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Spredning av demokrati

In document Amerikansk terrorbekjempelse (sider 51-56)

A radiografia torácica é considerada o método de diagnóstico de eleição de ICC, sendo também essencial na monitorização da progressão da doença e avaliação da resposta ao tratamento. Contudo, a radiografia torácica apresenta uma baixa sensibilidade no diagnóstico de CMH, especialmente na deteção de hipertrofia concêntrica do VE, apresentando-se frequentemente sem alterações nas formas ligeiras a moderadas da doença (Bahr, 2013). A aparência radiografia de ICC esquerda nos gatos é altamente variável. A radiografia torácica permite identificar o aumento global da silhueta cardíaca, o aumento do átrio esquerdo, a distensão venosa pulmonar e a presença de edema pulmonar cardiogénico ou de derrame pleural (Ware, 2011).

Os gatos não apresentam um padrão particular de distribuição do edema pulmonar, contrariamente à distribuição característica perihilar e caudodorsal que se verifica nos cães. A distribuição do edema pulmonar em gatos pode ser local a difusa, afetando os campos pulmonares de forma heterogénea e não uniforme (Thrall, 2013a). Num estudo realizado por Benigni, Morgan & Lamb (2009), que incluiu 23 gatos com edema pulmonar cardiogénico, 61% apresentaram uma distribuição difusa não uniforme e 39% apresentaram uma distribuição regional, afetando predominantemente os campos pulmonares ventrais em 22% dos casos, os campos pulmonares caudais em 13% e a região perihilar em 4% dos casos. O edema pulmonar é geralmente assimétrico (78%) e afeta mais do que um lobo pulmonar (Benigni et al., 2009). Um grau variável de infiltrado intersticial e alveolar desenvolve-se com o edema pulmonar. Em alguns pacientes, também pode ocorrer infiltração peribrônquica, produzindo um padrão brônquico associado (Thrall, 2013a).

Outra alteração característica que ocorre com o aumento da pressão do AE e está geralmente presente na ICC esquerda é a dilatação da veia pulmonar. Apesar de frequentemente presente, a sua ausência não permite excluir a presença de ICC, podendo estar ausente em pacientes desidratados ou tratados com diuréticos (Benigni et al., 2009).

Apesar de menos frequente, a ICC em gatos também pode apresentar-se sob a forma de derrame pleural. O derrame pleural caracteriza-se pela acumulação de líquido radiopaco no espaço pleural com aumento da radiopacidade e arredondamento das margens na região dorsal ao esterno, visível na projeção LL. Os sinais radiográficos de derrame pleural incluem ainda o alargamento das fissuras interlobares, a retração da superfície pleural pulmonar relativamente à pleura parietal e a redução da observação da silhueta cardíaca e dos limites

do diafragma (figura 6). Nas projeções VD por vezes é visível o arredondamento do sulco costo-frénico. O deslocamento dorsal da traqueia pode ocorrer em gatos com derrame pleural moderado a grave, independentemente do tamanho do coração, não sendo um indicador de cardiomegália em gatos com derrame pleural significativo (Côté et al., 2011d; Thrall, 2013b).

Figura 6. Radiografias torácicas em projecção lateral (A) e dorsoventral (B) de um gato com CMH grave e insuficiência cardíaca congestiva (adaptado de Côté et al., 2011f).

Legenda: (A)- Na vista LL a silhueta cardíaca surge parcialmente apagada pelo derrame pleural, com aumento da radiopacidade na região dorsal ao esterno. Ao nível do hilo, a veia pulmonar lobar caudal surge dilatada (seta azul). (B)- Na projeção DV a silhueta surge indistiguível, sendo visível a dilatação da rede vascular pulmonar, com maior diâmetro da veia pulmonar lobar caudal direita (seta azul) comparativamente à artéria pulmonar lobar caudal direita (seta vermelha). Também é visível um padrão de edema pulmonar misto.

A dilatação do AE pode ser identificada de forma subjectiva por radiografia torácica. Na projeção LL o AE ocupa a área caudodorsal da silhueta cardíaca (Bahr, 2013). A dilatação do AE conduz à alteração desta região, com a formação de uma concavidade ligeira na porção caudodorsal da silhueta cardíaca. A margem caudal da silhueta cardíaca surge mais recta e vertical e a porção caudal da traqueia e a carina podem surgir elevadas dorsalmente (Muhlbauer & Kneller, 2013). Schober, Wetli & Drost (2014) compararam a avaliação da dilatação do átrio esquerdo por radiografia e ecocardiografia. Neste estudo, 81 gatos apresentaram dilatação do AE detetada por ecocardiografia. Dos gatos anteriormente diagnosticados por avaliação ecocardiogáfica, 72% apresentaram alterações radiográficas compatíveis com dilatação do AE. Neste estudo, a deteção de dilatação do AE por radiografia torácica apresentou uma sensibilidade de 72% e especificidade de 74%.

Quando o AE está marcadamente dilatado, pode estender-se para o lado direito, resultando numa aparência semelhante à dilatação biatrial. Com a dilatação marcada do AE, associada ao VE não dilatado, a silhueta cardíaca assume uma forma característica com uma base larga que afunila em direção ao ápex, criando uma forma triangular, também denominada de coração de São Valentim, nas projeções VD e DV. Esta forma pode ocorrer por dilatação marcada do AE ou por dilatação do átrio esquerdo e direito, não sendo específica de CMH.

As projeções VD e DV são mais sensíveis na deteção de dilatação do AE (Bahr, 2013). Na projeção VD e DV, a aurícula esquerda dilatada, pode ser visível, como uma saliência, na posição entre as 1:30 e 3 horas, utilizando a analogia do relógio (Schober et al., 2014).

Figura 7. Radiografias torácicas em projecção ventrodorsal (A) lateral (B) de um gato com cardiomiopatia hipertrófica (adaptado de Bahr, 2013)

Legenda: (A)- A marcada dilatação do átrio esquerdo apresenta uma aparência característica, frequentemente denominada como coração de São Valentim (B)- A dilatação do átrio esquerdo cria uma saliência côncava na região caudal da silhueta cardíaca (seta).

A avaliação das dimensões da silhueta cardíaca por radiografia torácica pode ser realizada, objetivamente, através da medição do Vertebral Heart Score (VHS). Este método compara as dimensões cardíacas, através da medição dos eixos longo e curto cardíacos, com o comprimento dos corpos das vértebras torácicas, representando o tamanho do coração proporcionalmente ao tamanho corporal. Num estudo realizado em 100 gatos saudáveis o VHS obtido em projeção lateral foi de 7,5 ± 0,3 vértebras (Litster & Buchanan, 2000). Um VHS normal não permite excluir CMH, uma vez que a hipertrofia concêntrica do VE está associada a um espessamento do miocárdio com redução da dimensão da câmara ventricular esquerda e sem aumento das suas dimensões exteriores (Bahr, 2013).

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