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Språkopplæring og innføringstilbud

4. Funn og drøfting

4.4 Språkopplæring og innføringstilbud

A Educação Ambiental (EA) sempre esteve relacionada com o meio ambiente e seu entorno. A evolução dos conceitos da EA sempre se encontrou intrinsecamente ligada ao enriquecimento dos conceitos de meio ambiente e a maneira como este é visualizado. São várias as definições de EA existentes, não se devendo julgar a errada ou a correta, visto que cada uma possui suas especificidades e metas a serem atingidas. Afinal o importante é a efetivação de seu objetivo maior que consiste em fazer as pessoas compreenderem a importância do envolvimento nos cuidados para com o meio ambiente de maneira a torná-las participantes no seu meio, através da formação de uma consciência crítica (CELESTINO 2007), como está claro na definição apresentada no Capítulo I, art. 1º, da Lei n. 9.795, de 27 de abril de 1999, que dispõe sobre a educação ambiental:

Entende-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”

Dessa forma, percebe-se que a EA é a chave, em qualquer caso, para renovar os valores e a percepção do problema, desenvolvendo uma consciência e um compromisso que possibilitem a mudança, desde as pequenas atitudes individuais, e desde a participação e o envolvimento na resolução dos problemas, para promover um desenvolvimento sustentável dos povos. Já que o investimento em capital humano pode propiciar a mudança social e econômica, junto com uma melhoria do meio ambiente, conforme preconiza Díaz (2002, p. 44).

A destruição da natureza é prioritariamente resultante da intervenção do homem no meio de maneira insustentável, em virtude da obrigação do ter e do possuir estar se

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sobrepondo a do ser, do existir. Isso é decorrente do que o homem aprendeu durante a sua existência, ou seja, a cultura por ele adquirida. Portanto, a ação de degradar não pode ser voltada apenas para um ou outro indivíduo, mas sim para todas as relações sociais, políticas, econômicas, culturais, tecnológicas, entre outras, vivenciadas pela sociedade como um todo. Por essa razão, a Educação Ambiental deve ser usada objetivando a renovação dos antigos conceitos de necessidade, de prioridades e da relação homem-ambiente, de modo a possibilitar o conhecimento da atual realidade ambiental, na qual a população mundial se encontra inserida, visando despertar a importância de cada ser nesse processo (CELESTINO, 2006).

O ensino sobre o meio ambiente deve contribuir principalmente para o exercício da cidadania, estimulando a ação transformadora, além de buscar aprofundar os conhecimentos sobre as questões ambientais de melhores tecnologias, estimular a mudança de comportamento e a construção de novos valores éticos menos antropocêntricos. A educação ambiental é fundamentalmente uma pedagogia da ação. Não basta se tornar mais consciente dos problemas ambientais sem se tornar também mais ativo, crítico, participativo. Em outras palavras, o comportamento dos cidadãos em relação ao seu meio ambiente é indissociável do exercício da cidadania (BERNA, 2004, p.18).

Pode-se verificar conforme discussão de Berna (2004) a importância que é dada à participação do homem, afinal ele é a “mola-mestre” para se obter êxito na atividade de educação ambiental, visto que constitui o ser vivo mais beneficiado com as mudanças, além de ser o único que realmente pode fazer a diferença. No entanto, na maioria das vezes os autores da área enaltecem a participação do homem, mas não colocam a importância de se sensibilizar os moradores para tal, ou seja, a completude da comunidade, o que é de extrema importância, para poder assegurar efetivamente a inserção do homem nesse processo de educação ambiental. Visto que com a sensibilização, a partir da complicada realidade ambiental que vem sendo enfrentada pelas populações, pode-se garantir o conhecimento dela, assim como a utilização dos esforços da própria comunidade em prol da alteração dessa realidade.

Enfim a Educação Ambiental consiste em um processo contínuo, o qual inicialmente deve suscitar a sensibilização e posteriormente possibilitar a conscientização dos indivíduos, através do contato com a realidade ambiental vivenciada por cada pessoa, comunidade, sociedade, a qual deve objetivar a efetiva mudança de atitude para com o ambiente, por meio do conhecimento do problema, assim como, da solução para o referido. Além da participação ativa da sociedade, em busca da melhoria e bem estar comum, de maneira a assegurar a sustentabilidade dos recursos naturais a todos os seres. Tudo isso é alcançado através do

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estímulo à criação de novas realidades socioambientais, ou seja, da instalação do estado de resiliência, o qual permitirá um desenvolvimento sustentado e, por conseguinte mais eqüitativo a todos (CELESTINO, 2006).

A partir de então é possível verificar, a educação ambiental não tem uma definição pré-determinada, o que se sabe realmente é que ela objetiva garantir a sustentabilidade, enfim o bem-estar comum a todos os indivíduos, de maneira a deixar cada autor/artista livre para desenhá-la, pintá-la e construí-la, conforme as visões de alcance que acreditam possuir a educação ambiental.

Capra (2006, p.53) completa essa discussão, expondo um pensamento peculiar: “a sustentabilidade sempre envolve a comunidade na sua totalidade. Essa é a lição profunda que temos que aprender com a natureza. As trocas de energia e recursos em um ecossistema são mantidas pela cooperação de todos”. Enfatiza ainda, que todos os sistemas vivos se desenvolvem e todo desenvolvimento envolve aprendizagem. No nível das espécies, o desenvolvimento e o aprendizado se manifestam no desdobramento criativo da vida ao longo da evolução. Os indivíduos e o meio ambiente adaptam-se mutuamente – eles co-evoluem numa dança contínua.

Percebe-se que toda a aprendizagem parte da troca entre os seres, os quais a partir da cooperação podem chegar ao alcance das transformações e/ou mudanças para um ambiente sustentado. Desse modo, o processo de educação ambiental deve ser considerado um instrumento indispensável de gestão ambiental e para a materialização do ideal de desenvolvimento sustentável. (SEIFFERT, 2009, p.268), dessa forma este instrumento tem grande contribuição na busca pela sustentabilidade ambiental de qualquer setor, atividade, ação, enfim auxilia na (re)construção de um novo contexto ambiental, se assim os habitantes desse meio o quiserem.