtte familie og andre pårørende

5.3 Støtte til pårørende ved livets slutt

dos professores

4.3.6.1. De que forma as discrepâncias entre as CE e as CI afectam os professores

Embora os professores a propósito das discrepâncias CE/CI, tenham referido que não faz sentido fazer-se comparações entre as respectivas classificações, apoiados no facto dos critérios de avaliação serem diferentes, mostram ser conhecedores do que se passa na escola e, em particular, do que se passa com os seus alunos, desenvolvendo um trabalho crítico, individual e em grupo, em torno dos resultados obtidos pelos alunos. Como refere o professor P2: “(…) individualmente e em grupo temos tentado fazer uma reflexão e temos tentado realmente melhorar aquilo que podemos, não é?! Nomeadamente, tendo o cuidado de fazer essa monitorização (…), ir controlando e ir uniformizando entre os vários alunos das várias turmas, de forma a que não haja disparidades”.

Essas disparidades, entendidas aqui como discrepâncias entre as CE e as CI, afectam os professores (quadro 18), são responsáveis por algum descontentamento e até desconforto quando as discrepâncias são muito notórias.

Quadro 18: Impacte das discrepâncias entre as CE e as CI e a forma como estas afectam os professores

De que forma as discrepâncias entre as CE e as CI dos alunos afectam os professores

Professor

P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7

Muito     

Parcialmente 

Pouco 

Isto não significa que se sintam insatisfeitos com a média dos resultados dos seus alunos enquanto comparadas com a média nacional, pois, como refere o professor P4, “(…)

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tenho feito sempre a comparação entre as médias de testes que eles têm e as notas de exame e acabam por as coisas andarem iguais, se não até subirem um bocadinho no exame. Também tive o cuidado de comparar a média nacional com a média dos meus alunos no exame e eles costumam ficar ligeiramente acima da média, ou seja, nem corre bem de mais, mas também não posso dizer que corra mal. Eu costumo fazer a comparação da escola com a média nacional e depois a minha com a média nacional”. Em geral, como refere o professor P2: “(…) a diferença [entre as CE e CI] é de mais ou menos dois valores em termos gerais, não faz assim grandes discrepâncias; os dois valores correspondem mais ou menos àquilo que seriam as médias dos testes, (…) nós costumamos dizer que se correr bem a nota que eles vão ter no exame corresponde à média dos testes, se correr muito bem, vai ser melhor, se correr mal, vai ser muito pior” (P2). E, se a tendência é de que os alunos desçam, também há os que surpreendem: “Às vezes fico surpreendida pela positiva, no entanto fico sempre um pouco [afectada], porque também tenho alunos com notas mais elevadas que eu gostaria que tivessem tido mais um bocadinho do que aquilo que tiveram” (P1). “Por vezes fico desiludida, porque sei que os meus alunos têm um determinado nível de conhecimento que não conseguem aplicar num exame nacional, que não têm sequer oportunidade de demonstrar o que sabem” (P3).

Este problema em torno dos resultados de exame projecta-se nos próprios professores. Como referem os professor P2 e P6 “(…) os resultados dos alunos acabam por reflectir o trabalho deles (…) mas também o nosso, é evidente! Porque (…) na prática os resultados dos exames são passados a pente fino, não é?! Ou seja, (…) é inevitável que as pessoas [os professores] não sejam avaliadas pelos resultados dos alunos” (P2); “nós, professores, sentimo-nos um bocado à prova, porque acaba por ser o reflexo do nosso trabalho durante o ano naqueles alunos. Claro que se damos boas notas esperamos que os alunos tenham bons resultados, se por algum motivo na sua maioria os resultados não são bons, nós somos afectados porque achamos que o nosso trabalho não foi suficiente (…) temos sempre tendência de nos culpabilizarmos de alguma coisa” (P6).

4.3.6.2. Que esforços desenvolvem os professores para melhorar a relação CE/CI

Quando questionados sobre os esforços desenvolvidos para melhorar a relação entre as CE e as CI, os professores são unânimes em referir que têm sido feitos a nível individual, mas, principalmente, em grupo. Basicamente, reforçam ter vindo a implementar as medidas

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que referiram como sugestões para diminuir as discrepâncias entre as CE e as CI, já explicitadas atrás (quadro 17-Relação entre as CE e as CI a nível de escola na disciplina de FQA), que consistem numa preparação direccionada especificamente para um bom desempenho no exame, com apoio extra-aulas a reforçar conhecimentos essenciais, pormenores e formas de responder assertivamente, de acordo com a exigência dos critérios de classificação dos exames. Do que referem os professores, entende-se que há um trabalho concertado que conjuga esforços colaborativos com a mesma finalidade: “Isoladamente não, (…) tenho trabalhado sempre em grupo com as colegas. Depois, é lógico que todas nós, damos imenso apoio aos alunos, em horas extra e os alunos aderem” (P1). “É assim, isoladamente, acho que, eu pelo menos não tenho desenvolvido nenhum esforço especial. A não ser realmente tentar alertá-los para aqueles pormenorezitos que até saem nos exames (…) por exemplo, fazer correcção e aplicar os critérios de classificação dos exames acho que dá uma óptima experiência, só que acaba por ser só naqueles aspectos que foram apresentados ali, não é?! (P2); “(…) acaba por ser com os colegas de grupo, quando se aproxima aquela fase final começa-se a tentar definir estratégias, como é que vamos ajudar os nossos alunos?, aulas de apoio, horas-extra, nesse aspecto acho que as coisas funcionam bem e acabam por funcionar extra-aula, com os professores que estão disponíveis para isso e com os alunos que querem, acabamos por ajudar e naquela fase final é para treinar mesmo para o exame nacional” (P4). “(…) já conheci vários grupos doutras escolas e acho que o grupo é um grupo empenhado, um grupo de trabalho em prol dos alunos, (…) para melhoria dos resultados, é um grupo que se empenha no que faz” (P6). “ (…) o nosso trabalho diário com os alunos é no sentido de tentarmos prepará-los cada vez melhor para os exames, para tentar minimizar essa [discrepância]” (P7); “Depois de ver os exames nacionais, de corrigir, ficamos com a ideia que (…) há que evidenciar pormenores e (…) tento levar conteúdos chave com exercícios para eles resolverem, para eles perceberem como dão a volta, como estruturar, dei exercícios que já saíram em exame nacional ou parecidos (…), ou seja, eu acabo por direccionar um bocadinho nessa perspectiva. Outra coisa, muitas vezes aproveito aulas para fazer revisões de conteúdos anteriores de 11º ou até de 10º ano, ou até combinar com eles algumas horas extras para ver dúvidas que eles tenham …antes de exame e antes de testes intermédios” (P3).

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